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sábado, 10 de abril de 2021

Terra. A preparada para homem - capítulo 1

OS PRIMEIROS DIAS DA TERRA

 A expressão “no princípio” foi usada para demonstrar a situação da Terra antes do início do plano de toda a criação[1] e também porque jamais houve condições para determinarmos a época ou tempo em que tais eventos tenham ocorrido. Esta lacuna existe justamente devido à fragilidade ou incapacidade do sistema temporal humano.

O limitado conhecimento humano também impede o estabelecimento de uma relação cronológica entre o que já existia e o que veio a ser criado depois, portanto, não existe outra expressão capaz de revelar com tamanha exatidão a real condição em que se encontrava este planeta, antes das intervenções de Deus em favor de sua criação.

Já a palavra criar tem um significado tão importante e profundo quanto à expressão no princípio, pois sempre trará a ideia de algo novo, maravilhoso, indica também a realização de uma obra sem que haja a necessidade de um esforço humano, consumo de energia corporal ou matéria prima, por isso sempre deve ser empregada aos atos de Deus, já que todo o poder de criação está concentrado em suas mãos. Ao homem basta contemplar e adorar ao seu Criador.

A ideia de Deus era criar e não propriamente em reconstruir, apesar de que as condições apresentadas pela Terra nos dão razão para pensarmos desta forma. O planeta não havia sido criado com aquela deformidade e tampouco estava sentenciado às trevas. Aquela situação foi fruto de uma grande catástrofe sobrenatural e espiritual que desencadeou toda uma reação.

 

“No princípio criou Deus os céus e a Terra. E a Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”. (Gn 1.1-2)

 

A Terra estava desolada, mas não abandonada por Deus, pois havia sido criada para ser habitada. Aquela situação não era o seu fim, pelo contrário, era a mais pura revelação da  perfeição e misericórdia Divina.

Um verdadeiro caos, Terra totalmente desfigurada, sem nenhuma forma de vida animal, vegetal e com nenhum atrativo capaz de despertar desejo ou interesse, pois Deus ainda não havia iniciado o seu grande plano de estruturação, modelação e decoração. Somente o Espírito de Deus se movia sobre a face do abismo, mas sem exercer especificamente sua maior função, que é de convencer sobre o pecado, justiça e juízo, mesmo porque os seres humanos ainda não existiam. Esta situação simbolizava a grandeza e força de Deus.

No entanto, por sermos conhecedores da eterna perfeição de Deus jamais aceitaríamos a sua obra de criação se resumindo à apenas aquele ato, ou seja, uma Terra disforme, sem vida, sem beleza, sem aparência, entregue a uma completa escuridão e desprovida de recursos.

Nunca seriamos colocados em condições tão precárias, pois Deus havia planejado muito mais do que poderíamos imaginar. Qual seria então o propósito?

O propósito de Deus foi revelar seu poder e divindade que ficaram explícitos em toda a sua criação, pois esta seria a única forma do homem conhecer e suportar tamanha glória.

 

“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação o mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”. (Rm 1.20)

 

Toda a criação de Deus, símbolos de seu poder e divindade, se perpetualizaram através dos séculos para serem consumidos pelo tempo, pelo homem ou pelo próprio Criador, no seu grande e terrível dia. Dentre estas criações podemos citar:

      Os animais, peixes, aves e os mares, com as suas forças que simbolizam a Grandeza de Deus;

      O sol, a lua e as estrelas, com os seus brilhos, simbolizando o Resplendor de Deus;

      A natureza representando a Beleza da Santidade de Deus;

 O homem, com a sua submissão, a princípio, simbolizando a imagem, semelhança e Glória de Deus e que é  considerado a coroa da glória de toda a criação.

No primeiro capítulo do livro de Gênesis, encontramos Deus agindo na Terra, como se estivesse estruturando, modelando, decorando e de forma amorosa deixou transparecer um sentimento, um objetivo, a materialização de um desejo, fruto de sua perfeição e misericórdia, mas por que e para quem Ele estava realizando tamanha obra?

