Páginas

Mostrando postagens com marcador Estudos Bíblicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estudos Bíblicos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Profecia, antes durante ou depois das lutas


Profecia antes, durante e depois das lutas: Jr 33

  • Antes: alerta, aceitável para os crentes;
  • Durante: aceitável e desejada por todos;
  • No futuro: confirmação do fim da espera ou sofrimento (para poucos).

 

Clama a “Mim” é um lastro, garantia. Reações dos que não creem:

  • Alvoroço, descrença (Jr 37.2);
  • Zombaria, engano (Jr 28.11);
  • Acusação de traição (Jr 37.13).

 

Situação após o cumprimento da profecia:

  • Sofrimento do povo (Jr 52.6);
  • Sofrimento do profeta (Lm 1.1; 3.1-66);
  • Destruição da cidade (Jr 52).

 

Reação do profeta

  • Satisfação pelo dever cumprido? Não (Lm);

 

Situação do profeta:

  • Deus ainda cuida. “Não lhes faça mal” (Jr 39.11).

 

Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

A preparação dos que portam as boas novas. E quem as devem anunciar

Se entendermos o Evangelho como:

a) Poder de Deus para salvação

  • Primeiro dos judeus (foi pregado primeiramente a Abraão – Gl 3.8);
  • E também aos gregos (gentios).

 

b) Porta de entrada para concessão de dons (At 2.39):

  • Primeiro foram os apóstolos;
  • Depois os que estavam longe
  • E todos que forem chamados.

 

c) Transformação, vigor e alegria:

  • Que transforma;
  • Que dá vida e vigor;
  • Que alegra corações.

 

Conclusão:

Então os responsáveis pela transmissão do Evangelho devem:

  • Ser convertidos e transformados (Rm 10.13);
  • Devem buscar os dons espirituais (I Co 12.8-10);
  • Devem buscar os dons ministeriais (Ef 4.11);
  • Devem desenvolver os dons de socorro (Rm 12.6-8; I Co 12.28);
  • Devem falar a verdade para Aquele que está assentado no trono, pois Ele conhece toda a nossa história (Gn 42.13) 

Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Jesus - Nome sobre todos os nomes

  • Gênesis: Jesus é o Cordeiro no altar de Abraão;
  • Êxodo: Ele é o Cordeiro da Páscoa;
  • Levítico: Ele é o sumo-sacerdote;
  • Números: Ele e a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite;
  • Deuteronômio: Ele é a cidade de nosso refúgio;
  • Josué: Ele é o tecido vermelho na janela de Raabe;
  • Juízes: Ele é o nosso juiz;
  • Rute: Ele é o nosso parente redentor;
  • I e II Samuel: Ele é o nosso profeta confiável;
  • Reis e Crônicas: Ele é o nosso soberano;
  • Esdras: Ele é o nosso escriba fiel;
  • Neemias: Ele é o reconstrutor de tudo que está destruído;
  • Ester: Ele é o Mordecai assentado fielmente no portão;
  • Jó: Ele é o nosso redentor que vive para sempre;
  • Salmos: Ele é o meu pastor e nada me faltará;
  • Provérbios e Eclesiastes: Ele é a nossa sabedoria;
  • Cantares: Ele é o belo noivo;
  • Isaías: Ele é o servo sofredor;
  • Jeremias e Lamentações: Jesus é o profeta que chora;
  • Ezequiel: Ele é o maravilhoso homem de quatro faces;
  • Daniel: Ele é o quarto homem na fornalha;
  • Oséias: Ele é o amor sempre fiel;
  • Joel: Ele nos batiza com o Espírito Santo;
  • Amós: Ele leva nossos fardos;
  • Obadias: nosso Salvador;
  • Jonas: Ele é o grande missionário que leva ao mundo a palavra de Deus;
  • Miquéias: Ele é o mensageiro dos pés formosos;
  • Naum: Ele é o vingador;
  • Habacuque: Ele é a sentinela orando pelo reavivamento;
  • Sofonias: Ele é o Senhor poderoso para salvar;
  • Ageu: Ele é o restaurador de nossa esperança perdida;
  • Zacarias: é a nossa fonte;
  • Malaquias: Ele é o Sol da justiça com a cura em suas asas;
  • Mateus: Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo;
  • Marcos: Ele é o operador de milagres;
  • Lucas: Ele é o filho do homem;
  • João: Ele é a porta pela qual todos devem entrar;
  • Atos: Ele é a luz brilhante que aparece a Saulo no caminho de Damasco;
  • Romanos: Ele é o nosso justificador;
  • I Coríntios: nossa ressurreição;
  • II Coríntios: leva os nossos pecados;
  • Gálatas: Ele nos redime da lei;
  • Efésios: Ele é a nossa riqueza insondável;
  • Filipenses: Ele super todas as nossas necessidades;
  • Colossenses: Ele é plenitude do Deus encarnado;
  • I e II Tessalonicenses: Ele é o nosso Rei que virá;
  • I e II Timóteo: Ele é o mediador entre Deus e o homem;
  • Tito: Ele é a nossa bendita esperança;
  • Filemom: Ele é o amigo mais chegado que um irmão;
  • Hebreus: Ele é o sangue do pacto eterno;
  • Tiago: Ele é o Senhor que cura o doente;
  • I e II Pedro: Ele é o pastor principal;
  • I, II e III João: é Jesus que tem a ternura do amor;
  • Judas: Ele é o Senhor que vem com milhares de seus santos;
  • Apocalipse: a Igreja é conclamada a levantar os olhos, pois é chegada a sua redenção. Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores! 

Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Títulos, Nomes e atributos de Jesus


  • Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Is 9.6);
  • Porta e Pastor (Jo 10.10);
  • Luz do mundo (Jo 8.12);
  • Caminho, Verdade e Vida (Jo 14.6); Libertador (Jo 8.36);
  • Videira Verdadeira (Jo 15.l);
  • Ressurreição e Vida (Jo 11.25);
  • Adão (1 Co 15.45);
  • Advogado (1 Jo 2.1);
  • Alfa e Ômega (Ap 1.8; 22.13);
  • Amém (Ap 3.14);
  • Apóstolo da nossa confissão (Hb 3.1), da Salvação (Hb 2.10);
  • Autor da Vida (At 3.15);
  • Autor e Consumador da Fé (Hb 12.2);
  • Bem-aventurado e único soberano (1 Tm 6.15);
  • Braço do Senhor (Is 5.19; 53.1);
  • Cabeça da Igreja (Ef 1,22);
  • Chefe (Is 55.4);
  • Consolação de Israel (Lc 2.25);
  • Cordeiro de Deus (Jo 1.29);
  • Criador (Jo 1.3);
  • Cristo de Deus (Lc 9.20);
  • Desejado de todas as nações (Ag 2.7);
  • Deus bendito (Rm 9.5);
  • Deus Unigênito (Jo 1.18);
  • Deus (Is 40.3);
  • Emanuel (Is 7.14);
  • Eu Sou (Jo 8.58);
  • Filho Amado (Mt 12.18);
  • Filho de Davi (Mt 1.1);
  • Filho de Deus (Mt 2.15);
  • Filho do Altíssimo (Lc 1.32);
  • Filho do Homem (Mt 8.20);
  • Filho do Deus Bendito (Mc 14.61);
  • Glória do Senhor (Is 40.5);
  • Grande Sumo Sacerdote (Hb 4.14);
  • Guia (Mt 2.6);
  • Herdeiro de todas as coisas (Hb 1.2);
  • Homem de dores (Is 53.3);
  • Imagem de Deus (2 Co 4.4);
  • Jesus de Nazaré (Mt 21.11);
  • Jesus (Mt 1.21);
  • Juiz de Israel (Mq 5.1);
  • Justiça nossa (Jr 23.6);
  • Justo (At 7.52);
  • Leão da Tribo de Judá (Ap 5.5);
  • Legislador (Is 33.22);
  • Mediador (1 Tm 2.5);
  • Mensageiro da Aliança (Ml 3.1);
  • Messias, o Ungido (Dn 9.25, Jo 1.41);
  • Nazareno (Mt 2.23);
  • Nossa Páscoa (1 Co 5.7);
  • Pão da Vida (Jo 6.35);
  • Pai Eterno (Is 9.6);
  • Pastor e Bispo das Almas (1 Pe 2.25);
  • Pedra Angular (Sl 118.22);
  • Poderoso de Jacó (Is 60.16);
  • Poderoso Salvador (Lc 1.69);
  • Precursor (Hb 6.20);
  • Primogênito (Ap 1.5);
  • Príncipe dos Pastores (1 Pe 5.4);
  • Princípio da Criação de Deus (Ap 3.14);
  • Profeta (Lc 24.19);
  • Raiz de Davi (Ap 22.16);
  • Redentor (Jó 19.25);
