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sábado, 22 de maio de 2021

Anticristo. A solução material com implicações espirituais! - Capítulo 3

Continuação...

Assolações, profanações, perseguições, proibições, assaltos, restrição religiosa, mortes e traições. O que poderiam pensar os judeus? Cumprimento da profecia de Daniel? Mas o chifre pequeno (Dn 7.8) não se tornou grande e não atingiu toda a humanidade, então tudo aquilo não passou somente de um breve período de sofrimento e tribulações (Dn 8.13-14). Ou foi somente mais um maquiavélico personagem que ousou, um dia, se intitular, o Anticristo, ou quem sabe sua intenção foi receber da própria história este título.

Herodes Agripa foi outro exemplo na história, pois os moradores de Tiro e Sidom exclamaram: “Voz de Deus, e não de homem!" (At 12.22). Já era normal os governantes romanos se autodenominarem divinos, mas que privilégios teriam caso algum deles fosse realmente o Anticristo?

Outro que entrou para este seleto grupo de possíveis anticristos foi o imperador Tito, que arrasou Jerusalém no ano 70 d.C., matando muitos judeus e expulsando os que sobreviveram, espalhando-os por todas as nações da Terra. Segundo as profecias de Daniel, o povo do príncipe que haveria de vir, destruiria a cidade e o santuário (Dn 9.26), mas não foi nesta ocasião que o Anticristo se manifestou.

Napoleão Bonaparte também intencionou alavancar o seu nome, pois deixou registrado na história atos tão insanos tanto quanto os anteriores governantes citados. Travou guerra e derrotou a Áustria, Inglaterra, Egito e a poderosa Rússia.

No século XX, o facista Benito Mussuline, primeiro ministro da Itália, assombrou a Europa e o mundo, com sua politica de purificação da raça e fim das religiões, por isto se aliou ao Japão e Alemanha durante a segunda guerra mundial. O objetivo era conquistar o mundo e expandir suas ideias malignas.

Por último, na relação dos precursores do Anticristo, está Hitler, que exterminou milhares de judeus e outros povos tidos como minoria na época, para purificação e exaltação da raça ariana. Um horrendo espetáculo que manchou a história da humanidade. Um homem aclamado, adorado e cultuado como uma divindade. Visto como mito, uma lenda, possuidor de atributos divinos, mas que não passava de um simples instrumento nas mãos doo Maligno.

Tudo isto foi foram permissões de Deus, que mesmo contemplando a aflição de sua propriedade particular (Ex 19.5), Israel, ainda mantinha o controle sobre a situação.

Portanto, não tem como o homem surpreender o Criador com suas ações, por mais maléficas que possam ser, mas o pior está por vir.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 5

continuação...

O Maligno amargou uma grande derrota, pois Deus, sempre fiel, se fez presente, como se nada tivesse acontecido. Pela onisciência, Ele sabia de todo o ocorrido, mas desejava revelar a sua misericórdia para a raça humana, que momento ideal.

A expectativa por aquela visita de Deus estava causando um terror na mente do casal. Como de costume Adão foi chamado pelo nome e logo de início culpou a mulher pelo seu erro, mas audácia maior foi quando acusou o próprio Deus de ter lhe dado uma companheira para levá-lo a perdição. Já a mulher somente apontou para a serpente.

Esta foi a sequência dos acontecimentos:

  • Engano: partiu da serpente/Maligno, depois atingiu a mulher e seduziu ao homem;
  • Pecado: alcançou a mulher e depois o homem;
  • Depoimento: o primeiro a depor foi o homem, depois a mulher e por fim a serpente/Maligno ouviu a sua sentença sem demonstrar nenhum poder de reação;
  • Sentença: a primeira a receber a sentença foi a serpente/Maligno, depois a mulher e por fim o homem.

As sentenças foram dirigidas aos três, atribuindo-lhes dores, sofrimentos, perdas, deveres, novas rotinas, limitação do corpo humano e condenação eterna:

  • Para a serpente, a sentença foi sobre o seu presente e futuro;
  • Para a mulher, a sentença dizia respeito à submissão ao homem e acréscimo de dores em sua gestação;
  • Para o homem antecipava o suor e trabalho para adquirir o sustento, até voltar ao seu estado original, o pó.

