sábado, 15 de maio de 2021

Anticristo. A solução material com implicações espirituais - Capítulo 3


OS PRECURSORES NO PASSADO BÍBLICO E SECULAR 

Na história da humanidade sempre houve registro de dominadores que requereram para si tratamentos dignos de divindade e que foram considerados precursores do Anticristo, devido seus atos de crueldade ou engano.

Muitos almejaram o titulo de Anticristo (I Jo 2.18), mas apenas foram meros percussores que, consciente ou inconscientemente, prepararam o caminho para a manifestação do homem do pecado, o filho da perdição (II Ts 2.3).

Alguns destes homens fizeram de tudo para serem conhecidos ou reconhecidos como tal, mas falharam em suas tentativas.

Dos tais a maior lembrança que temos não são, propriamente seus feitos malignos, mas o fim trágico de cada um (Dn 11.45), a morte. Ninrode, neto de Noé que começou a ser poderoso na Terra (Gn 10.8), Dario, o imperador Medo-Persa que, conforme orientações dos inimigos de Daniel, assinou o decreto proibindo orações a deuses, exceto a ele (Dn 6.1-28).

Outro exemplo foi Antíoco IV Epífânio, (215-162 a.C.), o rei que chegou ao poder da forma mais vergonhosa[1]. Sem escrúpulos, derramou muito sangue para atingir seu objetivo. Prospero, resolveu investir contra o Deus de Israel, assumindo o papel de divindade. Reinou apenas onze anos e durante este período usou artifícios mentirosos, enganosos e cruéis como ninguém. Enriqueceu com os despojos das inúmeras guerras.

Guerreou contra o Egito e tomou posse do reino de Ptolomeu VI (Dn 11.25-28), então voltou suas atenções, com muito ódio, para Jerusalém, saqueando-a, matando boa parte dos judeus e levando outra parte como escravos.

Fez cessar os sacrifícios diários, mandou construir um altar no Templo e ordenou o sacrifício de porcos[2], obrigando os judeus a renunciarem a Deus para adorarem seus ídolos pagãos.

Proibiu também a circuncisão, sob ameaças de severas punições para quem descumprissem suas ordens. Mesmo assim ainda houve resistência de muitos judeus fiéis, mas a grande maioria obedeceu, voluntariamente ou por medo.

Os judeus que presenciaram a ascensão e reinado de Antíoco Epifânio certamente se lembraram das profecias de Daniel, devido as semelhanças entre o que houvera sido profetizado e o que de fato aconteceu. Um homem vil, articulador, sagaz, promovedor de intrigas, ávido pelo poder, sorrateiro, violento e sedento pela perseguição aos judeus.

Os judeus acreditavam que o Anticristo já havia se manifestado na pessoa de Antíoco Epifânio no passado, no entanto, muitos ficaram confusos quando Jesus afirmou, durante seu ministério terreno: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação, de que falou o profeta Daniel, no lugar santo...” (Mt 24.15). Esta afirmação soou como uma bomba aos ouvidos de todos, pois o pior ainda estava por vir.

continua...



[1] Seleuco IV reinou de 187 a 175 a.C. e morreu envenenado. Seu filho deveria ter assumido em seu lugar, mas seu tio Antíoco assumiu o trono aos quarenta anos de idade e mudou seu título para Antíoco Epifânio, o glorioso.

[2] O porco, segundo a Lei, é um animal impuro para os judeus

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

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