  • Rei dos reis (1 Tm 6.15);
  • Rei dos santos (Ap 15.3);
  • Rei dos Judeus (Mt 2.2);
  • Rei dos séculos (1 Tm 1.17);
  • Rei (Zc 9.9);
  • Renovo (Is 4.2);
  • Resplandecente Estrela da Manhã (Ap 22.16);
  • Rocha (1 Co 10.4);
  • Rosa de Sarom (Ct 2.1);
  • Santo de Deus (Mc 1.24);
  • Santo de Israel (Is 41.14);
  • Santo servo (At 4.27);
  • Santo (At 3.14);
  • Semente da mulher (Gn 3.15);
  • Senhor da glória (1 Co 2.8);
  • Senhor de todos (At 10.36);
  • Senhor Deus (Is 26.4);
  • Senhor dos senhores (1 Tm 6.15);
  • Siló (Gn 49.10);
  • Soberano dos reis (Ap 1.5);
  • Sol da justiça (Ml 4.2);
  • Sol nascente (Lc 1.78);
  • Testemunha fiel (Ap 1.5);
  • Testemunho (Is 55.4);
  • Todo-Poderoso (Ap 1.8);
  • Verbo de Deus (Ap 19.13);
  • Verbo (Jo 1.1);
  • Verdade (Jo 1.14);
  • Doador do Espírito Santo (Mt 3.11);
  • Primeiro e Último (Is 41.4);
  • Fundamento da Igreja (Mt 16.18);
  • Onipresente, Onipotente e Onisciente (Ef 1.20-23; Ap 1.8; Jo 21.17);
  • Santificador (Hb 2.11);
  • Mestre (Lc 21.15);
  • Inspirador dos profetas (1 Pe 1.17);
  • Supridor de Ministros à Igreja (Ef 4.11);
  • Salvador (Tt 3.4-6). 

Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

sábado, 11 de janeiro de 2025

Ferramentas (armas), quais e porque usá-las?


 
Introdução: II Rs 3.16 – Is 54.16

Ferramentas são instrumentos que facilitam o trabalho do homem, reduzindo o tempo e o esforço físico necessário. Nenhum profissional consegue realizar suas tarefas sem o uso de ferramentas.

 

Algumas ferramentas bíblicas que também foram usadas como armas:

1) Vara

  • Utilizada para ajuntamento e guia do rebanho, como instrumento para operações de Deus (Ex 4.17; 7.12; Jz 6.21; I Sm 17.40) e para manter os predadores e cobras afastados dos rebanhos. Jamais era usada para espancar rebanho. Usada por pastores, uma profissão considerada insignificante e desprezível.

 

a) Vara de Moisés:

  • Moisés durante seu chamado, ao questionar Deus sobre sua capacidade, contemplou o que poderia ser feito através dela (Ex 4.1-4);
  • Ele sempre utilizou a mesma? Nunca foi trocada?
  • Media de 1,5 a 3 metros, boa para se escorar.

