Apresentação da lição em power point

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quando a crise mostra a sua face. Plano de aula.

QUANDO A CRISE MOSTRA A SUA FACE

AS LAMENTAÇÕES DE NEEMIAS
PELA FÉ, NEGOU SER CHAMADO COPEIRO DO REI
INTERCEDER – COLOCAR-SE NA BRECHA POR ALGUÉM?

PROPOSTA DA LIÇÃO
• A desobediência levou os reinos do Sul e Norte à destruição;
• Eles foram autorizados a reconstruírem a cidade, muros e Templo;
• Zorobabel liderou o 1º grupo que retornou (jubilosos);
• Neemias era copeiro do rei Artaxerxes I. Estava em Susã, a fortaleza;
• Enquanto Jerusalém estava na miséria, destruída;
• Quando tomou conhecimento da situação, assentou, chorou e orou.

ORAÇÃO DE NEEMIAS:
• Adoração, intercessão, jejum e confissão dos pecados do povo.

INTRODUÇÃO
Neemias, servindo a corte persa, não tinha obrigação de demonstrar tanta preocupação com Jerusalém. Mesmo depois de conhecer a situação da cidade não haveria necessidade do desabafo com o rei Artaxerxes, a não ser que sentisse em seu coração um chamado muito forte.

Realmente não era nada fácil a vida daqueles que estavam na cidade, o pior era que não faziam nada para mudarem aquele quadro caótico. Houve necessidade que Deus levantasse outro homem de fora, de longe, pois os poucos e desanimados moradores (de dentro) não perceberam que o conformismo e o comodismo tiravam deles o controle da situação.

Neemias não era um general, um engenheiro, construtor de grande porte, diplomata, mas possuía qualidades tais, pois no decorrer da obra enfrentou perigos, inimigos, dificuldades, oposição de estrangeiros e outras situações. Sentiu a chamada de Deus em sua vida quando ouviu o diagnóstico catastrófico sobre a cidade. No seu entendimento ainda havia solução?

A reconstrução da cidade poderia ser uma realidade distante e inatingível ou não, pois já estavam trabalhando neste intento, inclusive o Templo estava reerguido, mas o principal era atentarem para os muros ao redor, que deveriam ser reconstruídos imediatamente, pois de nada adiantaria investirem na cidade e esquecerem da proteção. Ele sabia que toda a tradição, história, cultura, religiosidade dos judeus dependia daquela cidade.

a) O retorno do cativeiro:
1º grupo – Zorobabel (538 a.C.). Principal missão: reconstrução do Templo.
2º grupo – Esdras (458 a.C.). Principal missão: Resgate e ensino da Lei;
3º grupo – Neemias (445 a.C.). Reconstrução dos muros.

I. A CRISE EM JERUSALÉM
1. Antecedentes históricos.
Os dois reinos, Norte e Sul, foram levados cativos pela Assíria em 722 a.C. e pela Babilônia em 586 a.C., respectivamente. Deus havia alertado os dois, em varias oportunidades, mas não deram crédito. Devido a desobediência deliberada, Deus permitiu que os invasores não somente arrasassem, como também os humilhassem. O último a ser levado poderia ter se espelhado na situação caótica do primeiro, pois o intervalo de tempo entre uma deportação e outra permitia esta reflexão.

Em Samaria, capital do reino próspero e maior, foram enviados povos estrangeiros para se misturarem aos moradores, dando assim origem a segregação que perdurou muito tempo, principio da falta de comunicação com os seus irmãos judeus. Em Jerusalém, os babilônicos cirandaram com o maior símbolo judeu, o Templo, os seus tesouros e derrubou os muros da cidade. O povo ficou sem inspiração religiosa e proteção contra novos ataques.

