Páginas

Mostrando postagens com marcador Terra - a preparada para o homem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terra - a preparada para o homem. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 8

continuação...

4º dia – Genocídio artificial

No quarto dia, devido à calamidade provocada pelo descontrole do clima, os homens se deslocariam de um lugar para o outro disseminando as suas doenças, bactérias, vírus, epidemia, pandemia geral. As barreiras sanitárias e o controle epidemiológico não teriam resultados satisfatórios, pois o desespero não respeitaria fronteiras e divisas. As doenças facilmente se espalhariam pela Terra.

Os cientistas, à procura para cura de outras doenças que surgiriam, criariam vacinas em larga escala, mas não venceriam a demanda reprimida, então a solução seria a rendição. Criariam vírus laboratoriais mortais para controle da situação e chegariam à conclusão de que seria melhor dizimar boa parte da população mundial para manutenção da ordem.

Poluição, inversão climática, revolta da natureza, escassez de alimentos, doenças, epidemias, pandemias, vírus e doenças laboratoriais dizimariam parte da humanidade.

 

5º dia – O salvador botão nuclear

No quinto dia, diante da calamidade mundial e pressionados, os poucos e últimos lideres mundiais, desprovidos de poder e autoridade, teriam somente uma alternativa, a mais cruel de todas, pois todos pagariam pelo erro, inclusive a natureza, seria atingida novamente.

Neste momento trágico da humanidade onde estarão:

  • A inteligência, a ciência multiplicada?
  • O conhecimento e autossuficiência?
  • A tecnologia, os potentes computadores?
  • As máquinas, os satélites e os infalíveis sistemas humanos de vigilâncias e previsões?

Na verdade, o sensato seria terminarem com tudo do que contemplarem aquela catástrofe, os sofrimentos, angústias, mortes, destruições, falta de segurança, invasões sem precedentes e multidões famintas clamando aos pseudos poderosos.

Um simples botão com um poder de destruição tremendo, nunca visto antes. O fogo nuclear envolveria a Terra e atingira todos os povos, ricos, pobres, grandes e pequenos. Este seria o trágico fim da humanidade.

 

6º dia – Terra sem forma, vazia e em trevas

No sexto dia apagar-se-ia a luz, pois a poeira e as cinzas do grande incêndio nuclear encobririam o sol, a lua e as estrelas e a Terra ficaria em trevas, sem forma e vazia. A poeira baixa e a fumaça dissipada revelariam:

Trevas;

A morte dos animais e aves;

O fim da natureza;

A inutilidade dos grandes luminares, sol, lua e estrelas;

As águas espalhadas por toda a Terra;

A porção seca condensada, reduzida e recoberta de cinzas.

E o homem? Qual seria a situação do homem neste caos? Destruído, dizimado, a coroa da glória de toda a criação de Deus não existiria mais.

Este seria o trágico fim da Terra caso, Deus permitisse ao homem tentar fazer algo parecido com que Ele fez durante os dias da criação, mesmo que mudasse a sua natureza má, jamais conseguiria repetir a perfeição vista pelas mãos do Criador.

 

“E viu Deus tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto”. (Gn 1.31)

 

Portanto não teria como Deus olhar para a obra de suas mãos e classificá-la como imperfeita, inacabada, ruim, pois foi tão somente pensando em dar condições dignas de vida ao homem, as mesmas que Ele nos ofertou quando enviou seu Filho Unigênito a este mundo, para expiação de nossos pecados, ou seja, facilitou ao máximo a nossa vida na Terra e também abriu as portas para a nossa entrada no reino celestial, esta é a segunda parte do plano com a humanidade, a salvação.

A Terra recebeu todas as benfeitorias para propiciar condições dignas de vida ao homem e se mantém fiel, cumprindo o que lhe fora determinado. Por outro lado, a raça humana, em toda a sua história, não foi capaz de cumprir a única ordenança[1] recebida e para piorar a sua situação, a cada dia, se afasta de Deus, fruto de sua inclinação para o mal.

