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quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 17

d) Como não incluir Neemias nesta relação:

  • Abraão (Tg 2.23);
  • Moisés (Dt 34.3);
  • Davi (I Sm 13.14);
  • Paulo (At 28.31).

Neste quarteto é possível sim incluirmos Neemias (Ne 1.4-11; 2.20; 4.4; 5.14; 6.11; 6.15; 12.31; 13.9; 13.10;11;17;23;25;28).

 

4. COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

  • Existe momentos na vida que é melhor dizermos a verdade, não esconder nada. Se Hanani não tivesse relatado a situação da cidade e do povo, certamente Neemias não teria ido para a oração e tampouco sairia do anonimato;
  • Será que tomaríamos a mesma atitude se víssemos alguém profanando ou tirando proveito na casa de Deus?
  • Havia necessidade de Deus trazer um homem de tão longe? Um que não tinha experiência em administração, política, diplomacia;
  • Quando Neemias chegou em Jerusalém disse: “é nesta cidade que eu vou trabalhar”, da mesma forma quando encontramos uma pessoa com a vida destruída, problemática, cheio de vícios e oramos a Deus pedindo pela salvação. “É esta vida que Deus vai transformar”;
  • Era importante para Samaria que Jerusalém continuasse daquela forma, assim como é desejo do inimigo que o homem continue destruído, nos vícios e longe de Deus;
  • A primeira barreira para os inimigos transporem em Jerusalém era o muro. Passando pela muralha chegariam ao Templo;
  • O mesmo acontece com a nossa vida, pois a primeira oferta do inimigo não é espiritual, mas sim é para o nosso corpo (I Co 6.19);
  • Primeiro ataca o corpo, depois os nossos sentidos. Tenho visão de Deus (visão), ouço a Palavra (audição), discirno a origem dos acontecimentos e dos espíritos (paladar), manuseio a Palavra como bom obreiro (tato) e sinto o aroma agradável da presença de Deus (olfato);
  • Uma catástrofe na vida da rainha Vasti proporcionou uma grande e única oportunidade para a judia Ester. De uma hora para a outra a vida de Ester mudou (oportunidade após uma tragédia), da mesma forma que a de Neemias também. Os dois aprenderam muito, apanharam no inicio, mas ao final atingiram os seus objetivos;
  • Davi adquiriu experiência e conhecimento para reinar sobre todo o Israel no momento da perseguição de Saul, pois não tocava no ungido de Deus, sofreu com a espada, com a lança que empurrava cada vez mais para frente;
  • Davi não foi convidado para a festa da unção (este foi o primeiro “esqueceram de mim”);
  • Davi não tomou o trono porque respeitava a posição de Saul, somente não respeitou Bate-Seba e seu marido;
  • Neemias enfrentou a oposição quando declarou o seu projeto (2.18-19) e estava de posse das cartas do rei, da mesma forma que Davi, após a sua unção, se apresentou para lutar contra o gigante Golias, enfrentando logo de cara a oposição (I Sm 17.28) de seu irmão Eliabe (o primeiro que havia se decepcionado na festa da unção);
  • As lamentações de Neemias não ficaram apenas no papel;
  • Neemias: Pela fé, negou ser chamado copeiro do rei;
  • Jerusalém, terra de ninguém;
  • A luta de Neemias foi contra a carne, sangue ou apatia?
  • As observações noturnas revelaram muito mais que as diurnas;
  • O vai e vem da oposição. Era uma obra ou guerra?
  • Vamos ao vale? Não tenho tempo. Vamos ao templo? Não sou sacerdote;
  • A leitura da Lei resgatou o esquecido, a própria língua, o hebraico, que era escrito, mas não era falado. A Babilônia tirou muito dos judeus em pouco tempo;
  • E disse Neemias: “Siga-me os bons”!
  • Ao final da obra, alguns disseram: “Esta sim é Jerusalém que conhecemos”;
  • O segundo estado da cidade foi muito melhor que o primeiro;
  • Todo sacerdote é levita? Filho de peixe, peixinho é;
  • Será que os desinteressados levitas nunca disseram: “Não queria ter nascido nesta tribo, não queria ter nascido levita”;
  • Os Levitas não tinham herança material;
  • Levitas sem ministério atuante – revolta à vista;
  • O gato saiu e o rato fez a festa. Neemias retornou para Susã ao final da obra. O mal alojou no fruto do trabalho, o Templo;
  • Inimigo no templo e sacerdotes nas ruas;
  • Uma ação (Eliasibe) provocou a reação (Neemias);
  • Oportunidades surgem após grandes tragédias: Uma cidade destruída e um líder levantado. Uma rainha destronada e uma judia escolhida; Os filhos de Jessé decepcionados na festa e um rei ungido e escolhido;
  • Neemias estava distante de Jerusalém, mas não de Deus..

