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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Ei Jesus, tú pois, o que dizes? (Jo 8.5) - Eu (Jesus) vos apresento o 614º artigo da lei

a) O plano dos fariseus (Jo 8.4):

Os fariseus e escribas traçaram um plano quase perfeito para acusarem Jesus. Naqueles dias ficaram esperando uma mulher ser pega em adultério, provavelmente devem ter levantado histórico da vítima na cidade ou foram atrás de boatos, fofoca etc., por isso ficaram de campana, na espreita para encontrá-la e entregá-la de bandeja para ser condenada por Jesus.

 

Eles não tinham um plano “B”, portanto não deveria haver falhas. Na verdade o plano não era acusar Jesus, mas sim acabar com a vida de uma mulher ou desejaram acusar Jesus e acabar com a vida daquela mulher, tal como fizeram com Judas Iscariotes, pois quando voltou arrependido viraram as costas para ele.

 

b) O silêncio de Jesus:

O silêncio fala mais alto. Jesus poderia ter confirmado a sentença da mulher e do homem (porque Ele conhecia quem era a outra parte que estava ausente no julgamento) ou poderia apresentar ao mundo uma novidade, algo nunca imaginado por eles, o artigo de número 614 da lei de Moisés que ainda não havia sido revelado. Porém antes abalou a humanidade com três frases que mudaram conceitos históricos:

  • Aquele que dentre vós estiver sem pecado;
  • Onde estão os seus acusadores?
  • Eu também não te condeno.

Os fariseus haviam perguntado o que Jesus diria, eis ai a resposta dEle.

 

c) Jesus estava inclinado e se endireitou após a afronta dos fariseus e escribas:

Jesus se inclinou pela primeira vez (Jo 8.6), pois foi afrontado pelos fariseus e escribas e como insistiram na resposta, então Jesus se endireitou, com autoridade, pela primeira vez para ensiná-los (Jo 8.7) e não para condená-los (apresentou o 614º artigo).

 

d) O que Jesus escrevia na terra?

Escrevia e acrescentava um novo artigo à lei de Moisés (Jo 8.6) e desejava muito revelá-lo aos fariseus, escribas e multidão:

“aquele que dentre vós está sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra contra qualquer pessoa. Aquele que estiver sem pecado pode murmurar, reclamar, julgar, injuriar, caluniar, apedrejar, matar, mas somente aqueles que estiverem sem pecado”.

A lei mandava apedrejar os tais, mas Jesus antes de confirmar esse artigo da lei (pois veio para cumprir toda a lei), apresentou um novo “mandamento” (o 614º artigo), que certamente amontou brasas de fogo sobre as cabeças dos acusadores (cfe Rm 12.20), tanto que saíram correndo em busca de refrigério de tanta vergonha e culpa.

 

e) 2ª vez – inclinado (Jo 8.8):

Jesus se inclinou pela segunda vez e continuou escrevendo na terra, esperando a reação dos acusadores diante do novo artigo apresentado.

 

f) Os primeiros a saírem:

Os mais velhos foram os primeiros a saírem, pois entenderam a essência do artigo. Realmente não tinham condições de cumprirem aquele novo artigo. Os mais jovens demoraram a entender. O plano inicial para acabar com a vida de uma mulher caiu por terra e como não tinham plano “b”, todos se retiraram.

 

g) 2ª vez endireitado (Jo 8.10):

Jesus se endireitou pela segunda vez em sinal de misericórdia (Jo 8.10) e não contemplou mais os acusadores, estava ali somente Ele e a mulher.

 

h) E tu mulher, o que dizes? (Jo 8.11):

Jesus somente falou com a mulher sobre o seu erro, quando estavam os dois sozinhos, pois Ele não perde tempo (mesmo que não sofra influência do tempo) com acusadores.

 

Conclusão:

Em vez de acusarem a mulher os fariseus e escribas disseram:

“Esse artigo da lei não conhecíamos. Nada podemos diante dele”.

Somente Jesus poderia fazer algo contra a mulher. Somente Ele não estava sob domínio do pecado. 

Os planos que o inimigo prepara

caem por terra, 

quando Jesus entra em ação.

Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Ei Elias, o ribeiro está secando (I Rs 17.1-7; 18.22; 19.1-21; II Rs 2.11) e o seu ministério terreno está terminando (temporariamente)

 


Introdução:

Israel estava vivendo dias difíceis, principalmente após o aparecimento repentino de Elias. A mensagem do profeta fazia alusão ao fechamento do céu, para que não houvesse chuva e orvalho (I Rs 17.1).

 

Sem chuva não houve riqueza, colheitas, prosperidade e alegria, mas para Elias não faltou água, pois o profeta esteve luxuosamente hospedado às margens do ribeiro de Querite (I Rs 17.3), escondido e no anonimato, justamente um lugar para reflexão, renovo e total dependência de Deus.

 

Porque não foi levado até ao mais volumoso e atrativo rio Jordão? Certamente teria mais recursos à disposição e daria consequentemente mais visibilidade diante dos olhos dos israelitas.

 

1) Água potável, via ribeiro minguado de Querite:

O ribeiro era temporário, pois dependia das águas da chuva (I Rs 17.7), mas se tornou um lugar de provisões de Deus. O local de refúgio do profeta, nada lhe faltaria naquele lugar. Tudo parecia perfeito. Se fosse preciso enfrentaria novamente o rei Acabe e qualquer outro – pura ilusão.

 

2) O Senhor é o meu pastor e nada me faltará – via corvos:

Para os 7000 que ainda não haviam dobrado seus joelhos (I Rs 19.18) e em especial, para Elias, durante o período compreendido entre a primeira e segunda aparição diante de Acabe (I Rs 17.1; 18.1), o Senhor Deus foi o grande pastor e nada lhe faltou.


Lá em Querite teve água em abundância e foi suprido com pão e carne que eram trazidos por corvos (I Rs 17.6), uma ave imunda (Lv 11.15-16). Aquilo era uma provisão divina e não uma iguaria, por isso foi entregue daquela forma. O que aconteceria se os alimentos fossem trazidos por outras aves ou por animais puros? Certamente seriam mortos pelos famintos israelitas e a encomenda de Deus não chegaria ao portador das bênçãos.

 

Logo pelas manhãs as entregas eram pontuais, garantidas pelo próprio Deus (I Rs 17.4), tal como aconteceu no deserto com os hebreus que recebiam o maná enviado dos céus (Ex 16.21).

 

O instrumento era duvidoso, asqueroso, mas a fonte da benção não! Se fosse outro homem, certamente recusaria ou relutaria por alguns instantes. Deus havia ordenado aos corvos e eles obedeceram, uma prévia do que Pedro ouviria e veria com seus próprios ouvidos e olhos anos mais tarde (At 10.14-15).

 

Por alguns dias os corvos se comportaram como aves obedientes, pois as ordens para que entregassem a provisão para o profeta havia partido do próprio Deus, portanto não tinha como as aves relutarem ou Elias duvidar (I Rs 17.4-9).

 

3) O ribeiro está secando:

O profeta não se preocupou com o futuro, pois estava recebendo o socorro de Deus e assim não percebeu que a situação estava aos poucos mudando. Havia água realmente, mas o ribeiro estava secando, bem diante de seus olhos (I Rs 17.7).

 

Elias não questionou Deus sobre a “morte” do ribeiro (I Rs 17.7), pelo contrário, ficou esperando a Palavra do Senhor, bem diferente de Jonas (Jn 4.7-11), que lamentou a morte da aboboreira ao mesmo tempo em que não se comoveu com a situação espiritual de seu público alvo, os ninivitas.

 

4) “Só eu fiquei por profeta” (I Rs 18.22):

Elias disse isso ao povo antes do desfecho do desafio contra Baal no monte Carmelo. Ele se achava o único fiel? Mas o que havia feito de extraordinário para ter tal percepção? Naquele dia, após os acontecimentos, os israelitas se concertaram e certamente se juntaram aos 7000 fiéis que não haviam dobrado os joelhos diante de Baal (I Rs 19.18).

 

Elias queria ser o único profeta em Israel? Não havia que pudesse ser tão fervoroso, temido ou comparado a ele. Na verdade, sua intenção era formar discípulos e não sucessores.

 

5) “E eu fiquei só” (I Rs 19.10):

Seria o único fiel que havia restado: "Eu fiquei só" (I Rs 19.10). Em seu pensamento Não havia mais fiéis. Deus possuía ainda 7000 (I Rs 19.18).

