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quarta-feira, 23 de março de 2016

Trechos do livro: O Mestre da sensibilidade. Análise da inteligência de Cristo


"O oásis é mais belo quando construído no deserto e não em florestas".

"A fome preserva o apetite".

"O maior favor que alguém pode fazer a uma semente é sepultá-la".

"Dai a Cesar o que é de Cesar. Um homem eternizado em uma moeda, que queria ser visto como um deus, enquanto que havia um Deus na Terra, que queria ser reconhecido como homem".

"O apóstolo Paulo amou aquele que um dia ele odiou".

"A emoção não pode abortar a razão".

"Não há quem escape do primeiro e do último capítulo da existência".


Extraído do livro: O Mestre da sensibilidade. Volume II. Análise da inteligência de Cristo. Augusto Cury

Por: Ailton da Silva - 6 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Muita informação...pouca instrução


“Infelizmente o que temos hoje é um evangelho enlatado, de rápidos torpedos bíblicos, frases prontas, jargões, compartilha-se muito pelo facebook, watsapp, mas o conhecimento é mínimo. Muitas de nossas escolas dominicais não são mais cheias como antes, infelizmente não se valoriza tanto quanto deveria o conhecimento e o ensino da palavra do Senhor e assim conhecem cada vez menos da Bíblia. A igreja de Cristo é atacada constantemente pelo mundo e suas vãs filosofias, devemos estar preparados para combater com ímpeto os falsos mestres e as heresias, e é claro que, para combate-la, precisamos estar preparados”.

Trecho extraído do artigo: Bíblia, loading... muita informação, pouca instrução. Revista Geração JC ano XII – nº 101, página 35 (julho/agosto 2014).

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Livro: Revolucione sua qualidade de vida


Acabei de ler este livro, segue algumas frases dignas de citações em estudos ou mensagens. O 12º capítulo é um verdadeiro espetáculo, vale a pena ler: "Um homem fascinante que soube caminhar nos labirintos (JESUS - grifo e acréscimo meu)

Frases retiradas do livro:
Revolucione sua qualidade de vida. Navegando nas águas das emoções
Augusto Cury - Editora Sextante

Por exemplo, você sabia que os registros na memória são automáticos e que é impossível deletá-los ou apagá-lo? Todo lixo depositado em nossa memória – mágoas, rejeições, perdas, medos – só pode ser reeditado, e nunca apagado.

Somos um caldeirão de ideias e uma usina de emoções.

Se você não aprender a dar risada dos comportamentos estranhos das pessoas, você se deixará contaminar por eles. Mas dê risadas interiormente, para não aumentar a ansiedade delas.

No calor da segunda feira, os atos heróicos de mudança se evaporam.

Árabes e judeus possuem a mesma carga genética paterna. São filhos de Abraão. Apesar da mesma origem, combatem-se como se não fossem irmãos nem pertencentes a mesma espécie.

A violência substitui o diálogo.

Cada vez que um palestino explode seu corpo num ato terrorista, ele já destruiu previamente seus sentimentos humanos

Podemos ser substituídos como profissionais, mas nunca como seres humanos.

Todos os dias, quando recordamos o passado, não nos lembramos puramente dele, mas sempre diminuímos ou acrescentamos algo a ele.

Se você quer que os outro sejam completamente justos e exatos em seus julgamentos, é melhor conviver com os computadores.

O homem moderno se tornou um especialista em fazer velório antes do tempo.

O cérebro tem mais juízo do que nós. Por isso, bloqueia a memoria para que pensemos menos e gastemos menos energia.

Aprender a usar a ferramenta do silêncio diante dos estímulos estressantes.

Quem vence sem riscos triunfa sem honra.

Só existe um único lugar plenamente seguro nesta Terra, mas ninguém quer morar lá: a sepultura no cemitério. Qualquer outro lugar oferece risco. A própria vida é um grande risco, o maior risco é morrer.

O jardineiro da vida era tão magnifico que preferiu ser preso num jardim, no jardim do Getsêmani.

Seus discípulos, que eram especialistas em navegação, se desesperavam quando o mar estava furioso, mas era possível achá-lo dormindo dentro de um barco.

Ele foi um carpinteiro porque um dia morreria com as mesmas ferramentas com que trabalhava; martelo, pregos e madeira.

Maria, sua dedicada mãe, certamente recomendou inúmeras vezes para que ele tomasse cuidado com as ferramentas que usava, pois eram pesadas e perigosas.

Quando Pedro o negou pela terceira vez, Jesus voltou-se para ele e o alcançou com o olhar. Estava mutilado, ferido, mas livre por dentro. Pedro estava livre por fora, mas preso no cárcere do medo.

Em toda a história da humanidade, nunca alguém, por ser tão amável, foi traído de maneira tão suave.