Esta foi a trajetória de Neemias, um grande líder, que soube entender a vontade de Deus e que não mediu esforços para que sua missão fosse cumprida.Um grande exemplo, um dos poucos homens de Deus que pode nos responder a pergunta: “Como sair do anonimato?”.

A sua conduta, fé, responsabilidade, coragem, determinação e o amor pela causa dos judeus, tudo isto é capaz de tirar uma pessoa do anonimato, não para colocar em pedestais ou tribunas, mas sim para que o seu exemplo sirva para todos, no presente e no futuro. 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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Silva, Antônio Gilberto da. A Bíblia através dos séculos: uma introdução. Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1986.

ZIBORDI, Ciro. O dia de adoração e serviço a Deus. Disponível em: http://cirozibordi.blogspot.com/2011/12/o-dia-de-adoracao-e-servico-deus.html. Acesso em 07 de dez. 2011.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 17

b) Neemias x Davi:

Uma grande festa foi preparada para receber o profeta (I Sm 16.5-13). A ocasião pedia, tanto que todos os filhos se reuniram junto ao pai, exceto um (I Sm 16.11). Porque não estava presente? A obrigação falou mais alto?

Como o profeta Samuel poderia resignar-se ante a determinação de Deus em ungir um entre aqueles filhos de Jessé presentes? O que lhe impediu de não escolher o primeiro? Ou o mais formoso ou o forte? Porque perguntou se havia acabado os mancebos? Não estavam todos ali à sua frente? Sentiu de Deus em fazer esta pergunta? Entre todos os que se apresentaram diante do profeta nenhum deles preencheu os requisitos pré-determinados.

Deus achou graça justamente no menor dos filhos de Jessé, isto surpreendeu a muitos, pois era evidente que não era assim tão considerado entre os seus irmãos.

O caráter reto e integro de Davi foi visto em sua vida, pois mesmo ungido não desejou assumir o trono antes do momento exato, inclusive poupou por várias vezes a vida de seu rei (I Sm 24.10; 26.1-25).

Um homem ousado, dirigido por Deus em suas ações, alargou as fronteiras de Israel e estabeleceu o respeito aos seus vizinhos, mas tudo isto não impediu de cometer alguns erros, adultério e decreto de morte (II Sm 11.4-15) e o recenseamento de Israel (I Cr 21.1-8).

Neemias foi induzido a se esconder no Templo para preservar sua vida (Ne 6.10) e recusou. Davi foi até ao sacerdote Aimeleque e mentindo pediu algo para comer, mas somente tinha pão da proposição, que não era digno de ser comido (I Sm 21.1-6), mas resolveu por conta própria arriscar para saciar a fome de seus valentes.

Um erro consciente. Se alguns dos jovens tivesse dado a idéia para Davi dizendo: “Vá, rei, e minta para o sacerdote e pegue os pães da proposição e traga para nós”. Certamente Davi não iria, porque existe uma grande diferença entre errar por contra própria, como o rei errou, e errar por influência, como Neemias erraria se tivesse entrado no Templo.

Pior seria se Davi tivesse recebido uma profecia como Neemias: “Eis, servo meu, a ti te digo: Entre no tabernáculo, o meu servo já te espera, peça os pães da proposição, porque te abro esta porta. Coma, porque longa será sua jornada”. Vou nada, profecia que contraria a Palavra de Deus, é pão sagrado. Foi este discernimento que Neemias teve. Não poderia se esconder em um local sagrado.

 

c) Neemias x Paulo:

Neemias esteve por três dias, após a sua chegada, somente observando a cidade, procurando o fio da meada, imaginando por onde iniciaria o seu projeto.