 

Elias fugiu com medo de Jezabel e foi para o deserto. Lá recebeu a visita de um anjo que lhe mandou que prosseguisse na jornada, mas por conta própria se escondeu em uma caverna (I Re 19.9-11). Mesmo nessa condição conseguiu ouvir e reconhecer a voz de Deus, mas disse: “tenho sido zeloso...os filhos de Israel deixaram seus concertos...e eu fiquei só”.

 

Elias estava decepcionado pelo não reconhecimento recebido, fragilizado pelas ameaças de Jezabel, cansado pelo peso da obra e dos últimos acontecimentos e com sono devido a sua longa caminhada, situação ideal para o desanimo certeza do término do ministério.

 

6) “E eu fiquei só” (I R 19.14)

Elias disse isso a Deus, logo após ter saído da caverna onde havia se refugiado após as ameaças de Jezabel (I Rs 19.1-2). Deus falou com ele, não através do vento, fogo ou terremoto, mas por uma voz mansa e suave que fortaleceu o profeta.

 

7) E disse Deus: “Saia da caverna, porque você não está só” (I Rs 19.18)

  • Vai e volta pelo caminho que você trilhou (que não era o de Deus)
  • Unge um rei para a Síria
  • Unge um rei para Israel
  • Unge um novo profeta para Israel.

 

8) Novo profeta? Para que?

Assim como todos os homens, chegou o dia em que Elias precisou parar, mas antes teve o cuidado de seguir as orientações recebidas para proceder a escolha correta e para preparar seu sucessor.

 

Eliseu fazia parte da estatística dos sete mil fiéis, alias o sucessor de Elias só poderia sair deste grupo, pois se fosse alguém de fora certamente precisaria de tempo para conversão, concerto, limpeza geral do coração, da mente, aprendizado, resgate da Lei e renúncias.

 

Mas Elias deve ter pensado: “novo profeta, para que? Ainda mais agora que fui renovado? Seria para me auxiliar? Para me servir? Para ser treinado por mim?

 

9) E disse Deus:

E Deus respondeu: “unge um novo profeta para ficar em seu lugar, seu sucessor, pois você não ficou só, não está só, ainda tenho 7000 fiéis que ainda não haviam dobrado joelho a Baal, ainda tenho profetas para Israel e para o mundo”.

 

 “Elias, seu ministério terreno está se findando, temporariamente, tal como temporário é o ribeiro de Querite, que depende das águas da chuva. Um dia você voltará e cumprirá sua missão, por enquanto venha para cá – venha para os braços do Pai Eterno e fique comigo” (II Rs 2.11).

 

Conclusão:

Israel enfrentou dias difíceis devido a seca profetizada por Elias, que diferentemente não sentiu na pele os mesmos problemas, pois foi sustentado por Deus com água, pão e carne.

 

Mas o profeta não percebeu que o ribeiro, de onde saciava sua sede secava aos poucos. Outro problema foram suas declarações, por três vezes, imaginando que seria o único fiel ou profeta que havia restado em Israel.

 

Foi grandemente usado por Deus, depois foi fugiu covardemente diante das ameaças de Jezabel e por fim se assombrou quando recebeu de Deus a ordem para ungir um novo profeta em seu lugar.

 

Seu ministério terreno temporariamente se findou, tal como o ribeiro de Querite secou diante de seus olhos, mas que ao primeiro sinal de chuvas voltou forte e triunfante.

 

Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

O que realmente o Devorador devora

1) Todas as pessoas que rodeavam José estavam presas pelo devorador e perderam características essenciais e evidentes na vida de um próspero:

  • Sensibilidade – os irmãos de José (Gn 37.28): Não se sensibilizaram com as necessidades, sentimentos e com os propósitos de Deus na vida de José.
  • Visão – Potifar (Gn 39.20): Endureceu o coração, não confiou em José e tampouco fez algo para livrá-lo da prisão.
  • Gratidão – copeiro (Gn 40.23): Se esqueceu da promessa feita a José enquanto estava na prisão.
  • Confiança e paz - Faraó (Gn 41.8): A sensação de segurança devido suas posses e autoridade, um dia, foram perdidas e o governante do Egito se viu sem saída.