Nunca, na História, um traidor foi tratado de maneira tão amável e elegante! Nunca o amor chegou a patamares tão elevados e a tolerância a níveis tão sublimes.

Dois homens mutilados, que deveriam estar apenas gemendo de dor, discorriam sobre a eternidade.

A vida se dissipa como uma gota de água no sol do meio dia.

Uma desculpa do cérebro que não aceita o seu fim, sua morte, seu caos. Disse muitas vezes para mim mesmo que Deus era fruto da minha imaginação.

Por: Ailton da Silva - Ano VI

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Algumas verdades - autor desconhecido

Não entre no templo durante a oração, leitura bíblica ou solo vocal.

Não mude de um lugar para o outro depois de já ter se assentado.

Não se assente na extremidade de um banco desocupado de maneira a impedir a passagem dos outros.

Ao entrar no templo tome lugar reverentemente e espere o início do culto, silenciosamente e em oração.

Não fale durante o culto sobre pretexto algum.

Não leia revista, jornal ou faça qualquer outra leitura durante o culto.

Participe dos cânticos, louvando ao Senhor com expressão.

Não desvie sua atenção durante a mensagem pregada.

Preste toda atenção às mensagens que Deus entrega no culto.

Evite sair do templo durante o culto e ficar a porta da igreja conversando. Se você deseja conversar, faça-o depois do culto.

Tenha controle sobre seu filho, não o deixando sair, a não ser por absoluta necessidade. Faça-o, porém, através de um acompanhante, que deverá evitar passar pelo público.

Participe do culto orando intimamente pelas partes e pelos ouvintes para que tudo seja feito de acordo com a vontade de Deus.

Durante o apelo do pregador aos visitantes, ore em favor deles, ajudando-os prudentemente na decisão.

Terminado o culto, retire-se em silêncio e, à porta, cumprimente cortesmente os visitantes, convidando-os a voltarem.       

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Genêsis à Apocalipse


A primeira palavra do Gênesis:
“ No princípio criou Deus os céus e a terra.” Gn 1:1


Uma última palavra do Apocalipse é:
“ Vi novo céu e nova terra.” Ap 21:1

GN: “Ao ajuntamento das águas chamou Mar.” Gn 1:10
AP: “ E o mar já não existe.” Ap 21:1

GN: “Às trevas chamou noite.” Gn 1:5
AP: “Lá não haverá noite.” Ap 21:25

GN: “Deus fez os dois grandes luzeiros (sol e lua).” Gn 1:16
AP: “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, pois a Glória de Deus a iluminou.” AP 21:23

GN: “No dia em que dela comeres, morrerás.” Gn 2:17
AP: “Não haverá mais morte.” AP 21:4

GN: “Multiplicarei sobremodo as tuas dores.” Gn 3:16
AP: “Não mais haverá sofrimentos.” Ap 21:4

GN: “Maldita é a terra por tua causa.” Gn 3:17
AP: “Não mais haverá maldição.” Ap 22:3

GN: Satanás aparece como o enganador da humildade, Gn 3:1,4
AP: “Satanás desaparece para sempre, Ap 20:10

GN: “Foram afastados da Árvore da Vida, Gn 3:22-24
AP: “Reaparece a Árvore da Vida, Ap 22:2

GN: “O homem afastou-se da presença de Deus, Gn 3:24
AP: “Verão Sua face.”Ap. 22:4

GN: “A primeira habitação do homem foi um jardim à beira de um rio, Gn 22:10
AP: “A eterna habitação do homem redimido será ao lado de um rio que corre para sempre do trono de Deus, Ap 22:1


Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"O Mestre da vida"

"O MESTRE DA VIDA"
Passos apressados, rostos contraídos, uma preocupação intensa permeava uma escolta de soldados que caminhavam numa noite densa. Tinham ordens expressas para prender um homem, apenas um homem. 

Ele não usava armas e nem pressionava as pessoas a segui-lo, entretanto agitava toda uma nação, perturbava as convicções dos seus líderes, dilacerava os preconceitos sociais, propunha princípios de vida e discursava sobre as relações humanas de uma maneira nunca vista.

Jerusalém era uma das maiores e mais importantes cidades do mundo antigo. Era berço de uma cultura milenar. Os homens daquela cidade viviam da glória do passado. Agora, estavam sob o jugo do império romano e nada os animava. Entretanto, apareceu alguém que mudou a rotina da cidade. Nela não se comentava outra coisa, a não ser sobre um homem que fazia atos inimagináveis e possuía uma eloqüência espantosa.

Um homem que se esforçava para não ser assediado, mas não tinha êxito, pois quando abria a sua boca, incendiava os corações. As pessoas se apinhavam, acotovelavam-se, para ouvi-lo.

Cury, Augusto Jorge O mestre da vida / Augusto Jorge Cury – São Paulo: Academia de inteligência, 2001.