 

2) Funda:

  • Arma de arremesso, de corda dobrada ou correia, utilizada para lançar objetos. Uma das mais antigas armas, que era capaz de quebrar ossos e atravessar armaduras;
  • Uma correia ou corda dobrada e ao centro era colocada uma pedra para ser lançada;
  • Usada para derrubar inimigos em guerra sem a necessidade de contato físico;
  • Era girada sobre a cabeça do atirador que a lançava a pedra;
  • Eram utilizadas pedras brutas, nunca pedras preciosas (ninguém jogava pérolas em porcos);
  • Os atiradores precisavam ter boa pontaria e destreza;
  • O importante não era a pedra, mas sim a funda, pois a pedra lançada com a mão não surtia o mesmo efeito;
  • A pedra lançada com a mão somente enfurecia ainda mais o inimigo;
  • Poderia ser usada a média ou longa distância;
  • As crianças eram exaustivamente treinadas a usarem a funda;
  • Eram indispensáveis nas montanhas e em lugares com pedregais;
  • Utilizadas para defender palácios e cidades.

 

a) Funda (Pv 26.8; I Sm 17.49):

  • Quando acertava derramava pouco sangue, mas era certeira e mutilava o corpo e vencia armaduras. Davi derrubou facilmente o gigante Golias;

 

3) Ferramentas para vida espiritual (Ef 6.13-17):

  • Armadura de Deus (para resistirmos ao dia mau e ficarmos firme);
  • Lombos cingidos com a verdade para sabermos vigiarmos e agirmos no momento certo;
  • Couraça da justiça vestida para proteção do nosso coração;
  • Pés calcados na preparação do evangelho da paz, para estarmos sempre prontos ao trabalho e batalhas;
  • Escudo da fé (para apagar todos os dardos inflamados do Maligno);
  • Capacete da salvação, para nossa segurança, certeza da salvação e renovação de nossas mentes; 
  • Espada do Espírito (Palavra de Deus), a nossa arma de ataque ao Inimigo.

 

Os cavaleiros da idade média usavam pesadas armaduras (Lei), por isso tinham dificuldades para montarem em seus cavalos sozinhos, até que apareceram armaduras com maior flexibilidade e mobilidade (Graça), porém parte do corpo permanecia desprotegido, sendo necessário uso de outras armas (ferramentas) para maior proteção.

 

e) Conclusão:

  • Temos usado a vara para ajuntar, pastorear o rebanho e afugentar o Inimigo?
  • Temos usados a funda para vencer o Inimigo de longe, sem contato próximo?
  • Temos usada a pá para trazer à existência os tesouros escondidos?
  • Temos usados a armadura de Deus para resistirmos aos dias maus e para permanecermos firmes?
  • Nossos lombos estão cingidos com a verdade?
  • Nossos corações estão protegidos com a couraça da justiça?
  • Estamos prontos ao trabalho de pregação do Evangelho?
  • Estamos usando o escudo da fé contra todos os dados inflamados do Inimigo?
  • Estamos de posse do capacete da salvação?
  • Estamos usando espada do Espírito para atacarmos o Inimigo?
  • Ou não?

 

Esse estudo não é sobre ferramentas!

 

Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Os dois não de Moisés a Deus


a) O primeiro “não”:

O primeiro “não” foi quando Deus quis aniquilar os hebreus após terem confeccionado o bezerro de ouro e tê-lo elegido como o responsável por tirá-los do Egito com mão forte.

Moisés disse não e pediu para Deus se lembrar da aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó, na verdade era como se ele tivesse dito: “O Senhor prometeu a eles e não a mim”.

 

Agora, pois, deixa-me, para que o meu furor se acenda contra ele, e o consuma; E EU FAREI DE TI UMA GRANDE NAÇÃO. Moisés, porém, suplicou ao Senhor seu Deus e disse: Ó Senhor, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande força e com forte mão? Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo. LEMBRA-TE DE ABRAÃO, DE ISAQUE, E DE ISRAEL, os teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado, e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas dos céus, e darei à vossa descendência toda esta terra, de que tenho falado, para que a possuam por herança eternamente. Então o Senhor arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo (Êx 32.10-14).