Enfim, antes que a Terra, preparada para o homem, chegue ao caos é necessário que a humanidade volte seus olhares para Deus, o único que pode impedir o fim deste planeta.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia de aplicação pessoal

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

CABRAL, Elienai. Movimento Pentecostal. As doutrinas da nossa fé. Lições Bíblicas. Lição 12. Faixa Jovens e Adultos. 2º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2011

CARNEIRO, Moisés Guimarães. Morte & Vida no Além. São Paulo: MC Editora Cristã, 2008.

GABY, Wagner. Porque o reino de Deus está entre vós. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2011.

GEISLER, Norman L. Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia.  Traduzido por Milton Azevedo Andrade. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Antigo Testamento - vol 1 - Gênesis a Neemias.

História do povo judeu. Faculdade de teologia Hokemah. São Luís, 2004.

MACEDO, Edir. A fé de Abraão. Universal, Rio de Janeiro, 2001.

OLSON, Nels Lawrence. 1910 – O plano divino através dos séculos: estudo das dispensações. 6 ed. Cpad, Rio de Janeiro, 1981.

PAGANELLI, Magno. Conhecedores do bem e do mal – a saga interior do homem através dos séculos.

SCHULTZ, Samuel J. A história de Israel no antigo testamento.

SILVA, Antônio Gilberto da. A Bíblia através dos séculos: uma introdução. Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1986.


[1] Comissão cultural (Gn 1.28)

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 8

 


1º dia – Terra perfeita (homem glorificado)

No primeiro dia estaria a Terra perfeita, bonita, cheia de vida habitada. Isso tudo representaria a supremacia da glória de Deus, pois todo o seu plano de criação estava concretizado, restando somente à volta de seu Filho Unigênito para buscar o seu seleto e santo povo, porém com o passar dos anos o homem tornar-se-ia muito inteligente a ponto de se achar autossuficiente, um deus, detentor de todo o conhecimento, tecnologia, máquinas, computadores, botões, satélites, sistemas de vigilância total, ninguém seria surpreendido. Desta forma poderia prever e decidir a sorte de todos os seres humanos, tornando-se senhor de todos e de tudo.

Muitos morreriam para que este visível poder de decisão e julgamento fossem mantidos, pois a ideia seria invadir, tomar, destituir impérios, redemocratizar países e reinos e medirem forças. Este seria o passo inicial para a destruição da Terra e da raça humana.

 

2º diaO alto preço do custo-benefício

No segundo dia o homem poluiria toda a Terra matando os animais e aves, já que a sua ganância faria com que não pensasse nas consequências de seus atos, somente se preocuparia com construções e produções, sem jamais pensar na preservação da natureza.

Cidades inteiras ficariam sem condições de serem habitadas, pois seriam submersas em todos os tipos de poluição. Isso sem mencionarmos a camada de ozônio que seria destruída deixando toda forma de vida exposta aos raios solares. Nestas condições muitos morreriam sufocados pelos gases poluidores ou por doenças provocadas pela radiação solar.


3º dia – Elementos da natureza fora de controle

No terceiro dia, com a ajuda da tecnologia, o homem tentaria mudar o clima conforme suas necessidades, porém erraria e a natureza reagiria, pois a situação fugiria ao controle quando produzissem calor, chuva ou frio, mais do que o necessário e suportável.

A partir deste momento o clima mudaria, a temperatura subiria onde antes era baixa ou vice-versa, chuvas em lugares áridos, longas estiagem nas regiões chuvosas, derretimentos de geleiras, caos nos polos terrestres, nos desertos e regiões tropicais, maremotos, tsunamis, os mares desrespeitariam os limites estabelecidos por Deus no momento da criação, revolta total da natureza e êxodo final dos humanos e animais para fugirem.

Muitos morreriam por não suportarem esta inversão climática ou pela escassez de alimentos, pois toda a produção agrícola seria atingida, comprometendo o abastecimento.

continua...

