sábado, 8 de janeiro de 2022

Elias, o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 3

a) A seca revelou o falso deus:

O culto a Baal financiado pelo reino do Norte afastou o povo da adoração verdadeira. O profeta Elias estava consciente disso e quando confrontou os profetas de Baal, logo percebeu que Israel não se mantinha fiel ao verdadeieo e único Deus (I Rs 18.21).

A idolatria havia dividido o povo. Para corrigir esta situação somente um remédio amargo surtiria efeito (I Rs 18.37). Havia chegado a hora de colocar um ponto final naquela vergonha. Jezabel trouxe uma religião que permitia a prostituição, homossexualismo, sacrifícios de crianças, feitiçaria entre outras ações malignas.

Portanto era necessária a presença de um pulso forte, um homem valente, corajoso que não medisse esforços para anunciar a disciplina de Deus, que já era “liquida” e certa. A seca serviria de disciplina (Dt 11.13-17), ao mesmo tempo que, mostraria à Israel que Jeová era Deus, provedor e dominador sobre a natureza, atributos que Baal não possuía. A falta de chuva também serviu para humilhar esta pretensa divindade.

Acabe permitiu-se influenciar por sua rainha pagã, que foi capaz de confundir o povo com sua bagagem trazida de Sidom, mas a seca não mudou a situação, pois muitos ainda coxeavam entre dois pensamentos (I Rs 18.21), até o momento em que o fogo de Jeová caiu do céu e consumiu o holocausto (I Rs 18.38). Naquele momento, o reino todo percebeu o erro.

 

b) A seca revelou o Deus verdadeiro:

 Jezabel veio para Israel e trouxe a sua religião e uma vontade obstinada de fazer de seus deuses o principal objeto de adoração entre os hebreus.

De fato o culto ao Senhor foi substituído pela adoração a Baal e Aserá, principais divindades dos sidônios (I Rs 16.30-33). A consequência desse ato foi a decadência moral e espiritual.

Baal era o deus cananeu do trovão, raio, tempestade, chuva, fertilidade e supostamente possuía poder sobre os fenômenos naturais controlando as estações do ano.

A longa seca sobre o reino do Norte criou as condições necessárias para que Elias desafiasse os profetas de Baal e provasse que tal divindade não passava de um deus falso (I Rs 17.1,2; 18.1,2,21,39), importado de Sidom, pois não houve chuva, colheita, alegria ou prosperidade para os enganados israelitas.

Durante este período ocorreram muitos milagres pela instrumentalidade do profeta Elias:

  • Sustento trazido por corvos, as aves imundas (Lv 11.15; I Rs 17.6);
  • Multiplicação do alimento para viúva de Sarepta (I Rs 17.14);
  • O filho da viúva de Sarepta foi ressuscitado (I Rs 17.22);
  • Fogo de Deus descido do céu no Monte Carmelo (I Rs 18.38).

Após o episódio do Monte Carmelo, o povo deveria ter parado de coxear entre dois pensamentos, já que Elias mostrou quem era e quem estava com o controle sobre todo Israel.

continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

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