     Queria oferecer aos seus anjos um lugar para descanso, passeio ou habitação?

     Oferecer aos anjos caídos um lugar para passarem à eternidade?

     Preparar um jardim de inverno para seu bel prazer ou para satisfação de seu ego, tal como o homem?

     Ou queria dignificar ou dar condições para que a rápida estadia de sua maior criação no planeta fosse o menos traumático possível?

Deus pensava somente no bem estar do homem e queria que habitasse em um lugar que lhe oferecesse ricas e variadas condições de vida, assim que fosse criado, pois sabia que jamais conseguiria sobreviver em situações adversas ou precárias.

Mas quais eram as condições da Terra antes das intervenções de Deus em nosso favor para nos garantir tais direitos e privilégios:

     Havia trevas sobre a face do abismo;

     A Terra possuía imperfeições em sua superfície;

     Não víamos nenhuma beleza;

     Não oferecia mínimas condições para sobrevivência;

     Estava totalmente ou parcialmente, entre a sua superfície e os céus, tomada por anjos rebeldes recém-caídos, destituídos da glória, condenados a permanecerem nestas condições até o dia do julgamento, tendo Deus e o próprio homem como inimigos[2], tão logo este fosse criado.

Seria humanamente impossível a permanência de algum ser vivo naquela superfície. Somente Deus teria condições de arquitetar e executar um plano tão perfeito, com tudo se encaixando perfeitamente, sem apresentar falhas no futuro.

O grande gigante esperava somente os seus futuros habitantes, que a princípio, viveriam em perfeita harmonia, um respeitando o outro. De um lado estaria a natureza, de outro o homem e acima deles o Criador protegendo-os.

A Terra nestas condições em tudo se assemelhava à situação da humanidade que, em trevas, é incapaz de compreender e aceitar a salvação através de Jesus. O desejo de Deus é que todos cheguem ao pleno conhecimento da verdade, que sejam transformados, para assim serem livres da perdição eterna. 

O planeta, sem forma e vazio, jamais ficaria naquelas condições. Deus havia iniciado sua obra e a terminaria. O seu plano, primeiramente, beneficiaria a Terra e contemplaria o homem na segunda fase.

A terceira fase seria revelada por Deus pouco tempo depois, que consistia na total restauração humana e posterior resgate, através da vinda de seu Filho amado que cumpriria na integra a sua missão na cruz do Calvário.

Realmente a Terra estava desolada, desfigurada e inabitável, mas não poderia e não permaneceu daquela forma, pois Deus a enriqueceu e a transformou em poucos dias.

Tanto a Terra quanto o homem foram criados para serem habitados, a primeira abrigaria a humanidade, que por sua vez, se tornaria a morada e templo do Espírito Santo.

A Terra e o homem careciam de mudança e isto foi possível graças aos decretos de Deus, pois a cada ordem diária ocorria uma mudança radical no planeta, tal como acontece com o pecador a partir do momento em que aceita Jesus como Salvador de sua vida. De glória em glória somos transformados e esta glória vai ficando cada vez mais brilhante para nos tornar cada vez mais parecidos com o Senhor (2 Co 3.18).

Toda a criação poderia ter se resumido a apenas alguns milésimos de segundos ou até menos, mas Deus fez questão de seguir seu plano à risca, cumprindo todas as etapas, dando vida as suas criações e estabelecendo limites e normas.

O plano foi tão perfeito que não houve brechas para especulações científicas, pois se a vida animal ou vegetal tivesse sido criados antes da luz, do sol, do calor, do sereno ou mesmo antes do surgimento da porção seca, certamente não faltariam os questionadores e céticos. Apesar de que algumas questões são levantadas pela ciência, justamente pelo fato de não se encontrar respostas para as perguntas que tanto incomodam.

Somente um Ser superior e poderoso, no pleno curso de sua vontade, poderia arquitetar um plano com tamanha perfeição. 