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

Algo inimaginável


"ALGO INIMAGINÁVEL"
Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso, portanto, escrever sem presunção a respeito de morte como aquela.

Jesus entrou em agonia no Getsemani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a decisão de um clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus.

Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.

Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra.

A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo). Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos.

Os soldados o puxam com as cordas. O percurso é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou ma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.

O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira.

Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor. Pregam-lhe os pés.

Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam "tetania", quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair.

Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico. Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Mas o que acontece?

Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.

Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável!

Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?".

Jesus grita: "Tudo está consumado!". Em seguida num grande brado diz: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". E morre. Em meu lugar e no seu.

Extraído do livro: Algo Inimaginável. Dr. Barbet 

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Uma grande verdade



Manassés, rei de Israel, é um de meus personagens favoritos. Tenho certa atração por gente problemática e emblemática. Gosto de estudar Saul, que ora profetiza cheio do Espírito Santo, ora desobedece a Deus e tenta matar Davi. 

Gosto de Sansão, que depois de barbarizar com os filisteus, faz a sua derradeira oração e por fim morre por causa de sua imaturidade e é incluído na galeria da fé de Hebreus.

Manassés é o perfeito exemplo da misericórdia em ação. Primeiro diz-se que ninguém errou mais que ele. Porém, surpreendentemente, Manassés depois de preso e torturado se arrepende e ora ao Senhor pedindo misericórdia. Manassés não merecia o perdão, mas eu também não! Ninguém merece. Somos perdoados pela graça e pela misericórdia e, por mais que as consequências do pecado sejam inevitáveis, Deus sempre dá uma nova chance àqueles que sinceramente desejarem mudar de atitude e recomeçar. A Bíblia não fala que tudo de mal foi esquecido, mas fala que Manassés mudou de postura e agiu de maneira reta nos seus últimos dias.

Texto extraído: Manancial, 30/07. União feminina missionária Batista do Brasil. Rio de Janeiro, 2012.


Por: Ailton da Silva (18) 8132-1510

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Trechos do livro: "O poder latente da alma"

"Algo sobre alma, muito interessante alguns pontos: surgimento da alma (???), depois da criação do homem? Partindo do princípio que se trata de nosso entendimento, mente, emoções e blá, blá. Ponto de encontro entre corpo e espírito. O meio caminho entre dois mundos. Interessante".

Segundo o entendimento comum, a alma é a nossa personalidade. Quando o espírito e o corpo foram unidos, o homem tornou-se alma vivente.

[...] "Na história da criação do homem, lemos que o Senhor Deus formou o homem do pó da terra - desta maneira seu corpo foi formado; e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, ou, espírito de vida - assim seu espírito veio de Deus; e o homem tornou-se alma vivente.

O Espiríto, vivificando seu corpo, fez do homem uma alma vivente, uma pessoa consciente de si mesma. A alma era o ponto de encontro, o lugar de união entre o corpo e o espírito. Através do corpo, o homem (alma vivente), mantinha seu relacionamento com o mundo exterior dos sentidos e podia influenciá-lo, ou ser influenciada por ele.

Através do espírito ele mantinha relacionamento com o mundo espiritual e com o Espírito de Deus, de onde tinha sua origem e podia ser recipiente e ministro de sua vida e poder. Permanecendo, portanto, o meio caminho entre dois mundos, e pertencendo a ambos, a alma tinha o poder de autodeterminação, de escolher ou recusar os objetos que a rodeavam e com os quais mantinha relacionamento.

“Na constituição destas três partes da natureza do homem, o espírito era o mais elevado, por ligá-lo com o Divino; o corpo era o inferior pela ligação com o que é sensível e animal; entre eles permanecia a alma, participante da natureza dos outros, o elo que os ligava e através dos quais eles poderiam agir um sobre o outro.

Seu trabalho, como poder central, era mantê-los em seu devido relacionamento; conservar o corpo, como inferior, sujeito ao espírito; a própria alma devia receber do Espírito Divino, através do espírito, o que lhe faltava para sua perfeição e transmitir assim, ao corpo, aquilo que poderia fazer deles um corpo espiritual, pela participação da perfeição do Espírito de Deus."

O que é o espírito? Aquilo que nos dá consciência de Deus e nos relaciona com Ele. O que é a alma? Aquilo que nos relaciona conosco mesmos e nos dá a autoconsciência. O que é o corpo? Aquilo que nos leva a estar relacionados com o mundo.

Texto extraído: O poder latente da alma. Watcham Nee 

Por: Ailton da Silva

terça-feira, 12 de junho de 2012

Etapas do Juízo Final


“ACERCA DO TRONO BRANCO” (grifo meu)
O trono do presente texto, é grande! É de vastíssimas dimensões enchendo o campo inteiro de nossa visão; expulsa da vista todos os outros elementos. Ameaça; deixa a mente atônita. Trata-se de um infinito julgamento, diante do qual está que é finito: o pobre humano, morto.

