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sábado, 30 de outubro de 2010

Jerusalém - A Capital Indivisível e Eterna de Israel


INTRODUÇÃO
Em julho de 1980, o Knessel: - parlamento israelense -aprovou um decreto-lei, elaborado pelo então primeiro-ministro Menachen Begin, transformando Jerusalém na capital eterna e indivisível do Estado de Israel.

Como era de se esperar, os países árabes protestaram veementemente contra a iniciativa israelense. Dias antes, a propósito, o premier judeu, respondendo a uma objeção do governo inglês, afirmou que antes mesmo da existência de Londres, a cidade de Jerusalém já era a capital de Israel.

O líder iraniano, Khomeini, ferrenho inimigo dos israelitas, ao saber da anexação legal e definitiva de Jerusalém, proclamou, de imediato, uma guerra para reconquistar acidade santa. Enquanto isso, diversas nações ocidentais trataram de mudar suas embaixadas para Tel-Aviv, para não desagradar os países árabes.

Somente os Estados Unidos é que apoiaram a medida israelense, que se constitui no velho e milenar sonho judaico de reconquistar política e espiritualmente a Cidade do Grande Rei.


I - ORIGEM
"Jerusalém" significa, em hebraico, habitação de paz. Seu nome é mencionado pelaprimeira vez nas Escrituras em Josué 10.11. Entretanto, em Gênesis 14.18, encontramosuma referência sobre a cidade, que aparece com o nome de Salém. De acordo com a tradição, assim era chamada a capital judaica.

Eis mais alguns nomes bíblicos de Jerusalém: Jebus (Jz 19.10); Sião (SI 87.2); Ariel (Is 29.1); Lareira de Deus (Is 1.26); Cidade de Justiça (Is 1.26); Santa Cidade (Is 28.2; Mt 4.5); Cidade do Grande Rei (Mt 5.35) e, Cidade de Davi (2 Sm 5.7).


II - GEOGRAFIA DE JERUSALÉM
Jerusalém constitui-se na mais célebre cidade do mundo. É venerada por três religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Até mesmo sua localização geográfica é privilegiada.

A cidade santa está localizada no Sul da cordilheira central de Israel. Encontra-se a mais de 50 quilômetros do Mediterrâneo. Como símbolo de grandeza e magnitude, está edificada a 800 metros de altitude. Com o passar dos tempos, seus aspectos primitivos sofreram alterações. Contudo, ninguém jamais poderá alterar-lhe a mística ou arrancar-lhe a aura de celestialidade e glória.

Até o ano 70 d.C, Jerusalém era protegida por forte muralha, que foi destruída pelo general romano, Tito.


III - DAVI E JERUSALÉM
Antes de ser tomada por Davi, a cidade santa era uma possessão jebuseica. Em 2 Samuel 5, de 7 a 9, lemos: "...Davi tomou a fortaleza de Sião: esta é a cidade de Davi. Porque Davi disse naquele dia: Qualquer que ferir os jebuseus, e chegar ao canal, e aos coxos e aos cegos, que a alma de Davi aborrece, será cabeça e capitão. Por isso se diz: Nem cego nem coxo entrará nesta casa. Assim habitou na fortaleza, e lhe chamou a cidade de Davi; e Davi foi edificando em redor, desde Milo até dentro."

O apogeu de Jerusalém deu-se no reinado de Salomão. O sábio monarca embelezou-a, aproveitando-se de seu singular aspecto. Procurando sanar o crônico problema de água, construiu diversos aquedutos.


IV - A GRANDEZA DE JERUSALÉM
Sobre a grandeza de Jerusalém, escreve Orlando Boyer: "Qual é o segredo da sua grandeza? Não tinha um porto marítimo, como Alexandria e Roma. Nem estava situada num rio, como Mênfis e Babilônia. E nem tinha a grande vantagem de uma das grandes vias comerciais entre o mar Mediterrâneo e o vale do Jordão, nem das rotas entre a Ásia Menor e o Egito. Contudo, enquanto Roma era o centro político e Atenas, o centro intelectual, Jerusalém era o centro espiritual do mundo, a cidade de maior influência sobre a esperança e o destino do gênero humano. Era a cidade escolhida do único e verdadeiro Deus, o centro de seus cultos, leis e revelação, com a missão de proclamá-lo a todo o mundo."