Os judeus voltaram para Jerusalém e não encontram forças para a reconstrução total, somente para a parcial, pois faltava a liderança para determinar-lhes as tarefas e administrar toda aquela crise. Sempre tiveram um líder, fosse na era patriarcal, ou no reino unido, dividido ou através dos profetas, mas agora se viram solitários. O resultado foi o comodismo e o conformismo com aquela degradante situação. O Templo, a cidade e o povo símbolos da religiosidade, tradição e grandeza de Jerusalém estavam debaixo da miséria e opóbrio.

a) Hanani – portador de boas ou más notícias:
Certamente Neemias esperava ouvir de Hanani boas notícias sobre a cidade, pois já era tempo da reconstrução estar a pleno vapor, mas o que ouviu o deixou triste e receoso pelo futuro da nação. Esta conversa selou o chamado daquele homem, a partir daquela momento nunca mais foi o mesmo. Era a oportunidade que fazer algo para Deus. Alguém poderia condenar Hanani por ter ido tão distante para entregar noticias tão ruins.

b) A crise é um período de perdas.
A crise é um período de perdas na vida do homem, capaz de tirar-lhe as forças e as esperanças. Perdas são constantes, os valores e princípios, que antes deveriam nortear suas ações, são esquecidos, ou substituídos pelo famoso “salve-se quem puder”. É a personificação do desiquilibrio individual ou social, diante de um momento crucial. O relato de Hanani (Ne 1”3) apresentava Jerusalém nestas condições. Neemias deveria combater a causa e não a consequência:
• Insegurança pública – A cidade sem muros estava desprotegida, sem defesa, propensa a constantes ataques (os muros estão derribados);

• Injustiça social, corrupção, falta de leis justas, cidadania e política falidas, ajuda mútua e comunidade não existiam;

• Os que não foram levados para o cativeiro ficaram na pobreza, oprimidos, viviam entre os escombros. Qualquer um preferia ser levado cativo do que permanecer naquelas condições;

• Não tinham ânimo para lutar contra os mais fracos inimigos que pudessem aparecer, pois o que adiantava cada um proteger a sua casa e deixar a cidade desprotegida, até mesmo exércitos falidos, doentes;

• Um povo desprezado, esquecido e abandonado a mercê de sua mingua sorte.

Que outra decisão Neemias poderia ter tomado se não a de encarar o seu rei e pedir autorização para retornar a Jerusalém? Mas depois de muita oração.

2. Deus dá o escape.
A promessa de Deus, em relação ao retorno e reconstrução da cidade se cumpririam (Jr 29:10-14), mesmo que fosse por intermédio do advento e triunfo do império medo-persa. Ciro, o rei, um gentio (Ed 1:1), mas orientado por Deus permitiu que o primeiro grupo de judeus retornasse para reconstruírem a cidade, o Templo e os muros. Desta tríplice tarefa apenas não atentaram para a terceira.

O império babilônico, que primava pelo êxodo dos súditos para suas terras, não suportou a força do império medo-persa, recém levantado. Este por sua vez respeitava as crenças dos povos conquistados e permitia que ficassem em seus territórios, o que era mais vantajoso, pois não apresentava suas terras, riquezas, fortalezas e fraquezas.

3. A volta com Zorobabel.
Zorobabel liderou o primeiro grupo que retornou a Jerusalém, foram cerca de 42.360 judeus, bem menos do que o número de varões contado que saíram do Egito (Ex 12”37). Com o passar dos anos, conforme o pecado e a desobediência aumentava, a população judaica foi diminuindo proporcionalmente.

Tinham por tarefa a reconstrução da cidade e da casa de Deus (II Cr 36”22,23; Jr 29”10). O altar foi o primeiro (Ed 3.2,3) e mesmo diante da oposição a obra foi concluída.

a) Porque o número foi reduzido:
• Interesses econômicos. Era interessante a permanência;

• Descrenças nos líderes. Muitos foram os que se auto levantaram para esta tarefa, mas agora seria diferente;

• Medo da viagem, ladrões, salteadores e distância. Mas muitos voltaram com júbilo, sonhando, alegres, cantando e despertando o interesse das outras nações;

• A idade avançada dos que foram levados cativos (desanimo, descrença);

• A baixa idade dos que nasceram no cativeiro (falta de fé e conhecimento);

• Fascínio pela cultura babilônica.

b) Primeiro conflito étnico-racial:
• Os samaritanos ofereceram ajuda na obra. Estavam falando a verdade, pois adorariam a Deus;

• Mas também apresentariam aos judeus outros tantos deuses, assim como os assírios fizeram com eles durante o cativeiro do reino do norte (II Re 17”24-41);

• A intenção não era cooperar na reconstrução de Jerusalém, mas sim na destruição. Isto foi percebido após a recusa de Zorobabel (Ed 4:11-21);

• A decisão de Zorobabel não foi fruto de preconceito racial, mas sim era preocupação religiosa (Ed 6:21) e fidelidade doutrinária da sua parte.

