segunda-feira, 7 de junho de 2021

Geografia Bíblica - aula 2

II – O MUNDO ANTIGO

OS IMPÉRIOS HUMANOS E A SUPREMACIA DIVINA

Desde os mais remotos tempos, impérios se levantaram e caíram. Alguns desses impérios foram citados, principalmente por Daniel, na interpretação do sonho de Nabucodonosor (Dn 2.1-49).

 

1) IMPÉRIO EGIPCIO - ANTIGUIDADE

O Egito é uma das mais antigas e fascinantes civilizações que já existiram. Sua historia é tão antiga quanto a do próprio homem. O Egito sofreu diversas intervenções e ficou sob dominação de outros impérios ou nações:

  • Por cerca de quatrocentos anos pertenceu ao Império Romano;
  • Ficou por trezentos anos submisso ao império Bizantino;
  • Foi dominado pelos mulçumanos por volta do Século VII d.C.;
  • A partir de 1400 d.C. tornou-se possessão turca;
  • No Século XX tornou-se protetorado inglês;
  • Tornou-se independente em 1922.

A grandeza histórica do Egito é vista nas conquistas, nas exuberantes pirâmides, nos grandes monumentos, nas cidades estados construídas e pelo avançado conhecimento na matemática, astronomia, medicina e principalmente pela grandiosidade do Rio Nilo.

a) Relação entre o Egito e hebreus

A relação dos hebreus com o Egito teve início ainda na era patriarcal, com Abraão (Gn 12.10), que se mudou para aquele território. Isaque, seu filho ficou tentado, mas foi impedido por Deus de trilhar os mesmos caminhos do pai (Gn 26.2). José, outro patriarca dos hebreus, foi levado ao Egito como escravo e se tornou, por mão de Deus, o governador (At 7.9-14), recebendo toda sua família para morarem na melhor porção do Egito. Anos mais tarde, após sua morte, os hebreus foram escravizados por cerca de quatrocentos e trinta anos, conforme comunicado por Deus a Abraão (Gn 15.13-16). O último patriarca a se relacionar com o Egito foi Moisés, enviado por Deus para libertar os hebreus da escravidão (At 7.17-37).

 

2) IMPÉRIO ASSÍRIO

Os assírios descendiam de Assur, filho de Sem e neto de Noé (Gn 10.11), que deixou Sinear para habitar em uma ci­dade que passou a le­var seu nome. Ninive, uma inexpressiva cidade do império foi transformada em capital. Entre os anos de 705 a 626 a.C. se deu o auge do império. Os assírios, que caíram diante da Babilônia em 616 a.C, deportavam os povos conquistados para diminuir o ardor nacionalista e exterminá-los moralmente. Cometiam crimes de guerras, com barbáries horríveis.

a) Relação entre a Assíria e Israel

A relação entre Israel e os assírios sempre foi tensa, foram muitos conflitos. A Assíria invadiu e destruiu Israel e deportou as dez tribos que faziam parte do reino do Norte, que havia sido fundado por Jeroboão (1 Rs 11.28-43).

 

3) IMPÉRIO BABILÔNICO

Babilônia, uma das primeiras civilizações da humanidade, está intimamente associada a história dos hebreus. De Ur dos Caldeus, Abraão partiu para Canaã, seguindo determinações de Deus. A Babilônia abrangia os territórios da Mesopotâmia, ao Norte de Bagdá até o Golfo Pérsi­co e era protegida por uma dupla muralha.

a) Relação entre a Babilônia e os hebreus

O Reino do Sul, conhecido como Judá, perverteu a lei Mosaica e permitiu várias práticas que induziu o povo à apostasia. Nesse período os profetas enviados advertiram o Reino, porém não foram ouvidos. Deus então resolveu puni-los e a Babilônia foi justamente o instrumento para a prática da justiça Divina. O exercito de Nabucodonosor caiu sobre Jerusalém como gafanhotos, destruindo tudo e levando cativos os judeus para Babilônia. Deus revelou o fim do império babilônico, por intermédio do profeta Daniel (Dn 5.1-31).

