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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Homilética - aula 4

IV – TIPOS DE SERMÕES

1) SERMÃO TEMÁTICO

É aquele em que toda a argumentação está amarrada em um tema, divide-se o tema e não o texto, o que permite a utilização de vários textos bíblicos.

 

Tema: “a paz que só Jesus pode dar”

  • Ilumina nosso caminho (Lc 1.79);
  • Liberta a nossa mente de pensamento perturbador (Jo 14.27);
  • Retira sentimento de medo (Jo 20.19-20);
  • Salva (Jo 3.16).

 

Tema: “O amor de incondicional de Deus” – Jo 3.16

  • Deus é amor (I Jo 4.8b);
  • Deus no amou (Jo 3.16);
  • Deus amou os pecadores (Rm 5.6-8).

 

Repare que cada tópico apresenta uma característica da “Paz”, mas para cada ponto há um texto diferente, ou seja, a base do sermão é a “Paz de Jesus” abordada em diversos textos bíblicos. É necessário aplicar um texto bíblico em cada divisão do tema. O sermão temático exige do pregador mais cultura geral e teológica, criatividade, estilo apurado, contudo, o sermão temático conserva melhor a unidade. No segundo exemplo acontece a mesa lógica.

 

2) SERMÃO TEXTUAL

É aquele em que toda a argumentação está amarrada no texto principal que, será dividido em tópicos. No sermão textual as ideias são retiradas de um texto escolhido pelo pregador. As divisões do sermão textual podem ser feitas de acordo com as declarações originais do texto. Ou se utilizar de uma análise mais apurada baseando-se em perguntas como. Onde? Que? Quem? Por que? Que deverão ser respondidas pelas declarações ou frases do texto. Como tirar pontos do texto:

  • Leia todo o texto;
  • Procure a ideia principal do texto. (Observe o subtema, o contexto, e situação);
  • Procure os principais verbos e seus complementos;
  • Procure os sentidos expressos nas representações simbólicas, metáforas e figuras;
  • Com base nos verbos e significados retirados crie frases (divisões) que os complemente e que, passem uma ideia ou estejam ligadas com a mensagem a ser pregada;
  • Organize as frases dentro da ideia principal. Leia todo o texto.

 

Tema: “Nem antes, nem depois, tudo no tempo de Deus” – Sl 40.1-4

Introdução:

  • Esperança, expectação em receber um bem. O mundo é imediatista.

 

Corpo do sermão:

  • O que acontece quando você espera no Senhor? Ele te retira da condição atual? Ele te coloca em segurança, na rocha, te dá visão;
  • Ele requer a sua adoração, um novo cântico; Adorar em Espírito e verdade. Ele te faz testemunha e muitos o verão.

 

Repare que cada tópico (divisão) apresenta um termo ou uma passagem do texto. O sermão textual exige do pregador conhecimento do texto, contexto e cultura bíblica.

 

3) SERMÃO EXPOSITIVO

É aquele que explora os argumentos principais da exegese, hermenêutica e faz uma exposição completa de um trecho mais ou menos extenso. O sermão expositivo é uma aula, uma análise pormenorizada e lógica do texto. Este tipo de sermão é o método mais difícil, apreciado pelos que se dedicam à leitura e estudo da Bíblia. Deve ser feito uma análise de línguas, interpretação, pesquisa arqueológica, histórica, bem como, comparação de textos. Este tipo de sermão apresenta algumas características.

  • Requer um planejamento;
  • Pode ser extraído de alguns versículos, capítulo inteiro ou até mesmo mais de um capítulo;
  • Aborda um grande texto ou uma passagem curta;
  • Proporciona uma interpretação mais fiel;
  • Instiga à uma análise profunda do texto;
  • A unidade e ideias devem ser agrupadas com base na ideia principal;
  • Este tipo de sermão pode ser abordado em série de mensagens ou estudos, por isso requer mais que tópicos e divisões;
  • Requer um tempo de estudo para os pontos difíceis.

 

Tema: “Batalha espiritual, a luta pela fé” Ef 6.10-180

  • Como lutar se estiver fraco? Sejamos fortes e corajosos (v. 10-13);
  • A ordem é “fortalecei-vos” (v.10);
  • O crente deve conhecer a armadura que está à disposição (v.11);
  • O cristão é exortado a uma vida de oração;
  • Aspecto moral da vida do crente (v. 10-13), moral elevada e moral firme (v.11-14);
  • Uso da armadura (v. 14-17). Caráter defensivo e ofensivo (v. 14-17);
  • A vida do cristão deve ser persistente e intercessora (v.18).

 

4) ROTEIRO PARA ESBOÇO DE SERMÃO

TIPO DE SERMÃO

(  ) Temático

(  ) Textual

(  ) Expositivo

 

ASSUNTO

___________________________________________________________________________________

(Assunto a ser tratado)

 

 

TITULO

 _______________________________________________________

(Deve ser bem criativo e de acordo com o tema)

 

 

TEXTO BÍBLICO

_______________________________________________________

(Citar a referência bíblica)

 

 

INTRODUÇÃO

___________________________________________________________________________________

(Uma rápida e suave transição para o conteúdo)

 

CONTEÚDO

I - ____________________________________________________

II - ___________________________________________________

III - ___________________________________________________

(Os conteúdos devem ser expostos os argumentos, tópicos, divisões do estudo e as abordagens bíblico-teológico, com muita clareza e transparência).