V - A GLÓRIA DO TEMPLO DE JERUSALÉM
O historiador judeu, Flávio Josefo, descreve a Casa do Senhor construída por Salomão:

"O templo tinha sessenta côvados de comprimento e outro tanto de altura; a largura era de vinte côvados. Sobre esse edifício construiu-se outro do mesmo tamanho e assim a altura total do templo era de cento e vinte côvados. Estava voltado para o Oriente e seu pórtico era da mesma altura de cento e vinte côvados por vinte de comprimento e dez de largura. Havia em redor do templo trinta quartos em forma de galeria, que serviam de arcos para o sustentar. Passava-se de um para o outro e cada um tinha vinte e cinco côvados de comprimento por outros tantos de largo e vinte de altura. Havia, por cima desses quartos, dois andares com igual número de quartos, todos semelhantes. Assim, na altura de três andares juntamente, medindo sessenta côvados chegava justamente à altura da parte baixa do edifício do templo de que acabamos de falar e nada mais havia por cima.

Todos estes quartos eram cobertos de madeira de cedro e tinham sua cobertura à parte, em forma de pavilhão: mas estavam unidos por traves longas e grossas, a fim de torná-las mais firmes: e, assim, juntas, eram como um único corpo. Seus tetos eram de madeira de cedro bem polido, enriquecido de folhagem douradas, talhadas na madeira. 0 resto era também adornado de madeira de cedro, tão bem trabalhada e tão reluzente de ouro que seu brilho ofuscava a vista. Toda a estrutura desse soberbo edifício era de pedras tão polidas e tão bem ajustadas que não se podia nem mesmo perceber-lhes as juntu-ras, mas parecia que a natureza as tinha feito um único bloco, sem que a arte nem os instrumentos de que se servem excelentes artífices para embelezar suas obras, para isso tivessem contribuído.

Salomão mandou fazer na largura do muro do lado do Oriente, onde não haja nenhum portal grande, mas somente duas portas, um degrau em frente, de sua invenção, para se subir ao alto do templo. Havia dentro e fora dele, pranchas de cedro ligadas com grande e fortes cadeias, para garantir a sua estabilidade.

Prossegue Josefo: "Salomão mandou também fazer dois querubins de ouro maciço, de cinco côvados de altura cada um; suas asas eram do mesmo comprimento e essas duas figuras estavam colocadas de tal modo no Santo dos Santos, que duas de suas asas estendidas se uniam e cobriam toda a Arca da Aliança e as duas outras asas tocavam, uma do lado norte e outra do lado sul, as paredes desse lugar particularmente consagrado a Deus, que, como dissemos, tinha vinte côvados de largura. Mas, dificilmente se poderia dizer, pois não se poderia nem mesmo imaginar qual a forma desses querubins. Todo o pavimento do templo estava coberto de lâminas de ouro e as portas da grande entrada, que tinha vinte côvados de largura e altura proporcionada, estavam também cobertas de lâminas de ouro. Enfim, numa palavra, Salomão nada deixou, nem dentro nem fora do templo, que não fosse recoberto de ouro. Mandou colocar, sobre a porta do lugar chamado o Santo do templo, um véu semelhante ao de que acabamos de falar, mas a porta do vestíbulo não o tinha."

Complementa Flávio Josefo: "Eis com que suntuosidade e magnificência Salomão fez construir e ornar o templo e consagrou todas essas coisas à honra de Deus. Mandou fazer em seguida, em redor do templo, um muro de cem côvados de altura, chamado gison em hebraico, a fim de impedir a entrada aos leigos, sendo ela somente permitida aos levitas e sacrificadores. Salomão levou sete anos para realizar essas magníficas obras, o que não as tornou menos admiráveis, do que sua grandeza, sua riqueza e sua beleza; ninguém podia imaginar que seria coisa possível realizá-las e terminá-las em tão pouco tempo."


VII - JERUSALÉM E SUA HISTÓRIA
Depois da morte de Salomão, o trono davídico é ocupado pelo insensato Roboão. No quinto ano de seu reinado, Jerusalém é saqueada por Sisaque, rei do Egito. Mais tarde, filisteus e árabes sitiam-na, causando-lhe muitos estragos.