Não foi um acidente, acaso ou resultado de catástrofes ou evolução, mas sim um plano bem elaborado e colocado em prática por Deus.



[1] Fé em Deus ou fé no acaso? A criação foi um plano de Deus e não resultado de ações em cadeia.

[2] Este foi o motivo que levou o inimigo de nossas almas a arquitetar seu plano de tentação e queda humana. 

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

domingo, 4 de abril de 2021

Terra - a preparada para o homem (Em construção)

APRESENTAÇÃO 

A situação da Terra era caótica, porém não estava abandonada ou esquecida por Deus. Aquilo tudo era prenúncio de grandes ações que teriam um único propósito: facilitar ao máximo a estadia daquele que ficaria conhecido como a coroa da glória de toda a criação, o homem, que não teria condições de sobreviver diante daquele caos. Esta preocupação de Deus foi tão evidente que somente deu vida à sua criação ao sexto dia, após a finalização de todas as benfeitorias necessárias.

No entanto, a relação harmoniosa entre o Criador e a criatura foi afetada pelo pecado, mas este mal não teve forças para atrapalhar o plano de Deus em relação ao homem.

O plano divino já previa a queda humana, tanto que as sentenças e posterior expulsão foram acompanhadas da apresentação do projeto de salvação da humanidade. Fora do paraíso sim, mas ainda no coração de Deus.

O pecado abalou a estrutura espiritual da criação, mas não foi capaz de deixar a Terra novamente sem forma e vazia, bem diferente do homem que possui condições para deixá-la em um estado de caos ou destruída em questão de tempo, mas isto nunca acontecerá.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Os Patriarcas. Coincidências ou repetições da história. Apresentação do livro


APRESENTAÇÃO

Esta é uma viagem ao fascinante mundo dos cinco grandes homens de Deus, os patriarcas de Israel, que foram usados para que uma promessa, feita ao primeiro, fosse cumprida na integra, por intermédio do último.
Foram vários os problemas apresentados por eles. Coincidências, plano, permissões de Deus ou repetições da história? O certo é que as trajetórias foram idênticas. 
Nascimentos, infâncias, juventudes problemáticas e condutas repreensíveis, mas todos foram preservados por Deus.
Em várias oportunidades o inimigo de nossas almas imaginou ou viu o plano de Deus caminhar para outras direções que não o seu cumprimento, mas em todos estes casos ele amargou a derrota.
Nenhum destes patriarcas, durante sua trajetória, foi ameaçado por algum inimigo externo, tampouco enfrentaram doenças ou problemas em seus respectivos recolhimentos. Todos morreram fartos de dias, velhos e alguns com vigor, até suportariam mais.
O primeiro patriarca abandonou família, terras, posses e creu na promessa maior. O segundo recebeu um grande livramento durante o sacrifício não consumado.
O terceiro reencontrou um filho que julgava estar morto. No seu enterro reuniram-se três povos, os israelitas, chorando, os egípcios, tristes por José e os cananeus, que não entendiam tamanho respeito.
O quarto, antes de sua morte, profetizou que Deus, um dia, visitaria Israel e os retiraria do Egito. Será que já estava desiludido com o sistema? O quinto, no término de sua tarefa contemplou a Terra Prometida e se alegrou. Naquele monte findou os seus dias, sendo sepultado pelo próprio Deus, um grande privilégio. Enfim a promessa feita ao primeiro patriarca, teve o seu cumprimento na vida do ultimo.

A versão impressa 
está disponível no Clube de autores (clique aqui) 

e a digital 
está na Editora Saraiva (clique aqui)

Por: Ailton da Silva - 6 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A reforma humana e o protesto da natureza


um trecho do útimo capítulo do 2º livro. 