II. O CHAMADO DE NEEMIAS
1. Quem era Neemias
Filho Hacalias, irmão de Hanani (Ne 1”1; 7”2). Ardeu em seu coração o desejo de ajudar o povo que estava em grande desprezo e miséria. Mesmo diante de sua ocupação no palácio real reservou um tempo para ouvir de seu irmão um relato sobre a cidade, que sequer conhecia.

Serviu ao rei Artaxerxe I, na corte persa, como copeiro, em meio ao luxo, facilmente se iludiria com o sistema politeísta medo-persa, mas nunca se deixou corromper pelas ofertas ou práticas pagãs. O ponto crucial de sua vida, o divisor de águas foi a sua empatia e preocupação com a cidade de Davi, outros em sua posição, jamais desprezariam suas funções na corte para viajar e auxiliar um povo, que não mexia um dedo, sequer para mudar a sua própria situação.

A distância entre Susã, a fortaleza (Et 1”2) e Jerusalém, cerca de 1600 km, não foi obstáculo para que cumprisse o que havia colocado no coração. A alegria, vitória, dores e problemas do povo também seriam seus. Mesmo tendo pouco conhecimento sobre a cidade, seguiu viagem.

O único que poderia impedir sua viagem seria o próprio rei, pois seria difícil encontrar outro homem em que pudesse depositar tamanha confiança, mas ele foi o primeiro gentio que ouviu as lamentações de Neemias e desde o inicio o incentivou que fosse a realizar o que Deus havia colocado em seu coração. Em nenhum momento duvidou, imaginou ou insinuou que a viagem tivesse outro interesse que não o apresentado por Neemias. O rei permitiu a viagem e lhe deu as cartas necessárias.

2. Chamado por Deus.
Tanto o primeiro quanto o segundo grupo não se preocuparam na restauração total da cidade, um reconstruiu o Templo enquanto que o outro resgatara somente as práticas conforme a lei, mas faltava algo.

Neemias, deixou sua função e o conforto no palácio e “pela fé, recusou a ser chamado copeiro do rei”, antes preferiu conhecer in loco a situação e sofrimento de seu povo (repetição da história?). Jerusalém sem muro não tinha proteção contra os seus inimigos, contra falsos profetas, heresias, falsos ensinos. A preocupação dele era muito mais do que somente com a aparência e estética da cidade.

Quando Neemias ouviu o relato de que os muros estavam derribados e fendidos, o seu coração ardeu. Como o povo não atentavam para este detalhe. De que adiantava a urgente reconstrução do Templo, o resgate da fé monoteísta e práticas agradáveis a Deus se estavam completamente desprotegidos? O primeiro inimigo que se levantasse seria capaz de invadir e destruir tudo novamente. Haveria fé e animo suficientes para outros mutirões? E o que dizer de ladrões, salteadores, doenças, enganadores que tinham livre trânsito?

a) A necessidade dos muros
• Os discipulos, quando foram chamados por Jesus, largaram tudo para seguirem o Mestre ou continuaram em suas praticas mundanas e trabalhos? Que conhecimento ou proteção teriam se não tivesse sido reconstruído em suas vidas o muro? Facilmente retornariam ao desprezo e miséria de antes;

• O que teria acontecido com os discípulos se o barco tivesse se rompido durante a clássica tempestade acalmada por Jesus? As ondas açoitavam o barco constantemente (Mc 4”37) e não atacava propriamente e primariamente os homens a bordo. Se é fato que seriam dizimados, mas o ataque primeiro era contra o barco. Eles seriam mortos quando o barco fosse destruído. Povo no mar sem barco, são presas fáceis e o que dizer da cidade na terra sem muros?

• E todos os dias Jesus acrescentava à igreja aqueles que se haviam de salvar (At 2”47). O intuito era reuni-los para protegê-los do mal e do ataque do inimigo.

3. Orando em tempos de crise.
Neemias, de princípio, não tinha autoridade e experiência para reunir grandes exércitos ou um número elevado de trabalhadores, tampouco condições para levantar e guiar os judeus de volta para Jerusalém, mas foi capacitado por Deus.