 

2) O devorador não foi capaz de tirar da vida de José o que tirou das pessoas que estavam ao seu redor:

  • Sensibilidade: seus irmãos perderam a sensibilidade, que não faltou a José quando os reconheceu e soube que estavam necessitados e famintos;
  • Visão: Potifar perdeu a visão a ponto de não enxergar a inocência de seu empregado favorito, a mesma visão que José teve ao orientar o faraó a pensar no seu povo durante os anos de fome;
  • Gratidão: O copeiro perdeu a chance de demonstrar toda a sua gratidão, a mesma que José teve quando solicitou que os irmãos buscassem toda a família para morar no Egito;
  • Confiança e paz: Faraó perdeu a confiança em seus deuses e a depositou no Deus de José, pois esteve diante de um pregador, mensageiro de boas novas e vitórias.

 

3) José foi próspero porque respeitou os valores humanos e espirituais, por isso o devorador não agiu em sua vida. Mas como podemos vencer o devorador?

  • Equilíbrio para a prática da justiça: O dinheiro arrecadado por José com a venda de comida serviu para aumentar a riqueza de Faraó, o que com a crise talvez pudesse ter sido perdido e os alimentos não foram dados de graça para o povo, foram vendidos, por isso devemos nos espelhar em José para administrarmos com equidade e justiça os valores, tanto materiais quanto espirituais;
  • Equilíbrio para conter o desejo de vingança: José venceu o desejo de vingança, pois entendeu o sofrimento dos irmãos. Preferiu usar sua riqueza e autoridade para oferecer ajuda e abençoar sua família, tal como José devemos entregar a Deus qualquer sentimento parecido com o da vingança;
  • Equilíbrio para manter a fidelidade: José não esqueceu os propósitos de Deus para a sua vida, mesmo diante da prosperidade, sabia que a razão de ter sido levantando como governador não era para que usufruísse dos bens materiais e riqueza, mas sim para que fossem cumpridos os propósitos estabelecidos para a sua vida. Assim devemos nos portar diante do plano de Deus, esperar e confiar.

 

4) Conclusão:

A vitória de José sobre o devorador não se deu no momento final, onde estava ao lado de Faraó sorrindo, alegre, mas sim quando:

  • Perdeu todos os privilégios que tinha na presença de seu pai;
  • Perdeu a túnica, presente de seu pai;
  • Perdeu a liberdade, dignidade, honra, cultura, família, nome, passado, conforto e sonhos;
  • Quando se tornou prisioneiro, através de falsa acusação e sem julgamento justo, ficando refém da ingratidão.

A nossa vitória começa no inicio da luta e não no fim, que nos diga José, que quando estava no trono não se cansou de ouvir:

  • NUNCA Faraó mandou buscar alguém aqui na prisão;
  • NUNCA ninguém saiu vivo daqui;
  • NUNCA ninguém saiu daqui sem um bom advogado;
  • NUNCA advogado nenhum quis defender qualquer um de nós neste lugar;
  • NUNCA ninguém teve a vida transformada neste inferno;
  • NUNCA ninguém foi lembrado neste porão;
  • NUNCA ninguém recebeu uma visita sequer;
  • NUNCA os guardar vieram aqui e chamaram alguém pelo nome.

 

Porque aqui é cemitério de sonhos, lugar de esquecimento e morte. Então José nos diga:

Quem é o teu POVO?
Quem é o teu ADVOGADO?
Quem é o teu DEUS?


Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Pé da cruz, borda do rio e vales

 

Pé da cruz, borda de rio e vales, locais frequentados por pessoas de fé, coragem e conscientes de que não podem ultrapassar os limites estabelecidos, pois não tem como subir na cruz, não podem adentrar rio a dentro e diante do vale ficam esperando o socorro.

 

Da cruz em diante, da borda do rio à frente e em vales, ser humano nenhum pode prosseguir, somente Deus pode seguir em frente.

 

1) Jo 19.25

João estava ao pé da cruz, enquanto os outros discípulos temerosos se esconderam, mas aquele ponto era o seu limite, dali para frente ele não poderia fazer nada para mudar a situação, deveria somente confiar na promessa da ressurreição (Jo 14.18-23). Se fosse valente o suficiente, poderia ter enfrentado o exercito romano e os furiosos judeus para descer Jesus da cruz.