O homem teria condições de refazer toda a obra da criação? Criar algo novo do nada? Melhorar o que julgasse com falhas ou inacabado? Mesmo que Deus permitisse, jamais teria sucesso.
A constante busca de glória e o egocentrismo fariam com que esquecesse a obrigação de proporcionar o bem aos outros e procurasse o seu próprio favorecimento, abrindo brechas para que acontecesse algo parecido com o que ocorreu no céu com os anjos rebeldes, pois tentaria usurpar o trono do Altíssimo e pela ignorância aliada a ganância destruiria tudo chegando ao cúmulo de inversamente usar a mesma seqüência da criação, ou seja, enquanto Deus criou tudo do nada, entregando uma Terra perfeita em seis dias, o homem a destruiria a partir deste ponto, deixando-a sem forma, vazia e em trevas.

1º DIA
TERRA PERFEITA – HOMEM GLORIFICADO
No primeiro dia estaria a Terra perfeita, bonita, cheia de vida habitada. Isso tudo representaria a supremacia da glória de Deus, pois todo o seu plano de criação estava concretizado, restando somente à volta de seu Filho Unigênito para buscar o seu seleto e santo povo, porém com o passar dos anos o homem tornar-se-ia muito inteligente a ponto de se achar auto-suficiente, um deus, detentor de todo o conhecimento, tecnologia, máquinas, computadores, botões, satélites, sistemas de vigilância total, ninguém seria surpreendido. Desta forma poderia prever e decidir a sorte de todos os seres humanos, tornando-se senhor de todos e de tudo.
Muitos morreriam para que este visível poder de decisão e julgamento fossem mantidos, pois a idéia seria invadir, tomar, destituir impérios, redemocratizar paises e reinos e medirem forças. Este seria o passo inicial para a destruição da Terra e da raça humana.

2º DIA
O ALTO PREÇO DO CUSTO-BENEFÍCIO
No segundo dia o homem poluiria toda a Terra matando os animais e aves, já que a sua ganância faria com que não pensasse nas conseqüências de seus atos, somente se preocuparia com construções e produções, sem jamais pensar na preservação da natureza.
Cidades inteiras ficariam sem condições de serem habitadas, pois seriam submersas em todos os tipos de poluição que impediriam a permanência de qualquer ser vivo e muitos morreriam. Isso sem mencionarmos a camada de ozônio que seria destruída deixando toda forma de vida exposta aos raios solares, nocivos à saúde. Nestas condições o homem não teria alternativas, ou morreria sufocado pelos gases poluidores ou por doenças provocadas pela radiação solar.

3º DIA
ELEMENTOS DA NATUREZA FORA DE CONTROLE
No terceiro dia, com a ajuda da tecnologia, o homem tentaria mudar o clima conforme suas necessidades, porém erraria e a natureza reagiria, pois a situação fugiria ao controle quando produzissem calor, chuva ou frio, mais do que o necessário e suportável.
A partir deste momento o clima mudaria, a temperatura subiria onde antes era baixa ou vice-versa, chuvas em lugares áridos, longas estiagem nas regiões chuvosas, derretimentos de geleiras, caos nos pólos terrestres, nos desertos e regiões tropicais, maremotos, tsunames, os mares desrespeitariam os limites estabelecidos por Deus no momento da criação, revolta total da natureza e êxodo final dos humanos e animais para fugirem da calamidade.
Muitos morreriam por não suportarem esta inversão climática ou pela escassez de alimentos, pois toda a produção agrícola seria atingida, comprometendo o abastecimento de toda a população.

4º DIA
GENOCÍDIO ARTIFICIAL
No quarto dia, devido à calamidade provocada pelo descontrole do clima, os homens se deslocariam de um lugar para o outro disseminando as suas doenças, bactérias, vírus, epidemia, pandemia geral. As barreiras sanitárias e o controle epidemiológico não teriam resultados satisfatórios, pois o desespero não respeitaria fronteiras e divisas. As doenças facilmente se espalhariam pela Terra.
Os cientistas, à procura da cura de outras doenças que surgiram, criariam vacinas em larga escala, mas não venceriam a demanda reprimida, então a solução seria a rendição, em vez de curas, criariam vírus laboratoriais mortais para controlarem a situação. Chegariam à conclusão que seria melhor dizimarem, para manterem a ordem, do que oferecerem cura e permanecerem no caos.
A poluição, inversão climática, revolta da natureza, escassez de alimentos, doenças, epidemias, pandemias, vírus e doenças laboratoriais estariam dizimando boa parte da humanidade.