No reinado de Amazias, os israelitas destroem parte das muralhas da cidade santa. Consideráveis riquezas são levadas a Samaria. Entretanto, renomados militares fracassam fragorosamente ao tentar marchar contra Sião. Re-zim, rei da Síria, foi um deles. No tempo de Ezequias, por exemplo, o grande Senaqueribe é abatido pelo anjo do Senhor. Do exército desse ambicioso assírio, caem 185 mil homens.

No tempo de Manasses, a santa cidade é invadida por tropas babilônicas. O mais perverso rei de Judá é deportado a Babilônia, onde se reconcilia com o Deus de seus pais.
Alcançado pelas misericórdias divinas, o monarca judaíta é recambiado à sua terra, onde promove algumas reformas religiosas. Em termos genéricos, ele é considerado o pior soberano de Judá.

Não há acontecimento tão funério e triste para os judeus como a destruição do Templo e de Jerusalém. A façanha foi realizada por Nabucodonozor, em 587 a.C. Termina, assim, a fase áurea da mais amada e cobiçada cidade hebréia.

Após setenta anos de exílio e de vergonha, Jerusalém é reconstruída por Esdras e Neemias. Nesse mesmo tempo, o Templo ressurge. No entanto, é apenas uma sombra do imponente santuário construído por Salomão.

Desde essa época, a Cidade do Grande Rei não mais conheceria momentos de paz. Em 320 a.C., Ptolomeu Soter conquista-a. No segundo século antes de nossa era, Antíoco Epífanes apodera-se dela, profana o Templo e massacra milhares de judeus. Em 66 a.C, o general romano Pompeu apossa-se de Jerusalém, transformando-a em possessão latina. Dezesseis anos mais tarde, Herodes, o Grande, começa a reinar sobre a cidade, com o apoio de Roma. Para agradar os judeus, o ambicioso e perverso monarca reforma e embeleza o santuário de Jeová. Nesse Templo, seria apresentado o menino Jesus.

No ano 70 de nossa era, conheceria Jerusalém uma de suas mais deploráveis tragédias. O general Tito, à testa de um exército de 100 mil homens, sitiou-a durante cinco meses. Em seguida destruiu-a, o que predissera Jesus, aconteceu: não ficou pedra sobre pedra; tudo foi destruído.

De acordo com Tácito, historiador romano, morreram, naquela ocasião um milhão de judeus.

O fervor nacionalista dos judeus, entretanto, não se apaga. Em 131 d.C, Bar Khoba apossa-se da cidade. No ano seguinte, contudo, o imperador Adriano devasta-a literalmente.
Séculos mais tarde, em 627, Cosroes II, rei da Pérsia avança sobre Jerusalém, arrasando-a, uma vez mais.

Omar, sucessor de Maomé, ocupa a cidade da paz em 637. Duzentos anos depois, os maometanos destroem santuários cristãos. Em 1075, a capital espiritual do judaísmo passa das mãos dos muçulmanos para as dos turcos.

Sob o nome de Cristo, a Igreja Católica Romana, com suas impiedosas cruzadas, passa a atacar Jerusalém. A cidade é sitiada e conquistada em 1099, por Godofredo, chefe da primeira cruzada. Durante essa satânica investida, milhares de judeus são assassinados.

Saladino, em 1.187, na qualidade de chefe da terceira cruzada, ocupa a cidade. Em 1.229, as mulharas de Jerusalém são destruídas. Dez anos mais tarde, Sião rende-se ao comandante da sexta cruzada. Os turcos, em 1.547, invadem-na e, de lá, só seriam expulsos, em 1831. A Turquia, entretanto, voltaria a conquistar Jerusalém, dez anos mais tarde.

Na Primeira Guerra Mundial, Jerusalém é "libertada" pelo general britânico, Allemby. No dia 14 de maio de 1948, renasce o Estado de Israel. A parte Leste da cidade, porém, continuava em poder dos árabes. Entretanto, em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, a capital espiritual e histórica dos judeus é reconquistada por seus legítimos donos.