Deus desejou consumir a todos e iniciar, a partir de Moisés, uma nova nação, um novo povo (Êx 32.10). Moisés sabia que a promessa havia sido feita a Abraão (Gn 12.1-2) e sabia também que se aceitasse estaria anulando a história e importância de Isaque (Gn 21.12b), Jacó (Gn 49.28) e José (Gn 50.25), no entanto, por outro lado, poderia assumir uma nova posição no plano de restauração da humanidade e teria seu nome grande, eternizado e respeitado. Enquanto pensava na resposta, o Maligno deve ter atacado sua mente para influenciá-lo.

Deus estava testando Moisés para ver até onde iria o seu amor pela obra, pelas ovelhas e ver se tinha outros objetivos além de somente conduzir o povo até Canaã, por isso deveria responder com sabedoria, pois não haveria tempo para consertar erros caso dissesse sim e depois se arrependesse. A grande questão, na mente do patriarca, era visualizar garantias de que a nova geração, a partir dele, pudesse ser diferente das anteriores.

A geração antediluviana foi marcada pela maldade que havia no coração do homem (Gn 6.5) a ponto de Deus se arrepender de tê-lo criado.

A geração pós dilúvio também errou, pois deixou nascer no coração a idolatria (Gn 10.8), através das ações de Ninrode, o grande responsável, que foi exaltado e idolatrado pela sua habilidade de caçador. Seu reino e ensinamentos, em Babel, se espalharam pela Assíria e mundo.

A geração pós Sodoma e Gomorra também errou, pois as filhas de Ló deram origem, através do incesto, aos moabitas e amonitas (Gn 19.37-38). As irmãs imaginaram que não existiam mais varões entre os seus familiares, no entanto, não perceberam que os possíveis pretendentes poderiam estar além do rio Jordão, no clã do tio Abraão.

Este foi o filme que passou pela mente de Moisés, por isto sua resposta não foi imediata. Em vez de sonhar com a fama, resolveu suplicar, clamar e zelar pelo povo que Deus havia confiado em suas mãos.

 

b) O segundo “não”

O segundo não foi depois dos espias retornarem de Canaã com a notícia que os cananeus eram fortes e numerosos (Nm 14.12-30).

Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei; e te farei a ti povo maior e mais forte do que este. E disse Moisés ao Senhor: Assim os egípcios o ouvirão; porquanto com a tua força fizeste subir este povo do meio deles. E dirão aos moradores desta terra, os quais ouviram que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo, que face a face, ó Senhor, lhes apareces, que tua nuvem está sobre ele e que vais adiante dele numa coluna de nuvem de dia, e numa coluna de fogo de noite. E se matares este povo como a um só homem, então as nações, que antes ouviram a tua fama, falarão, dizendo: Porquanto o Senhor não podia pôr este povo na terra que lhe tinha jurado; por isso os matou no deserto. Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça; como tens falado, dizendo: O Senhor é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração. Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia; e como também perdoaste a este povo desde a terra do Egito até aqui. E disse o Senhor: Conforme à tua palavra lhe perdoei. (Nm 14.12-20)

A revolta foi geral e tentaram apedrejar Josué e Calebe, os únicos que conseguiram enxergar que os cananeus poderiam ser derrotados. Isto irou a Deus a ponto de dizer a Moisés que consumiria a todos ali mesmo e que faria dele uma nova nação.

Moisés clamou em favor daquele povo obstinado e de dura cerviz (Nm 14.19) e como argumento usou o perigo das outras nações dizerem que Deus eliminou os hebreus no deserto, pois não havia sido capaz de colocá-los na Terra Prometida. A resposta dos céus foi imediata: “Conforme a tua palavra, lhe perdoei” (Nm 14.20).

Receberam livramento, porém se entristeceram ao ouvirem de Moisés que não entrariam na Terra Prometida, já que os contados de vinte anos para cima, morreriam todos no deserto, exceto Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num (Nm 14.29-30). Foram surpreendidos com aquela notícia tão desagradável.