 

 

ILUSTRAÇÃO _______________________________________________

(Deve estar de acordo com o tema. Não utilizar para ilustrar o óbvio)

 

CONCLUSÃO ___________________________________________________________________________________

(Finalização sucinta, para gravar a mensagem na mente e no coração do ouvinte)

 

Referências bibliográficas

As qualificações e responsabilidades bíblicas dos diáconos. https://ministeriofiel.com.br/artigos/as-qualificacoes-e-responsabilidades-biblicas-dos-diaconos/. Acesso em 13/01/2020

Bispo, apóstolo, presbítero, reverendo e outros 4 títulos: Conheça o real significado das palavras. Disponível em: https://www.napec.org/reflexoes-teologicas/bispo-apostolo-presbitero-reverendo-e-outros-4-titulos-conheca-o-real-significado-das-palavras/. Acesso em 23 de janeiro de 2020.

BOYER. Orlando. Pequena enciclopédia Bíblia. Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus CPAD, 2008

CARDOSO. Adilson. Apostila: Pneumatologia, a doutrina do Espírito Santo.

CARDOSO. Adilson. Apostila: Teologia Sistemática I

http://casadeoracaocentral.com.br/index.php?pagina=quemsomosAcesso em 13/01/2020

CONEGERO, Daniel. Festas Judaicas e Dias Sagrados do Antigo Testamento. Disponível em: https://estiloadoracao.com/festas-judaicas/. Acesso em 13/01/2020

DAVIDSON, F. O novo comentário da Bíblia. São Paulo. Vida Nova, 1995

Escatologia, a cronologia do fim. Disponível em: https.//www.estudosgospel.com.br/estudo-biblico-apocalipse-escatologia/escatologia-a-cronologia-do-fim.html. Acesso em 31/12/2018

Equipe Estilo Adoração Equipe Estilo Adoração. O Calendário Judaico nos Tempos Bíblicos. Disponível em: https://estiloadoracao.com/o-calendario-judaico/. Acesso em 10/01/2020

Equipe Estilo Adoração Equipe Estilo Adoração. Pesos e Medidas Bíblicas.  Disponível em: https://estiloadoracao.com/pesos-e-medidas-biblicas/. Acesso em 10/01/2020

F. Martins. O ofício de Presbitero. Casa Editora Presbiteriana. S. Paulo. S.P.

GILBERTO, Antônio. Daniel e Apocalipse. Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus CPAD, 1984

GOMES, Geziel Nunes. Pequena enciclopédia temática da Bíblia. Rio de Janeiro.  Casa Publicadora das Assembleias de Deus CPAD, 1981

HALLEY, Henry H. Manual Bíblico. Um comentário abreviado da Bíblia. São Paulo. Editora Vida Nova, 1994.

HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. Editora Betania, 2001

Igreja Evangélica Palavra de Jesus Cristo. Manual do Obreiro – 2013. Disponível em: http://iepjec.org.br/files/manual_do_obreiro.pdf. Acesso em 22/01/2020.

LUND. E. Regras  de  interpretacão das  Sagradas  Escrituras. Traduzido por Etuvino Adiers. São Paulo. Editora Vida, 1968.

MARTINS, José Martins. Antropologia Bíblica (Antropologia, Harmatiologia, Soteriologia). 1ª Ed. São Paulo. Editora Lucel, 2016

MARTINS, José Martins. Angeologia. 4ª Ed. São Paulo. Editora Lucel, 2016

MARTINS, José Martins. Eclesiologia. 1ª Ed. São Paulo. Editora Lucel, 2016

MILTON, S. V. Conhecendo a Congregação Cristã no Brasil. Londrina. AD Santos Editora, 1995

Modo de vida e costume judaico. Disponível em: http://agnusdei.50webs.com/cur11.htmA g n u s D e i. Acesso em 13/01/202

NORMAN, L. Geisler. William E. Nix. Introdução Bíblica. Como a Bíblia chegou até nós. Tradutor Oswaldo Ramos.  Editora Vida.  São Paulo, 1997

O calendário judaico. Disponível em: http://chazit.com/cybersio/artigos/calendario.htm. Acesos em 10/01/2020.

OLIVEIRA, Raimundo de. Seitas e heresias. Um sinal do fim dos tempos. Rio de Janeiro. CPAD, 2002

Os Ministérios e o Papel de Cada Obreiro. Disponível em: https://despertaoseuministerio.com.br/os-ministerios-papel-de-cada-obreiro/. Acesso em 21/01/2020

PORTELA, Solano. Eutanásia. Disponível em: http.//www.cacp.org.br/qual-e-o-conceito-biblico-a-respeito-da-eutanasia/.  Acesso em 15/01

Preparação para obreiros. Disponível em: https://sites.google.com/site/ademjaf/preparacao-para-obreiros. Acesso em 21/01/2020 OBREIROS.

SETA - Seminário evangélico teológico da Ameovale. Apostilas de teologias sistemática I, II, III, IV, V, VI. 

SILVA, Antônio Gilberto da. A Bíblia através dos séculos. Uma introdução. Rio de Janeiro. CPAD, 1986.

SILVA, Severino Pedro da. Os anjos, sua natureza e oficio. Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus CPAD, 1987

SILVA, Valter José G. da. Missiologia. Disponivel em: http.//cursodeteologiagratisnaweb.blogspot.com/2009/11/missiologia.html. Acesso em 06/02

SOARES, Gilson. Teologia, filosofia e outros temas tratados a luz do cristianismo. Disponível em. http.//pastorgilsonsoares.blogspot.com/search/label/%C3%89TICA%20CRIST%C3%83?updated-max=2016-06-22T04.27.00-07.00&max-results=20&start=8&by-date=false. Acesso em 15/01/2019

Soteriologia dos reformadores. Disponível em: https.//www.ultimato.com.br/revista/artigos/255/a-soteriologia-dos-reformadores. Acesso em 31/01/2019

THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em teologia Sistemática. São Paulo. Imprensa Batista Regular, 2001

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Homilética - aula 3

III – O SERMÃO

1) ESTRUTURA DO SERMÃO

Qualquer explicação requer organização, ordenação, lógica e clareza. O sermão é uma explicação da Palavra e vontade de Deus, por isso deve ser didático. A prática de pregações através dos tempos levou estudiosos a relacionarem alguns elementos básicos que devem estar presentes nos sermões, dando a eles uma estrutura que facilita o desenvolvimento da mensagem, pois norteiam a linha de pensamento do pregador direcionando o ouvinte para o conteúdo da mensagem.

