quinta-feira, 29 de julho de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 1

continuação...

3) CONCERTO (ANTECEDEU O AVIVAMENTO):

A alegria, pós reconstrução de Jerusalém, levou os judeus a firmarem um novo concerto, se comprometendo a obedecerem a vontade de Deus. A exposição da Palavra (leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação) fez com que os judeus não ficassem somente reféns da emoção, mas serviu para que exteriorizassem todo o desejo por mudança.

Um avivamento sem Palavra, experiências e prática não produz o resultado esperado, apenas aprisiona o povo a uma dimensão sentimental. A reforma espiritual foi concretizada no momento da efetivação do concerto. Esta foi a prova de que o avivamento foi capaz de produzir mudança de vida, dando condições para requisitarem as bênçãos de Deus. A única exigência de Deus (Dt 10.12-13) neste caso foi a obediência, justamente o ponto fraco deles (Dt 8.20; Dn.9.11; At 7.39).

Os sacerdotes, levitas e os lideres do povo (9.38) se uniram em prol de um concerto se comprometendo em andar segundo a lei de Deus. As conseqüências pós exílio ainda perturbavam a mente dos judeus, por isto enxergaram a necessidade de mudança, ainda mais após o extenso e detalhado histórico de queda de Israel e das providências de Deus (9.4-38).

 

a) Os lideres como exemplo (10.28,29):

O exemplo partiu da liderança, que mostrou interesse pelo concerto. A resposta foi imediata do povo, que admiraram aqueles homens e seguiram-nos. A conduta no caráter falou mais alto que muitas palavras (I Pe 5.3). Os judeus jamais teriam tomado a decisão caso não tivessem visto a liderança se apresentando diante de Deus, desejosos pela mudança (I Tm 4.12).

Neemias, líder político e Esdras no campo religioso foram os primeiros a selarem o concerto (10.1), logo após foram os sacerdotes (10.2-8), depois os levitas (10.9-13), os chefes de famílias (10.14-27) e finalmente todo o povo (10.28).

 

4) AVIVAMENTO (GENUÍNO):

A exposição da Palavra (leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação) promoveu um grande avivamento entre os judeus, conduzindo-os ao arrependimento, condição essencial para o concerto.

O avivamento gerado pela exposição (leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação) da Lei não se restringiu apenas a cânticos e celebrações, pois isto já faziam sem impedimentos na Babilônia (Sl 137). Motivos para alegria não faltavam, haja vista estarem diante da obra concluída e terem resgatados a tradição, religiosidade e o nacionalismo.

Os judeus reconheceram o desprezo que manifestaram pela Palavra e que todos os anos em que estiveram no exílio foram consequências de seus próprios erros, mas tinham ciência que Deus estava lhes proporcionando uma nova chance, uma oportunidade para se aproximarem (II Cr 7.14).

Isto prova que aquele avivamento teve resultados duradouros e não superficiais como acontece na atualidade. O certo é que o segundo estado foi bem melhor que o primeiro, por isto é que podemos afirmar que Jerusalém não era mais a mesma, estava bem diferente.

 

a) Frutos materiais e sociais do avivamento:

Muros reconstruídos, portas levantadas, economia girando, pois os ricos devolveram as terras e casas que haviam tomado dos pobres e os sacerdotes voltaram a cuidar da Casa de Deus, mas a mais importante transformação foi no campo espiritual.

  • Se Neemias não tivesse colocado a mão na massa, se os obreiros não tivessem se esforçado na leitura e explicação da Palavra e se os levitas, sacerdotes e os lideres não tivessem se purificado, certamente os judeus permaneceriam por muito tempo naquela trágica situação;
  • Frutos do genuíno avivamento: arrependimento, confissão e concerto;
  • Frutos do concerto: zelo pelo Templo, necessidade da adoração e preocupação com a manutenção do Templo;
  • Como os judeus gostavam de auto-humilhação, com vestes de pano de saco, terra na cabeça. Se esta prática fosse adotada pela igreja, certamente muitos andariam com seus kits de humilhação, compostos de capas e saquinhos de terra no bolso, vai que precisasse em algum momento. Os judeus jogaram quase um caminhão de terra para o ar quando Paulo fazia sua primeira defesa (At 22.22-23);
  • Quando os judeus foram lembrados das operações de Deus no passado (Ne 9), estavam na verdade, presenciando uma prévia do que seria o sermão de Estevão (At 6);
  • Quantos não voltariam quando se deparassem com a mesma visão que Neemias teve ao chegar em Jerusalém?
  • Quando Neemias voltou a Jerusalém, pela segunda vez (Ne 13.7), correu para conferir o fruto do avivamento e concerto que havia sido testemunha, mas não suportou a degradação e espancou alguns que estavam misturados aos pagãos 

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

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