Se a história da libertação e posterior perda de acesso à Terra Prometida tivesses sido apresentadas somente nos treze primeiros capítulos do livro de Êxodo e nos vinte e dois capítulos finais do livro de Números, fatalmente enxergaríamos uma grande injustiça da parte de Deus com aquele povo.

Poderiam até classificar a decisão como injusta, mas os vinte e sete últimos capítulos do livro de Êxodo, todo o livro de Levíticos e os treze primeiros de Número trazem à tona toda a verdade e nos mostram o verdadeiro caráter dos hebreus e os motivos, as murmurações (Nm 14,22) que fizeram Deus tirar do seu povo o direito à entrada em Canaã.

Somente Josué e Calebe reuniam condições para receberem a bênção, inclusive Moisés também estava na lista dos que não entrariam, por mais que tenha tentado mudar esta situação sem sucesso (Dt 3.23-26).

Não perceberam que o passado deveria servir de experiência, o presente deveria ser vivido e o futuro deveria ser aguardado. A lembrança do passado e a murmuração do presente interferiram na bênção do futuro.

Foram trinta e oito anos para que aquela geração de murmuradores fosse consumida (Dt 2.14) e não tinha como alguém esconder ou mentir a idade, pois Deus sabia muito bem que eram os de vinte anos para cima que perderiam a benção.


Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

O povinho chato!

a) Durante a nossa caminhada, fatalmente nos encontramos com os:

  • Filisteus: imediatismo (querem que nos antecipemos as bênçãos de Deus para nos tragarem facilmente). Como os filisteus devem ter desejado que os hebreus passassem pelas suas terras para diminuírem a jornada até Canaã, pois assim os venceriam e tomariam seus rebanhos e riquezas ganhas dos egípcios;
  • Amalequitas: traições (sempre aparecerem como obstáculos na caminhada). Deus cuida e entra na batalha;
  • Edomitas: complicações com pessoas próximas, parentes e suposto amigos chatos e orgulhosos (pessoas erradas que fazem de tudo para que nosso caminho seja alongado e que festejam nossa queda). Gostam de lançar iscas e fazem alianças para nos derrubar. Deus entra em ação e nos mostra “desvios”, tal como mostrou para Moisés diante da recusa dos edomitas (Nm 20.20);


b) Como Deus tratou estes povos – “Aqui se faz, aqui se paga”:

  • Filisteus: foram evitados. Sempre em conflito com Israel, mais perdendo do que ganhando. Era um povo sem território;
  • Amalequitas: foram confrontados e aniquilados ao longo da história pelo próprio Deus e nada puderam fazer diante do decreto de aniquilação vindo do céu (Êx 17.14);
  • Edomitas: foram aos poucos virando somente pó, (Ob 10) se tornando pequenos a cada dia. Os edomitas, “um deles” (Ob 11 parte final), o povo que ajudou o exército babilônico a saquear Jerusalém e depois riu da situação da cidade. Isso custou caro para os “apequenados” (Ob 2), que despencaram das estrelas que suspostamente imaginavam que estivessem (Ob 3-5).

Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Hoje estarás comigo ou estarás comigo um dia?



"E disse-lhe Jesus: Em verdade te DIGO (Verbo) que HOJE (Advérbio) estarás (Verbo) comigo no Paraíso" (Lc 23.43)

 

Digo – verbo

Hoje – advérbio

Estarás – verbo

 

O advérbio é a palavra que indica uma circunstância (modo, lugar, tempo). Ele pode modificar um verbo, um adjetivo ou outro advérbio.


Nesse caso o advérbio (HOJE) está se referindo ao primeiro (DIGO) ou ao segundo verbo (ESTARÁS)?


  • Se for ao primeiro verbo (digo), o texto ficaria assim: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo hoje: (DOIS PONTOS APÓS A PALAVRA "HOJE", QUE TEM O SENTIDO DE SENTIDO DE AGORA, NESSE MOMENTO, NESSA CONVERSA, NESSE ENCONTRO, ETC) estarás comigo no Paraíso (UM DIA, APÓS O TOQUE DA TROMBETA);


  • Se for ao segundo verbo (ESTARÁS), o texto ficaria assim: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que: (DOIS PONTOS APÓS A PALAVRA "QUE") hoje (HOJE, EXATAMENTE HOJE, AUTOMATICAMENTE APÓS A NOSSA MORTE) estarás comigo no Paraíso.