Cidades e Estradas da Terra Santa
A independência do Estado de Israel foi proclamada em 1948. Nesses quase 40 anos, as cidades foram-se multiplicando sobre o exíguo território israelense. Cumpre-se, dessa forma, esta maravilhosa profecia: "Eis que vêm os dias, diz o Senhor, em que o que lavra alcançará ao que sega, e o que pisa as uvas as que lança a semente; e os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão. Também trarei do cativeiro o meu povo Israel; e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e beberão seu vinho; e farão pomares, e lhes comerão o fruto. Assim os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus" (Am 9.13-15).


I - JERICO
Localiza-se no Vale do Jordão, no território entregue à tribo Benjamim. Encontra-se a 28 quilômetros de Jerusalém. O nome dessa cidade significa, segundo alguns autores, lugar de perfumes ou fragrâncias.

Jerico foi a primeira cidade conquistada pelos filhos de Israel. Era famosa por suas fortificações. É considerada, ainda, uma das metrópoles mais antigas do mundo.


II - BELÉM
Encontrando-se a 10 quilômetros a leste de Jerusalém, é a cidade do rei Davi. Casa de pão é o que significa Belém. Pela sua posição geográfica, é uma fortaleza natural. Fica a quase 800 metros acima do nível do mar.

Nessa cidade nasceram dois importantíssimos personagens: Davi, e Jesus Cristo, o Salvador do mundo. Apesar de sua importância histórica, Belém foi sempre uma aldeia insignificante. Não obstante, seus campos, ainda hoje conservam a mesma fertilidade dos tempos bíblicos.


III - HEBROM
Eis o primeiro nome dessa cidade: Quiriat Arba. Encontra-se a 32 quilômetros ao sul de Jerusalém e a mil metros acima do mar Mediterrâneo. Abraão morou em suas redondezas. Em Hebrom, foi Davi ungido rei sobre Israel. É tida, também, como a primeira cidade de Judá. Atualmente, Hebrom é uma grande cidade com mais de 40 mil habitantes, em sua maioria árabes. Eis suas principais fontes de renda: artesanatos, artefatos de cerâmica e pequenas indústrias. A agropecuária é, por enquanto, sem expressão.


IV - JOPE
Na distribuição de Canaã, Jope coube à tribo de Dã. Atacada várias vezes pelos filisteus, a cidade foi libertada por Davi. Mais tarde, Salomão utilizou-se de seu porto para receber cedros do Líbano, usados na construção do Templo.


V - NAZARÉ
Situada em um grande monte, a 400 metros acima do nível do mar, Nazaré encontra-se a 170 quilômetros de Jerusalém. No tempo das chuvas, as encostas da cidade ficam recobertas por lindas flores. O nome dessa importante localidade significa florescer. Jesus Cristo foi criado nessa cidade. Por isso mesmo, Ele é chamado de Nazareno. Até 1948, Nazaré era controlada por muçulmanos. Mas, em 16 de julho de 1948, passou ao domínio dos israelenses.


VI - CAFARNAUM
Cafarnaum foi escolhida por Jesus para ser o centro de seu ministério. Seu nome significa "aldeia de Naum". Em Cafarnaum, Jesus passou dezoito meses, realizando grandes milagres. Seus habitantes, entretanto, não receberam a mensagem de amor do Messias. E, conforme as palavras de Cristo, Cafarnaum desceu, de fato, até o inferno. Nunca mais foi edificada.


VII - SAMARIA
A cidade, construída por Onri, pai de Acabe, encontra-se a 60 quilômetros ao Norte de Jerusalém. Situa-se a 400 metros acima do Mediterrâneo. Após o cisma israelita, Samaria passou a ser a capital do Reino de Israel. Para essa cidade, foram transportados, após o cativeiro israelita, povos estranhos que, juntamente com alguns hebreus, deram origem aos samaritanos. Mais tarde, estes causaram muitos embaraços a Esdras e a Neemias. No tempo de Jesus, ainda era grande a rivalidade entre as comunidades hebraica e samaritana.


VIII - DECÁPOLIS
No grego, Decápolis significa "dez cidades". Esse agregamento estava situado em espaçoso território a leste do mar da Galiléia. As cidades foram construídas por gregos, na tentativa de helenizar a região. Sofreram, entretanto, grande oposição dos judeus, principalmente da família macabéia.