Em segredo, sem revelar nada a ninguém, da mesma forma como Paulo, após sua chamada a caminho de Damasco, esteve por três dias sem comer e beber (At 9.9), somente observando, refletindo e principalmente aguardando Jesus dar-lhe as coordenadas, pois não sabia por onde começar.

continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 17

OS ÚNICOS E VERDADEIROS VITORIOSOS 

1. RELAÇÕES DE VITORIOSOS – “OS QUE”:

  • Retornaram com Zorobabel (12.1-26) e Esdras (Ed 8).
  • Retornaram do cativeiro (7.6-66);
  • Trabalharam na reconstrução (3.1-32);
  • Retornaram com Esdras (8.1-36);
  • Serviram como obreiros local (8.4);
  • Ensinavam e explicavam a Lei (8.7; 9.4-5);
  • Firmaram o concerto (10.1-28);
  • Habitavam em Jerusalém e em toda Judá (11.1-36);
  • Participaram da dedicação dos muros (12.31-42).

 

2. RELAÇÃO DE DERROTADOS – “OS QUE”:

  • Casaram com mulheres estrangeiras (Ed 10.18-44);
  • Profanaram o sábado através do comércio e trabalho;
  • Se aparentaram aos opositores;
  • Concederam privilégios aos opositores.

 

3. NEEMIAS E OS GRANDE VULTOS BÍBLICOS:

Neemias, o líder que mudou a história de Israel e um dos maiores da história sagrada. De copeiro do rei a governador de Jerusalém.

Em curto espaço de tempo saiu do anonimato e se tornou um grande exemplo para a igreja. A integridade foi uma das principais características de sua vida. Um exemplo de lealdade, pois sempre agiu como um verdadeiro líder guiado e orientado por Deus. Não mediu esforços para que os judeus conhecessem e se mantivessem íntegros. Suas atitudes (13.25) não o qualificava como extremista, muito pelo contrário, foi zeloso durante a sua estadia em Jerusalém. Entendeu que aquele povo necessitava de ajuda e que era o preparado para esta missão.

“Mui zeloso pela lei foi Neemias”, lutou contra o mal, atrapalhou os planos dos opositores, que impediram a reconstrução espiritual do povo.

Levantou os muros, as portas, foi um trabalhador incansável, exemplo para muitos, defensor da justiça, honesto, integro, piedoso e convicto. Quem foi capaz de mudar sua opinião ou pensamento durante a sua administração? Este homem duro, sério e corajoso, se derramava diante de Deus em clamor por todos (1.4-11).

Copeiro do rei Artaxerxes, abriu mão de todas as vantagens que o cargo lhe oferecia e atendeu ao chamado de Deus para a sua vida. Distante da cidade sim, mas não da história de seus antepassados e de Deus.

Ao ouvir a noticia sobre a situação da cidade, em vez de se lamentar, clamou a Deus pela mudança. Renunciou a tudo e após uma longa viagem deu inicio aos trabalhos e durante o progresso da reconstrução Deus foi, aos poucos, lhe revelando qual realmente seria a sua missão naquele lugar.

Talvez Hanani, o porta voz, que levou as notícias a Neemias, tenha recebido de Deus esta incumbência. Sua missão especifica e direta, seria abalar os fundamentos do futuro líder, que estava por enquanto no anonimato. Certamente a vida dele não foi a mesma depois daquela conversa.

Em nenhum momento Neemias foi conivente com o pecado do povo. Não se conformou com a situação que encontrou logo em sua chegada. Não era somente a miséria material que estava visível, havia algo mais por trás de tudo. Sempre denunciou os desmandos e desvios, combateu de frente os que estavam prejudicando a sua missão e não temeu as represálias.

Neemias sempre se portou como um verdadeiro líder preocupado com a situação espiritual do povo. Não se aproveitou da posição como os anteriores, mas foi exemplo em tudo.

Neemias administrou todos os recursos disponíveis com honestidade, transparência e sabedoria (5.9-12). Desta forma ele não encontrou dificuldades para atingir seus objetivos.

Soube trabalhar o emocional do povo, motivando-os, não procurou logo de principio exercer o seu poder de governador, mas sim exerceu a sua autoridade, pois sabia que o trabalho seria árduo e necessitaria da ajuda de todos.

A sua administração foi correta e a sua liderança foi reconhecida, pois todas as vezes que conclamou o povo ao trabalho, foi prontamente respondido.

O viver de Neemias e a sua conduta não poderiam, em nenhum momento, serem questionados pelos judeus ou até mesmo pelos opositores. Isto era o mínimo que o cargo exigia.