 

Ali mesmo ao pé da cruz, João entendeu que se tratava do seu limite, dali para frente seria com Deus. Não dependia dele.

 

O discípulo amado, que se mostrava fiel, esteve acompanhando o que seria os últimos instantes de vida de Jesus. Assim se tornou testemunha do mais importante ato do ministério de Jesus na Terra, sua morte e posterior ressurreição, já que foi um dos primeiros que correu ao sepulcro para atestar a ressurreição (Jo 20.1-2).

 

João esteve e testemunhou os três principais atos de Jesus na Terra: ultima ceia, crucificação e ressurreição.

 

2) Borda do rio (Ex 2.3)

A borda do rio é um limitador, pois dali para frente somente Deus pode ultrapassar. Justamente nessas condições um caminho, por mais improvael que seja, é aberto para um ocorrer um grande livramento, tal como aconteceu com Moisés, que foi deixado para as correntezas leva-lo justamente onde estava o socorro para sua vida.

 

Moisés foi deixado à borda do rio para ser cuidado por Deus, pois dali para frente, a mãe não poderia fazer nada para mudar a situação, deveria somente confiar. Se Joquebede fosse uma eximia nadadora poderia, atravessando a nado, ter fugido para outra localidade. Ali mesmo entendeu que o livramento não dependeria dela.

 

3) Azeca (campo cavado com enxada – hebraico), Socó, Damim, Vale do Carvalho (1 Sm 17)

Muitos soldados estavam no front de batalha tentando se encorajar para enfrentar o inimigo de Israel, mas nenhum tomou a iniciativa, mesmo diante da recompensa ofertada pelo rei para quem derrotasse Golias. O prêmio seria riquezas, casamento com a filha do rei e a isenção de impostos para a família do vencedor (17.26).

Vale que dividiu dois exércitos;

  • Local ideal para alguém se tornar notável, conhecido, se aparecer, ficar rico, livre de impostos e se aparentar ao rei Saul;
  • Mas não era local para valentões;

Foram 40 dias (1 Sm 17.16) de ameaças de guerra, mas ninguém iniciava a luta. Entregar riquezas para o corajoso seria fácil para o rei, sobre a isenção de impostos também não teria dificuldades para decretar, agora abrir a porta para que um estranho se aparentasse à sua família, isso seria muito complicado.

 

Porque os guerreiros de Israel não se prontificaram a enfrentar Golias? O ouro não havia sido suficiente para seduzi-los? A filha do rei não era tão atraente assim para que se arriscassem?

 

Eles não foram, porque não entenderam a profundidade da recompensa. Se tivessem entendido se posicionariam para a batalha ao primeiro pedido do rei. Aqueles que não entendem a profundidade da Palavra jamais sairão do lugar.

 

Riqueza e isenção de impostos não eram o mais importantes, em comparação com o peso espiritual que estava atrelado à parte final da recompensa. O ouro poderia ser roubado ou acabaria, um dia. A beleza da filha do rei, da mesma forma, acabaria ou certamente morreria, porém a mistura e o vinculo familiar que seria criado permaneceria para sempre.

 

Ninguém teve coragem de ultrapassar os limites estabelecidos para enfrentar o gigante Golias. A luta somente se iniciou quando chegou ao local o único, o verdadeiro lutador que estava preparado para a guerra (Davi), que ficou ouvindo as afrontas do incircunciso. Se fosse valentão poderia mudar aquela situação, mas entendeu que nada poderia fazer sem Deus.

 

Mas antes de enfrentar o gigante, Davi entendeu que aquele vale era o seu limite, dali para frente não serviria armadura real, escolta de supostos valentes soldados, táticas de guerras, armas pesadas, escudos, conhecimento do inimigo e muito menos suas forças. Tudo o que havia de aparato militar seria desmoralizado. Dali para frente seria com Deus.

 

O sangue daquele jovem ferveu quando ouviu: “Não há Deus em Israel” (I Sm 17.45), tanto que se encheu de coragem: “Eu vou a ti em nome do Senhor dos exércitos”. Então teria que ir mesmo, agora não poderia recuar.