Conclusão:

O advérbio (HOJE) está se referindo ao primeiro verbo (DIGO), pois nos remete a ideia da promessa de Jesus, do ensinamento de hoje, atual, de agora, desse momento, ou seja, Ele garante que um dia (após o arrebatamento) estaremos juntos no Paraíso, ja que não não haverá ida para o céu (de humanos transformados ou ressuscitados) sem o toque da trombeta (1 Ts 4).


Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Os influenciadores da época


Os sacerdotes:

  • Influenciavam pessoas: consentiram na prisão, humilhação e morte de Jesus. Permitiram que Ele fosse esbofeteado assim como Paulo foi (At 23);
  • Ocultavam fatos para proteger pessoas: não fizeram questão da parte masculina durante o julgamento da mulher adúltera (Jo 8). Permitiam abusos e entrada de estranhos no Templo, ocultavam roubos (Ne 13), se davam à uniões ilícitas (Ed 9) e não permitiram a defesa de Estevão (At 7);
  • Infringiam leis: obrigavam o povo a cumprir ritos, cerimonias e tradições, mas não faziam suas obrigações, pois se davam a casamentos mistos, divórcios (Ed 9; Ne 13). “Faz o que eu mando, mas não faça o que faço”;
  • Manipulavam dados: muitos sacerdotes abraçaram a nova fé, mas eram impelidos (At 6.7). 

Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

domingo, 28 de julho de 2024

O selo de Deus que impede o Maligno de agir, guardará os fiéis e a garantia de nossa salvação (Ap 20.3; 7.2-3)


A palavra selo vem do grego Arrabon e significa depósito antecipado ou garantia. É a prova da propriedade, legitimidade, autoridade, segurança ou preservação.

 

a) O selo usado para aprisionar o Maligno, para impedi-lo de agir no mundo:

No inicio do reinado de Jesus na terra, o Maligno será aprisionado por mil anos e sua prisão receberá o selo de Deus para garantir que não escapará. Diante deste selo, que autenticará a decisão de Deus, ninguém conseguirá abrir por dentro e muito menos por fora para libertá-lo. Depois deste período de prisão, ele será solto para seduzir alguns.

 

O selo ou marca servia para tornar conhecido ou identificado aquilo que era selado (guardado). O selo confirma, autentica documentos e reconhece autoridade de alguém (Gn 38:18; Jr 22:24).

 

b) O selo usado a favor dos escolhidos, para serem poupados do mal que virá sobre a Terra:

O selo que garantirá a prisão do Maligno por mil anos tem o mesmo efeito do selo, que um dia os escolhidos serão assinalados (Ap 7.2-3), antes que os anjos enviados possam trazer mal à Terra, na verdade, somente terão a permissão para agir quando todos os escolhidos forem assinalados com o selo de Deus.

 

O selo é o sinal (para o proprietário) que algo que lhe pertence. Era costume em Éfeso, no tempo de Paulo, os negociantes irem ao porto para selecionarem suas madeiras e marcavam-nas com seus selos. Depois seus servos recolhiam as madeiras que tivessem os selos correspondentes (II Tm 2:19);

 

c) O selo, garantia de nossa salvação, para nos “tirar para fora” desse mundo:

Da mesma forma, recebemos a marca, o selo, a garantia, o lastro da nossa salvação e assim o mal é impedido de vir sobre nós (sem a permissão de Deus). O sacrifício do calvário foi o preço que Jesus pagou pelo resgate da humanidade. Sua morte na cruz é a garantia de que um dia O encontraremos nos ares, por ocasião do arrebatamento, quando seremos entregues pelo Espírito Santo a Ele.