 

a) Neemias x rainha Ester:

De uma hora para outra o trono foi tirado da rainha Vasti (Et 1.19), pois se recusou comparecer diante dos convidados do rei Assuero. Uma oportunidade surgiu para as moças do reino que poderiam se beneficiar pela vacância daquele cargo.

Dois vultos importantíssimos no plano de Deus saíram do anonimato justamente em um momento calamitoso, mas tudo isto não impediu que Neemias e Ester, igualmente, trabalhassem em favor dos judeus, demonstrando todo o amor e zelo pelo povo e história dos antepassados (Ne 2.10b; Et 7.3). A cidade semi-destruída, sem perspectiva e aquela tragédia pessoal na vida da destituída rainha foram os cartões de apresentação destes dois grandes servos de Deus. 

Neemias poderia ter ficado com seu trabalho secular, com as vantagens e Ester, já direcionada ao trono poderia somente ter se preocupado com sua família, seus interesses pessoais, vaidade, mas o primeiro preferiu a viagem longa e cansativa, enfrentou os opositores, mentiras, ameaças, reclamações e erros, enquanto que a segunda arriscou a própria vida para salvar boa parte da nação.

continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 16

2) OBJETIVO E META

Neemias teve a sua missão, enfrentou a oposição, porque desde o inicio tinha um objetivo e uma meta. O seu objetivo, de início, ficou bem claro no momento em que chegou à cidade. Era a reconstrução, somente isto. Teria muito trabalho. Queria colocar em ordem aquela cidade e para isto dependeria da ajuda dos judeus.

A reconstrução gerou necessidades urgentes que foram percebidas por Neemias, pois disto dependia o sucesso de sua meta. A reconstrução material proporcionou o resgate da Lei e do ensino, dos levitas e sacerdotes, a alegria voltou a reinar na cidade juntamente com o temor a Deus.

A sua meta era oferecer condições para que o maior símbolo religioso de Jerusalém, o Templo, fosse preservado, pois isto representaria a própria preservação da identidade religiosa de Israel.

O Templo destruído simbolizava um povo corrompido, desmotivado, humilhado e sem esperanças, por isto a reconstrução se iniciou por ele, para que todos pudessem exteriorizar o sentimento nacionalista e religioso.

Portanto era necessário que o muro fosse reconstruído, as portas levantadas, o povo e obreiros fossem restaurados, mas acima de tudo, o Templo, lugar onde seriam ouvidos por Deus, deveria estar ali, a disposição, totalmente preservado.

 

3) OPOSIÇÃO:

a) Pessoal:

A oposição, no inicio parecia pessoal (2.10), já que Neemias havia vindo de uma terra distante e mesmo com as cartas do rei, que lhe garantia o trânsito e materiais, deve ter se sentido um peixe fora da água, ainda mais diante da cena grotesca que encontrou. Creio que a cidade estava da mesma forma que Nabucodonosor havia deixado, se não pior. 

A oposição pessoal é até aceitável se imaginarmos que os homens da cidade pudessem se sentir ofendidos com a chegada dele. Que afronta? Seria o mesmo que dizer que não havia homens corajosos, trabalhadores para reerguerem a cidade. 

b) Política:

Talvez a oposição tenha sido política, movida por interesses políticos (2.19). Sambalate, Tobias, Gesém, Jerusalém e Samaria. Quantos interesses envolvidos nesta história?

Duas cidades rivais historicamente (I Rs 12.19). Seria natural pensarmos assim, pois o desenrolar dos fatos direcionavam para esta conclusão. Como Samaria lucraria se Jerusalém continuasse da mesma forma? Quem sabe temiam que a reconstrução pudesse acirrar ainda mais a rivalidade.

Os opositores correram contra o tempo, a todo custo desejaram impedir a reconstrução da princesa das nações (Lm 1.1).

Reconstrução da cidade, chegada de um novo governador, exaltação entre as nações, certamente o império dominante da época favoreceria Jerusalém no futuro. Este era o temor dos opositores samaritanos. 

c) Espiritual:

Aos poucos, o inimigo de nossas almas, começou a revelar a sua intenção nesta história. As zombarias, as tentativas de desanimarem o povo, as mentiras, foram instrumentos usados para impedir a reconstrução da cidade e a sua posterior prosperidade. Não a material, mas a espiritual.

