segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Missiologia - aula 4

24) O CRISTIANISMO E O RESPEITO PELAS OUTRAS CULTURAS

O cristianismo não tem o objetivo de padronizar o mundo e nem destruir as culturas, sua mensagem, porém, é universal. No dia do triunfo de Cristo e da Igreja, cada povo ou etnia, se apresentará louvando a Deus, na sua própria língua (Ap 5.9).

Não é preciso destruir a cultura de um povo, para levá-los a fé cristã, por que o cristianismo é transcultural. Os missionários devem respeitar as culturas de um povo. Barnabé sabia que a tradição judaica era mais uma forma de manter a identidade nacional, e que isto em nada implicaria na salvação dos novos crentes, portanto, não seria necessário observar o ritual da Lei de Moisés (At 15.19-20).

O apóstolo Paulo era um judeu rico e culto, que sacrificou as tradições de seus antepassados, deixando tudo para a salvação do maior número possível de almas (Fp 3.5-8), pois considerava a salvação dos homens mais importante do que sua identificação cultural como judeu. Todos os meios lícitos são válidos para conquistar os pecadores para o Reino de Deus. Paulo conhecia o mundo e sua geração, e soube conquistá-lo para Jesus.


25) O DESAFIO DA OBRA MISSIONÁRIA ATUAL

A evangelização mundial é uma tarefa urgente. Trata-se de um trabalho de prazo limitado, que requer ação rápida, iminente e preciosa, temos que encher o mundo com a Palavra da Fé, antes da "meia noite" (Jo 9.4). Este é um trabalho que não pode ser adiado, sob qualquer pretexto. Evangelização é o mais importante e requer urgência, mais que qualquer outra missão da Igreja.

 

26) O BRASIL E A OBRA MISSIONARIA

Estamos iniciando o século XXI com 2.500 missionários transculturais brasileiros, de todas as denominações, em mais de 70 países de todos os continentes. O Brasil tem grandes igrejas evangélicas, mas muitos países não possuem e tem alguns onde a porcentagem de crente é de dois por um. Estes dados devem despertar os crentes brasileiros para esta necessidade mundial.

 

27) O BRASIL DOS POVOS NÃO-ALCANÇADOS

O Brasil é um país de extrema riqueza étnica. As nações indígenas, europeias e africanas têm produzido em nossa nação uma variedade e complexidade cultural. A metade do nosso povo é de origem europeia, cerca de 53%, sendo entre eles portugueses, italianos, espanhóis e alemães. Outro segmento da nossa população é de origem africana, cerca de 11%. Mais de um terço de nós, somos mistura de sangue europeu, africano e índio, cerca de 34,8%. Entre esses três tipos o Evangelho tem encontrado bastante receptividade, no entanto, o mesmo não acontece com outros povos étnicos. Os principais povos não alcançados no Brasil são os indígenas, orientais e muçulmanos:

  • Povos indígenas: Hoje há no Brasil cerca de 315 mil índios espalhados em 251 tribos. Nenhum dessas tribos possui a Bíblia completa em sua própria língua! Apenas 129 delas tem contato com o Evangelho através de missionários evangélicos. Este complicado quadro acontece pelo resultado de três barreiras. a) Barreiras linguísticas: Entre as tribos indígenas, fala-se mais de 180 línguas diferentes. Apenas 34 têm o Novo Testamento. Precisamos de mais obreiros dispostos a traduzir a Bíblia para as línguas indígenas. Isso exige muita dedicação e paciência, mas é imprescindível que o povo ouça e cresça na Palavra de Deus. b) Barreira geográfica: Na maioria dos casos as tribos residem em áreas de difícil acesso, longe das cidades modernas ou até mesmo de estradas. c) Barreira política: A postura atual da FUNAI é a de vetar a entrada de missionários em muitas tribos.

  • Orientais: A maioria concentração de japoneses, fora do Japão, está no Brasil. Mais de um 1.400.000 japoneses estão espalhados no país, especialmente no interior do Estado de São Paulo. Um percentual muito alto dos japoneses é católico (60%). São poucas as missões que focalizam os japoneses, que hoje só contam com 80 igrejas evangélicas. Mais de 1.600 chineses moram no Brasil. Comparados aos grandes avanços do Evangelho na China, este povo tem mostrado poucas receptividade no Brasil;
  • Mulçumanos: Talvez o povo mais resistente ao Evangelho, os muçulmanos têm imigrado no Brasil principalmente do Oriente Médio. Crente em Ala (Deus), o Alcorão (seu livro sagrado) e em Maomé (seu profeta), os muçulmanos negam a divindade de Jesus e até sua morte na cruz. Em 1980, o censo do IBGE mostrou que no Estado de São Paulo havia 5.427 libaneses e 1.950 sírios. Existem muitas mesquitas. Vindos da síria, Arábia saudita, Líbano e Palestina, os árabes muçulmanos já se dedicaram e espalhar o islamismo aqui no Brasil. Muitas vezes é possível ver missionários muçulmanos nas rodovias e aeroportos brasileiro fazendo suas oração voltadas para Meca. Em 1993 os muçulmanos compraram um sitio em São Bernardo para construção de um “Centro Latino-Americano para o treinamento de Missionários muçulmanos”. Seguindo um plano ambicioso de islamizar a América Latina, virão missionários muçulmanos de muitos países árabes para serem treinados e enviados pelo continente. No Brasil os maiores redutos de árabes muçulmanos ficam em São Paulo, Belo Horizonte e Foz do Iguaçu. 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

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