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terça-feira, 9 de setembro de 2014

domingo, 11 de maio de 2014

sábado, 26 de abril de 2014

Ailton Silva - o Templo era o segundo, mas a glória era a mesma




Mensagem 88:
O TEMPLO ERA O SEGUNDO, MAS A GLÓRIA ERA A MESMA

1) INTRODUÇÃO
O templo foi reconstruído em Jerusalém, mas não tinha a mesma opulência do anterior construído por Salomão com materiais faraônicos, presenteados ou comprados por bom preço. As melhores madeiras cortadas pelos melhores lenhadores da região, e pedras trazidas e trabalhadas por trabalhadores que foram bem recompensados.

A reconstrução do Templo antes dos muros e portas, através do trabalho de Neemias, reforça a ideia da necessidade de nos preocuparmos primeiro com as coisas de Deus, pois certamente Ele fará com que o material tenha o seu desenrolar a contento. Por outro lado nos prova também que qualquer trabalho de reconstrução, material ou espiritual, será próspero, desde que Ele esteja na frente.

Nove dos profetas menores falaram acerca do comportamento social, religioso, salvação, arrependimentos reinos (Judá e Israel) do reino e dos vizinhos, entre outros assuntos, mas Ageu, Zacarias e Malaquias revelaram o descaso do povo com o Templo. Eles somente se preocupavam com suas casas e viraram as costas para Deus.

2) A ORDEM PARA O RETORNO E RECONSTRUÇÃO
O rei Ciro autorizou o retorno (2 Cr 36.22-23) dos então agora judeus, já que as 10 tribos que compunham o reino do norte havia desaparecido, que se empenharam na reconstrução do Templo. Este rei muito se alegrou com a menção de seu nome nas profecias (Jr 29.10; Is 44.28) por isto não hesitou em permitir o retorno, até mesmo ofertou algo para ajudar na reconstrução.

3) INÍCIO DOS TRABALHOS – A RECONSTRUÇÃO DO ALTAR
Havia ainda naqueles que retornaram e no remanescente que não fora levado para o exílio o medo de seus vizinhos e de novos ataques, portanto logo se prontificaram a reconstruírem o altar a fim de sacrificarem a Deus para se mostrarem dignos de sua proteção. Poderiam correr o risco sério de atiçarem seus inimigos, quando os vissem reconstruindo sua maior riqueza espiritual, o Templo, mas não se preocuparam com a visibilidade da obra. Os muros e portas seriam reconstruídos em seqüência. Eles se preocuparam com as coisas espirituais (ED 3.3) para depois se preocuparem somente com suas casas

4) PROMESSA DE GLÓRIA (IMPAR, ÚNICA, IMUTÁVEL E NA MESMA PROPORÇÃO)
O primeiro Templo foi construído com materiais importados, especiais. O segundo seria então reconstruído com ofertas recebidas dos vizinhos, por ordem do rei Ciro e por riquezas internas e principalmente pelo vigor e presteza do povo, mas a promessa era a mesma, confirmada por Ageu (2 Cr 7.16, cf Ag 2.9).

5) A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA SERÁ MAIOR QUE A PRIMEIRA
A segunda casa não teve o mesmo brilho e opulência da primeira, mas logo no inicio da reconstrução fez os mais idosos chorarem de alegria e saudade ao verem os fundamentos do Templo (Ed 3.12-13). A promessa dizia respeito a mesma glória, o diferencial estava na forma como seria buscada. Ela seria maior, pois os adoradores deveriam buscá-la de uma forma especial e intensa. Isto culminaria com Glória de Deus que entraria naquele edifício, o Filho de Deus tabernaculado, encarnado.

6) AS GLÓRIAS DAS SEGUNDAS CASAS
Para o homem o importante sempre será o segundo ou o atual:
  • Nossas segundas ou atuais casas são melhores que as primeiras ou anteriores;
  • Nossos segundos ou atuais carros são melhores que os primeiros ou anteriores;
  • Nossos segundos ou atuais templos são melhores que os primeiros ou anteriores;
  • Nossas segundos ou atuais empregos são melhores que os primeiros ou anteriores.

Mas para Deus esta regra não se aplica, pois o segundo Templo não foi melhor que o primeiro. A glória manifestada no primeiro não foi maior que a manifestada no segundo, muito pelo contrário, pois o que deveria ser manifesto não era a glória maior ou menor e sim a vontade e o desejo de buscarem a Deus.

7) CONCLUSÃO

O primeiro templo foi construído por Salomão, destruído por Nabucodonor e foi reconstruído com a ajuda e trabalho do trio de ferro (Zorobabel, Esdras e Neemias), mas em nada o resultado da reconstrução pode comparar o segundo edifício com o primeiro, no entanto a promessa de Glória, da parte de Deus ainda era a mesma.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mensagem 100: A frustração de Ezequiel

Mensagem entregue na Assembleia de Deus, setor (Álv. Machado-SP). Campanha: vivendo o extraordinário de Deus.

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A FRUSTRAÇÃO DE EZEQUIEL
O SACERDOTE SEM TEMPLO

1) Trigésimo ano e quinto ano do cativeiro:
Ezequiel completou 30 anos e estava no quinto ano de cativeiro. Era a idade mais aguardada. Se estivesse em Jerusalém seria consagrado para o sacerdócio no Templo (cf Nm 4.3), mas ali na Babilônia não poderia desempenhar seu trabalho levítico. Frustrado sim, mas sozinho não, pois Deus não havia abandonado ele.

2) Sacerdote ou Profeta
Ezequiel queria muito assumir sua posição de sacerdote, mas este não era o plano de Deus para a sua vida. Como sacerdote ele levaria o homem ate Deus, o que era somente faixada, exterior, pois não havia arrependimento por parte do povo.

Como profeta, ele levaria Deus até aos homens, então a conversa seria diferente. Os ministérios eram completamente opostos, porém cada qual tinha a sua importância e utilidade na época.
                                 
3) O trio de ferro:
Deus levantou três profetas na época:
  • Jeremias em Jerusalém (Jr 29), que demonstrou preocupação com os cativos na Babilônia. Ele havia ficado com aqueles que não foram considerados aptos para produzirem na corte babilônica;
  • Daniel desempenhou seu trabalho profético na corte babilônica;
  • Enquanto isto entre os cativos esteve Ezequiel, o sacerdote sem templo e sem sacrifícios.
4) Os céus abertos e as visões de Deus
Céus abertos e visões de Deus: mesmo diante das visões houve em seu coração uma frustração, pois não estava em Jerusalém trabalhando como sacerdote no Templo. Mas este acontecimento serviu para atestar seu ministério profético e inclui-lo no trio de ferro.

5) O sacerdote sem Templo e sem sacrifício:
Deus precisava de um profeta entre os cativos. Ezequiel não ficaria sem ministério, mas ele precisava da chamada.

6) Deus não frustra planos:
O sacerdote sem ministério aguardou com ansiedade o dia da consagração, mas quando este dia chegou não havia mais templo ou muito menos serviço.

O mesmo aconteceu com Moises que aguardou ansioso a entrada na Terra Prometida. Ele não entrou (Dt 3.23-26), porém não ficou na frustração, pois a contemplou com os próprios olhos (Dt 34,4)

7) CONCLUSÃO
Ezequiel quando completasse a idade poderia ser consagrado ao sacerdócio, porém quando este dia chegou ele estava entre os cativos na Babilônia. O templo e os serviços levíticos não existiam mais. Deus se revelou a ele para confirmar sua chamada profética e junto com Jeremias, que estava em Jerusalém e Daniel que estava na corte, formou o trio de ferro profético.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)