O Maligno sabia que Jerusalém deveria estar preparada para receber o Messias, somente não sabia quando se daria tal evento, por isto deveria correr contra o tempo para impedir.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 16

b) Segunda fase – resgate do Ministério:

Após o termino daquela grande obra, Neemias estava livre de qualquer obrigação, poderia ir embora, mas resolveu ficar por alguns dias.

No inicio contemplou um povo, desgarrado, sem pastor, totalmente descrente e entendeu que sua missão não era somente material, tinha mais por fazer naquela cidade.

Estabeleceu porteiros, cantores e levitas, pois já estava preocupado com o ministério deles (7.1). Orientou quanto ao fechamento das portas durante a noite e a abertura ao amanhecer (7.3).

Fez uma justa homenagem genealógica aos que retornaram do cativeiro. Foram quarenta e duas trezentas e sessenta judeus, que com seus servos e servas, totalizaram quase cinquenta mil. Vitoriosos que acataram a ordem do retorno e que acreditaram na proposta de Neemias (7.66). Esta foi uma forma bonita e singela de demonstrar sua gratidão.

Quando o povo implorou pela leitura da Lei (8.1), muitos obreiros foram resgatados e colocados a retaguarda de Esdras (8.4) e todos os levitas se misturaram ao povo para ensinar e explicar o sentido das palavras que estavam ouvindo.

 

c) Terceira fase – resgate do fervor religioso:

Realmente Neemias poderia ter ido embora ao final da primeira fase, mas entendeu que não era somente o muro o grande problema de Jerusalém. Ao final da segunda fase, pensou da mesma forma, pois de que adiantaria a cidade cercada, em segurança, os obreiros animados a seus postos, se o povo continuava disperso, desatento, desinteressado e incrédulo.

O resgate do fervor religioso do povo, na verdade, foi a mola propulsora para que os sacerdotes e levitas recobrassem os seus ânimos, pois no momento em que imploraram pela leitura da Lei, alguns dos responsáveis por este trabalho se apresentaram (8.4). Isto reavivou os dois lados naquele dia, tanto o povo quanto os sacerdotes e levitas (8.9-12).

Após o momento de exposição da Palavra, com a leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação, restava somente ao povo um caminho a trilhar, o concerto, é claro, antecedido pelo arrependimento e confissão dos pecados (9.1-2).

A assinatura ao final, de todos (9.38), dava a Neemias a garantia de que permaneceriam na obediência e temor. Então poderia ir embora, pois realmente a sua missão havia chegado ao fim.

Então Neemias poderia ter ido embora, mas deve ter visto tudo aquilo e imaginado que faltava algo para marcar definitivamente todas as gerações que se seguiriam.

Uma grande comoção na cidade, pois foram convocados e todos se reuniram. Povo, sacerdotes e os levitas (12.27), os responsáveis pela administração da festa.

A grande alegria (12.43) foi ouvida ao longe pelos vizinhos idólatras e pelos inimigos. A fortaleza foi reerguida e os judeus orgulhosamente diziam: “Contemplem a nossa riqueza reconstruída (Ed 6.15 e Ne 6.15), ai mesmo do lado de fora, pois agora estamos protegidos”. A proteção era pelos muros erguidos e portas fechadas? Não, era pela fé em Deus que foi restaurada.

Todos participaram, ninguém ficou em suas casas, também como poderiam diante de tanta alegria. Se fosse hoje, certamente alguns assistiriam confortavelmente em suas residências, por transmissão via satélite, tv paga, internet, 5G, Wi-fi, ou por telões, data-show. Certamente o público alcançado seria maior e todos os judeus espalhados pelo mundo se regozijariam. Quantas caravanas não chegariam à cidade nos dias posteriores. O próximo resgate poderia ser o comercial e turístico.

O serviço no Templo restaurado, sacerdotes e levitas trabalhando com alegria e o povo servindo a Deus no temor. Não tinha mais o que ser feito naquela cidade. Neemias não era um conquistador como Davi (II Sm 7.9), tampouco diplomata como Salomão (I Re 3.1; 5.1; 10.1), então a sua missão terminava naquele momento. A festa de dedicação dos muros serviu também como despedida para aquele bom homem.

Anos mais tarde, Neemias retornou a Jerusalém e encontrou o caos, mas nada que uma atitude de homem de Deus não pudesse resolver.

 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)