As consequências do erro, do homem, também foram sentidas por outra grandeza de Deus, a natureza, pois ao perceberam a nudez, desfolharam uma figueira e coseram túnicas provisórias, mas como se deteriorariam rapidamente, representando a superficial providência humana diante dos problemas, foi preciso que Deus cozesse túnicas de peles dos primeiros animais sacrificados no paraíso. A partir daquele momento nasceriam toda espécie de espinhos e cardos.

Mesmo diante de todo este cenário, a princípio, catastrófico, Deus reservou uma promessa especial[1] à mulher, talvez por ela não ter culpado o homem ou ao próprio Criador, pelo seu erro. Ela foi a pessoa que saiu mais fortalecida de toda aquela história.

O inimigo esperava que o homem fosse desmoralizado por Deus. Os acontecimentos que se seguiram o decepcionaram sobremaneira. A expulsão do paraíso foi confirmada, pois a desobediência teria o seu ônus, mas ele desejava a condenação eterna.

Em nenhum momento, mesmo apresentando a sentença, Deus desmoralizou ou desesperançou totalmente a coroa da glória de sua criação, pelo contrário, lhe fez promessas grandiosas.

A situação pecaminosa do homem e a sua nudez, antes da sentença, foram reveladas, mas por quem? Pelo inimigo? Pela companheira? Ele mesmo percebeu? Ou foi a sua consciência que rapidamente traçou um paralelo entre a forma anterior e a atual e apontou a gritante diferença?

A túnica de figueira que coseram rapidamente, ao perceberem que estavam nus, era fraca, não resistiria por muito tempo, fora do paraíso. Precisavam de algo mais forte, além do mais para encobrir tamanho pecado deveria ser muito mais do que simples folhas.

Quando Israel saiu do Egito coseram rapidamente bolos, que não durou muito tempo, por isto Deus providenciou alimentação para toda aquela multidão, através do maná, todos os dias, durante longos quarenta anos.

Mesmo com toda a preparação do primeiro casal, eles não se cobririam por muito tempo, assim como o povo no deserto não conseguiram se alimentar com apenas aqueles poucos bolos.

Talvez o inimigo tenha pensado em interferir pela última vez, antes que o homem fosse expulso do paraíso. Será que tentou colocar no coração do casal o desejo de rejeitarem aquela ajuda de Deus? Adão não seria capaz, agora, de criar algo para si mesmo? O certo é que já não tinha mais aquela sensação de dependência total, quem sabe não se imaginava autossuficiente, pelo menos para coser suas próprias roupas.

Mesmo assim Deus deu este presente a eles. Animais[2] foram sacrificados para que o pecado fosse encoberto. Que animais? Os recém-criados? Do paraíso ou de fora? Foram extintos? Isto abalaria a cadeia alimentar? Não interessa quais animais foram e o local onde estavam, o importante é que o amor e o plano de redenção da humanidade foram revelados.

O pecado provocou uma grande reviravolta na vida espiritual do homem, tornando-o vazio, portanto era preciso outra intervenção de Deus, a terceira, pois a primeira foi na sua criação, a segunda na formação da mulher e agora tornava-se necessário a restauração de sua obra prima para que tivesse condições de se tornar habitação e morada do Espírito Santo.

continua...



[1] Da semente da mulher, não do homem, nasceria o que feriria a cabeça da serpente.

[2] Animais inocentes, pegos de surpresa ou que já foram criados para esta finalidade?

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 6

Continuação..

3) NEEMIAS - UM EXEMPLO PARA OS DEMAIS:

Neemias não ficou somente olhando ou esperando resultados, tomou posição de um verdadeiro líder e “colocou a mão na massa”, deu o exemplo para os demais. Em toda a sua trajetória, em Jerusalém, ninguém pode questionar sua conduta, pois cumpriu todas as exigências e teve uma administração pautada na honestidade, transparência e sabedoria (5.9-12).

4) COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

  • Neemias não queria meros expectadores, queria trabalhadores responsáveis;
  • Quem quiser servido, que sirva primeiro;
  • Quer que os outros façam, faça você primeiro;
  • E disse Neemias: “Sedes meus imitadores”;
  • O fato de serem orientados a reconstruírem perto de suas casas poderia motivá-los a capricharem mais?

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Grandes verdades em poucas palavras - 0018

“Deus não pode enganar nem ser enganado; não pode enganar porque é a verdade, nem ser enganado porque é sabedoria”. Thomas Watson

“Deus sabe o que está fazendo e não tem nenhuma obrigação de nos dar qualquer explicação”. Elisabeth Elliot

“Deus nunca precisa mudar seus conselhos”. Matthew Henry

“Se Deus me concedesse sua onipotência por vinte e quatro horas, vocês veriam quantas mudanças eu efetuaria no mundo. Mas se ele me desse também sua sabedoria, eu deixaria as coisas como estão”. J. M. L. Monsabre

“Nenhum atributo de Deus é mais desagradável para os pecadores do que sua santidade”. Matthew Henry

“Deus pode desferir um golpe reto com uma vara torta”. Thomas Watson

“Dever adiado dá prazer ao diabo”. Anônimo

“Um dia de descanso semanal aprisiona a nossa natureza selvagem”. Christopher Nesse

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 18 de maio de 2021

Dispensação: Graça

DISPENSAÇÃO: GRAÇA

ALIANÇA – A NOVA ALIANÇA

OBJETIVO: RECEBER O SALVADOR

1) DESTAQUES:

  • Discípulos/apóstolos (positivo);
  • Paulo (positivo);
  • Igreja primitiva (positivo).

 

2) PROPÓSITOS:

  • Receber a Cristo pela fé e andar em espírito (Jo 1.12)
  • O propósito desta dispensação não é a conversão do todo o mundo como alguns crêem (porque nem todos crerão), porém o "chamar" de fora ou tomar deles a um povo para Seu nome (Atos 15.13-18). A palavra grega "eklesia" traduzida "igreja" realmente quer dizer "assembleia" ou " congregação"  do povo chamado de fora. A maioria do povo ou massas, não será salva durante esta dispensação. Apocalipses 9.20-21; 16.9,11. Porque a humanidade entrará numa apostasia e em pecado no fim do século, como nunca se viu antes na historia do mundo. ( II Tessalonicenses 2.l0-12; Mateus 24.15-26; Apocalipses 13.l-8, l0).

 

3) CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS:

  • O próprio Cristo começou esta dispensação. Ele foi a voz de Deus ao homem (Hebreus 1.1-3). Ele logrou a obra da redenção que Deus lhe havia encarregado (João 17.1-5). Ele destruiu todas as obras do Diabo ao fazer obras maiores sobre o poder do diabo. Ele trouxe a liberdade pelo Evangelho e estabeleceu uma igreja, revestindo-a com poder para continuar a obra que Ele começou (Mateus 8.17; l8.l8; João 14.16; Atos 1.1-2; 2.1-4).
  • Com uma igreja vitoriosa, todo o mundo pode ouvir, através dela, e obter ou ao menos buscar o evangelho. Assim que Deus tornou mais fácil, para esta geração, o fazer sua vontade. Porém o homem, como nas dispensações anteriores está fracassando ao não aproveitar a gloriosa oportunidade de ser redimido, nascido de novo, recreado em Cristo, onde ele pode ter a vitória completa sobre a carne, o mundo , e o diabo, e onde ele pode ter a retidão que a lei requer, cumpridos nele por meio do Espírito Santo (Romanos 8.1-13; João 3.5; Tito 3.5).

 

4) INÍCIO, TÉRMINO E DURAÇÃO:

  • Da primeira vinda à segunda vinda de Jesus; começa na crucificação até a segunda vinda.

 

5) ELEMENTOS ESTRANHOS:

  • Incredulidade;
  • Rejeição;
  • Apostasia;
  • Perseguição.

 

6) FRACASSO:

  • Rejeição a Cristo (Jo 5.40, Atos 3.19-26).
  • A apostasia da igreja visível ( II Timóteo 3.1-8).