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 8

A REFORMA HUMANA E O PROTESTO DA NATUREZA 

Deus trabalhou durante os dias que antecederam a criação do homem. Sua intenção foi proporcionar condições dignas de vida, pois não teria como a criação sobreviver em um local sem luz, terra firme, sol, estrelas, natureza e alimentos. A intenção de Deus foi preparar tudo antes. 

“[...] os anjos não entendiam porque Deus estava criando luz, se Ele é luz, não entenderam porque estava separando terra firme, se o Espírito Dele pairava sobre o abismo e águas, não entenderam porque estava criando natureza e preparando alimentos se Ele não precisava de tudo aquilo”. MACEDO (2001). 

Mas antes de todas as benfeitorias no planeta, o Maligno riu da Terra, o primeiro projeto[1] de Deus, que estava sem forma, vazia, sem beleza, sem natureza, sem luz, sem parte firme, sem condições de ser habitada.

Ele imaginou que não sairia nada de bom, não temeu, pois não representava perigo algum. Ele gostou do que viu e desejou que a Terra continuasse naquela situação, porém o planeta não estava condenado a permanecer naquele estado, havia solução.

A mudança não dependia da Terra, não viria dela, viria do alto, do céu. Luz, terra firme, sol, estrelas, fauna, flora, homem. Então Deus viu que tudo aquilo era bom.

O Maligno ousou também a rir do segundo projeto de Deus, o homem. Naquele dia que o viu estendido, sem vida, sem louvor, sem alma, sem beleza, sem ação, sem domínio sobre os animais, um verdadeiro adorador morto.

Naquela situação o homem não representava perigo para o Maligno, por isto ele riu e gostou do que viu. Seria bom que continuasse naquele estado, porém a criação não estava condenada, havia solução.

A mudança do homem não dependia da Terra ou dele próprio, viria do alto, do céu, de Deus. Um fôlego de vida soprado e a criação se tornou alma vivente.

Por fim o Maligno ousou a rir do terceiro projeto de Deus, a igreja. Da mesma forma imaginou que dela não sairia nada de bom e que não representava nenhum perigo para ele, pois suas portas estavam fechadas e dentro dela havia somente homens e mulheres medrosos, sem ação, sem obras, sem sabedoria, sem ousadia e coragem, não tinha pregadores, conversões em massa e não vivia em unidade, mas a igreja não estava condenada a permanecer naquela situação, havia solução.

Mas os crentes primitivos estavam em oração, em obediência[2], já haviam escolhido o substituto para o lugar de Judas Iscariotes, faltava apenas uma ação para que o Maligno definitivamente cessasse suas risadas. Portanto a mudança daquela situação não dependia da terra, do homem ou da própria igreja, viria do alto, do céu, de Deus.

O Espírito Santo foi enviado sobre os discípulos, o primeiro pregador apareceu, as conversões em massa se tornaram rotina, a coragem e ousadia acompanharam os apóstolos, sabedoria, entendimento, curas, ideal de comunhão e unidade, os primeiros livramentos, o primeiro mártir e a conversão de Saulo, que assombrou o mundo da época. Tudo isto aconteceu após a ação de Deus para alterar o status da igreja, tal como houvera feito com a Terra e com o homem.

Portanto o Maligno, novamente derrotado, diante do sucesso dos projetos de Deus, teve que se contentar em apenas continuar sua luta e ira contra o homem. Durante todo este tempo ele atua de forma a influenciá-lo para que refaça, desfaça ou interfira negativamente na obra de Deus.

O homem teria condições de refazer toda a obra da criação? Criar algo novo a partir do nada? Melhorar o que julgasse com falhas ou inacabado? Mesmo que Deus permitisse, jamais teria sucesso.

A constante busca de glória e o egocentrismo fariam com que esquecesse a obrigação de proporcionar o bem aos outros e procurasse o seu próprio favorecimento, abrindo brechas para que acontecesse algo parecido com o que ocorreu no céu com os anjos rebeldes, pois tentaria usurpar o trono do Altíssimo e pela ignorância aliada a ganância destruiria tudo chegando ao cúmulo de inversamente usar a mesma sequência da criação, ou seja, enquanto Deus criou tudo do nada, entregando uma Terra perfeita em seis dias, o homem a destruiria a partir deste ponto, deixando-a sem forma, vazia e em trevas.

continua...