 

2) OBJETIVO, ALVO E ASSUNTO

O objetivo da homilética é a conversão, comunhão, motivação e a santificação, portanto o pregador deve ter clareza quanto ao objetivo, alvo e assunto da mensagem. Se não tiver nada para falar, não fale.  Se o Espírito Santo lhe der algo a falar, fale, mas fale direito.

O assunto da mensagem é algo particular entre o pregador e Deus, para tê-lo é preciso viver em comunhão e oração para que o Espírito Santo possa falar em seu coração. Tenha intimidade com Deus para transmitir o que Ele quer falar.

 

3) TEXTO BÍBLICO

O texto bíblico é a passagem bíblica que serve de base para o sermão. Esse texto deverá fornecer a ideia ou verdade central do sermão. Nunca se deve tomar um texto somente por pretexto, e logo se esquecer dele. A utilização de um texto bíblico apresenta as seguintes vantagens:

  • O texto dá ao sermão a autoridade da Palavra de Deus.
  • O texto constitui a base e alma do sermão;
  • Através da pregação por texto o pregador ensina a Palavra de Deus;
  • O uso do texto ajuda os ouvintes a reter a ideia principal do sermão;
  • O texto limita e unifica o sermão;
  • Permite uma maior variedade nas mensagens;
  • O texto é um meio para a atuação do Espírito Santo.

 

4) EXEGESE

Exegese é o trabalho de exposição de um texto bíblico. Para uma boa exegese é necessário:

  • Ler o texto em voz alta, comparando com versões diferentes para maior compreensão;
  • Reproduzir o texto com suas próprias palavras. (Fale sozinho);
  • Observar o texto imediato e remoto;
  • Verificar a linguagem do texto (história, milagre, ensino, parábola, profecia, etc.);
  • Pesquisar o significado exato das principais palavras;
  • Faça anotações;
  • Pesquisar o contexto (época, país, costumes, tradição, etc.);
  • Perguntar sempre onde? Quem? O que? Por que?
  • Organizar o texto em seções principal e secundárias;
  • Resumir com a seguinte frase. “O assunto mais importante deste texto é...”.

 

5) TEMA

Para que o ouvinte possa ter ideia do que você tem a falar é imprescindível o emprego de um tema, para que ouvinte adentrar o sermão. O tema do sermão deve conter a ideia principal, o objetivo da mensagem e deve ser estimulante para despertar o interesse, curiosidade e atenção do ouvinte. Para tanto deve ser claro, simples, oportuno, criativo e deve obedecer ao texto. Exemplos de temas:

  • Interrogativo (pergunta): Onde estás? Que farei de Jesus?
  • Lógico (explicativo): O que o homem semear, ceifará!
  • Imperativo (mandamento): Enchei-vos do espírito;
  • Enfático (realce): Só Jesus salva;
  • Geral (abrangente): O amor tudo vence.

 

6) INTRODUÇÃO DO SERMÃO

Muitos escritores escrevem a introdução quando terminam o livro.  Começar bem é provocar interesse e despertar atenção. Aproximar o ouvinte do sermão e dar a ele uma noção ou explicação do que vai ser falado. 

“O pregador começou por fazer um alicerce para um arranha-céu,

mas acabou construindo apenas um galinheiro”. 

A introdução do sermão e muito importante e deve envolver o ouvinte, despertar o interesse e curiosidade e deve ser o instrumento de condução que levará o ouvinte ao cerne do sermão. Uma boa introdução dá ao pregador segurança, tranquilidade, firmeza e liberdade. Você pode usar um destes tipos para iniciar um sermão:

  • Ilustrativa: se o assunto a ser abordado for complexo, use uma ilustração para explicar com clareza;
  • Definição: explique ao ouvinte, por meio de conceitos significados de símbolos, termos e assuntos que provavelmente não conheça;
  • Divisão: quando se tratar de características opostas, mostre os dois lados da moeda, faça comparações: “paz e guerra”, “amor e ódio”, “salvação e perdição”, “vida cristã e vida mundana”, etc;
  • Convite: convide o ouvinte para participar e agir, leve-o à ação;
  • Interrogação: explore o assunto através de perguntas: “Para onde iremos nós?”;
  • Suspense: a mensagem principal será esclarecida no corpo do sermão;
  • Alusão histórica: explique o contexto do texto em que será aplicada a mensagem (época, país, costumes, tradição, etc.).   

 

7) ILUSTRAÇÕES

São recursos usados para o enriquecimento, e o esclarecimento de uma mensagem, quando devidamente aplicada. O significado do termo ilustrar é tornar claro, iluminar, esclarecer mediante um exemplo, ajudando o ouvinte a compreender a mensagem proclamada. O bom uso da ilustração desperta o interesse, enriquece, convence, comove, desafia e estimula o ouvinte, valoriza e vivifica a mensagem, além de relaxar o pregador. A ilustração não substitui o texto bíblico apenas tem uma função psicológica e didática, para tornar mais claro aquilo que o texto revela. As ilustrações devem ser simples e correlacionadas com a mensagem, devem fornecer fatos de interesses humanos e devem ter um ponto alto ou clímax:

  • Ilustração histórica e contextual: quando se aplica um conhecimento histórico ou explicação do contexto. Exemplo: Fundo da agulha, porta estreita na cidade de Jerusalém onde, os mercadores tinham dificuldades de passar com os camelos (Mt 19.24);
  • Conhecimento intelectual: envolve o conhecimento científico, psicológico, técnico e cultural. Exemplos: A antena da TV recebe todas as frequências ao mesmo tempo, entretanto quando escolhemos um canal, através da sintonia, estamos selecionando uma determinada frequência;
  • Metafórica ou alegórica: quando são empregadas figuras metafóricas como histórias e estórias. Exemplos: “Ao se aproximar da cidade do Rio de Janeiro um indivíduo reparou que o Cristo Redentor não era tão grande como pensava. No centro da cidade observou que estátua teria aumentado. No pé do corcovado ficou admirado com o tamanho. Chegando então aos pés do Cristo Redentor ele pode perceber, como lhe disseram, que aquele era bem maior”;
  • Experiência pessoal (testemunhos). Exemplos: o pregador relata fatos verídicos que demonstram a atuação de Deus, através de milagres, em sua vida ou de outras pessoas.

 

8) CORPO DO SERMÃO

Essa é a principal parte, onde deverá estar o conteúdo de toda mensagem, ordenado de forma lógica e precisa. Aqui o pregador deve expor ideias e pensamentos que deseja passar para os ouvintes. As divisões devem ser desenvolvidas de acordo com a realidade de hoje. As divisões não podem se desviar da mensagem principal que é a coluna do sermão, o objetivo será finalizado e apresentado na conclusão. É necessário ser vocacionado para o Dom da Palavra. O ouvinte precisa acompanhar o seu desenvolvimento, cada divisão, subdivisão, e até ilustrações e explicação, tem que apontar a direção do alvo.

 

9) CONCLUSÃO

É o clímax da aplicação do sermão. “Para terminar”! “Concluindo”, “Só para encerrar”, “Já estamos terminando”. Você já ouviu estas frases? Muitas pessoas não sabem terminar uma conversa, ficam dando voltas ou se envolvem em outros assuntos, sem ao menos perceber que o tempo está passando e o ouvinte já está angustiado com a demora. Isso acontece por que estes não preparam um esboço e suas ideias estão desordenadas, logo, não conseguem encontrar uma linha condutora da conclusão do sermão.

Uma boa conclusão deve proporcionar aos ouvintes satisfação, no sentido de haver esclarecido completamente o objetivo da mensagem. É preciso estabelecer um ponto final para que o pregador não fique perdido. Uma conclusão desanimada deixará os ouvintes desanimados. Baseados no objetivo específico do sermão a conclusão é uma síntese e deve ser uma aplicação final à vida do ouvinte, para tanto deve:

 

10) APELO

É o esforço feito para alcançar a consciência, o coração e a vontade do ouvinte. São os frutos do sermão. Apelo não é apelação e deve seguir sempre em direção a conversão e reconciliação, destinados aos ímpios e aos desviados, bem como para restauração, destinada à Igreja. O apelo deve ser uma espécie de convite, impactante e direto. Não pode ser forçado ou prolongado e deve ser após a mensagem. 

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Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Homilética - aula 2

II – A PREGAÇÃO, ORATÓRIA E O PREGADOR

1) A PREGAÇÃO

Pregação é o ato de pregar a palavra de Deus. Pregador (aquele que prega) vem do latim, “prae” e “dicare” anunciar, publicar. Apalavra grega correspondente a pregador é “Keryx”, arauto, isto é, aquele que tem uma mensagem (Kerygma) do reino de Deus, uma boa notícia, uma boa-nova, Evangelho, “Evangelion”.

Proclamar o Evangelho é trazer as Boas Novas da Salvação, é apresentar ao público Jesus Cristo, seus ensinamentos e seu propósito. Na realidade, proclamar a Palavra de Deus significa muito mais do que simplesmente ler a Bíblia e atribuir uma lição prática à passagem lida. A pregação bíblica envolve a cuidadosa remoção do texto de seu engaste original, transferindo-o para a situação atual da Igreja. Para efetuá-lo, o ministro precisa compreender não somente as Escrituras, mas também a sua congregação, o mundo dos tempos bíblicos e a sua Igreja, bem como as semelhanças e diferenças entre ambos esses mundos.

O sermão serve de ponte entre o passado, presente e não constitui em simples comentário. Não se deve confundir a pregação bíblica com exegese gramatical, histórica ou teológica. A pregação precisa ser centralizada na Bíblia e não em problema pessoal ou questão contemporânea.

 

2) ORATÓRIA

A monotonia na pregação é uma falta grave, principalmente porque existem muitas maneiras de se variar a comunicação da mensagem. Os meios de comunicação (multimídia) estão se aprimorando na variedade de comunicar. Todos sabem que um comercial, filme, novela ou programa esportivo monótono não conquista audiência.

 

"A voz carrega consigo toda a história do homem e da humanidade".

 

A má comunicação começa com uma voz irritante, fraca, estridente, aguda ou grave demais. Assim como as boas vozes produzem convicção, as vozes defeituosas geram dúvidas e rejeição. Prega mal quem não tem capacidade de encarar os seus ouvintes e olha para tudo, menos para as pessoas e estas desejam uma perfeita comunicação com o pregador. A comunicação do pregador deve ser com pessoas, não com galerias imaginárias, corredores, paredes, ventiladores, planos ou qualquer outro objeto no santuário. Ignorar a arte da boa comunicação é condenar-se a si mesmo como pregador. É pregar uma mensagem que não pulsa com o vigor da realidade. Há pregadores que em nome do conteúdo pecam na comunicação.

 


3) REQUISITOS PARA UMA BOA ORATÓRIA

  • Influência Pessoal, dicção, timbre (inflexão, correto uso da voz);
  • Gesticulação (oportuna e efetiva);
  • Correção Gramatical;
  • Expressividade, persuasão e comunicação.