5º DIA
O SALVADOR BOTÃO NUCLEAR
No quinto dia, diante da calamidade mundial e pressionados, os poucos e últimos lideres mundiais, desprovidos de poder e autoridade, teriam somente uma alternativa, a mais cruel de todas, pois todos pagariam pelo erro, inclusive a natureza, seria atingida novamente.
Neste momento trágico da humanidade onde estarão:
a) A inteligência, a ciência multiplicada?
 b) conhecimento e auto-suficiência?
 c) A tecnologia, os potentes computadores?
d) As máquinas, os satélites e os infalíveis sistemas humanos de vigilâncias e previsões?
Na verdade, o sensato seria terminarem com tudo do que contemplarem aquela catástrofe, os sofrimentos, angústias, mortes, destruições, falta de segurança, invasões sem precedentes e multidões famintas clamando aos pseudos poderosos.
Um simples botão com um poder de destruição tremendo, nunca visto antes. O fogo nuclear envolveria a Terra e atingira todos os povos, ricos, pobres, grandes e pequenos. Este seria o trágico fim da humanidade.

6º DIA
TERRA SEM FORMA, VAZIA E EM TREVAS
No sexto dia apagar-se-ia a luz, pois a poeira e as cinzas do grande incêndio nuclear encobririam o sol, a lua e as estrelas e a Terra ficaria em trevas, sem forma e vazia. A poeira baixa e a fumaça dissipada revelariam:
·        Trevas;
·        A morte dos animais e aves;
·        O fim da natureza;
·        A inutilidade dos grandes luminares, sol, lua e estrelas;
·        As águas espalhadas por toda a Terra;
·        A porção seca condensada, reduzida e recoberta de cinzas.
E o homem? Qual seria a situação do homem neste caos? Destruído, dizimado, a coroa da glória de toda a criação de Deus não existiria mais.
Este seria o trágico fim da Terra caso, Deus permitisse ao homem tentar fazer algo parecido com que Ele fez durante os dias da criação, mesmo que mudasse a sua natureza má, jamais conseguiria repetir a perfeição vista pelas mãos do Criador.

E viu Deus tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto. Gn 1.31

Portanto não teria como Deus olhar para a obra de suas mãos e classificá-la como imperfeita, inacabada, ruim, pois foi tão somente pensando em dar condições dignas de vida ao homem, as mesmas que Ele nos ofertou quando enviou seu Filho Unigênito a este mundo, para expiação de nossos pecados, ou seja, facilitou ao máximo a nossa vida na Terra e também abriu as portas para a nossa entrada no reino celestial, esta é a segunda parte do plano com a humanidade, a salvação.
A Terra recebeu todas as benfeitorias para propiciar condições dignas de vida ao homem e se mantém fiel, cumprindo o que lhe fora determinado. Por outro lado, a raça humana, em toda a sua história, não foi capaz de cumprir a única ordenança[1] recebida e para piorar a sua situação, a cada dia, se afasta de Deus, fruto de sua inclinação para o mal.

Extraído do livro: Terra. A preparada para o homem. Autor: Ailton Silva. Em fase de revisão

[1] Comissão cultural (Gn 1.28)


Por: Ailton da Silva

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Expulso do paraíso, mas ainda no coração de Deus


A harmonia foi afetada quando o homem caiu no pecado, tendo o inimigo ao seu derredor. Esta influência foi tão grande que o fez acreditar na auto-suficiência, no seu limitado conhecimento do bem e do mal e nas suas próprias forças para resolver os seus problemas, anulando desta forma as providências e as misericórdias de Deus.