 

Davi foi o ULTIMO da família a ser chamado para a festa da unção e o ULTIMO a ser enviado para a guerra, mas foi o PRIMEIRO a cair nos braços do povo. Deste momento em diante estava reconhecida a sua autoridade para reinar sobre Israel.

 

Conclusão:

Fique onde está, continue ao pé da cruz. Você não pode mudar sua situação. O que está acontecendo deve acontecer. Não prossiga, pare, contemple e confie no cumprimento da promessa em sua vida. Mais um poucochinho de tempo, a visão que o atordoa e parece te enfraquecer, mudará por completo a sua vida;

Deposite o seu desejo na borda do rio e vá embora descansar. Aguarde, logo, logo, só mais um poucochinho de tempo a correnteza, que parece ser o seu fim, te levará ao encontro do seu milagre;

Não entre em lutas desnecessárias, pois não temos chances nas infindáveis batalhas espirituais. Mesmo que pareça o fim ou que não contemple uma saída, saiba que logo será enviado o socorro. Descanse e veja Jesus, entrar na luta e guerrear por você no momento certo. Ao final, você estará dançando na presença de Deus rodeado por aqueles que gostam, respeitam e acreditam na sua liderança. 


Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Mudança do padrão de vida

1) Adão e Eva - padrão de vida no paraíso:

  • Alegria;
  • Paz;
  • Amizade;
  • Eternidade;
  • Privilégios de serem visitados por Deus viração do dia

 

Mudança do padrão de vida – após a expulsão do paraíso:

  • Trabalho necessário para obter o sustento;
  • Dores;
  • Tristeza;
  • Conheceram a morte como inimiga;
  • Enfrentaram conflitos pessoais;
  • Presenciaram tragédias familiares.

 

2) Abraão - padrão de vida em suas terras:

  • Proximidade com familiares e amigos;
  • Possuía propriedades;
  • Não enfrentava dificuldades e nem passava necessidades.

 

Mudança do padrão de vida quando peregrinou até Canaã:

  • Largou tudo, família, propriedades e amigos;
  • Peregrinou por terras e reinos estranhos;
  • Habitou entre os cananeus, pessoas de má fama;
  • Enfrentou a fome quando chegou em Canaã;
  • Devido a fome peregrinou ao desconhecido Egito;
  • Quase perdeu sua esposa.

 

Nova mudança em seu padrão de vida

  • Pai de uma multidão;
  • Reconhecido e respeitado pelas três maiores religiões do mundo atual: judaísmo, islamismo e cristianismo.

 

3) Jacó – padrão de vida em Canaã:

  • Terceiro da linha abraâmica;
  • Determinado, conseguia realizar seus desejos;
  • Morava com sua família;
  • Tinha todo conforto material.

 

Mudança do padrão de vida quando foi para Padã-Harã:

  • Fugitivo e peregrino;
  • Teve que enfrentar o trabalho pesado;
  • Foi enganado por seu sogro;
  • Foi alvo da disputa entre as irmãs;
  • Teve que se humilhar no reencontro com seu irmão Esaú.

 

Nova mudança do padrão de vida quando voltou para Canaã:

  • Voltou rico e com servos;
  • Família numerosa;
  • Seus dez filhos, mais os dois de José que nasceriam no Egito dariam origem as doze tribos de Israel.

 

Nova mudança no padrão de vida:

  • Mudou-se para o Egito;
  • Foi recepcionado pelo filho que julgava morto;
  • Recebeu e habitou nas regiões mais férteis do Egito;
  • Teve audiência com o próprio faraó

 

4) José – conforto e privilégios:

  • Filho da velhice de Jacó, por isso era o mais querido;
  • Ficava no conforto, em casa, enquanto seus irmãos trabalhavam;
  • Conhecia a vontade de Deus para a sua vida através da revelação em seus sonhos;
  • Espiava seus irmãos trabalhando e depois voltava com noticias para o pai;
  • Foi socorrido por Deus quando estava perdido, pois encontrou um Varão que lhe disse onde seus irmãos estavam (o Varão disse que ouviu seus dizerem para onde iriam e não disse que estava com eles ou perto, ouviu de longe porque é onisciente e conhece tudo).

 

Mudança do padrão de vida de José:

  • Perdeu a túnica presente de seu pai;
  • Habitou por alguns momentos em covas;
  • Vendido como escravo para os descendentes do irmão do seu avô (Abraão);
  • Trabalhou como escravo para Potifar;
  • Foi preso e esquecido nas prisões egpícias.