 

4) CARACTERÍSTICAS DE UM PREGADOR

A palavra de Deus afirma que a fé vem pela pregação da palavra (Rm 10.17), entretanto, a falta de preparo adequado do pregador, falta de unidade corporal no sermão, falta de vivência real do pregador na fé cristã, falta de aplicação prática às necessidades existentes na Igreja, falta de equilíbrio na seleção de textos bíblicos e a falta de um bom planejamento ministerial trazem dificuldades na proclamação da palavra.


5) ÉTICA NO PÚLPITO – “A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA”.

O pregador, independente da hora chega, sempre será observado dos pés a cabeça, por isso esteja de acordo com o local e a ocasião, sobretudo as mulheres. Nos homens o uso do “terno e gravata” é adequado a quase todos os locais e ocasiões. Observe como são os membros da Igreja que visita? Quais são as características da denominação? Qual é o horário de início e término do culto? Em que bairro se localiza? Observe com atenção estes aspectos errados que devem ser considerados pelo pregador:

  • Não faça uma segunda ou uma auto apresentação;
  • Não mantenha a mão no bolso ou na cintura o tempo todo;
  • Procure não molhar o dedo na língua para virar as páginas da Bíblia;
  • Evite limpar as narinas, cocar-se, exibir lenços sujos, arrumar o cabelo ou a roupa e não use roupas extravagantes;
  • Evite apertar a mão de todos (basta um leve aceno);
  • Não faça gestos impróprios;
  • Não use esboços de outros pregadores, principalmente sem fonte;
  • Evite contar gracejos, anedotas ou usar vocabulário vulgar, evite pedir desculpas;
  • Evite chegar atrasado. Seja verdadeiro, atrativo, sincero e não copie outros pregadores;
  • Pregue com naturalidade, originalidade e simplicidade;
  • Seja espontâneo, dinâmico e utilize recursos áudio visuais.

 

6) O PREGADOR NÃO PRECISA APARECER

Quando convidado para pregar em outras Igrejas, o pregador deve considerar as normas doutrinárias, litúrgicas e teológicas da Igreja:

  • Evite abordar questões teológicas muito complexas;
  • Não peça que a congregação faça algo que não esteja de acordo com os preceitos;
  • Procure estar dentro dos padrões da denominação;
  • Procure dar conotações evangelísticas à mensagem;
  • Respeite o horário (mesmo que seja pouco tempo);
  • Converse sempre com o Pastor antes do início do culto.

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Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Homilética - aula 1

I – HOMILÉTICA

1) DEFINIÇÃO E CONCEITOS

Homilética, a arte de pregar, ou seja, a utilização dos princípios da retórica com a finalidade de falar sobre a Bíblia. Etimologicamente, homilética do grego Homiletikos, que por sua vez derivou de homilos, que significa “multidão” ou “assembleia do povo” estuda os princípios fundamentais do discurso em público, aplicados na proclamação do Evangelho. Alguns termos aparecem com frequência;

  • Comunicação: Ação, efeito ou meio de comunicar, aviso, participação, ligação, comunhão;
  • Dicção: Maneira de dizer ou pronunciar, expressão, arte de recitar;
  • Exegese: Interpretação, explicação ou comentário (gramatical, histórico, jurídico, etc.) de textos, principalmente da Bíblia;
  • Eloquência: Capacidade de falar e exprimir-se com facilidade; dom da falar com fluência;
  • Fonação: Conjunto dos fenômenos que produzem a voz;
  • Hermenêutica: Princípios de interpretação bíblica, arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos;
  • Homilética: Eloquência de púlpito, arte de pregar sermões, não se abstendo do aprimoramento das habilidades oratórias. É a ciência que ensina os princípios fundamentais dos discursos em público;
  • Lógica: Ciência do raciocínio; coerência; raciocínio encadeado; ligação de ideias;
  • Oratória: Arte de falar em público eloquentemente ou em consonância com as regras da retórica; peça dramática religiosa;
  • Persuasão: Ato ou efeito de persuadir, convicção, crença. Vem de Persuadir. Levar a crer ou aceitar, aconselhar, induzir;
  • Pronúncia: Articulação do som das letras, sílabas ou palavras. Maneira especial de pronunciar os sons de certa língua;
  • Pregação: É a comunicação verbal da verdade divina com o fim de persuadir. Tem em si dois elementos. A verdade e a personalidade;
  • Retórica: A arte do uso eficiente das palavras em falar e escrever;
  • Sermão: Um discurso religioso formal, baseado na Palavra de Deus, e que tem por objetivo salvar os homens;
  • Tema: É a matéria de que trata o sermão; a ideia central do sermão; o assunto apresentado no sermão.

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Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Missiologia - aula 5

28) AVALIANDO O AVANÇO MISSIONÁRIO MUNDIAL

Nas três ultimas décadas, fomos positivamente bombardeados pela Missiologia do avanço final, na qual Ralph Winter defendia uma abordagem em massa em direção aos 13 mil povos não alcançados da Terra. Movimentos mundiais como o AD 2000 propuseram “uma igreja para cada povo e o evangelho para cada pessoa até o ano 2000”. Foram listados inicialmente mais de 10 mil grupos que não possuíam igrejas com pelo menos 100 membros. Logo depois, missiólogos como Patrick Johnston conseguiram fragmentar o estudo, identificando menos de 4 mil etnias totalmente não alcançadas, enquanto que a World Mission international, em uma avaliação mais recente, estimou que apenas 2.134 grupos étnicos não tenham hoje uma igreja entre eles. As estatísticas mostram que houve um incrível avanço missionário neste últimos 30 anos. 