Eis os nomes das dez cidades, segundo Plínio: Citópolis, Damasco, Rafana, Canata, Gerasa, Diom, Filadélfia, Hipos Gadara, Pela. Essa confederação desempenhou relevante papel na propagação da cultura helena no Oriente. O evangelho encontrou, também, fértil terreno em Decápolis.

Cada cidade possuía suas forças militares que, em tempo de crise, uniam-se às falanges romanas.

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987

A oração que não foi respondida


Foi a mais terrível e chocante oração não-respondida da história da humanidade: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27:46).

Dinâmica: Pai nosso dialogado


Sugestão: Duas pessoas ensaiam e apresentam durante a aula.
PAI NOSSO DIALOGADO
CRISTÃO: “Pai nosso que estais no céu...”

DEUS: Sim? Estou aqui.

Lição 5 - Orando como Jesus ensinou


1 – INTRODUÇÃO
A pergunta campeã no meio evangélico é: “Se Deus já conhece minhas necessidades, por que então devo orar?” Em primeiro lugar, precisamos entender que orar é uma necessidade da alma humana e somos nós que precisamos dela e não propriamente Deus, além é claro, através dela unimos nossa vontade à vontade de Deus e desse modo ficamos conhecendo a Sua vontade e comunicamos a nossa. Portanto ela se torna a base de toda a comunicação com o Senhor Jesus.


2 – A ORAÇÃO DEVE SER INERENTE AO CRENTE
Jesus dependeu tanto da oração como qualquer outra pessoa que se compromete a servir com inteireza de coração a Deus. A oração foi o instrumento pelo qual Ele suportou as afrontas, por ela, não deu lugar ao pecado, por ela, tomou o peso da cruz e venceu o maligno (Mt 26.36-46). Ao assumir a forma humana, Jesus esvaziou-se de todas as prerrogativas da divindade e assumiu plenamente a natureza humana (Fp 2.5-8) experimentado todas as circunstancias inerentes à vida humana, inclusive a tentação (Hb 4.15).

Por varias vezes Jesus incitou os seus discípulos a orarem e em certa ocasião Ele estava orando e quando terminou os seus os discípulos sentiram o desejo de orar como Ele. Então um deles pediu que Jesus os ensinasse a orar. O Senhor prontamente atendeu ao súplice, pois Ele sabe que essa função é primordial na vida de qualquer cristão, e que deve ser praticada “sem cessar” enquanto estivermos neste mundo.

Todavia Jesus não disse que esta oração devesse ser repetida mecanicamente todas as vezes que fossem buscar ao Pai, como era costume entre os sacerdotes romanos que repetiam suas orações memorizadas com o extremo zelo de não errarem para não comprometerem as suas cerimônias.


3 – DECORRÊNCIAS PRÁTICAS DA ORAÇÃO MODELO
Nesta oração modelo, Cristo indicou, em cada área de interesse, a nossa posição diante de Deus Pai. Vejamos:


Como se vê, a estrutura da oração-modelo que o Senhor deixou não dá lugar para o “EU” e nem para o determinismo arrogante.


a)Porque Jesus orou:
Se Jesus era e é Deus, existia a necessidade Dele orar? Jesus não precisava orar, mas assim procedia pelo fato de que relacionar-se com o Pai é algo da própria natureza de sua divindade.


b)Quando Jesus orou?
• nas horas de grandes aflições e provações (Getsêmani);
• antes de grandes decisões (escolha dos 12 discípulos);
• antes de grandes realizações (ressurreição de Lázaro);
• no término de sua obra (João 17:4);
• orou na cruz do Calvário.

c)Onde Jesus orou?
Jesus frequentemente procurava um lugar e uma hora livre e sem interrupções para falar com seu Pai em oração. Frequentemente, Ele subia a montes, ou saia para um jardim, e gostava mais do período da noite ou ao amanhecer, quando havia menos distração com o mundo agitado. Tais hábitos eram tão típicos da vida de Cristo que Judas sabia exatamente onde encontrá-lo, embora só estivesse estado em Jerusalém poucos dias (João 18:1-3).


d)Como Jesus orou?
* Quando orardes não sereis como os hipócritas - Como podemos saber quando a nossa oração não é hipocrisia? A resposta é: Quando é direcionada aos céus e não para as vistas do homem;