[1] Os três projetos de Deus: Terra, homem e igreja, um dependendo e ligado ao outro.

[2] “Ficai em Jerusalém até que do alto sejais revestidos” (Lc 24.49).

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 7

No paraíso tudo foi preparado e agora construiriam, transformariam ou adaptariam, ou seja, criariam condições para viverem dignamente e socialmente, já que moralmente não teriam mais possibilidades. E como foi o convívio com os sentimentos malignos comuns aos humanos, que até então eram desconhecidos por eles? O certo é que perceberam as diferenças de um ambiente para o outro.

Presenciaram toda sorte de acontecimentos[1], tragédias, tristezas, derrotas, mas não tiveram alternativas. Deveriam seguir para se multiplicarem, esta foi a ordem de Deus para o primeiro casal.

Acertos e erros fizeram parte das novas gerações, mas em nenhum momento foram abandonados, pois continuaram sendo abençoados, mesmo diante da corrupção inevitável, por isso foi necessário que Deus levantasse homens:

  • Que andassem com Ele e que fossem fiéis como Enoque[2];
  • De atitudes como Noé e sua família que pregaram uma mensagem nova e desconhecida enquanto construíam uma obra grandiosa e que presenciaram manifestações da Graça com a confirmação do Dilúvio;
  • Que cressem, logo de princípio nas promessas, como Abraão;
  • Como os grandes patriarcas de Israel que conservaram viva a promessa feita a Abraão;
  • Reis, profetas, sacerdotes e líderes que incentivassem o povo a viver na esperança e na comunhão.

Mesmo fora do paraíso seria possível imaginarmos Adão e Eva criando seus filhos no temor, cientes da necessidade de um relacionamento intimo e correto com Deus, mesmo com todas as desilusões que conheceram.

Eles imaginaram que Caim, o primogênito, fosse o fruto da semente prometida, mas ficaram decepcionados com a sua atitude. O sacrifício, totalmente sem fé, teve apenas a intenção de reconquistar o território perdido pelos pais e em nenhum momento se preocupou em agradar a Deus.

Ele trouxe o fruto de seu suor, a representação de sua força, suas obras, conhecimento, cultura, talvez por isto Deus não tenha aceito, sem contar que poderia ser facilmente adquirido, encontrado, cultivado ou até mesmo furtado de vizinhos, bem diferente dos animais que seu irmão ofereceu, haja vista as dificuldades que devem ser dispensadas no trato e no cuidado com eles. A diferença foi gritante.

Ele não ofereceu sangue inocente quando deveria, mas quando não era mais preciso derramou o do seu irmão, que verdadeiramente havia agradado a Deus com a entrega das primícias de seu rebanho.

Caim deixou seus pais e habitou em outras terras e desta forma a semente humana foi espalhada juntamente com a corrupção do gênero. A maldade do homem foi tolerada até o dia em que a família de Noé foi preservada após a Terra ter sido lavada de todo o pecado.

Entre altos e baixos, após a sua criação e o dilúvio, o homem caminhou, ora obedecendo, ora desobedecendo, até que o pacto[3] de Deus com a humanidade fosse renovado através de um grande patriarca e sua família, personagens da eleição da grande nação de Israel.

Na criação o homem foi colocado como mordomo, com a finalidade de cultivar, administrar a terra e cuidar dos animais, mas não foi capaz de cumprir esta sua comissão. Por ocasião do estabelecimento do governo de Cristo, no milênio[4], Ele administrará, zelará e mostrará a humanidade como é possível o cumprimento, na integra, da grande comissão cultural. 



[1] Como foram as suas primeiras reações diante destes novos acontecimentos?

[2] Enoque, poucos registros e grandes ensinamentos (Gn 5.21-24).

[3] Promessa para o primeiro, confirmação para os três e cumprimento para o último.

[4] Governo de Cristo (Ap 20.1-6).