Sem duvidas é inquestionável o avanço da igreja cristã, que entre 1999 e 2000, obteve um índice de 6,1% em termos de crescimento global, sendo este o maior crescimento entre as principais religiões mundiais, incluindo o Islã. Também não podemos desconsiderar o avanço das missões que se puserem a encontrar, estudar e catalogar os grupos ainda não alcançados pelo Evangelho, fazendo-nos saber quem são eles, onde estão, quantos são e quais as principais barreiras a vencer para alcança-los. 

É preciso, entender, compreender que enquanto antigas barreiras vão sendo derrubadas, mas outras novas vão se formado, pois não vivemos em um mundo estático. Precisamos de uma missiologia mais ágil do que a de dez anos atrás. Além disso, algumas antigas barreiras não têm dado o menor sinal de mudanças. Permite-se citar quatro novas fronteiras com as quais lidaremos nas próxima duas ou três décadas:

  • A redoma de resistência e entre os não alcançados: Os povos que foram alcançados dentre os 13 mil inicialmente proposto por Winter e MCGavran seguiram a regra de menor resistência, ou seja, em regiões onde havia três grupos não alcançados, havia penetração missionária nos dois que demonstravam menor resistência, seja geográfica, politico, religiosa, linguística, cultural ou espiritual. O mais resistente ficava para um segundo momento. Em linguagem simples, “coamos” esses 133 mil povos não alcançados. Portanto, o que temos em nossas mãos neste inicio de milênio não são simplesmente outros 2 mil PNAS (povos não alcançados), mas sim os 2 mil PNAS mais resistentes em toda a historia do cristianismo, por isso precisamos de maior preparo missiológico, cultural e linguístico do que precisaram os missionários de cinquenta anos atrás. Também precisamos de nova motivação e pioneirismo, e sobretudo de Graça de Deus poderíamos chamar esta primeira fronteira de redoma de resistência;
  • Quando analisamos o avanço missionário entre os grupos nômades, por exemplo, percebemos que 90% se deu entre os chamados siminômades, que apesentavam maior tolerância missionária. De acordo com Dr. David Philips, da WEC internacional (Missão AMEM), há ainda mais de 150 grupos nômades totalmente não alcançados no mundo. Menor resistência funciona em geral como uma lista de oportunidades no mundo missionário. Desta forma precisamos de mais Graça divina, energia humana, força missionária, apoio eclesiástico e tempo em potencial para alcançar esses 2 mil PNAS do que jamais foi existido no passado.
  • O desdobramento étnico entre os isolados: O desdobramento étnico é uma expectativa comum em boa parte da antropologia mundial, mesmo entre os não cristãos. Ele parte do pressuposto de que a maioria desses 2 mil grupos étnicos, não alcançados, nunca foram mapeados antropologicamente. Existe grande possibilidade de que cada nome neste lista corresponda a bem mais do que apenas uma etnia. Comumente encontramos uma nação étnica onde diversas tribos, falam dialetos similares, possuem coexistência cultural e dividem o mesmo território. Isso aconteceu com os Frafras no noroeste Africanos, pois descobriu-se que não formavam apenas um povo mas, sim, formavam dois grupos distintos linguística e culturalmente, o segundo se intitulava Kassena. Os natuis, da Papua Nova Guiné, tidos como um só grupo por pelo menos um século, na verdade constituíam sete diferentes etnias, vivendo em relativa harmonia e compartilhamento o mesmo território. Alcançar um não pressupõe alcançar todos. Esse fenômeno ocorreu em 705 dos grupos estudados cientificamente nos últimos 50 anos, atingindo uma media de desdobramento de 4,2 (de acordo com o departamento de antropologia da London University), ou seja, em 70% dos grupos isolados que sofreram uma abordagem antropológica nas ultimas cinco décadas, cada um escondia, em media, outro três grupos. É possível, portanto, que os nossos 2 mil PNAS se tornem cerca de 5 mil a 8 mil grupos éticos. Ainda há um bom caminho a andar.
  • A incapacidade de evangelização local por igreja  locais: Outra nova fronteira que lidaremos nas duas décadas é a da incapacidade de evangelização local por igreja locais. Nem todos os países do mundo experimentam um bom crescimento da Igreja Evangélica, como o Brasil a Coréia e a Nova Zelândia. Segundo David Barrett, há mais 4 mil grupos étnicos no mundo entre os quais a igreja local não se mostra forte o suficiente para alcançar seu próprio povo. É igualmente alarmante o número de pessoas nascidas em países não cristãos: 48 milhões por ano (Global Report Magazine). É preciso repassar esses 4 mil grupos por uma nova avaliação de avanço missionário. Caso contrario, terminamos as próximas duas décadas com um número expressivo de etnias nas quais o evangelho já foi exposto, mas permanece desconhecido pela maioria. Seriam eles alcançados?
  • A vasta diversidade linguística entre grupos minoritários: Entre as 6.528 línguas no mundo, somente 366 possuem a Bíblia completa. O Novo Testamento completo está presente em 928 e grandes porções da Bíblia em outras 918 línguas. A cultura cristã tem enfrentado dificuldades para arregimentar força missionaria para alcançar grupos étnicos minoritários. De acordo com o Ethnologue, 4 mil das 6.528 línguas existentes são faladas por apenas 6% da população mundial. Outro aspecto a ser lembrado é que 2 bilhões de pessoas no mundo não conseguem ler ou escrever, seja por falta de alfabetismo, seja por pertencerem a grupos ágrafos. Isso significa que não poderiam ler a palavra mesmo que a tivessem em sua própria língua. Consideramos que um número cada vez menor de missionário tem tido tempo e estrutura suficiente para trabalhar simultaneamente na tradução bíblica e na alfabetização, porém terminaremos as próximas três décadas com porções da Palavra traduzida para a maior das línguas mundiais, no entanto o índice de leitores nessas línguas tem diminuído sensivelmente. Assim, teríamos mais tradução da Bíblia e menos leitores em potencia.