* Entra no teu quarto - É evidente que Cristo não condena a oração nos cultos públicos (Jo 11:41-42; 17:1; At 1:14). Mas, mesmo a oração pública deve ser com “a porta fechada”, isto é, com o mundo excluído do coração e em contato com o trono de Deus, em espírito. Na maior multidão o crente pode achar seu “quarto de oração”. É difícil evitar a hipocrisia, mesmo no tempo de tristeza e angústia; mas em secreto é mais fácil orar sem fingimento;

* Feche a porta - Portanto, isso quer dizer separado do mundo e em contato com Deus. Devemos fechar a porta não somente para não sermos perturbados e distraídos, mas, também, para fugirmos aos olhos dos homens e ficarmos a sós com Deus - Sl 27:8. O quarto de oração de Jesus era o monte e o deserto (Mc 1:35; Lc 6:12); de Isaque, era o campo (Gn 24:63); de Davi, o quarto de dormir (Sl 4:4); de Pedro, o eirado (At 10:9); de Ezequias, o rosto virado para a parede (II Rs 20:2);

* Teu pai que ve em secreto - O lugar secreto, de amizade íntima, Sl 25:14; 27:5; 31:20; 91:1.


CONCLUSÃO:
A ênfase de Jesus sobre a necessidade do segredo da oração NÃO DEVE SER LEVADA A EXTREMOS, pois, se todas as nossas orações fossem mantidas em segredo, teríamos de desistir da ir à Igreja, orar em família e nas reuniões de oração. Jesus estava se referindo a oração particular (“TU PORÉM, QUANDO ORARES….E, FECHADA A TUA PORTA, ORARÁS A TEU PAI…”)

Fonte: www.ebdweb.com.br

Deserto


O deserto é a pátria dos fortes.
O deserto é a pátria dos fortes.
O deserto é a pátria dos fortes.
O deserto é a pátria dos fortes.
O deserto é a pátria dos fortes.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A oração em o Novo Testamento - fé na nossa fé ou fé em Deus?


Introdução:
Em Atos dos Apóstolos encontramos registros de ações de um grupo especial de pessoas, no caso a igreja, ações estas inspiradas pelas ações do Espírito Santo de Deus, como nunca houvera antes ocorrido na Terra. Sem duvida nenhuma foi um derramamento de poder na Igreja pós pentecostes, no entanto, também encontramos muitos registros neste livro a respeito de ações das forças contrárias e malignas que tentaram impedir o seu crescimento desta tão grande obra.

As orações foram essências para a ocorrência dos inúmeros eventos sobrenaturais que marcaram os primeiros dias da Igreja na face da Terra, como um diferencial, pois sem ela muitos destes registros não estariam disponíveis para enriquecimento espiritual de todos aqueles que confessam o nome de Jesus.


A PRIMIERA REUNIÃO DE ORAÇÃO DA IGREJA PRIMITIVA:
A motivação para essa primeira reunião veio diretamente de Jesus, embora não tenha sido ordenado diretamente por Ele, que os seus discípulos ficassem em oração, estes perceberam que seria necessário preencher o vazio que sentiam com orações, pois as ordens de Jesus era que permanecessem em Jerusalém (Lc 24.49) até que do alto fossem cheios do Espírito Santo.

Nenhum registro nos comprova qual era a necessidade deles, naquele momento, ou qual eram as suas petições. O certo é que perceberam que precisavam ficam em oração e o mais importante, sabiam que algo de maravilhoso estava por acontecer, algo para confirmar a chamada, e para sacramentar o sacrifício do Calvário, algo que desse inicio ou que estimulassem a saírem para pregarem sem temor. Isto somente aconteceria se buscassem em oração.

O resultado da primeira reunião de oração da Igreja Primitiva afetou o mundo para sempre, pois o revestimento dos que buscavam foi de uma maneira nunca vista antes e isto os motivou a serem, de fatos, testemunhas de Jesus em todos os cantos da Terra.


LIÇÕES IMPORTANTES:
a) a oração é a principal chave para o derramamento do Espírito Santo;

b) a oração sempre será o prelúdio de poderosas manifestações do poder de Deus.