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 6


Realmente, após o trabalho de Deus, ficou constatado que o homem não tinha condições de melhorar ou acrescentar[1] algo na Terra, por isto bastava somente administrar, cultivar e zelar enquanto estivesse no paraíso.

A harmonia foi afetada quando o homem caiu no pecado, tendo o inimigo ao seu derredor. Esta influência foi tão grande que o fez acreditar na autossuficiência, no seu limitado conhecimento do bem e do mal e nas suas próprias forças para resolver os seus problemas, anulando desta forma as providências e as misericórdias de Deus.

A intenção deste inimigo foi tão somente destruir, afastar e interromper a comunhão perfeita que existia entre o homem e o seu Criador, se pudesse ele teria feito isto durante os dias da criação, porém não pode interferir no momento em que a Terra estava sendo preparada. Depois de tudo pronto viu o homem perfeito, isto o enfureceu ainda mais, o que motivou a execução do seu plano de queda humana e continua até hoje continua nesta sua batalha pessoal.

Apesar de toda a interferência maligna é necessário ressaltar que o homem teve a sua parcela de culpa nesta que foi uma das maiores demonstrações de desobediência, já visto na história da humanidade.

Diante do pecado consumado restava somente ao homem admitir, reconhecer e se preparar para as consequências do seu erro, pois não teria como voltar, ignorar, esquecer, suplicar, clamar por perdão, misericórdia, tampouco se autoincluir no plano da salvação, além do mais o sangue do Cordeiro não havia sido derramado ainda na Terra.

Prevenir antes houve possibilidade, remediar diante da calamidade não era mais possível. Tudo estava consumado, não restavam alternativas a não ser cumprir na integra a sentença.

Adão teve toda a sua vida, cerca de novecentos e trinta anos para refletir sobre o seu erro e para contemplar a misericórdia Divina, que mesmo diante desta situação se fez presente em sua vida.

O passado ainda estava fresco na mente, era pó e continuava na mesma condição. Não teria como esquecer isto ou mudar esta situação.

Em relação ao presente estava totalmente carente da Glória de Deus, estava colhendo o que havia plantado no jardim do Éden.

Agora teria pela frente o sofrimento, suor, a dura constatação da perdição[2]. Este era o futuro do homem.

As consequências deste erro perduram até a atualidade, pois os homens se imaginando conhecedores do bem e do mal, julgam, condenam inocentes, absolvem culpados, planejam, arquitetam, executam, desfazem, matam, roubam, mentem, não respeitam direitos, não cumprem deveres, buscam os primeiros lugares, são amantes de si mesmo, oprimem as viúvas e os órfãos, fazem o bem com uma das mãos e revelam com a outra, acreditam em fábulas, anedotas, amam somente os amigos, odeiam os inimigos, oprimem, blasfemam, perseguem, rejeitam, endurecem o coração para a voz do Espírito Santo, não reconhecem o sacrifício do Calvário, não buscam a Deus e fazem oposição.

Como se não bastasse os delitos acima, existe outro pior, o desejo de se igualarem a Deus[3]. Mas o que pode fazer os homens a se imaginarem em condições de resolverem seus problemas e os da criação? Será que julgam inacabada ou imperfeita?

O homem estava destituído da glória e expulso do paraíso, porém sempre esteve nos planos de Deus.



[1] Não tinha condições de sobrevivência, muito menos de ajudar em algo.

[2] Porém havia a promessa de redenção.

[3] O homem tenta se igualar, pois é impossível se tornar maior.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 6

continuação....

Que decepção seria para o homem quando abrisse os seus olhos e se deparasse com trevas? Era aquilo que Deus havia preparado para ele? O que dizer então do tempo que ficaria esperando para que a terra atingisse o estágio final, após todo o processo de criação? Certamente reclamaria do período de espera[1] entre a primeira declaração Divina para que houvesse luz e a última, lá no sexto dia. Se lhe fosse permitido diria a Deus: “Se possível, afasta[2] de mim este cálice”!

