Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mais um trechinho do meu livro.

gosto de postar parte do meu livro (o primeiro de três). Estou revisando (a final). Esta será a penúltima postagem do capítulo 2. Segue abaixo postagem:

JOSÉ – COMO VOCÊ CONSEGUIU
Pela terceira vez Jacó sairia de suas terras para mais uma viagem. Na primeira saiu de mãos vazias, solitário, pobre, fugindo da casa paterna, fruto de seus erros, na segunda saiu com bens e família, fugindo de seu sogro e o possível encontro com Esaú o deixava temeroso, mas para o Egito a história seria outra, não estava mais fugindo e tampouco receoso por algo, estava cumprindo a vontade de Deus, que lhe confirmou a sua ida, seria uma espécie de recompensa para o grande patriarca.

Do outro lado estava José que, devido a sua ocupação e importância no Egito, não desceu para buscar seu pai, ficou esperando trazerem a benção em tuas mãos, semelhante seu avô Isaque, quando recebeu Rebeca como esposa.

A ansiedade era grande, mas o que lhe preocupava seria uma possível reação de desaprovação de Jacó ao vê-lo vestido como um egípcio e misturado com aquela nação idólatra, pois a última vez que havia visto seu pai, ele ainda possuía a túnica colorida.

Ao longe avistou a comitiva, correu ao seu encontro e prostrou-se, pois naquele momento a maior autoridade naquela nação não era ele, e sim o seu pai, o patriarca de Israel, por isso o reverenciou.

Este foi o segundo encontro desta natureza do qual Jacó participava, o primeiro com seu irmão Esaú, quando se prostrou implorando seu perdão, agora era seu filho reconhecia a sua autoridade e importância no plano de Deus.

Jacó, avançado em idade, recebeu um valiosíssimo presente e todo orgulhoso pela posição de José, estendeu seus braços para recebê-lo. Por muito tempo havia acreditado na perda do filho e agora recebia, não somente ele, mas também toda a sua família.

A interação entre pai, filho e irmãos após o reencontro foi necessário para que todas as mágoas, dores e ressentimentos fossem esquecidos para sempre, mas o momento principal daquele entrelaçamento foi a conversa que se desenrolou entre eles. Como foi gratificante para todos ouvirem o relato de José.

Estavam curiosos por saberem como ele havia chegado aquela posição. Estudo, influência, amizades, sorte, envolvimento na cultura ou política egípcia?

A sua explicação foi longa, compreensiva, aceitável e de uma forma bem descontraída deixou claro que a sua vitória não poderia ser medida apenas pela sua condição atual, mas pelo contrário, Deus começou a abençoar a sua vida justamente no inicio daquela prova através da sua submissão demonstrada durante os momentos em que permaneceu na cova, aguardando a mudança da decisão de seus irmãos, durante a sua caminhada como escravo, o tempo em que trabalhou na casa de Potifar e por fim os dias em que ficou encarcerado, por isso é que não encontramos nenhum elemento humano suficiente para desabonar a sua vitória ou desqualificar a vida de José, pois em todos os momentos ele sentiu a presença abençoadora de Deus. Mas como tamanha fortaleza diante de tanto sofrimento? A resposta é simples:

• O Senhor estava com José e ele se tornou próspero, mesmo sendo um simples trabalhador da casa de Potifar, a ponto de seu senhor observar e exaltar sua conduta irrepreensível;

• Até mesmo no cárcere José sentiu a presença de Deus e foi abençoado com a confiança do carcereiro;

• Já diante de Faraó, José se portou como um digno servo de Deus.

Como Deus não abençoaria toda família por intermédio da vida de José? Após esta conversa Jacó teve uma audiência com Faraó, que se mostrou interessado pela sua história. Ele perguntou a idade do patriarca que prontamente respondeu que os seus cento e trinta anos havia sido poucos se comparados aos dos teus antepassados e fez questão de frisar que foram maus, mas porque? Não estava alegre com o reencontro de seu filho?

A história de Jacó desde o início fora conturbada, seu nascimento, suas confusões com Esaú, enquanto jovem, a compra da primogenitura, pela qual imaginou ser o homem mais feliz do mundo, diante desta sua grande conquista, sentimento que aumentou após ter recebido a benção que seria de seu irmão, mas por tudo isto vieram os problemas, a fuga, seus dois casamentos e suas quatro mulheres, os atritos profissionais com seu tio e as confusões de seus filhos e filha.

No seu reencontro com Esaú imaginava que tudo poderia mudar, mas depois da morte de Isaque os dois tomaram caminhos diferentes e para aumentar, ainda mais, suas preocupações, os seus filhos quase comprometeram a segurança de toda a família durante o envolvimento de Diná com o heveu Siquém.

Depois Ruben, seu primogênito, manchou o seu leito ao se relacionar com uma de suas concubinas. Judá também o entristeceu quando se envolveu com sua nora, Tamar, pensado que ela fosse uma prostituta, mas a dor maior foi quando seus filhos chegaram com a notícia da morte de José, no entanto, pior foi ouvir depois de tantos anos que toda aquela história tinha sido uma farsa, que havia sido enganado pelos próprios filhos.

Agora, no Egito, viveria os seus últimos anos de vida, com a família reunida, usufruindo de todos os recursos que foram colocados à sua disposição e de seus filhos pastores. Deus havia reservado para eles, a melhor parte de todo território egípcio. Estavam radiantes de alegria por esta benção.

Nas suas orações, enquanto estava em Canaã, atentava apenas para a falta de condições dignas ou mínimas de vida, fruto da falta de alimento. A sua fé era que seus filhos voltariam com mantimentos do Egito, que durariam alguns poucos dias. Rever seu filho preferido, morar na melhor porção de terra do Egito e ser sustentado por esta nação todos os dias da sua vida, jamais havia pensado que pudesse ser desta forma.

O interessante foi que Jacó orou apenas por alimento para si, sua família e rebanho. Deus fez muito mais do que ele havia pedido ou imaginado. Permaneceriam naquelas terras o tempo que fosse necessário, era uma espécie de recompensa para todas as gerações abraâmica, que poderiam imaginar ser aquela, a grande nação, que Deus havia prometido. A partir do momento que se sentissem ameaçados ou quando perdessem todas estas regalias, seria necessário uma nova intervenção Divina, por enquanto deveriam se alegrar por aquela benção.

Foi uma trajetória vitoriosa, mesmo que ele não a considerasse, pois foram várias as intervenções e providências de Deus para corrigir erros e situações desagradáveis de sua vida. Todos os fatos narrados por Jacó, na presença de Faraó, foram necessários para comprovarem que aquela geração não era composta de meros coadjuvantes, eram especiais, mesmo diante de tantos erros.

Por: Ailton da Silva

extraído do livro: Criado, eleito, perdido e resgatado (em fase de revisão). Autor: Ailton Silva

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