 

29) JANELA 10/40

Nome dado a região que compreende 62 países, formando um retângulo aos graus 10 e 40 da linha do Equador, representando uma multidão de cerca de 3,2 bilhões de pessoas, não alcançados devido a resistência e proibições, mas que ainda estão nos planos missionário do povo de Deus:

  • África (norte): Benin, Burkina, Cabo Verde, Chade, Djibuti, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Níger e Senegal;
  • Oriente Médio: Arábia Saudita, Argélia, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Palestina, Jordânia, Kuweit, Líbano, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Omã, Síria, Sudão, Tunísia e Turquia;
  • Ásia: Afeganistão, Bangladesh, Barein, Butão, Camboja, China, Coréia do Sul, Coréia do Norte, Filipinas, Índia, Japão, Laos, Malásia, Maldivas, Mongólia, Nepal, Paquistão, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan (Formosa) e Vietnã;
  • Eurásia: Cazaquistão, Turcomênia e Tadjiquistão;
  • Europa: Albânia, Chipre, Gibraltar e Grécia.

 

30) DESAFIO

Nesta entrada de milênio, fomos mais vez bombardeados por um crescente número de proposta missiológicas visando apressar a conclusão do alcance do mundo que ainda desconhece o evangelho. Muitas foram novas ideias, novas propostas ou novas estratégias. David Hesselgrave nos alerta: “nem todo novo pensamento é dirigido pelo Espirito. Nem tido o que é novo é necessariamente bom. A Bíblia é antiga, o Evangelho é antigo e a Grande Comissão é antiga”. Ele defende que, neste imenso mar de necessidade no mundo não alcançado, precisamos entender que “o Evangelho dá a direção, pois a Palavra precede a nossa visão”.  

O desafio que temos pela frente estatisticamente pode ser descrito como 2 mil PNAs que poderão ser fragmentados em um número até três vezes maior. Mais de 4 mil línguas e dialetos sem porções da Palavra, cerca de 150 grupos nômades sem presença missionária, 118 tribos não alcançadas em nosso próprio país e 72% de todos os grupos intocados pelo Evangelho vivendo em países com fortes limitações politicas e religiosas. É portanto, parte da nossa missão conhecer tais barreiras, estuda-las e transpô-las, discernindo os tempos e as épocas para gloria de Deus.

 

31) DADOS SOBRE A RELIGIÃO

Diminui o número de católicos no mundo na ultima década do milênio e cresce o de protestante e islâmico. A expansão das religiões orientais, como o budismo o zen-budismo e o hinduísmo, no Ocidente também é uma tendência no final do século XX, de acordo com estudos do antropólogo Lísias Nogueira Negrão, da universidade de São Paulo. O avanço do islamismo se dá nos países onde já é dominante. O número de cristãos caiu 6,2% em 1998, segundo a Enciclopédia Britânica, e a igreja católica perdeu 1,3% de fiéis no mesmo ano. No decorrer da década de 90 os protestantes aumentam o número de adeptos em 120% e os muçulmanos, em 157%. Em termos absolutos, porém o catolicismo continua a ser a religião com o maior número de fiéis em todo o mundo. É a única também, que conta com uma liderança unificada na figura do papa. O pontificado de João Paulo II reforçou essa união apoiando-se no movimento de Renovação Carismática. Os grupos passam por contrapartida, subdivedem-se suas estruturas, adquirindo uma organização mais difusa, sem a centralização institucional ou exigência de vinculações formal a uma igreja.

 

32) AS RELIGIÕES NO MUNDO

  • Europa: O cristianismo é a principal religião  da Europa e  a maior do mundo em número de adeptos. Enquanto o catolicismo predomina nas porções meridional e ocidental do continente, a igreja Ortodoxa prevalece em alguns países da península Balcânica e da comunidade dos Estados independente (CEI). Já os protestantes são maioria na Alemanha, no Reino Unido, nas nações da península Escandinava e nas republicas bálticas;
  • América: a composição religiosa da América espelha a origem metropolitana: na América Latina, de colonização hispano-portuguesa, o catolicismo impera e é mais representativos que na Europa, sede da Igreja Católica. As estatística entretanto, ignoram fenômenos como o sincretismo religioso e a ligação com mais de uma religião. O espiritismo, praticamente restrito á América Latina e o protestantismo, que cresce em razão do avanço dos pentecostais, também merecem destaque na região. Na América do Norte, dominada pelos ingleses, os protestantes são maioria. Os católicos vivem basicamente na província de Québec, no Canadá, ocupada inicialmente pelos franceses, e nos Estados norte-americano que recebem grande quantidade de imigrantes latino, como Florida, Texas e Califórnia.
  • Oceania: A colonização britânica de boa parte de Oceania também deixa como herança a presença do protestantismo e catolicismo. As crenças tradicionais dos povos nativos estão em processo de extinção;
  • África: A diversidade religiosa do continente africano é determinada pela prática de crenças tribais, que dividem espaço com religiões estrangeira, sobretudo o islamismo, introduzido pelos árabes no norte da África a partir do século VII e o cristianismo, disseminado especialmente após o século XIX, quando se acentuou a colonização europeia. A existência das religiões asiáticas decorre da imigração de mão-de-obra no período colonial;
  • Ásia: Berço de antigas religiões de caráter ético e também de crenças universalista, cristianismo, islamismo e judaísmo, nascidas na região do Oriente Médio. O islamismo, segunda religião mais difundida no mundo, é majoritário no continente. Os muçulmanos se concentram no Oriente Médio, na Ásia Central, no Subcontinente Indiano e no Sudoeste Asiático. Já o judaísmo é quase exclusivo do Estado de Israel e o cristianismo tem influencia reduzida na Ásia. O hinduísmo, terceira maior religião, foi fundado na Índia e praticado pela maior parte de seus habitantes. O budismo, também originário da Índia, propaga-se, sobretudo, pela península da Indochina e pela Mongólia. O confucionismo e o taoísmo surgem na China, onde têm importância significativa, e se espalham para algumas nações próximas ao sudeste Asiático. O xintoísmo prevalece no Japão. 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Missiologia - aula 4

24) O CRISTIANISMO E O RESPEITO PELAS OUTRAS CULTURAS

O cristianismo não tem o objetivo de padronizar o mundo e nem destruir as culturas, sua mensagem, porém, é universal. No dia do triunfo de Cristo e da Igreja, cada povo ou etnia, se apresentará louvando a Deus, na sua própria língua (Ap 5.9).