O trono é branco! Resplandece de pureza e de santidade, o que exige justiça! Castigo! Julgamento! Purificação! Retribuição! Tudo isso descreve uma cena fora da história humana! É o juízo Final!

“CONDUÇÃO DO JULGAMENTO”  (grifo meu)
[...] O Filho se assentará juntamente com o Pai, em seu trono, para julgar. Mas o Pai é quem figura majestaticamente em todas as seguintes referências: (At 17.31; Hb 1.3; Ap 4.2, 9; 5.1, 7, 13; 7.10; 19.4; 21.5), e por meio de Jesus todos ali serão julgados (Jo 5.22).

Duas classes de seres, ali serão julgados: “...os grandes” (os anjos caídos). 2Pd 2.4; Jd v.6, e os “...pequenos” (os homens em sentido geral). Sl 8.5; Hb 9.27. Todos ali “...postos em pé” diante do trono.

“HAVERÁ INOCENTES DIANTE DO TRONO”  (grifo meu)
Existe uma pergunta no meio da cristandade [...], “como serão julgados aqueles que morreram sem ouvir o Evangelho?”. Essa pergunta quando dentro da lógica da visualização do homem pode ultrapassar qualquer possibilidade de entendimento da mente humana. Mas é evidente que, Deus tem falando e vem falando ao homem de “muitas maneiras” (Hb 1.1). Paulo diz que o Evangelho foi “pregado a toda criatura que há debaixo do céu” (Cl 1.23). Deus pode alcançar através de seus métodos a todos os homens; vejamos alguns dos métodos de Deus:
(a) DEUS fala através do Universo: [...] Sl 19.1-4:
[b) DEUS fala através da percepção: [...] Rm 1.19-20:
[c] DEUS fala através da consciência: [...] Rm 2.14-16:
[d] DEUS fala através da vida dos animais: [...] Jó 12.7-9:
(e) DEUS fala através dos meios geográficos: [...] At 17.30-31:
(f) DEUS fala através dos sonhos: [...] Jó 33.14-18:
(g) DEUS fala através dos anjos: [...] Ap 14.6:
(h) DEUS fala através de seu Filho: [...] Hb 1.1:
(i) DEUS fala através de sinais e milagres: [...] Hb 2.4a.

Perguntamos agora: havendo Deus falado tanto e de muitas maneiras, chegará alguém inocente diante do Grande Trono Branco? (Êx 34.7). Segundo se depreende do significado do pensamento, aqueles que não viveram de acordo com a (“FÉ”). Rm 4.5-6; Hb 10.38; serão ali julgados de acordo com as (“OBRAS”). Jn 3.10. Deixemos o assunto com o Senhor – O Justo Juiz (Dt 29.29; Rm 4.15).

“MORTE E INFERNO. LAR, DOCE LAR”?  (grifo meu)
Naturalmente, é provável que este versículo seja o cumprimento real, daquilo que profetizou Is 25.8, e citado por Paulo em seu argumento sobre a ressurreição, em 1Co 15.26, onde é descrito que o “...último inimigo que há de ser aniquilado é a morte”. Isso significa um triunfo total de Cristo e dos santos. A morte, como aliada do pecado, será destruída juntamente com o pecado; o Hades não envolverá mais terrores, para os santos nos céus. Não haverá mais temor da morte (Hb 2.15) ela não existirá (21.4). O ciclo temível do juízo agora está completamente terminado. O Anticristo e seu consorte já haviam sido lançados no lago de fogo (19.20). Satanás sofreu essa mesma sanção (20.10). Agora a morte e o inferno, são ali lançados. E no versículo 15, chegará a vez dos perdidos. É realmente a sorte dos ímpios, e todas as gentes que se esquecem de Deus (Sl 9.17). Os anjos maus foram também ali lançados (Mt 25.41).

“ACERCA DOS SALVOS DIANTE DO TRONO BRANCO”  (grifo meu)
É evidente que os salvos, que comparecerão diante do trono branco, cujos nomes “se encontram no livro da vida”, não é a Igreja (isso não afasta a possibilidade de ela estar presente, mas não para ser julgada, e, sim, tomar parte no julgamento), e sim, aqueles que foram fiéis a Deus durante o Reino Milenial de Cristo. “Diante do Trono Branco estarão multidões incalculáveis que, durante o Milênio, creram em Jesus e foram fieis, e permaneceram até o fim. Quando Satanás, pela última vez, rebelou-se contra Deus, esses não o acompanharam e, agora, estão diante do Trono Branco, sabendo que seus nomes estão no Livro da Vida”.