A intenção deste inimigo foi tão somente destruir, afastar e interromper a comunhão perfeita que existia entre o homem e o seu Criador, se pudesse ele teria feito isto durante os dias da criação, porém não pode interferir no momento em que a Terra estava sendo preparada. Depois de tudo pronto viu o homem perfeito, isto o enfureceu ainda mais, motivo pelo qual executou o plano da queda humana e até hoje continua nesta sua batalha pessoal.

Apesar de toda a interferência maligna é necessário ressaltar que o homem teve a sua parcela de culpa nesta que foi uma das maiores demonstrações de desobediência, já visto na história da humanidade.

Diante do pecado consumado restava somente ao homem admitir, reconhecer e se preparar para as conseqüências do seu erro, não teria como voltar, ignorar, esquecer, suplicar, clamar por perdão, misericórdia, tampouco se auto incluir no plano da salvação, pois o sangue do Cordeiro ainda não havia sido derramado. Prevenir antes, houve possibilidade, remediar diante desta situação calamitosa já não seria mais possível. Tudo estava consumado, não restava alternativa a não ser cumprir na integra a sentença.

Adão teve toda a sua vida, cerca de novecentos e trinta anos para refletir sobre o seu erro e para contemplar a misericórdia Divina, que mesmo diante desta situação se fez presente em sua vida.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

MELHOR DIA PARA CRIAR O HOMEM!


O plano de Deus já previa a criação do homem somente no sexto dia, pois sabia que ele não sobreviveria às condições originais apresentadas pela Terra.

Dentro dos seis primeiros dias seria necessário o estabelecimento das condições mínimas de sobrevivência para que então a coroa da glória da criação não encontrasse dificuldades.

O planejamento foi necessário, pois não haveria uma segunda chance ou opção para reforma. A grande certeza é que Deus não queria deixar brechas para contestação ou o direito para que algum homem pudesse tomar para si a glória por todo o trabalho realizado. Não havia obstáculo para que a singela e bonita criação não se adaptasse à sua nova morada.

O homem não poderia ter sido criado no primeiro dia, pois a Terra estava sem forma, vazia e em trevas. Certamente ele ficaria em uma completa escuridão, perdido, sem rumo, isto contraria um dos princípios básicos da salvação.

É inadmissível imaginarmos Deus dando vida a sua criação e a colocando nas trevas para ficar esperando pelos seus tropeços e erros, pois o seu maior desejo é que o homem ande na luz assim como Ele está.

Que decepção seria para o homem quando abrisse os seus olhos e se deparasse com as trevas? Era aquilo que Deus havia preparado para ele? O que dizer então do tempo que ficaria esperando para que a terra atingisse o estágio final, após todo o processo de criação? Certamente reclamaria do período de espera entre a primeira declaração Divina para que houvesse luz e a última, lá no sexto dia. Seriam horas, anos, séculos, ou eras de espera. Se lhe fosse permitido diria a Deus: “Se possível, afasta de mim este cálice”!

Se tivesse criado o homem no segundo dia, este encontraria dificuldades para sua adaptação, pois não existiria nenhum tipo de proteção contra os elementos ardentes dos céus, ainda que Deus não tivesse criado o sol, mas a falta da proteção seria sentida a partir do momento em que fosse atacado pelo inimigo, que não se cansaria até vê-lo caído. Certamente ele reclamaria para si uma proteção, um campo de força para protegê-lo. Quem sabe não diria: “Pai, eu sou teu servo, não mereço isto”.

quarta-feira, 28 de março de 2012

A companheira.

A perfeição estava revelada naquela grande obra, não havia, portanto, motivos para preocupações ou algo por fazer, porém Deus olhou para o homem e o viu solitário. Foi surpreendente esta conclusão, pois Ele sempre esteve ao seu lado, mas na opinião do Criador era evidente o estado de solidão. Isto não era bom.