 

Nova mudança do padrão de vida – governador do Egito:

  • Rico;
  • Poderoso e respeitado;
  • Conseguiu reunir e providenciar socorro e sustento para toda sua família.

 

5) Moisés – conforto egípcio:

  • Instruído em toda ciência egípcia;
  • Era considerado filho da filha de faraó e vivia entre eles.

 

Mudança do padrão de vida de Moisés em Midiã:

  • Incompreendido pelo seu próprio povo;
  • Fugitivo;
  • Peregrino em terras estranhas;
  • Pastor de ovelhas (um dos ofícios que eram menos valorizado);
  • Ficou afastado da família por muitos anos.

 

Nova mudança do padrão de vida de Moisés:

  • Um dos maiores expoentes da história judaica;
  • Maior legislador (entregou a Lei ao povo)
  • Autor do Pentateuco;
  • Responsável por milhões de vidas no deserto.

 

6) Jesus – da glória celeste para a vida terrena:

  • Filho de Deus;
  • É o próprio Deus na Terra encarnado (Eu e o pai somos um).

 

Mudança do padrão de vida de Jesus (não possui bens e tudo foi emprestado):

  • A manjedoura foi emprestada;
  • Os pães e peixes eram de um rapaz;
  • O barco da tempestade não era dEle;
  • O jumento que entrou em Jerusalém (Mt 21.2) não era dEle;
  • A casa onde comemoraram a páscoa com seus discípulos foi cedida;
  • O tumulo era de José de Arimatéia
  • A cruz (era nossa).

A cruz era nossa!
Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Quem são aqueles?

Quem são aqueles, que são citados no livro de Apocalipse (Ap 7.13-17), mas que também foram citados no livro dos Salmos (23,37,46,91,121,125,128)?

  

a) Apocalipse x Salmos:

Uma mensagem apocalíptica, mas que serve de consolo para nossas vidas atualmente. O mesmo vocabulário apocalíptico é encontrado no livro de Salmos em diversas ocasiões:

 

Apocalipse 7 (Revista e corrigida)

Salmos (NTLH)

Por isso estão diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu templo (15)

Venham e louvem a Deus, o SENHOR, todos os seus servos, todos os que de noite servem no seu Templo (134.1)

E Aquele que está assentado no trono (15)

Deus está sentado no seu santo trono, Ele reina sobre as nações (47.8)

Os cobrirá com a sua sombra (15)

A pessoa que procura segurança no Deus Altíssimo e se abriga na sombra protetora do Todo Poderoso (91.1)

Nunca mais terão fome (16)

Fui moço e agora sou velho, mas nunca vi um homem bom abandonado por Deus e nunca vi os seus filhos mendigando comida  (37.25)

Nunca mais terão sede (16)

Eu tenho sede de ti, o Deus vivo! Quando poderei ir adorar na tua presença? (42.2)

Nem o sol nem qualquer outro calor forte as castigará (16)

Você não terá medo dos perigos da noite nem de assaltos durante o dia. Não terá medo da peste que se espalha na escuridão, nem dos males que matam ao meio dia (91.5-6)

Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará (17)

O Senhor é o meu pastor (23.1)

E lhes servirá de guia

Ele me faz descansar em pastos verdes e me leva (23.2)

Para as fontes de água da vida

Me leva à águas tranquilas (23.2)

E Deus limpará de seus olhos toda lagrima (17)

Pois tens tomado nota de todas as minhas lágrimas. Será que elas não estão escritas no teu livro? (56.8)

 

E outros que muito bem podem ser aplicados:

  • Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus (46.4)
  • O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra (121.2)
  • Os que confiam no Senhor serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre (125.1)
  • Bem-aventurado aquele que tem ao Senhor e anda nos seus caminhos (128.1)
  • São mensagens para nortear a pessoa, tirá-la do lado errado e colocá-la no caminho certo, tirar da tormenta e colocar em regiões celestiais, em verdes pastos, em águas tranquilas.

 

b) Quem são aqueles?