“ACERCA DO LAGO DE FOGO”  (grifo meu)
1. O Lago de Fogo. É este o lugar onde o bicho não morre e o fogo nunca se
apaga. (Cf. Mc 9.46). “A palavra hebraica que descreve este lugar, como no Antigo Testamento, é “Tofete” (Is 30.33; Jr 7.31-32). Mas a palavra grega é “Geena” (Mt 5.22, 29, 30; 10.26; 23.14, 15, 33). “Geena” refere-se literalmente ao “Vale do filho de Himom”, vale, este, fora da cidade de Jerusalém que servia de Monturo da cidade e onde queimavam seus filhos em sacrifícios a Moloque, o deus pagão. Jesus empregou o termo “Geena” 11 vezes, sempre no sentido literal. Ali sempre havia fogo aceso, servindo desta maneira para figurar o Lago de Fogo que arde eternamente. A palavra
encontra-se em Mt 5.22, 29, 30; 23.15, 33; Mc 9.43, 45, 47; Lc 12.5; Tg 3.6. Em cada caso, com exceção do último, a palavra sai dos lábios do Senhor Jesus em solene aviso das conseqüências do pecado. Ele descreve como o lugar onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. A expressão é idêntica à que temos aqui: “o lago de fogo”.

Trechos extraídos do livro : Apocalipse - Versículo por Versículo. Severino Pedro Silva. CPAD.

Por: Ailton da Silva

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Resultado do filme: "Quo vadis": curiosidade histórica

ROMA INCENDIADA
Uma noite no mês de julho, no ano acima citado, os habitantes de Roma foram despertados do sono pelo grito de "Fogo!" Esta terrível palavra fez-se ouvir simultaneamente em diversas partes da cidade, e dentro de poucas horas a majestosa capital ficou envolvida em chamas. A grande arena situada entre os montes Palatino e Aventino, onde cabiam 150.000 pessoas, em pouco tempo estava ardendo, assim como a maior parte dos edifícios públicos, os monumentos, e casas particulares.

O fogo continuou por espaço de nove dias, e Nero, por cujas ordens se tinha praticado este ato tão monstruoso, presenciou a cena da torre de Mecenas, onde manifestou o prazer que teve em ver a beleza do espetáculo, e, vestido como um ator, acompanhando-se com a música da sua lira, cantou o incêndio da antiga Tróia!

O grande ódio que lhe votaram em conseqüência deste ato, envergonhou-o e tornou-o receoso; e com a atividade que lhe deu a sua consciência desassossegada, logo achou o meio de se livrar dessa situação. O rápido desenvolvimento do cristianismo já tinha levantado muitos inimigos contra essa nova doutrina. Muita gente havia em Roma que estava interessada na sua supressão - por isso não podia haver nada mais oportuno, e ao mesmo tempo mais simples para Nero, do que lançar a culpa do crime sobre os inofensivos cristãos.

CRUÉIS TORMENTOS DOS CRENTES
Não se sabe quantos sofreram por essa ocasião, mas de certo foram muitos, e eram-lhes aplicadas todas as torturas que um espírito engenhoso e cruel podia imaginar, para satisfazer os depravados gostos do imperador.

"Alguns foram vestidos com peles de animais ferozes, e perseguidos pelos cães até serem mortos, outros foram crucificados; outros envolvidos em panos alcatroados, e depois incendiados ao pôr do sol, para que pudessem servir de luzes para iluminar a cidade durante a noite. Nero cedia os seus próprios jardins para essas execuções e apresentava, ao mesmo tempo, alguns jogos de circo, presenciando toda a cena vestido de carreiro, indo umas vezes a pé no meio da multidão, outras vendo o espetáculo do seu carro".

MORTE DE NERO
O miserável Nero morreu às suas próprias mãos, no ano 63, cheio de remorsos e de medo; depois da sua morte a igreja teve descanso por espaço de trinta anos.

Texto extraído do livro: História do cristianismo.  A. E. Knight e W. Anglin.

Por: Ailton da Silva

sábado, 5 de maio de 2012

Período da história atribuído à Igreja de Tiatira

Com o VI século começa o período da história da igreja correspondente ao estado espiritual notado na carta dirigida à igreja em Tiatira (Veja-se Ap 2.18) ou por outra, do papismo dos séculos das trevas, que nos leva ao da reforma da igreja no tempo de Lutero, ainda que seja claro que o romanismo há de continuar até a vinda de Cristo. Nessa época as trevas aumentaram sempre, mas também entre os verdadeiros crentes aumentou a devoção; foi uma época muito solene da história do cristianismo. Ao lançarmos a vista para o começo deste novo período, convém que retrocedamos um pouco.