Deus criou os animais e os colocou, um a um, formando os seus respectivos grupos, direcionando-os para os seus habitats, mas com Adão a história foi diferente, pois ele foi uma criação única, solitária. Não era bom que ele permanecesse naquelas condições.

Na verdade, o homem possuía alguém acima dele, Deus, e também abaixo, os animais, porém não via ninguém ao seu lado, então realmente ele estava sozinho.

O próprio homem tentou procurar companhia, mas não a encontrou entre os animais irracionais, foi preciso que Deus a preparasse, pois as relações pessoais são indispensáveis e esta necessidade também era evidente na vida de Adão.

Para criar a mulher, a companheira, não seria necessário um novo processo criacional. O plano de Deus consistia em vincular um ao outro, tornar a mulher dependente, submissa e auxiliadora. Ela recebeu a vida, de uma das costelas de Adão, que não sentiu dores, pois estava dormindo profundamente. Somente desta forma os dois se tornariam uma só carne, uma unidade.

Então o homem, agradavelmente surpreso, foi apresentado a sua companheira, pois visualizou o desejo do seu coração, este foi o seu segundo amor. Ele a chamou de Eva, isto é, vida.

A sua reação deveria ser diferente mesmo, pois até agora somente havia se relacionado com animais irracionais, incapazes de demonstrarem e desenvolverem comunhão, mas agora estava diante de uma criatura semelhante a ele, capaz de reagir às suas emoções. Ele viu nela um pedaço de sua carne, inseparável, haja vista estar ali uma parte de sua costela.

Estavam nus, descobertos, mas não se envergonhavam e tampouco sofriam com o clima ou com a temperatura do Jardim do Éden. Eles estavam isentos do frio, calor, umidade alta, baixa ou qualquer outra intempérie da vida.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Aqui não habita pecado!

A situação se tornou caótica, após este acontecimento, pois Deus ordenou a saída do homem do paraíso, já que se dependesse dele, jamais sairia, uma vez que o pecado somente afetou a sua natureza santa e não criou desapego ou ódio por aquele lugar.

O plano do inimigo era fazer com que os dois desobedecessem a Deus, exteriorizando o desejo de se tornarem iguais a Ele. Talvez imaginasse que seriam mantidos no jardim, mesmo em pecado, para então dar o golpe final com a ajuda deles. Uma nova derrota para o inimigo se desenhava, pois não seriam permitidas brechas para o pecado e para piorar a situação houve a revelação da promessa da restauração da humanidade.

O homem foi colocado em um mundo totalmente oposto ao que ele vivia até aquele momento e ficou sujeito a todos os sentimentos, além de ser preciso desprender força física para obter o seu sustento.

Assim o pecado contribuiu para a proliferação do mal, porém, por outro lado, Jesus veio diminuir esta força maligna com a sua eterna graça, que é a única capaz de salvar o pecador.

Logo após a queda a situação do homem seria outra, bem diferente daquela vista após o sexto dia:

quinta-feira, 15 de março de 2012

A ÚLTIMA VISITA DE DEUS E AS SENTENÇAS


O inimigo ao final de sua empreitada, imaginou ter feito o trabalho com sucesso. O homem caído, Deus decepcionado com a sua criação. Agora não restava mais nada por fazer. Sua obra estava completa, faltava apenas o Criador boicotar e não visitar a sua criatura nos diários encontros na viração daquele fatídico dia.

O maligno amargou uma grande derrota, pois Deus, sempre fiel, se fez presente, como se nada tivesse acontecido. Pela onisciência, Ele sabia de todo o ocorrido, mas desejava revelar a sua misericórdia para a raça humana, que momento ideal.

Como eram prazerosas as visitas de Deus na viração do dia, mas aquela estava causando uma expectativa tremenda, um terror na mente do casal. Como de costume Adão foi chamado pelo nome e logo de início culpou a mulher pelo seu erro, mas audácia maior foi quando ele acusou o próprio Deus de ter lhe dado uma companheira para levá-lo a perdição. Já a mulher somente apontou para a serpente.