Nem precisamos indagar se a oração daquele grupo primitivo de cristãos foi ouvida. A resposta foi dinâmica:

a) lugar onde estavam reunidos foi sacudido;

b) todos foram cheios do Espírito Santo;

c) anunciaram a Palavra de Deus com ousadia (At 4.31).

A resposta de Deus foi dada por meio do Espírito Santo, tal como Jesus antes indicara: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós” (At 1.8). Aqueles discípulos haviam recebido o Espírito Santo no dia de Pentecostes.

Nesta Dispensação, a oração é o segredo espiritual, que alimenta a comunhão espiritual da Igreja com Deus e consigo mesma. A Igreja primitiva vivia em oração. Este era o segredo da comunhão e do crescimento entre os cristãos primitivos.


ORAÇÃO ANTE A PERSEGUIÇÃO:
Os crentes do NT enfrentavam a perseguição em oração fervorosa. A situação parecia impossível; Tiago fora morto. Herodes mantinha Pedro na prisão vigiado por dezesseis soldados. Todavia, a igreja primitiva tinha a convicção de que a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16), e oraram de um modo intenso e contínuo a respeito da situação de Pedro. A oração deles não demorou a ser atendida (At 12.6-17).


A ORAÇÃO NOS EVANGELHOS
Os evangelhos descrevem a vida e os ensinamentos de Jesus. O fato de Ele ter orado é uma premissa fundamental para que também oremos.Encontramos, nos relatos evangélicos: Mateus, Marcos, Lucas e João, vários episódios nos quais Jesus se encontrava em oração. Ele orou por ocasião:

a) no batismo nas águas (Lc. 3.21,22);

b) antes de escolher seus discípulos (Lc. 6.12,13);

c) pelas criancinhas que lhe cercavam (Mt. 19.13-15);

d) em favor de Pedro (Lc. 22.32);

e) diante do túmulo de Lázaro (Jo. 11.41,42);

f) pelos cristãos de todos os tempos (Jo. 17);

g) antes de ser crucificado, no Getsêmane (Mt. 26.39-44);

h) e na cruz (Mc. 15.34; Mt. 27.46).


A ORAÇÃO EM ATOS:
a) o derramamento do Espírito veio sobre a igreja justamente em um momento de oração (At. 2);

b) os primeiros irmãos mantinham a prática judaica rotineira da oração a Deus (At. 3.1);

c) quando a perseguição chegou, a igreja refugiou-se na oração (At. 4.24-31);

d) a oração era uma prioridade para a igreja primitiva (At. 6.4);

e) diante das adversidades, e mesmo na hora da morte, os primeiros cristãos buscavam ao Senhor em oração (At. 7.54-60);

f) enquanto orava, Ananias recebeu a orientação de Deus para que procurasse Saulo, o perseguidor da igreja (At. 9.11);

g) Cornélio, o homem piedoso, orava e suas orações foram ouvidas pelo Senhor, que enviou Pedro para que o conduzisse ao evangelho (At. 10.1-6);

h) Pedro fora libertado da prisão porque a igreja orou por ele (At. 12.5);

i) os primeiros obreiros eram enviados por direção do Espírito, após a igreja jejuar e orar (At. 13.2,3);

j) os poderes satânicos eram enfrentados através da oração (At. 16.13-18);

k) em resposta à oração de Paulo e Silas, os alicerces do cárcere se moveram (At. 16.25-30);

l) muitas revelações foram dadas a Paulo em momentos de oração (At. 27.21-26), bem como curas de enfermidades (At. 28.8,9).


Fonte: www.ebdweb.com.br

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Geografia Bíblica - O Egito e os filhos de Israel


O relacionamento de Israel com o Egito remonta à Era Patriarcal. Premidos pela fome e outras agruras, Abraão e Isaque desceram à terra dos faraós, onde sofreram sérios constrangimentos. O primeiro e maior patriarca hebreu, por exemplo, esteve prestes a perder a esposa, cuja beleza embeveceu o rei daquela nação. Não fosse a intervenção divina. Sara não seria contada entre as ilustres mães do povo israelita.

Em sua velhice, Abraão recebe esta sombria revelação do Senhor: "Saibas, de certo, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua, e servi-los-ão; e afligi-los-ão quatrocentos anos; mas também eu julgarei a gente, a qual servirão, e depois sairão com grande fazenda. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. K a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia" (Gn 15.13-16).