 

7) JUÍZO:

  • Grande Tribulação (Mt 24.21)
  • O fim desta dispensação será o juízo de Deus sobre todos os incrédulos e nações durante a Grande Tribulação e o reino do anticristo.
  • A segunda vinda de Cristo à terra com Seus santos concluirá o período da Grande Tribulação e dará começo à dispensação do Reino ou do Milenial.
  • A Dispensação da Graça se caracteriza por duas coisas importantes: A manifestação do Espírito Santo, e o inicio do ministério da IGREJA.

 

8) SITUAÇÃO DO HOMEM APÓS O FRACASSO:

  • Destituídos da Graça de Deus.

 

9) CURIOSIDADES DA DISPENSAÇÃO:

  • Tal qual Moisés foi mediador da aliança mosaica, assim Cristo é o Mediador da Nova Aliança, Hb 8.6; 9.15; 12.24. Com o aparecimento de Cristo, a Antiga Aliança terminou, como Paulo afirma em Rm 10.4; Gl 3.19. Novamente apareceu Ele celebrando a Ceia com os discípulos, conforme registra Lc 22.20 e I Co 11.25. "Ele disse: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue", Mc 14.24.
  • Na Dispensação da Graça, Deus fez uma aliança com o homem, uma aliança superior às outras, ou seja, o próprio Filho enviado por Deus à humanidade:
  • Toda e qualquer tarefa da Igreja depende exclusivamente da Graça. Ela é quem nos encoraja no sentido de cumprirmos nossa tarefa como Igreja que também é um Luzeiro no Mundo e Sal da Terra.

 

10) ALIANÇA:

  • A Nova Aliança é um pacto feito primeiro com a nação de Israel e, no fim das contas, com toda a humanidade. Na Nova Aliança, Deus promete perdoar os pecados, e haverá um conhecimento universal do Senhor. Jesus Cristo veio para cumprir a Lei de Moisés (Mateus 5:17) e criar uma nova aliança entre Deus e Seu povo. Agora que estamos sob a Nova Aliança, tanto os judeus quanto os gentios podem ser livres da penalidade da Lei. Temos agora a oportunidade de receber a salvação como um dom gratuito (Efésios 2:8-9).
  • A Nova Aliança (Hb 8.8) repousa sobre o sacrifício de Cristo e garante bênção eterna, sob a Aliança Abraâmica (Gl 3.13-29), de todo aquele que crê. É absolutamente incondicional e, considerando que nenhuma responsabilidade é por ela consignada ao homem, ela é final e irreversível.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Teologia Sistemática - aula 5

V – PNEUMATOLOGIA (DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO)

1) DEFINIÇÃO

Pneumologia, fusão das palavras gregas pneumatos e logia, que significam, respectivamente, Espírito, ar, vento e estudo ou tratado.  A Pneumatologia trata da deidade, atributos, obras e operações do Espírito Santo.

 

2) QUEM É O ESPÍRITO SANTO?

”E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador” (Jo 14.16). Jesus ao afirmar que “outro” seria enviado, quis dar a ideia de alguém da mesma espécie, semelhante, porém diferente na operação e ministério. A Vinda do Espírito garantiu a continuidade do ensinamento de Jesus.

 

“Antes de mandar a Igreja para o mundo, Deus mandou o Espírito Santo para a Igreja”.

 

Ele é a terceira pessoa da Trindade, o Consolador (Jo 14.16,26; 16.7-13), que significa “alguém chamado para estar ao lado”, indicando o ministério confortador do Espírito Santo. A palavra grega Paracleto (aquele chamado para vir ao lado de outro).

 

 “Esta Igreja passara por um avivamento ou por um sepultamento”.

 

O Espírito Santo é chamado de Espírito de Deus (Rm 8.9), Espírito do Pai (Mt 10.20), Espírito de Cristo (Rm 8.9; 1 Pe 1.11), Espírito de Jesus (At 16.7).

