terça-feira, 6 de julho de 2021

Os primogênitos: Deixa o meu ir, senão levo o seu. Capítulo 1

Já adulto, Moisés, matou um egípcio e pensou que poderia matar um por dia. Se matasse todos tomaria o Egito e a daria a posse aos seus irmãos hebreus, mas a promessa de Deus feita a Abraão dizia respeito a uma terra nova.

Toda a sua valentia demonstrada, em um dia calmo de sua vida foi esvaziada no dia seguinte quando se assustou com a ameaça de um hebreuzinho. Então, temendo, decidiu pela fuga e viu algo novo, um horizonte de possibilidade abrindo à sua frente.

Depois de muito tempo afastado do Egito, enquanto cuidava e aprendia com bichos, Moisés teve a visão da sarça ardente[1], fato que oficializou sua chamada.

Este encontro com Deus selou a sua volta ao Egito para cumprir a sua grande missão, cuidar de gente, cuidar da nação de Deus, cuidar de Israel.

Não se preocupou com as represálias, tampouco com a prescrição de seu crime, na verdade, voltou fazendo uso de um salvo-conduto, decretado e assinado por Deus. Ninguém o acusaria do passado e nem tocaria nele.

Enfim se reencontrou com seu povo, após longos anos de separação. Que alegria! Foi bem recebido, pois os hebreus estavam em meio ao sofrimento, enfermos, escravos, pobres e sem esperança. Alguns desconfiados, outros confiantes, mas o desejo de liberdade era maior que tudo isto.

Moisés, era a resposta para os clamores daquele povo, mas havia um problema para ser resolvido, pois os hebreus não conheciam a Deus, não tinham experiências e estavam há muito tempo afastados (Ex 3.13). E se perguntassem o nome deste Deus, o que responderia?

Não estavam na presença de Deus, não sabia o nome e nem a quem clamar, pior é que no futuro não cumpriria a missão de apresentar o único e verdadeiro Deus às outras nações (cfe Ex 15.14-16). Não conseguiriam sequer viver em comunhão, não se suportariam no futuro, dividiram aquela nação, não socorreriam os pobres, órfãos, viúvas e necessitados (Lv 19.13). Sem contar que não amariam o próximo como a eles mesmos (Lv 19.18) e logicamente oprimiriam os estrangeiros e odiariam seus inimigos e opressores.

Independente desta situação, os hebreus foram ouvidos por Deus e receberam de bom grado Moisés, o responsável por tirá-los daquele lugar, ao mesmo tempo em que tirava do coração deles todo o engano, fascínio e medo que o Egito havia produzido durante todo o tempo da escravidão

Isto nos alegra, pois em situação diferente, já que sabemos muito bem em quem temos crido (II Tm 3.12), seremos igualmente ouvidos, socorridos e abençoados por Deus.



[1] Ver uma sarça ardendo em fogo qualquer um poderia ver, mas a visão da sarça ardendo em fogo e intacta não era para qualquer um. 

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

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