DOIS SÉCULOS ATRÁS
Foi no ano 313 que o primeiro edito a favor do cristianismo foi publicado. Constantino tinha feito uma aliança secreta com Licínio, para derrubar o usurpador Máximo, e aproveitou essa ocasião para induzir Licínio a revogar os editos de perseguição de Diocleciano, e a delinear juntamente com ele, um novo edito a favor do cristianismo. Licínio deu o seu consentimento, e quando os dois imperadores se encontraram em Milão fizeram o notável edito de Milão. Era uma proclamação de tolerância universal, e continha, entre outros, os seguintes períodos:

"Pelo presente edito, é concedido aos cristãos uma completa e absoluta liberdade para exercerem a sua religião. E não só esta liberdade lhes é absolutamente concedida, mas a todos os outros que desejem o mesmo privilégio de seguir a sua própria confissão religiosa. Igualmente determinamos quanto aos lugares de culto em que os cristãos se costumavam dantes reunir. Se foram comprados, quer pelo nosso tesouro, quer por outra qualquer pessoa, sejam restituídos aos ditos cristãos sem encargos ou exigência de indenização, e pelo preço por eles pago, e sem impedimentos ou subterfúgio". A igreja recebeu com extraordinária alegria esta forma que tomaram tão rapidamente os seus negócios, e na cegueira de uma gratidão excessiva, abrigou-se comodamente sob as asas da águia romana. Apesar disso, nunca poderia haver uma completa fusão dos dois partidos. Um ou outro tinha de ter a primazia, e no entanto a igreja contentava-se em ficar no lugar mais obscuro.

Trecho extraído: KNIGHT A. E. e W. Anglin. História do cristianismo. 2ª ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1983.

Por: Ailton da Silva

A doutrina dos nicolaítas - segundo Eusébio de Cesaréia


 
1.            Nesta época surgiu também a heresia chamada dos nicolaítas, que durou pouquíssimo tempo e da qual também faz menção o Apocalipse de João[1]. Estes se jactavam de que Nicolau era um dos diáconos companheiros de Estevão encarregados pelos apóstolos do serviço aos necessitados[2]. Pelo menos Clemente de Alexandria, no livro III dos Stromateis, conta sobre ele, literalmente, o que segue:

2.            "Este, dizem, tinha uma mulher muito formosa. Depois da ascensão do Sal­vador, tendo os apóstolos reprovado seu ciúme, trouxe sua mulher a público e permitiu que se entregasse a quem quisesse, pois diz-se que esta prática está de acordo com o dito: 'Deve-se abusar da carne'[3]." E na verdade, por seguir o que foi feito e dito por simplicidade e impensadamente, os que compartilham sua heresia se prostituem sem a menor reserva.

3.            No entanto, eu sei que Nicolau não teve trato com nenhuma mulher que não aquela com quem estava casado, e que de seus filhos, as mulheres che­garam virgens à velhice e o rapaz permaneceu puro. Sendo isto assim, a exposição de sua mulher, da qual tinha ciúmes, no meio dos apóstolos, era um desprezo à paixão, e a abstenção dos prazeres que mais ansiosamente são procuradas ensinava a "abusar da carne", pois creio que, conforme o mandato do Salvador, ele não queria ser escravo de dois senhores[4], o prazer e o Senhor.

4.            Dizem igualmente que Matias ensinava isto mesmo: para a carne: combatê-la e abusar dela, sem consentir-lhe nada para o prazer; e para a alma, fazê-la crescer mediante a fé e o conhecimento. Isto, pois, seja o bastante sobre aqueles que, se na época mencionada empreenderam a tarefa de perverter a verdade, extinguiram-se contudo por completo em menos tempo do que leva para dizê-lo.



[1] Ap 2:6-15.
[2] At 6:5.
[3] O dito é equívoco, significava originalmente que se deve colocar a carne sob as provações mais rigorosas. Os nicolaítas interpretaram-no em sentido licencioso.
[4] Mt 6:24; Lc 16:13.

Trecho extraído: EUSÉBIO DE CESARÉIA. HISTÓRIA ECLESIÁSTICA. Livro III. Tradução de Wolfgang Fischer. São Paulo. Novo Século, 2002

Por: Ailton da Silva

terça-feira, 17 de abril de 2012

Refutações a estes contos de fadas



"A TEORIA DO TUMULO ERRADO" – grifo meu
A teoria de que os discípulos de Jesus teriam ido no túmulo errado, é muitíssima absurda. A Bíblia dá detalhes específicos sobre o túmulo onde Jesus foi colocado:
1º - O túmulo era de propriedade de José de Arimatéia (Mateus 27:60);
2º - O túmulo era perto do lugar onde Jesus foi crucificado, era um túmulo novo e ninguém tinha sido posto ali (João 19:41 );
3º - As mulheres seguidoras de Jesus acompanharam o Seu sepultamento e viram detalhes de como o Mestre foi posto no túmulo (Mateus 27:61; Marcos 15:47; Lucas 23.55) .