 

3) MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO

No Antigo Testamento o período foi de preparação e espera. As verdades conhecidas então eram verdades simples e dadas por meio de lições objetivas. Ocasionalmente, um patriarca ou profeta falava face a face com Deus. Naturalmente que o Espírito esteve ativo durante aquele período. Ele descia sobre os homens apenas temporariamente, a fim de inspirá-los para algum serviço especial, e deixava-os quando essa tarefa fosse cumprida, não permanecia com os homens, tampouco neles habitava. No Antigo Testamento o Espírito Santo atuou em várias oportunidades:

  • Capacitou Josué com habilidades de liderança e sabedoria (Nm 27.18; Dt 34.9);
  • Deu poder aos juízes para libertar Israel de seus opressores. O Espírito do Senhor “veio sobre” Otoniel (Jz 3.10), Gideão (Jz 6.34), Jefté (Jz 11.29) e Sansão (Jz 13.25; 14.6, 19; 15.14).
  • O Espírito Santo veio poderosamente sobre Saul a fim de levantá-lo para a batalha contra os inimigos de Israel (1 Sm 11.6);
  • Quando Davi foi ungido rei, “o Espírito do Senhor se apossou” dele daquele dia em diante (1 Sm 16.13), capacitando-o para cumprir a tarefa de realeza para a qual Deus o havia chamado;
  • O Espírito Santo dotou Bezalel com talentos artísticos para a construção do tabernáculo e de seu equipamento (Ex 31.3; 35.31) e com capacidade para ensinar essas técnicas para os outros (Ex 35.34);
  • O Espírito Santo também protegeu o povo de Deus e capacitou-o para vencer seus inimigos, como no êxodo (Is 63.11,12) e mais tarde após seu retorno do exílio (Ag 2.5).

 

4) MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NO NOVO TESTAMENTO

Neste período da graça o Espírito Santo tem se manifestado não mais de forma individual e eventual, mas em toda a Igreja e de forma atuante. Esta não pode viver sem Aquele. No início da Igreja, o Espírito Santo capacitou os discípulos de Jesus para vários tipos de ministério:

  • No Pentecostes quase 120 pessoas foram batizadas com o Espírito Santo (Atos 1.15).
  • Concedeu poder aos primeiros cristãos para operar milagres à medida que eles proclamavam o Evangelho (Estevão em At 6.5,8; e Paulo em Rm 15.19; 1 Co 2.4);
  • Deu também grande poder à pregação da Igreja primitiva de modo que, quando os discípulos eram cheios do Espírito Santo, proclamavam a Palavra com grande coragem (At 4.8,31;6.10; 1 Ts 1.5; 1 Pe 1.12).

O Novo Testamento termina com um convite do Espírito Santo e da Igreja, que juntos chamam as pessoas à salvação (Ap 22.17). Na realidade o Espírito Santo continua a falar ao coração das pessoas a cada dia (Hb 3.7 e 10.15).

 

5) O ESPÍRITO SANTO NA VIDA DE CRISTO

A Terceira Pessoa da Trindade é mencionada em diversas ocasiões da vida e ministério de Cristo:

  • No nascimento: O Espírito Santo é descrito como o Agente Miraculoso na concepção de Jesus (Mt 1.20; Lc 1.35);
  • No batismo: Por ocasião do batismo, o Espírito Santo desceu sobre Ele numa forma corpórea de uma pomba (Mt 3.16; Mc 1.10; Lc 3.22; Jo 1.32,33);
  • No ministério: O ministério de Jesus foi marcado pela presença do Espírito Santo (Mc 1.12; Lc 4.18,19; At 10.38);
  • Na morte. Nesse momento tão crucial, o Espírito de Deus não poderia estar ausente (Hb 9.14);
  • Na ressurreição: O Espírito Santo foi o agente vivificante na ressurreição de Cristo (Rm 1.4; 8.11).

 

Em suma, podemos afirmar que Jesus foi concebido pelo Espírito (Lc 1.35), guiado pelo Espírito (Lc 4.1), ungido pelo Espírito (Lc 4.18; At 10.38), revestido com poder pelo Espírito (Mt 12.27, 28), ofereceu a Si mesmo pelos nossos pecados, pelo Espírito (Hb 9.14), foi ressuscitado pelo Espírito (Rm 8.11), e deu mandamentos por intermédio do Espírito (At 1.2).