O primeiro sentimento que nasceu em seu coração foi o desejo de retorno para trabalhar e não o de se intitular salvador da pátria judaica, o grande general responsável pela reconstrução, mas isto somente aconteceu porque após ouvir as noticias a sua primeira atitude foi se colocar diante de Deus em oração. Que caminho seguir? Condições para sensibilizar o povo e reuní-los seria humanamente impossível? Se os que estavam morando na cidade não faziam nada imaginem então os que estavam em uma zona de conforto e tranqüilidade, mesmo servindo outro império? Prova disto é que muitos não voltaram quando foram autorizados.

Uma atitude simples (Ne 1.4), mas necessária, pois o primeiro passo seria receber de Deus a confirmação para que não imaginasse agindo somente por emoção. Após esta oração apresentou diante do rei que percebeu a tristeza do seu servo e ouviu as suas lamentações sobre a cidade. Naquele momento Neemias transpassou a primeira barreira de sua nova carreira. Recebeu o aval, a confirmação para sua empreitada.

III. A INTERCESSÃO DE NEEMIAS
1. Ele Adorou a Deus.
O início do ministério de Neemias foi baseado eu uma das mais significativas orações registradas na Bíblia. Oração reverente, adorando a Deus, atribuindo-lhe todo o poder, reconhecendo a autoridade, fazendo menção do compromisso estabelecido com seu povo, confessando os pecados de todos os envolvidos na historia e intercedendo por eles.

2. Ele intercedeu por seu povo (Ne 1.6).
Neemias intercedeu pelo povo, colocando-se na brecha em favor deles, mesmo que não conhecesse boa parte de sua linhagem. Desde o principio, quando ouviu os relatos de seu irmão, sentiu as dores e a aflição da cidade. Chorou, lamentou, orou e jejuou vários dias, persistente, fervoroso e foi bem específico e direto, pois não rodeou, já foi apresentando a Deus o pecado dele e do povo (Ne 1”7).

Neemias poderia até ter imaginado que não seria fácil que o rei permitisse a sua viagem a Jerusalém, mas através de sua oração contemplou o trabalhar de Deus, viu cair por terra o medo, pois não somente teve o seu pedido atendido como também foi confortado (Sl 33.12).

3. Ele fez confissão de pecados
Neemias buscou a Deus em oração, tão logo tomou conhecimento da situação. Isto lhe impediu de tomar atitudes precipitadas. Precisava de confirmação e autorização do rei para que fizesse o que Deus havia colocado em seu coração. Não abandonou o palácio, não solicitou autorização do rei antes da oração, pois não queria se adiantar ao processo. Em sua mente tudo seria direcionado conforme a vontade de Deus. Em nenhum momento acusou ou culpou o povo pelos seus pecados, simplesmente confessou.

CONCLUSÃO E OBJETIVOS DA LIÇÃO
Neemias, mesmo distante de Jerusalém, sentiu as dores da cidade. Orou, buscando a Deus incansavelmente em favor de seu povo. Orou, agiu, falou e fez, desta forma promoveu um crescimento material e espiritual entre os judeus.

1) Reconhecer: Em tempos de crises Deus dá o escape.
• O império medo-persa, através do rei Ciro permitiu o retorno;
• 3 grupos e seus líderes: Zorobabel, Esdras e Neemias;
• Missão: Reconstruirem o Templo, cidade e muros.

2) Compreender: A chamada de Neemias.
• Copeiro do rei Artaxerxe I, na corte persa. Vivia em meio ao luxo;
• O ponto chave de sua vida foi a empatia e preocupação com Jerusalém;
• Pela fé, disse não a sua função de copeiro do rei.

3) Saber: Devemos orar em tempos de crise.
• A oração de Neemias: adoração, intercessão e confissão;
• Chorou, lamentou, orou e jejuou vários dias.

REFERÊNCIAS:
BARBOSA, Francisco. Quando a crise mostra a sua face. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/09/4-trimestre-2011-licao-1-quando-crise.html. Acesso em 27 set. 2011.

BARBOSA, José A. Quando a crise mostra a sua face. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/09/licao-01.html. Acesso em 26 set. 2011.
. Acesso em 19 set. 2011.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

Estudantes da Bíblia. Quando a crise mostra a sua face. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2011/2011-04-01.htm. Acesso em 26 set. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Quando a crise mostra a sua face. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/09/aula-01-quando-crise-mostra-sua-face.html. Acesso em 26 set. 2011.



Por: Ailton da Silva

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