1 - José, primeiro-ministro do Egito
Estêvão, sábio diácono da igreja primitiva, conta-nos como José chegou a primeiroministro do Faraó: "E os patriarcas, movidos de inveja, venderam a José para o Egito. mas, Deus era com ele. E livrou-o de todas as suas tributações, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito. que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa. Sobreveio então a todo o país do Egito e de Canaã fome e grande tributação; e nossos pais não achavam alimentos. Mas, tendo ouvido Jacó que no Egito havia trigo, enviou ali nossos pais, a primeira vez. E, na segunda vez foi José conhecido por seus irmãos, e a sua linhagem foi manifesta a Faraó. E José mandou chamar a seu pai Jacó e a toda sua parentela, que era de setenta e cinco almas" (At 7.9-14).

Não obstante sua humilde condição de escravo, José tornou-se primeiro-ministro do Faraó. E, por seu intermédio, Deus salvou toda a descendência de Israel. Não fosse o providencial ministério exercido por esse intrépido hebreu, a progênie abraâmica ver-se-ia em grandes dificuldades. Sua história é uma das obras-primas da humanidade.

José chegou ao Egito no Século XX a.C. Nesse tempo, segundo os historiadores, os hicsos dominavam o país. Sendo, também, semitas, os novos senhores da terra não tiveram dificuldades em demonstrar sua magnanimidade aos hebreus. Mostrando-se liberais e generosos, ofereceram aos israelitas a região de Gósen, onde a linhagem abraâmica desenvolveu-se sobremaneira


2 - Moisés
Continua Estêvão a contar a história dos israelitas no Egito: Aproximando-se, porém, o tempo da promessa que Deus tinha feito a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito; até que se levantou outro rei, que não conhecia a José.

Esse, usando de astúcia contra a nossa linhagem, maltratou nossos pais, a ponto de os fazer enjeitar as suas crianças, para que não se multiplicassem. Nesse tempo, nasceu Moisés, e era mui formoso, e foi criado três meses em casa de seu pai. E, sendo enjeitado, tomou-o a filha de Faraó, e o criou como seu filho. E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras.

"E, quando completou a idade de quarenta anos, veio-lhe ao coração ir visitar seus irmãos, os filhos de Israel. E, vendo maltratado um deles, o defendeu, e vingou o ofendido, matando o egípcio. E ele cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar a liberdade pela sua mão; mas eles não entenderam. E no dia seguinte, pelejando eles, foi por eles visto, e quis levá-los à paz, dizendo: Varões, sois irmãos; por que vos agravais um ao outro? E o que ofendia o seu próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz sobre nós? Queres tu matar-me, como ontem mataste o egípcio?

"E a esta palavra fugiu Moisés, e esteve como estrangeiro na terra de Midiã, onde gerou dois filhos. E, completados quarenta anos, apareceu-lhe o anjo do Senhor, no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo de um sarçal. Então Moisés, quando viu isto, maravilhou-se da visão; e, aproximando-se para observar, foi-lhe dirigida a voz do Senhor:

"Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés, todo trêmulo, não ousava olhar. E disse-lhe o Senhor: Tira as alparcas dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los. Agora, pois, vem, e enviar-te-ei ao Egito.

"A este Moisés, ao qual haviam negado, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz? a este enviou Deus como príncipe e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera no sarçal.

Foi este que os conduziu para fora, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, e no mar Vermelho, e no deserto, por quarenta anos. Este é aquele Moisés que disse aos filhos de Israel: ü Senhor vosso Deus vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu; a ele ouvireis" (At 7.17-37).

Israel deixou o Egito no Século XV a.C. Depois do Êxodo, israelitas e egípcios voltariam a se enfrentar no tempo dos reis e no chamado período inter-bíblico.

Recentemente, com a independência do moderno Estado de Israel, as forças judaicas defrontaram-se com as egípcias diversas vezes. O antagonismo entre ambos os povos é milenar. Entretanto, o futuro dessas nações será de paz e glória: "Naquele dia haverá estrada do Egito até a Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria: e os egípcios adorarão com os assírios ao Senhor. Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança" (Is 19.23-25).

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987