 

É a garantia de que o comprador virá buscar o objeto comprado. Deus nos deu o Espírito Santo como garantia de que um dia virá para nos buscar. II Cor. 1:22 e Ef 1:14;

 

Enquanto o Maligno estiver aprisionado e selado não poderá agir na Terra. Enquanto os escolhidos não forem todos selados, o mal não sobrevirá sobre a Terra, da mesma forma enquanto tivermos a marca de Cristo sobre nossas vidas, o Mal não poderá nos atingir (desde que permaneçamos na presença de Deus).

 

Mas se não vigiarmos, o Maligno poderá nos tragar, poderá tirar a nossa paz, nossa comunhão, nossa espiritualidade, nossa vontade, nossa esperança no porvir, porém somente com a permissão de Deus.

 

Se muitos serão poupados do mal no futuro por causa do selo que receberão, da mesma forma somos protegidos do mal devido a marca de Cristo que recebemos. Recebemos esta marca depois que Jesus sonda os corações encontrando sinceridade e arrependimento. Quando isso acontece, recebemos o selo real, então o Maligno diz: “com estes eu não posso mais, tenho ordens para poupá-los, não posso fazer mal a eles, sem a permissão de Deus”.

 

Quantos já não estiveram frente a frente com a morte, encurralados, desempregados, crises financeiras, problemas financeiros, problemas familiares, confusões, perdas materiais e enlutados, decepções, etc? E quantos já enfrentaram todas essas situações e estão hoje servindo a Deus?

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 31 de maio de 2023

5) Amonitas – fruto de incesto (filha mais nova):

Os ammonitas, exerceram as mesmas funções dos moabitas. 

a) Origem

  • Os amonitas eram descendentes de Ben-Ami, filho de Ló, sobrinho de Abraão, com sua filha mais nova (Gn 19.38), por isso também eram considerados parentes dos israelitas;

 

b) Características

  • Deus também determinou que os israelitas deveriam tratar os amonitas com misericórdia (Dt 2.19; Js 11.15), que por muitas vezes se apresentou como inimigo e problema para os israelitas, pois se uniam a outros povos para guerrear com o parente;
  • O território dos amonitas era protegido por fortificações;
  • Quando os israelitas caminhavam pelo deserto em direção a Terra Prometida, os amonitas olharam com desprezo e não ajudaram, por isso não foi permitida a eles entrarem na congregação de Israel até a décima geração (Dt 23.3-6);
  • No tempo dos Juízes de Israel, os amonitas e amalequitas e moabitas
  • No tempo dos juízes de Israel, os amonitas se aliaram aos amalequitas e moabitas para oprimirem os israelitas (Js 3.13), mas Eúde matou Eglom, o rei de Moabe (Jz 3.15) e assim a opressão terminou;
  • Os amonitas atravessaram o Jordão , invadiram o território dos israelitas e trouxeram grande angustia, mas Jefté foi levantado como libertador e colocou fim a opressão (Jz 10.6-11.33);
  • O rei Saul derrotou e expulsou os amonitas de Jabes-Gileade (I Sm 11.1-11; 12.12);
  • Os amonitas declararam guerra aos israelitas, porém foram derrotados por Davi (II Sm 23.37);
  • O rei Salomão se envolveu com mulheres amonitas, sendo uma delas Naamah, mãe de seu filho Roboão (I Rs 14.21,31; 2 Cr 12-13) e acabou por se render a idolatria amonita (I Rs 11.1-33);
  • Os amonitas continuaram sendo problema para Israel, mesmo após o seu retorno do cativeiro babilônico, através de figuras como Sambalete e Tobias que se opuseram ao trabalho de Neemias (Ne 2.10,19; 4.3,7);
  • Esdras também enfrentou a resistência e oposição amonita, que se infiltraram entre os israelitas através de uniões e casamentos mistos (Ed 9.12; Ne 13.1-31; Ml 2.11-15);

 

c) Fim

  • Os amonitas existiram até o segundo século antes de Cristo e continuaram com sua oposição e conflitos com os israelitas, segundo o livro apócrifo de Macabeus.

Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)