Se tivesse criado o homem no segundo dia, este encontraria dificuldades para sua adaptação, pois não existiria nenhum tipo de proteção contra os elementos ardentes dos céus, ainda que Deus não tivesse criado o sol, mas a falta da proteção seria sentida a partir do momento em que fosse atacado pelo inimigo, que não se cansaria até vê-lo caído.

Certamente ele reclamaria para si uma proteção, um campo de força para protegê-lo. Quem sabe não diria: “Pai, eu sou teu servo, não mereço isto”.

No terceiro dia o homem estaria na claridade, já protegido[3], mas estaria em um local tomado pelas águas sem terra firme, sujeito às correntezas, ondas, tempestades, etc., sem contar que a falta de solo firme inibiria a presença das árvores frutíferas, de onde proveria o seu sustento.

Faltaria ao homem asas para sobrevoar sobre aquele inóspito ambiente ou ele não atentaria para este detalhe? Muitos não suportariam esta situação e cobrariam mudanças.

Israel, diante do cerco egípcio, não recebeu asas para sobrevoar o mar Vermelho, mas ao contrário do que ocorreu na criação, as águas[4] foram separadas para que os israelitas atravessassem a seco, pisando em solo firme.

Se fosse criado no quarto dia ele ficaria perdido no tempo, não teria o sol para determinar dias e anos e tampouco a lua e as estrelas para clarear a sua noite.

No quinto dia o homem não encontraria os peixes e animais marinhos e aves do céu, potenciais alimentos.

Já no sexto dia era preciso que Deus criasse primeiro os animais em espécie e tão logo visse a Terra oferecendo condições dignas de vida poderia então dar vida ao homem, ou seja, jamais o colocaria em um lugar onde não pudesse, ao menos, buscar o seu próprio sustento.

O final da criação culminou com este casamento perfeito, mas bem antes, durante os primeiros contatos com a Terra, Deus já demonstrou o seu amor e preocupação com o bem estar do homem, pois ao contemplar um terreno caído, deformado, escuro, o Grande Arquiteto e Construtor enxergou a necessidade de uma urgente intervenção, por isto planejou, estruturou, remodelou e decorou.

Assim Deus viu a Terra sem forma e vazia, arquitetou e executou um plano perfeito nos primeiros dias, decorou a seu gosto, para proporcionar meios de sobrevivência para então criar o homem consolidando assim esta união, que poderia ser eterna se não fosse à intervenção do inimigo.

continua...



[1] Seis dias de 24 horas? Anos? Eras?

[2] Teria condições de comparar o estado atual com o anterior? Sequer existia.

[3] Dos elementos ardentes do céu.

[4] Na criação as águas foram ajuntadas e no mar Vermelho foram divididas e em ambos os casos apareceram a porção seca para benefício do homem.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 6

A LÓGICA SEQUENCIAL DA CRIAÇÃO 

A preocupação de Deus com a humanidade foi tão grande que o levou a planejar criteriosamente cada ato durante os dias da criação. Nenhum ato foi desordenado e todos eles estavam interligados.

O homem foi criado após todas as outras criaturas, uma honra? Ou favor? O certo é que o homem não conseguiria viver nas condições primárias da Terra.

Deus criou o homem somente depois de propiciar as condições de vida e mordomias[1], porém mesmo diante de tamanha revelação ainda nos perguntamos se não teria sido melhor criá-lo no primeiro, antes do surgimento da luz, do sol, do ajuntamento das águas, do aparecimento da porção seca, do mundo botânico, dos animais, peixes e aves? Talvez assim cada ato de Deus teria sido valorizado.

Quem sabe assim a coroa da glória da criação seria capaz de visualizar todo o amor e preocupação dispensados a ele.

 

MELHOR DIA PARA CRIAR O HOMEM!

O plano de Deus já previa a criação do homem somente no sexto dia, pois sabia que ele não sobreviveria às condições originais apresentadas pela Terra.

Dentro dos seis primeiros dias seria necessário o estabelecimento das condições mínimas de sobrevivência para que então a coroa da glória da criação não encontrasse dificuldades.

