sexta-feira, 25 de junho de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 7

FORA DO PARAÍSO, MAS AINDA NO PLANO DE DEUS 

Mesmo na condição de pecador, o homem conseguiu obter a atenção de Deus, justamente quando o inimigo depositava suas fichas na queda e vergonha humana, por imaginar ter feito o trabalho perfeito, porém amargou uma nova derrota, pois Adão foi procurado e chamado pelo seu próprio nome e esteve mais uma vez na presença do Criador.

Deus teve misericórdia do homem após sentenciá-lo, pois poderia ter exterminado ali mesmo a sua criação. Naquele momento deu-se a instalação da misericórdia de Deus e a apresentação do plano de salvação da humanidade. E para concluir o dia de bênçãos o homem ganhou de presente roupas novas e duradouras.

Este foi o estopim da fúria maligna contra a criação de Deus, pois esperava[1] uma sentença de condenação. Ele não entendeu o porquê de tamanha proteção. Não poderia haver de Deus outra reação que não aquela, uma vez que a tentação veio do exterior, não nasceu no coração do homem, pois não havia espaço, campo ou motivo para isto. Pela primeira vez o pecado se intrometeu na raça humana. Uma simples desobediência, mas de consequências monstruosas, foi capaz de afetar a cultura original criada por Deus.

O homem foi expulso[2] do paraíso e esteve frente a frente com um ambiente totalmente oposto, sujeito a dificuldades, lutas, doenças, violência, contendas, brigas, discussões, doenças, dores, mortes, ciúmes, crueldades e competitividade. Até então, por receberem somente bênçãos de Deus, não tinham conhecimento desta realidade cruel. Começariam a colher os resultados do pecado. Tudo agora seria conseguido pelo suor de seu trabalho ou pela bondade da natureza ainda que o serviria fielmente.

O pecado alterou a conduta da humanidade e foi a causa de sua expulsão do paraíso, mas não foi capaz de tirar o homem do coração de Deus e tampouco alterou o plano Divino, tanto que as gerações seguintes aguardavam ansiosas o cumprimento das promessas, mesmo conhecendo toda a história da queda. O que animava aqueles corações era a certeza de que não estavam abandonados a mercê de suas próprias sortes e convicções, contudo não mais tiveram mais acesso ao paraíso.

O direito de habitarem no primeiro paraíso foi perdido, mas ainda existe a possibilidade de que o homem alcance o segundo, a nova Jerusalém, lugar para onde somos atraídos pelo sacrifício vicário de Jesus.

O primeiro casal não teve direito a uma preparação transcultural, para mudarem de ambiente, sequer dias ou horas de carência, pois a expulsão se deu tão logo ouviram a sentença, ou poderíamos imaginar Deus dando a eles um tempo para se despedirem de tudo e de todos? Se tivessem esta oportunidade será que refletiriam sobre o ocorrido? Jamais seria permitida tamanha tortura moral e espiritual. O sofrimento seria maior por saberem que sairiam, um dia, portanto era melhor cumprirem imediatamente a sentença.

Findou-se então a breve estadia humana no paraíso onde estavam sobre as bênçãos e proteção de Deus. Agora a história seria outra e bem diferente.

A transição cultural foi um choque para eles, mas a mudança do padrão de vida foi bem mais problemática. Como lidaram com esta nova situação?

Continua...



[1] O inimigo do homem esperava pela condenação, tal como ocorreu com ele quando foi expulso do céu e quando ouviu que a semente da mulher esmagaria sua cabeça.

[2] A mudança radical do estilo de vida humano.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

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