Fonte: Apostila Curso Básico de Teologia do SETEM – Seminário Teológico Manancial. Elaboração: Pb. Ailton da Silva

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

domingo, 16 de maio de 2021

Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história? Capítulo 2


Continuação...

Coincidências ou repetições da história?

As promessas foram para Abraão, para seus descendentes e todas as futuras gerações, que foram comparados às estrelas do céu, pois seriam muitos e benditos por esta aliança irrevogável. A bênção se estenderia, anos mais tarde, para todas as famílias da Terra, tão logo Israel fosse reconhecido como povo exclusivo e nação de Deus.

O patriarca habitou como peregrino próspero[1] nas terras de Canaã, mas ainda faltava um filho para que a partir dele se originasse a multidão de descendentes prometidos.

A promessa de Deus dizia respeito a uma família numerosa e naquela época parecia impossível a realização deste sonho, no entanto, o cumprimento das promessas estavam atrelados a tudo o que já havia acontecido, no momento da chamada e nos livramentos recebidos no deserto, no Egito e em Canaã, portanto não teria como Deus continuar abençoando Abraão e Sara sem conceder o filho prometido e tão desejado.

O patriarca sabia que Deus honraria as suas palavras, por isso aguardava ansioso o cumprimento desta promessa, mesmo que parecesse impossível aos seus olhos.

A idade avançada e o problema com esterilidade de Sara, obstáculos que impediam a crença no nascimento de um filho, logo não existiriam mais.

A idade foi uma desculpa para não buscarem a confirmação da promessa de Deus. Seria melhor desacreditarem do que acreditarem no impossível? A mensagem de Deus havia sido clara e o patriarca havia entendido bem, portanto não havia margens para falta de fé ou erros de interpretação. O filho era uma promessa, uma realidade, era questão de tempo.

Mesmo assim, não sofreram danos por não crerem, de princípio, na possibilidade de terem filhos, bem diferente de Zacarias, pai de João Batista, que ficou mudo (Lc 1.18-25).

Não tinha como Abraão requerer a abreviação do tempo para o cumprimento das promessas, já que o primeiro passo seria o nascimento de um filho, seu legitimo herdeiro, que seria preparado para a continuidade do plano de Deus e, mesmo porque, já era sabedor, pela revelação recebida, que somente a quarta geração é que receberia a bênção maior, para por fim a medida da injustiça dos amorreus, que por enquanto ainda não havia atingido o ápice.

No entanto, a desesperança aumentava dia a dia, foi quando Sara, no desespero, colocou em prática um plano mirabolante, na tentativa de adiantar a bênção ou tentar condicionar o agir de Deus à ações humanas. A egípcia Agar, uma terceira pessoa, foi inserida[2] na história para dar um filho a Abraão, mas isto não estava nos planos de Deus.

Sara conseguiu convencer o marido a fazer parte do que julgou ser um plano perfeito, porém o tempo revelou o contrário e trouxe decepções e arrependimento.

Sara pensou errado, escolheu a pessoa errada, sentiu uma falsa satisfação pelo desfecho e viu tudo dar errado em sua vida daquele momento em diante.

Depois de alguns anos, o seu segundo filho, o primeiro com Sara, nasceu e foi criado dentro dos padrões e bons costumes. Imaginava que Isaque cresceria e que teria uma descendência numerosa e abençoada. Um plano perfeito, simples, sem sofrimento, era somente esperar que Deus cumprisse suas promessas.

Que pensamento pequeno do grande patriarca Abraão, que esperava muito de Deus sem oferecer ou sacrificar quase nada. O plano divino da eleição de Israel consistia em sofrimentos, mentiras, tristezas, brigas, pesares e principalmente em separações.

continua...

[1] De que valia Abraão ter tudo na vida se lhe faltava um herdeiro material. Os herdeiros espirituais estavam garantidos. De acordo com leis e costumes da época, na Mesopotâmia, o servo poderia herdar os bens de seu senhor.

[2] Segundo leis e costumes da Mesopotâmia, uma mulher estéril poderia oferecer uma serva ao seu marido para que suscitasse herdeiro. Este filho poderia ser adotado como filho pela espoa principal.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)