terça-feira, 20 de julho de 2021

Os primogênitos: Deixa o meu ir, senão levo o seu. Capítulo 2

continuação...

A opressão egípcia, em vez de dizimar, contribuiu para o crescimento dos hebreus que, em breve, estariam sob a responsabilidade e cuidados de Moisés.

Todo o período de caminhada pelo deserto em busca da Terra Prometida serviria de preparação transcultural, para que quando os hebreus adentrassem Canaã não estranhassem a deplorável cultura daquele povo, ou seja, enquanto rodeavam as outras nações deveriam se atentar para as maldades, idolatria, iniquidades para não praticá-las em sua futura terra.

E como seria diferente a nova situação dos hebreus. Algo nunca imaginado, até mesmo pelos mais otimistas. Era o “algo mais[1]” de Deus na vida de seu povo.

Um povo escravizado que preenchia somente um dos quatros requisitos que tornam uma nação de fato reconhecida pelas outras.

Os hebreus não possuíam território, apenas confiavam nas promessas de Deus feitas a Abraão e confirmadas a Isaque, Jacó e José. Não possuíam um código de leis próprias para reger seus costumes, tradições ou para manterem a ordem entre eles.

Não possuíam uma forma de governo estabelecida e respeitada, tanto por eles, quanto pelas outras nações.

Na verdade eram visto como um amontoado de gente e este era o único requisito que cumpriam e que poderia torna-los reconhecidamente uma nação.

A questão do ajuntamento, mesmo em terras estrangeiras, já esta resolvido. Quanto a forma de governo, Deus deixaria bem claro que a partir do momento da chamada de Moisés e seu retorno ao Egito já caracterizava que aquele povo estava sob a autoridade do “Eu Sou”, seno governado com mão forte e acima de tudo misericordiosa (Ex 19.5).

Em relação ao código de Leis, logo receberia através das mãos de Moisés um conjunto de normas que regulariam suas vidas, costumes, tradições e comportamento.



[1] Poucos personagens bíblicos receberam o “algo mais” de Deus, entre eles: Jacó, José, Joquebede, Moisés e Davi. Pediram ou esperavam pouco, mas receberam mais.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

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