O planejamento foi necessário, pois não haveria uma segunda chance ou opção para reforma. A grande certeza é que Deus não queria deixar brechas para contestação ou o direito para que algum homem pudesse tomar para si a glória por todo o trabalho realizado. Não havia obstáculo para que a singela[2] e bonita criação não se adaptasse à sua nova morada.

O homem não poderia ter sido criado no primeiro dia, pois a Terra estava sem forma, vazia e em trevas e não tinha como Deus deixar sua criação máxima perdida na escuridão, sem rumo.

É inadmissível imaginarmos Deus dando vida a sua criação e a colocando em trevas, pois isto contraria um dos princípios básicos da salvação, que é o desejo divino de que o homem ande na luz como na luz Ele está.

continua...



[1] Regalias para se manter integro diante de Deus.

[2] A perfeita criação se tornaria um monstro após a consumação do pecado.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 5

Continuação...

AQUI NÃO HABITA PECADO!

A situação se tornou caótica, após este acontecimento, pois Deus ordenou a saída do homem do paraíso, já que se dependesse dele, jamais sairia, uma vez que o pecado somente afetou a sua natureza santa e não criou desapego ou ódio por aquele lugar.

O plano do inimigo era fazer com que os dois desobedecessem a Deus, exteriorizando o desejo de se tornarem iguais a Ele. Talvez imaginasse que seriam mantidos no jardim, mesmo em pecado, para então dar o golpe final com a ajuda deles. Uma nova derrota para o inimigo se desenhava, pois não seriam permitidas brechas para o pecado e para piorar a situação houve a revelação da promessa da restauração da humanidade.

O homem foi colocado em um mundo totalmente oposto ao que ele vivia até aquele momento e ficou sujeito a todos os sentimentos, além de ser preciso desprender força física para obter o seu sustento.

Assim o pecado contribuiu para a proliferação do mal, porém, por outro lado, Jesus veio diminuir esta força maligna com a sua eterna Graça, a única capaz de salvar o pecador.

Logo após a queda a situação do homem seria outra, bem diferente daquela vista após o sexto dia:

  • Homem mau, imperfeito, pecador e destituído da Glória, sem a semelhança e somente com a imagem de Deus;
  • Homem em guerra com a natureza, pois a sua exploração desenfreada seria diária a fim de tirar dela o sustento, através do suor;
  • Homem limitado: o passado não poderia ser apagado (Gn 2.7), o homem veio do pó e não passava disto;
  • Homem carente: seria possível haver solução para aquele caso? Teria como mudar (Gn 3.7) o presente? Primeira ocorrência na Terra da lei da semeadura, plantou, colheu. E a salvação, perdão ou restauração à condição original? Houve somente misericórdia e promessa de restauração. Ainda não era hora da manifestação da plenitude do amor de Deus, que se concretizaria com o envio de seu Filho Amado;
  • Homem passivo diante do seu futuro: O suor, trabalho, dores, tristezas, tragédias e morte deveriam ser enfrentados.

Mesmo diante deste quadro catastrófico Deus não se arrependeu[1] de toda a sua obra, pelo menos até aquele momento.


[1] Não somente o homem seria destruído como também os animais.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 5

continuação...

O Maligno amargou uma grande derrota, pois Deus, sempre fiel, se fez presente, como se nada tivesse acontecido. Pela onisciência, Ele sabia de todo o ocorrido, mas desejava revelar a sua misericórdia para a raça humana, que momento ideal.

A expectativa por aquela visita de Deus estava causando um terror na mente do casal. Como de costume Adão foi chamado pelo nome e logo de início culpou a mulher pelo seu erro, mas audácia maior foi quando acusou o próprio Deus de ter lhe dado uma companheira para levá-lo a perdição. Já a mulher somente apontou para a serpente.

Esta foi a sequência dos acontecimentos:

  • Engano: partiu da serpente/Maligno, depois atingiu a mulher e seduziu ao homem;
  • Pecado: alcançou a mulher e depois o homem;
  • Depoimento: o primeiro a depor foi o homem, depois a mulher e por fim a serpente/Maligno ouviu a sua sentença sem demonstrar nenhum poder de reação;
  • Sentença: a primeira a receber a sentença foi a serpente/Maligno, depois a mulher e por fim o homem.