 

4) IMPÉRIO MEDO-PERSA

O império persa surgiu após a queda do Babilônico e através da coligação medo-persa e se transformou rapidamente em uma potência. O rei Assuero, dominava sobre cento e vinte e sete províncias a partir da Pérsia, um reino com fronteira nunca vistas. Nessa época os judeus foram tratados com longanimidade. Tinham liberdade religiosa e mantinham suas tradições nacionais. Foi nesse território que se desenrolou os fatos registrados nos livros de Ester, Daniel (cap. 8) e Neemias (cap. 1).

a) Relação entre o império Medo-Persa e os judeus

Durante o império babilônico, mesmo em cativeiro, os judeus gozavam de alguns privilégios que aumentaram com a ascensão do império Medo-Persa. O então rei Ciro, permitiu que os judeus retornassem a Jerusalém para reconstruí-la, através da liderança de Zorobabel, Esdras e Neemias, que reergueram o Templo, resgataram a Lei e reconstruíram os muros e portas da cidade, respectivamente. O rei Ciro, chamado por Deus de “meu servo”, devolveu os tesouros do Templo roubados por Nabucodonosor. O império Medo-Persa também teve seu fim profetizado por Daniel (Dn 8.3;21-22).

 

5) IMPÉRIO GREGO

A Grécia, berço da civilização ocidental, nos ofereceu a democracia, ar­tes, filosofia, arquitetura, medicina e se não fosse a helenização do mundo, não conheceríamos a tradicional divisão entre Ocidente e Oriente. Grandes gênios se desenvolveram nessa atmosfera, entre eles, Tales, Empédocles, Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles e muitos outros.

Alexandre Magno, “um dos maiores gênios militares de todos os tem­pos", conquistador, guerreiro, audaz, afirmou sua autoridade e conquistou boa parte do mundo, mesmo ainda jovem. Morreu repentinamente aos trinta e três anos e com ele se foram os sonhos de ecumenizar a humanidade.

A helenização do mundo foi uma das grandes realizações de Alexandre, pois a cultura grega difundida naquela época facilitou a pregação do Evangelho, pela Igreja Primitiva, que não encontrou dificuldades para evangelizar, pois o Koinê, grego vulgar, era falado em boa parte do mundo.

a) Relação entre os gregos e judeus

O relacionamento de Alexandre Magno com os judeus foi emocionante, conforme relatado pelo historiador Flávio Josefo, que narrou sua entrada em Jerusalém e suas atitudes no Templo. O conquistador ficou feliz quando soube que havia sido citado pelo profeta Daniel, como o grande príncipe que destruiria os persas, por isso permitiu que mantivessem suas tradições e costumes segundo a Lei Mosaica.

 

6) IMPÉRIO ROMANO

O império romano conquistou e subjugou muitos povos. Roma, de um inicio desprezível, foi ampliando sua influência e no século III a.C, havia dominado toda a península itálica. Em pouco tempo atingiu a Europa, Ásia e África. As maiores contribuições do império romano foram a instituição do mundo jurídico e abertura de estradas, que auxiliaram na administração de diferentes povos e nações.

a) Relação entre os romanos e judeus

O império romano invadiu Jerusalém em 63 a.C, dando inicio a dominação romana em Israel. Herodes, Pilatos, Tito, Nero foram alguns dos que tiveram nomes associados à história dos judeus. Insanos, inescrupulosos, maquiavélicos, perseguidores, tiranos que governaram, subjulgaram, destruíram e perseguiram os judeus sem piedade.

Os romanos toleravam o judaísmo, justamente por não considerá-lo uma ameaça, já que não tinha ares proselitistas, no entanto quando se depararam com o Cristianismo prontamente se opuseram. Para tanto foram cruéis e impiedosas perseguições contra a Igreja primitiva, porém mesmo com essa situação o numero de seguidores aumentava por todo o mundo.

Mas assim como todos os outros impérios anteriores, os romanos conheceram, em 476 d.C., o seu fim, mas como profetizado por Daniel, esse império ressurgi­rá com grande poder e com curta duração, pois o Rei dos reis e Senhor dos senhores porá fim definitivo sobre esse império.


Fonte: Apostila Curso Básico de Teologia do SETEM – Seminário Teológico Manancial. Elaboração: Pb. Ailton da Silva

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

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