Aqueles são os que vencerão a perseguição e o império do mal. Mas porque terão que enfrentar? Nos dias da grande tribulação, Jesus não estará mais atuando, através de seu Sangue remidor, para acrescentar à sua Igreja aqueles que hão de se salvar. Hoje todo o trabalho é facilitado por Jesus, mas naqueles dias, os mártires darão o ar da graça na terra.

 

Naqueles dias, de intenso sofrimento, os vencedores alcançarão a vitória, não pela eficácia do Sangue de Jesus, mas sim pelo martírio, bem diferente de hoje, quando Jesus nos priva de medir forças com o império do mal. Nossa missão é unicamente resistir, pois temos quem lute por nós.

 

c) Nunca mais terão fome (pão enviado por Deus):

Deus nunca deixará desamparado o justo e sempre enviará o pão, porém quando o homem perder o controle da situação pode sim sair a mendigar o pão.

 

O império romano, o pior e mais violento, o verdadeiro império das trevas, desfilava suas tropas nos locais conquistados para intimidar e impedir qualquer tipo de reação. Qualquer cidadão em pleno gozo de suas faculdades mentais jamais ousaria enfrentar as tropas. Era melhor abaixar a cabeça, aceitar a situação e se submeter ao império romano.

 

Ali não cabia a figura de valentões, mas alguns corajosos se levantavam para enfrentar os batalhões do mal, porém nenhum saia vencedor. Os poucos que ousaram se levantar para vaiar Roma (o que tem boca VAIA Roma) eram cruelmente mortos. Pessoa equilibrada jamais partiria para cima do império romano, não tinha condições de vencê-los, tinha que agir com sabedoria ou esperar alguém mais poderoso, do alto, entrar na briga.

 

Qualquer crente equilibrado da época diria: “essa luta não é minha. A vitória virá do alto. Eu creio que, por certo, meu Redentor se levantará”.

 

d) Nossas armas são carnais:

Crentes equilibrados não partem para cima do império do mal, pois tem ciência que essa luta não é nossa, temos que apenas resistir aos dardos inflamados do mal, fazendo uso das armas espirituais disponibilizadas a nós (II Co 10.4).

 

Essa luta não é nossa, não é da carne, é espiritual e Jesus está à nossa frente guerreando. O império do mal continua desfilando suas tropas à nossa frente, mostrando toda a sua suposta força e crueldade, por isso não devemos encará-lo, mas sim resistir.

 

e) Usando as armas espirituais:.

Em Atos 1, temos muitos crentes em oração reunidos, mas que não tinham coragem de anunciar Jesus aos que haviam acabado de matá-lo, mas em Atos 2, já cheios do Espírito Santo, não temeram as consequências e usando as armas espirituais disponíveis, resistiram ao mal e pregaram a Palavra. A coragem foi tanta, que subiram em lugares altos e apontaram o dedo para a ferida: “Esse Jesus que vos matastes, Ele ressuscitou”.

 

Se tivessem perdido o controle da situação em Atos 1, teriam pregado antes de serem cheios do Espírito Santo e seriam facilmente derrotados. Qualquer um valentão que se levantasse, sem as armas espirituais, seria preso e morto. Essa era a intenção do império do mal, vencer forçando o uso de armas carnais.

 

f) Nunca vi um justo desamparado e nem a sua descendência a mendigar o pão:

Um justo jamais perde o controle diante de situações. Agora os que não vigiam e ficam assustados ante o desfile das tropas do mal, acabam perdendo o controle e se colocam em situação de risco.

 

Mendigar o pão faz alusão a mendigar ajuda pelo erro, pela valentia desnecessária. Moisés usou a valentia para defender temporariamente os filhos de Abraão no Egito, mas para tirá-los definitivamente do sofrimento não houve lugar para suas forças carnais.

 

Os que se atreviam contra o império romano eram presos, mortos, mas antes sofriam, tal como os que se atrevem a lutar com armas carnais contra o Maligno. São envergonhados, derrotados e passam a mendigar.

 

Devemos confiar em Deus, pois Ele lutará por nós contra as forças do mal. Não temos que nos colocar à frente das batalhas, pois Jesus está lá. Nossa missão unicamente é resistir aos dados inflamados do Maligno.

 

Mas também não devemos baixar a cabeça e aceitar o desfile provocativo das tropas espirituais do mal. Temos a certeza que Deus está no controle e providencialmente nos dará a vitória.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)