Diante de tais evidências seria possível os discípulos terem se enganado ao irem no túmulo errado? Seria possível num prazo de três dias, as mulheres, bem como José de Arimatéia (proprietário do túmulo) se esquecerem do exato lugar onde colocaram o Senhor? Na verdade essa teoria do túmulo errado é mais uma idéia fantasiosa desprovida de provas. Os céticos erradamente afirmam que a lei romana automaticamente proibia o sepultamento de Jesus, sendo que ele teria sido jogado em uma vala comum. Esta afirmação é insustentável. A política romana para o sepultamento variava com as circunstâncias e abria a possibilidade de enterro pessoal para alguns dos crucificados.

Devemos lembrar que José de Arimatéia era membro do Sinédrio Judeu (Marcos 15:43). Assim José de Arimatéia conseguiu devido a sua influência pedir a Pilatos o corpo de Jesus. Temos mais conhecimento sobre o sepultamento de Jesus do que temos sobre o sepultamento de qualquer outro personagem histórico.

“TEORIA SOBRE O ROUBO DO CORPO” - grifo meu
"E, indo elas, eis que alguns da guarda, foram à cidade e contaram aos principais sacerdotes tudo o que sucedera. Reunindo-se eles em conselho com os anciãos, deram grande soma de dinheiro aos soldados, recomendando-lhes que dissessem: Vieram de noite os discípulos deles e o roubaram, enquanto dormíamos. Caso isto chegue ao conhecimento do governador, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança.

Eles recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. Esta versão divulgou-se entre os judeus até ao dia de hoje". (Mateus 28:11 a 15). Esta história que os principais sacerdotes inventaram para justificar o túmulo vazio, é tão absurda que Mateus nem perde tempo em refutá-la.

Seria o mesmo que uma pessoa fosse a delegacia e contasse ao delegado que enquanto ela estava dormindo, um parente seu entrou em sua casa e a roubou. Sobre este texto de Mateus, o grande teólogo Santo Agostinho "propõe o seguinte argumento: "dormindo ou acordados: Se acordados, por que deixaram alguém roubar o corpo de Jesus? E se dormindo: como poderiam declarar que foram os discípulos que furtaram o corpo de Jesus?" Em ambas as circunstâncias seriam condenados à morte, se não fosse o interesse dos líderes, em encobrir o fato da intervenção divina."

Os apóstolos não tinham ânimo suficiente para enfrentar um grupo de soldados armados para roubar o corpo de Jesus. Muitos menos tinham ânimo para propagar a ressurreição do Senhor. Para eles Jesus tinha acabado com a morte. Eles não compreendiam as profecias do Antigo Testamento sobre a ressurreição de Cristo. Para eles, o Messias seria político que dominaria o mundo e libertaria Israel. Quando Jesus foi preso "os discípulos todos, deixando-o, fugiram" (Mateus 26:56; Marcos 14:50;). Pedro se acovardou e negou o Mestre três vezes (Mateus 26:69-75; Marcos 14:54-72; Lucas 22:54-62; João 18:15-18,25-27). Dois dos discípulos de Jesus cheios de tristeza vão embora para a cidade de Emaús (Lucas 24:13 a 17).

O evangelho de João relata que as portas da casa onde estavam os discípulos, estavam trancadas porque eles estavam com medo dos judeus (João 20:19). Portanto, não havia força moral em nenhum dos discípulos para enfrentar um pelotão de soldados, mover a pesada pedra para roubar o corpo do Mestre.

Se a teoria de que os discípulos roubaram o corpo não se encaixa, os críticos inventaram que os judeus ou os romanos o tivessem feito. Tanto os líderes judeus e os romanos, que guardavam o túmulo (Mateus 27:62) não poderiam ter levado o corpo do Senhor. Muito pelo contrário, ambos tinham motivos suficientes para negar a ressurreição.

Se caso os judeus tivessem roubado e escondido o corpo de Jesus, eles teriam exibido o corpo em público humilhando assim os discípulos e destruiriam o início da igreja cristã.

Os soldados também não poderiam ter roubado o corpo do Senhor. Eles seriam executados com a pena de morte por falharem em serviço. Portanto, não poderiam se dar ao luxo de fazer uma coisa dessas. Do mais, a máquina governamental tanto do império romano como dos judeus, estavam dispostas a tudo para evitar uma possível ressurreição.

Extraído: “Jesus Cristo realmente existiu? Revista Cristã. Última chamada. Ed. Especial, número 2. César F. Raimundo.

Por: Ailton da Silva

Algumas teorias furadas



UMA CITAÇÃO DE UM PEQUENO HOMEM - grifo meu
"Napoleão, que cobriu de guerra a metade da Europa, escreveu em seu diário ao final de sua vida: "Com todos os meus exércitos e generais,por um quarto de século não consegui subjugar nem um único continente. E esse Jesus, sem a força das armas, vence povos e culturas por dois mil anos."

