domingo, 20 de junho de 2021

Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história? – Capítulo 4


Isaque estava indo para auxiliar o pai na administração do sacrifício e para ajudá-lo a provar sua fé e fidelidade a Deus.

Ao chegarem ao local do sacrifício, Abraão deixou seus servos e jumento[1], pois seria desnecessário aquele animal de carga. A lenha não era tão pesada assim e poderiam carregar.

O suposto e imperfeito cordeiro para o sacrifício estava caminhando com os próprios pés, enquanto que o Verdadeiro, Digno, Perfeito e Único Cordeiro que poderia ser sacrificado, já estava lá em cima do monte esperando há muito tempo.

O pai subiu triste, o filho subiu confiante e carregando a madeira para o próprio[2] sacrifício. Que peso, que responsabilidade caiu sobre os ombros daquele jovem. Como o pai via aquela cena? O que imaginava ou o que filme passava rapidamente em sua mente?

Havia chegado o momento de todos os sonhos de Abraão caírem por terra. Se o filho fosse morto, fatalmente seus planos quanto à sua descendência não seriam cumpridos, uma vez que não teria mais filhos para a continuidade.

Diante do altar ergueu o cutelo, mas neste instante ouviu a voz do anjo do Senhor dizendo que não finalizasse o sacrifício, pois já havia provado que realmente temia a Deus.

Abraão subiu chorando e desceu sorrindo abraçado ao filho pelo livramento recebido. Subiu e desceu sempre com a promessa ao lado. Em nenhum momento perdeu o foco.

Sequer teve o trabalho de ordenar que seus moços fossem atrás de algum cordeiro para completar o sacrifício. Simplesmente virou-se[3] e viu um cordeiro enroscado entre o mato. Isto prova que Deus sempre está à retaguarda, provendo o que precisamos. Bastou esticar a mão e pegá-lo, pronto, o seu serviço sacrificial estava completo.

Jamais conseguiríamos imaginar a alegria[4]. Um sentimento que somente ambos poderiam descrever, em virtude da tensão vivida durante o trajeto e os cruciais minutos que antecederam o sacrifício.

Ter saído da terra de seus pais, para depois ser presenteado com um filho na velhice, que anos mais tarde foi o instrumento usado para provar a sua fidelidade, foi a base da segurança de Abraão para aguardar o cumprimento das promessas. Ao final deste episódio Deus olhou para Abraão e declarou: “Justificado pela fé, totalmente”.



[1] O jumento representava toda a carga negativa que trouxe desde a sua partida, por isto resolveu deixa-lo para que o sacrifício fosse leve e agradável a Deus.

[2] Tal com Jesus que carregou sua cruz, Isaque apareceu no cenário bíblico carregando a lenha para o próprio sacrifício.

[3] Deus envia a providencia às nossas costas, na frente, na entrada, na saída, subindo, descendo, nunca falha.

[4] Um encontro a três, pai, filho e Provedor. O dia que seria trágico terminou de forma gloriosa.

 

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

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