Não é preciso destruir a cultura de um povo, para levá-los a fé cristã, por que o cristianismo é transcultural. Os missionários devem respeitar as culturas de um povo. Barnabé sabia que a tradição judaica era mais uma forma de manter a identidade nacional, e que isto em nada implicaria na salvação dos novos crentes, portanto, não seria necessário observar o ritual da Lei de Moisés (At 15.19-20).

O apóstolo Paulo era um judeu rico e culto, que sacrificou as tradições de seus antepassados, deixando tudo para a salvação do maior número possível de almas (Fp 3.5-8), pois considerava a salvação dos homens mais importante do que sua identificação cultural como judeu. Todos os meios lícitos são válidos para conquistar os pecadores para o Reino de Deus. Paulo conhecia o mundo e sua geração, e soube conquistá-lo para Jesus.


25) O DESAFIO DA OBRA MISSIONÁRIA ATUAL

A evangelização mundial é uma tarefa urgente. Trata-se de um trabalho de prazo limitado, que requer ação rápida, iminente e preciosa, temos que encher o mundo com a Palavra da Fé, antes da "meia noite" (Jo 9.4). Este é um trabalho que não pode ser adiado, sob qualquer pretexto. Evangelização é o mais importante e requer urgência, mais que qualquer outra missão da Igreja.

 

26) O BRASIL E A OBRA MISSIONARIA

Estamos iniciando o século XXI com 2.500 missionários transculturais brasileiros, de todas as denominações, em mais de 70 países de todos os continentes. O Brasil tem grandes igrejas evangélicas, mas muitos países não possuem e tem alguns onde a porcentagem de crente é de dois por um. Estes dados devem despertar os crentes brasileiros para esta necessidade mundial.

 

27) O BRASIL DOS POVOS NÃO-ALCANÇADOS

O Brasil é um país de extrema riqueza étnica. As nações indígenas, europeias e africanas têm produzido em nossa nação uma variedade e complexidade cultural. A metade do nosso povo é de origem europeia, cerca de 53%, sendo entre eles portugueses, italianos, espanhóis e alemães. Outro segmento da nossa população é de origem africana, cerca de 11%. Mais de um terço de nós, somos mistura de sangue europeu, africano e índio, cerca de 34,8%. Entre esses três tipos o Evangelho tem encontrado bastante receptividade, no entanto, o mesmo não acontece com outros povos étnicos. Os principais povos não alcançados no Brasil são os indígenas, orientais e muçulmanos:

  • Povos indígenas: Hoje há no Brasil cerca de 315 mil índios espalhados em 251 tribos. Nenhum dessas tribos possui a Bíblia completa em sua própria língua! Apenas 129 delas tem contato com o Evangelho através de missionários evangélicos. Este complicado quadro acontece pelo resultado de três barreiras. a) Barreiras linguísticas: Entre as tribos indígenas, fala-se mais de 180 línguas diferentes. Apenas 34 têm o Novo Testamento. Precisamos de mais obreiros dispostos a traduzir a Bíblia para as línguas indígenas. Isso exige muita dedicação e paciência, mas é imprescindível que o povo ouça e cresça na Palavra de Deus. b) Barreira geográfica: Na maioria dos casos as tribos residem em áreas de difícil acesso, longe das cidades modernas ou até mesmo de estradas. c) Barreira política: A postura atual da FUNAI é a de vetar a entrada de missionários em muitas tribos.

  • Orientais: A maioria concentração de japoneses, fora do Japão, está no Brasil. Mais de um 1.400.000 japoneses estão espalhados no país, especialmente no interior do Estado de São Paulo. Um percentual muito alto dos japoneses é católico (60%). São poucas as missões que focalizam os japoneses, que hoje só contam com 80 igrejas evangélicas. Mais de 1.600 chineses moram no Brasil. Comparados aos grandes avanços do Evangelho na China, este povo tem mostrado poucas receptividade no Brasil;
  • Mulçumanos: Talvez o povo mais resistente ao Evangelho, os muçulmanos têm imigrado no Brasil principalmente do Oriente Médio. Crente em Ala (Deus), o Alcorão (seu livro sagrado) e em Maomé (seu profeta), os muçulmanos negam a divindade de Jesus e até sua morte na cruz. Em 1980, o censo do IBGE mostrou que no Estado de São Paulo havia 5.427 libaneses e 1.950 sírios. Existem muitas mesquitas. Vindos da síria, Arábia saudita, Líbano e Palestina, os árabes muçulmanos já se dedicaram e espalhar o islamismo aqui no Brasil. Muitas vezes é possível ver missionários muçulmanos nas rodovias e aeroportos brasileiro fazendo suas oração voltadas para Meca. Em 1993 os muçulmanos compraram um sitio em São Bernardo para construção de um “Centro Latino-Americano para o treinamento de Missionários muçulmanos”. Seguindo um plano ambicioso de islamizar a América Latina, virão missionários muçulmanos de muitos países árabes para serem treinados e enviados pelo continente. No Brasil os maiores redutos de árabes muçulmanos ficam em São Paulo, Belo Horizonte e Foz do Iguaçu. 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)