TEORIAS SOBRE A MORTE DE JESUS - grifo meu
"Entre os séculos XVIII e XIX alguns críticos defenderam a tese de que Jesus realmente não morreu na cruz e foi sepultado vivo. Desta forma esses críticos afirmaram que o sedativo que Jesus tomou quando crucificado e os aromas que as mulheres levaram ao sepulcro para ungilo, teriam contribuído para reanimá-lo e fazê-lo sair do túmulo. Tal teoria é ridícula, fantasiosa e sem fundamento algum".

"O duro e terrível desenrolar da paixão de Cristo, o golpe de lança infligido a Ele, a experiência excruciante e torturante da crucificação, na verdade, nos mostra que Jesus realmente morreu. A história nos mostra que a morte por crucificação incluía asfixia por exaustão, desidratação e falha congestiva do coração. O fato de sequer pensar que Jesus pudesse ter sobrevivido a tal agonia em uma cruz romana e depois ter se levantado do túmulo por suas próprias forças é algo improvável e fantasioso. Exige-se mais fé para crer nisto do que na ressurreição".

"Pense nos espancamentos e ferimentos que o Senhor sofreu, e pense nEle saindo da sepultura totalmente desfigurado. Será que nesta situação Jesus conseguiria convencer a seus discípulos de que Ele era o "Ressurreto Senhor da Vida". E pior, como conseguiria o Senhor nessa situação mover uma pedra de duas toneladas"?

SOBRE A EXPERIÊNCIA DOS ROMANOS PARA ATESTAREM A MORTE DE UM HOMEM NA CRUZ - grifo meu
"Os soldados romanos eram acostumados a lhe dar com pessoas crucificadas e sabiam quando uma pessoa já estava morta. Em João 19:33 está escrito: "...chegando-se, porém, a Jesus, como vissem que já estava morto, não lhe quebraram as pernas". Os soldados não tiveram dúvidas de que Jesus já estava morto. A mistura de sangue e água que derramou-se da ferida feita em seu lado é uma clara evidência de que Jesus havia morrido: "Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água". (João 19:34) Esta é uma evidência de que Jesus provavelmente sofreu um colapso cardíaco".

"O povo da época de Cristo como já vimos não eram ignorantes a tal ponto de não poderem saber que Jesus estava morto. Jerusalém era uma das principais cidades do mundo antigo, e os homens educados daquela época já liam Aristóteles por mais de três séculos. O epicurismo também era a filosofia predominante da época. Devemos levar em conta que os judeus eram também um povo bastante questionador e cético que tinham absorvido as idéias filosóficas de Roma. Desta forma, a teoria do desmaio não tem fundamento histórico e muito menos bíblico".

Extraído: “Jesus Cristo realmente existiu? Revista Cristã. Última chamada. Ed. Especial, número 2. César F. Raimundo.

Por: Ailton da Silva

bons textos para o trimestre

"Juliano o Apóstata. (Imperador Romano em 361 a 363 d.C.). Entre os antigos adversários do cristianismo, este imperador romano foi um dos mais talentosos escritores. Em seu livro contra o cristianismo, Juliano faz uma referência histórica a Cristo e lhe atribui inadvertidamente o poder de realizar milagres. Juliano assim se expressa":

"Já faz cerca de trezentos anos que Jesus vem sendo lembrado. Durante sua vida não fez nada digno de fama, a não ser que alguém considere excepcionalmente grande o fato de curar coxos, cegos e exorcizar demônios nas vilas de Betsaida e Betânia."

"Um deus nascido de uma virgem, no solstício do inverno, que ressuscita na Páscoa, no equinócio da primavera, depois de haver descido ao inferno; um deus que leva atrás de si doze apóstolos, correspondentes às doze constelações; que põe o homem sob o império da luz, não pode ser mais que um deus solar, copiado de tantos outros deuses heliosísticos em que abundavam as religiões orientais.

"No céu da esfera armilar dos magos e dos caldeus via-se um menino colocado entre os braços de uma virgem celestial, a que Eratóstenes dá como Ísis, mãe de Horus. Seu nascimento foi a 25 de dezembro. Era a virgem das constelações zodiacais. Graças aos raios solares, a virgem pôde ser mãe sem deixar de ser virgem... Via-se uma jovem 'Seclanidas de Darzana', que em árabe é 'Adrenadefa', e significa virgem pura, casta, imaculada e bela... Está assentada e dá de mamar a um filho que alguns chamam de Jesus e, nós, de Cristo". Já vimos que Jesus repete todos os mistérios dos deuses solares e redentores, pelo que Heródoto, Plutarco, Lactâncio e Firmico puderam afirmar que esse Deus redentor é o sol. De modo que Jesus é apenas mais um deus sol1a r."

Extraído: “Jesus Cristo realmente existiu? Revista Cristã. Última chamada. Ed. Especial, número 2. César F. Raimundo.

Por: Ailton da Silva