Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

quinta-feira, 24 de maio de 2012

MENSAGEM 49


DEUS NÃO ESQUECEU O MAR ABERTO
DEUS PROLONGA O TEMPO DA LUTA PARA NÃO ANTECIPAR A DERROTA
COMO PODEMOS TRANSFORMAR A PORTA EM UM VALE DE SOMBRA E MORTE

Os egípcios estavam de boca aberta com as manifestações de Deus entre os hebreus, principalmente a última, na ocasião da abertura do mar Vermelho, mas também aproveitaram esta oportunidade para zombarem, pois pensaram que Deus havia esquecido de fechar o mar. No pensamento deles, talvez Deus estivesse fazendo o mesmo que Baal (I Rs 18.27).

1 – Coluna de nuvem e de fogo
As colunas de nuvem e de fogo não se misturavam, não se encontravam e tampouco desempenhavam suas funções simultaneamente, pois uma agia durante o dia e a outra durante a noite (Ex 13.21).

Manifestação da teofania, para mostrar que Deus mudava a sua estrutura, sua forma, mas não o seu caráter, misericórdia e principalmente para deixar claro que não revogaria a sua decisão (Ex 3.9), pois Ele ouviu o clamor do povo e e decidiu pela libertação de Israel. A saída do Egito era uma benção incondicional, não dependeria da fé, fidelidade ou vontade do povo, mas a entrada em Canaã teria suas condições.

1 – O clamor (Ex 14.10)
Eles clamaram diante do mar para que Deus desse um livramento. O mar foi rasgado (Ex 14.21) para revelar a porção seca (cfe Gn 1.9). Israel tinha naquela oportunidade três alternativas:
  • Cruzar os braços e esperar as lanças do inimigo, que poderia tomar isto como afronta;
  •  Levantar os braços e se render facilmente ao inimigo;
  • Prosseguir avante.
Atravessaram a seco e debaixo de um sol quente, pois a nuvem que protegia do calor se posicionou a retaguarda do povo (Ex 13.21).

A única sombra que tinham era aquela produzida pelas duas grandes paredes de água (Ex 14.29), que serviram para segurar a correnteza. Alguns atravessaram com medo de que desmoronassem e outros admirados com tal cena e uma pouca minoria atravessou sem sequer olhar para elas. A ânsia por chegar à margem era maior que o medo.

A torcida, após a passagem, seria pelo fechamento do mar, de preferência rápido, para que os egipcios não atravessassem.

2 – Porta aberta ou vale de sombra de morte
A estrada aberta em meio ao mar rasgado poderia se tornar um vale de sombra e morte, pois Israel não tinha mais a proteção da nuvem e estavam diante das duas paredes de água, nunca vista antes e para piorar a situação, o inimigo estava a sua retaguarda, esperando somente a oportunidade para avançar. Como acreditar no impossível? Como imaginar a morte do inimigo e a vitória deles? O mais fácil seria esperarem a derrota.

3 – Feche o mar
Os israelitas atravessaram o mar a seco (Ex 14.22), mas quando chegaram a outra margem se assustaram com uma cena, pois viram os egipcios fazendo uso de uma bênção que não havia disto destinado a eles.

Israel ficou aguardando o fechamento do mar para definitivamente ficar livre de seu opressor. Livre? Aquele montante de água era capaz de separá-los por apenas alguns instantes. Como orar desta forma, para pedir uma bênção superficial?

Se Deus atendesse o pedido deles, estaria somente retardando o momento da derrota. A luta foi prolongada por mais alguns instantes, pois caso o mar fosse fechado, certamente os egípcios dariam a volta pelos Golfos e fatalmente alcançariam os hebreus, que devido ao número, cansaço, doenças e limitações de alguns, não conseguiram se distanciar o suficiente. Afinal as modernas bigas eram bem mais rápidas que o povo.

Mas o que fariam os egípcios alcançarem rapidamente os israelitas era o desejo de reaver sua mão de obra barata.

3 – Porque Deus não fechou o mar logo após a passagem?
Deus estava planejando algo maior, jamais visto entre as outras nações, por isto retardou o fechamento do mar. Foram dois os motivos para isto:
  • Para testar a fé de seu povo. Eles ficariam à margem esperando o desfecho ou sairiam correndo como ovelhas sem pastor (I Rs 22.17)?
  • Para mostrar que chegaram até ali, mas não foi pelas suas próprias forças.
Deveriam esperar mais um poucochinho de tempo para contemplarem a bênção completa.

5 – A estratégia de Faraó
O Egito poderia ter traçado outra rota para cercar Israel após o mar Vermelho, mas se fizessem isto estariam confiando na providência milagrosa de Deus. Logicamente, por não conhecerem ou acreditarem, optaram pela pela perseguição, pois sabiam que facilmente os encurralariam e seriam vitoriosos.

6 – Que Deus é este?
Deus não esqueceu o mar aberto, não esqueceu o seu povo, não esqueceu seu Filho (Mt 27.46) e tampouco esqueceu sua igreja.

Conclusão
Os israelitas passaram pelo mar Vermelho, felizes e confiantes na vitória, mas viram o inimigo tentando usufruir de uma benção que não era para eles, por isto pereceram na metade do caminho. Deus abre e fecha o mar no momento certo.

Por: Ailton da Silva

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