Estas foram as seqüências dos acontecimentos:
• Engano: partiu da serpente, depois atingiu a mulher e seduziu ao homem;

• Pecado: alcançou a mulher e depois o homem;

• Depoimento: o primeiro a depor foi o homem, depois a mulher e por fim a serpente ouviu a sua sentença sem demonstrar nenhum poder de reação;

• Sentença: a primeira a receber a sentença foi a serpente, depois a mulher e por fim o homem.

As sentenças foram dirigidas aos três, atribuindo-lhes dores, sofrimentos, perdas, deveres, novas rotinas, certeza da perdição e limitação do corpo humano:

• Serpente: sentença sobre o seu presente e futuro ;

• Mulher: submissão ao homem e acréscimo de dores em sua gestação;

• Homem: sustento através de seu suor, até que voltasse ao seu estado original (pó).

As consequências do erro, do homem, também foram sentidas sentidas por outra grandeza de Deus, a natureza, pois ao perceberam a nudez, desfolharam uma figueira e coseram túnicas provisórias, mas como se deteriorariam rapidamente, representando a superficial providência humana diante dos problemas, foi preciso que Deus cozesse túnicas de peles dos primeiros animais sacrificados no paraíso. A partir daquele momento nasceriam toda espécie de espinhos e cardos.

terça-feira, 6 de março de 2012

INDEPENDÊNCIA OU MORTE? MORTE!!

Segue um trecho do meu 2º livro:

Mesmo diante de todas as condições propicias para a obediência, o homem mostrou o seu lado fraco, fruto de sua natureza inclinada e não soube fazer uso da liberdade ora recebida e conheceu, por isto, a dor do pecado.

A única orientação foi para que não se alimentassem da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois morreriam no mesmo dia, caso não obedecessem.

Eles entenderam a ordem de Deus, pois foram capazes de distinguirem o permitido do não permitido. O problema não foi o ato de comer, inofensivo, mas sim a aproximação à árvore, que estava ali, para servir de testemunha de sua obediência ou queda.

Aquele caminhar foi a materialização da total desobediência do homem. O comer foi apenas uma consequência do erro. Aquilo que foi comido não possuía nenhum poder sobrenatural para trazer a morte. O veneno maligno do pecado foi visto no andar do homem em direção a árvore e não propriamente no comer.

Aquela árvore produzia algo que, de princípio, não afetaria o casal, mas foram ordenados a não se alimentarem dela, pois ainda não estavam preparados para as conseqüências.

No paraíso estavam protegidos do mal e na viração dos dias recebiam a visita de Deus. Um dever ou um privilegio para o casal? A lógica seria imaginarmos que jamais o inimigo teria forças ou atrevimento para adentrar aquele lugar, haja vista a condição de santidade, obediência e presença constante de Deus.

O PECADO ORIGINAL E A QUEDA FATAL
O casal original, caso imaginasse a visita do inimigo, certamente o aguardaria em sua aparência normal, pois desta forma seria facilmente identificado e resistido, mas a astúcia foi tamanha que não perceberam o laço.Ele, sorrateiramente os visitou, primeiramente a Eva e com muita sutileza conseguiu enganá-la. Em nenhum momento precisou de força bruta, grosseria, gritaria ou ameaças, simplesmente procurou ganhar a confiança dela e conseguiu.

Enfim chegou o momento da prova crucial e por ela o homem demonstraria toda a sua fidelidade ou revelaria a sua natureza má. Quando o inimigo percebeu que estava no controle daquela situação lançou no coração dela a dúvida sobre a veracidade das palavras do próprio Deus. Ele encontrou uma maneira muito sutil de dizer que o Criador havia mentido. Que argumentos tão convincentes ele teve para garantir que ninguém morreria?

Eva não demonstrou nenhuma reação, pelo fato de ouvirem que Deus havia mentido. Era isto o que o maligno precisava, para ter a certeza de que estava caminhando a passos largos para o sucesso de sua empreitada, por isto deu a cartada final.