As sentenças foram dirigidas aos três, atribuindo-lhes dores, sofrimentos, perdas, deveres, novas rotinas, limitação do corpo humano e condenação eterna:

  • Para a serpente, a sentença foi sobre o seu presente e futuro;
  • Para a mulher, a sentença dizia respeito à submissão ao homem e acréscimo de dores em sua gestação;
  • Para o homem antecipava o suor e trabalho para adquirir o sustento, até voltar ao seu estado original, o pó.

As consequências do erro, do homem, também foram sentidas por outra grandeza de Deus, a natureza, pois ao perceberam a nudez, desfolharam uma figueira e coseram túnicas provisórias, mas como se deteriorariam rapidamente, representando a superficial providência humana diante dos problemas, foi preciso que Deus cozesse túnicas de peles dos primeiros animais sacrificados no paraíso. A partir daquele momento nasceriam toda espécie de espinhos e cardos.

Mesmo diante de todo este cenário, a princípio, catastrófico, Deus reservou uma promessa especial[1] à mulher, talvez por ela não ter culpado o homem ou ao próprio Criador, pelo seu erro. Ela foi a pessoa que saiu mais fortalecida de toda aquela história.

O inimigo esperava que o homem fosse desmoralizado por Deus. Os acontecimentos que se seguiram o decepcionaram sobremaneira. A expulsão do paraíso foi confirmada, pois a desobediência teria o seu ônus, mas ele desejava a condenação eterna.

Em nenhum momento, mesmo apresentando a sentença, Deus desmoralizou ou desesperançou totalmente a coroa da glória de sua criação, pelo contrário, lhe fez promessas grandiosas.

A situação pecaminosa do homem e a sua nudez, antes da sentença, foram reveladas, mas por quem? Pelo inimigo? Pela companheira? Ele mesmo percebeu? Ou foi a sua consciência que rapidamente traçou um paralelo entre a forma anterior e a atual e apontou a gritante diferença?

A túnica de figueira que coseram rapidamente, ao perceberem que estavam nus, era fraca, não resistiria por muito tempo, fora do paraíso. Precisavam de algo mais forte, além do mais para encobrir tamanho pecado deveria ser muito mais do que simples folhas.

Quando Israel saiu do Egito coseram rapidamente bolos, que não durou muito tempo, por isto Deus providenciou alimentação para toda aquela multidão, através do maná, todos os dias, durante longos quarenta anos.

Mesmo com toda a preparação do primeiro casal, eles não se cobririam por muito tempo, assim como o povo no deserto não conseguiram se alimentar com apenas aqueles poucos bolos.

Talvez o inimigo tenha pensado em interferir pela última vez, antes que o homem fosse expulso do paraíso. Será que tentou colocar no coração do casal o desejo de rejeitarem aquela ajuda de Deus? Adão não seria capaz, agora, de criar algo para si mesmo? O certo é que já não tinha mais aquela sensação de dependência total, quem sabe não se imaginava autossuficiente, pelo menos para coser suas próprias roupas.

Mesmo assim Deus deu este presente a eles. Animais[2] foram sacrificados para que o pecado fosse encoberto. Que animais? Os recém-criados? Do paraíso ou de fora? Foram extintos? Isto abalaria a cadeia alimentar? Não interessa quais animais foram e o local onde estavam, o importante é que o amor e o plano de redenção da humanidade foram revelados.

O pecado provocou uma grande reviravolta na vida espiritual do homem, tornando-o vazio, portanto era preciso outra intervenção de Deus, a terceira, pois a primeira foi na sua criação, a segunda na formação da mulher e agora tornava-se necessário a restauração de sua obra prima para que tivesse condições de se tornar habitação e morada do Espírito Santo.

continua...



[1] Da semente da mulher, não do homem, nasceria o que feriria a cabeça da serpente.

[2] Animais inocentes, pegos de surpresa ou que já foram criados para esta finalidade?

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)