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domingo, 20 de junho de 2021

Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história? – Capítulo 4


Isaque estava indo para auxiliar o pai na administração do sacrifício e para ajudá-lo a provar sua fé e fidelidade a Deus.

Ao chegarem ao local do sacrifício, Abraão deixou seus servos e jumento[1], pois seria desnecessário aquele animal de carga. A lenha não era tão pesada assim e poderiam carregar.

O suposto e imperfeito cordeiro para o sacrifício estava caminhando com os próprios pés, enquanto que o Verdadeiro, Digno, Perfeito e Único Cordeiro que poderia ser sacrificado, já estava lá em cima do monte esperando há muito tempo.

O pai subiu triste, o filho subiu confiante e carregando a madeira para o próprio[2] sacrifício. Que peso, que responsabilidade caiu sobre os ombros daquele jovem. Como o pai via aquela cena? O que imaginava ou o que filme passava rapidamente em sua mente?

Havia chegado o momento de todos os sonhos de Abraão caírem por terra. Se o filho fosse morto, fatalmente seus planos quanto à sua descendência não seriam cumpridos, uma vez que não teria mais filhos para a continuidade.

Diante do altar ergueu o cutelo, mas neste instante ouviu a voz do anjo do Senhor dizendo que não finalizasse o sacrifício, pois já havia provado que realmente temia a Deus.

Abraão subiu chorando e desceu sorrindo abraçado ao filho pelo livramento recebido. Subiu e desceu sempre com a promessa ao lado. Em nenhum momento perdeu o foco.

Sequer teve o trabalho de ordenar que seus moços fossem atrás de algum cordeiro para completar o sacrifício. Simplesmente virou-se[3] e viu um cordeiro enroscado entre o mato. Isto prova que Deus sempre está à retaguarda, provendo o que precisamos. Bastou esticar a mão e pegá-lo, pronto, o seu serviço sacrificial estava completo.

Jamais conseguiríamos imaginar a alegria[4]. Um sentimento que somente ambos poderiam descrever, em virtude da tensão vivida durante o trajeto e os cruciais minutos que antecederam o sacrifício.

Ter saído da terra de seus pais, para depois ser presenteado com um filho na velhice, que anos mais tarde foi o instrumento usado para provar a sua fidelidade, foi a base da segurança de Abraão para aguardar o cumprimento das promessas. Ao final deste episódio Deus olhou para Abraão e declarou: “Justificado pela fé, totalmente”.



[1] O jumento representava toda a carga negativa que trouxe desde a sua partida, por isto resolveu deixa-lo para que o sacrifício fosse leve e agradável a Deus.

[2] Tal com Jesus que carregou sua cruz, Isaque apareceu no cenário bíblico carregando a lenha para o próprio sacrifício.

[3] Deus envia a providencia às nossas costas, na frente, na entrada, na saída, subindo, descendo, nunca falha.

[4] Um encontro a três, pai, filho e Provedor. O dia que seria trágico terminou de forma gloriosa.

 

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sábado, 19 de junho de 2021

Anticristo. A solução material com implicações espirituais! Capítulo 5

B) A MANIFESTAÇÃO DO ANTICRISTO.

O Anticristo manifestar-se-á logo após o arrebatamento da Igreja e a revelação de sua pessoa à humanidade será precedida do aumento da injustiça, apostasia e pela permissão do “Detentor” para sua manifestação (II Ts 2.7).

O Anticristo terá liberdade para enganar com sinais e falsas soluções para os problemas mundiais. No início, surgirá bem timidamente (Dn 7.8), mas depois levantar-se-á e ganhará espaço para desenvolver sua plataforma de governo maligno.

Após o arrebatamento, a perplexidade tomará conta de toda a humanidade, diante do assombro pelo sumiço de milhões de pessoas, desastres e calamidades. Este será o cenário ideal para o aparecimento do Anticristo, que aproveitará o momento para apresentar respostas e apresentar soluções.

O primeiro objetivo do Anticristo será ganhar a confiança[1], para depois estabelecer um período de implosão de toda e qualquer crença religiosa.

O seu disfarce e encenação de preocupação forçara, em prol de sua aclamação, o cumprimento[2] de algumas profecias relativas a Jesus, tal como o aparecimento do verdadeiro Messias no Monte das Oliveiras, seguido de um terremoto (Zc 14.4) ou a entrada triunfal em Jerusalém (cf Zc 9.9), seguida de uma grande escolta. Após esta sua entrada, os olhos do governante mundial se virarão para o Templo, seu grande objetivo.

Outros sinais servirão para convencer os judeus e o mundo que o Anticristo é realmente o esperado pelas nações.



[1] Alguns o verão como o Messias Judaico, outros como Maomé, Buda ou qualquer outra figura que possa saciar a esperança mundana.

[2] Apesar que o Anticristo terá ao seu dispor todo o aparato tecnológico e humano para forjar e copiar profecias a respeito de Jesus, para assim impressionar a humanidade e levá-los a depositar em sua pessoa a confiança.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Terra. A preparada para o homem - Capítulo 6


Realmente, após o trabalho de Deus, ficou constatado que o homem não tinha condições de melhorar ou acrescentar[1] algo na Terra, por isto bastava somente administrar, cultivar e zelar enquanto estivesse no paraíso.

A harmonia foi afetada quando o homem caiu no pecado, tendo o inimigo ao seu derredor. Esta influência foi tão grande que o fez acreditar na autossuficiência, no seu limitado conhecimento do bem e do mal e nas suas próprias forças para resolver os seus problemas, anulando desta forma as providências e as misericórdias de Deus.

A intenção deste inimigo foi tão somente destruir, afastar e interromper a comunhão perfeita que existia entre o homem e o seu Criador, se pudesse ele teria feito isto durante os dias da criação, porém não pode interferir no momento em que a Terra estava sendo preparada. Depois de tudo pronto viu o homem perfeito, isto o enfureceu ainda mais, o que motivou a execução do seu plano de queda humana e continua até hoje continua nesta sua batalha pessoal.

Apesar de toda a interferência maligna é necessário ressaltar que o homem teve a sua parcela de culpa nesta que foi uma das maiores demonstrações de desobediência, já visto na história da humanidade.

Diante do pecado consumado restava somente ao homem admitir, reconhecer e se preparar para as consequências do seu erro, pois não teria como voltar, ignorar, esquecer, suplicar, clamar por perdão, misericórdia, tampouco se autoincluir no plano da salvação, além do mais o sangue do Cordeiro não havia sido derramado ainda na Terra.

Prevenir antes houve possibilidade, remediar diante da calamidade não era mais possível. Tudo estava consumado, não restavam alternativas a não ser cumprir na integra a sentença.

Adão teve toda a sua vida, cerca de novecentos e trinta anos para refletir sobre o seu erro e para contemplar a misericórdia Divina, que mesmo diante desta situação se fez presente em sua vida.

O passado ainda estava fresco na mente, era pó e continuava na mesma condição. Não teria como esquecer isto ou mudar esta situação.

Em relação ao presente estava totalmente carente da Glória de Deus, estava colhendo o que havia plantado no jardim do Éden.

Agora teria pela frente o sofrimento, suor, a dura constatação da perdição[2]. Este era o futuro do homem.

As consequências deste erro perduram até a atualidade, pois os homens se imaginando conhecedores do bem e do mal, julgam, condenam inocentes, absolvem culpados, planejam, arquitetam, executam, desfazem, matam, roubam, mentem, não respeitam direitos, não cumprem deveres, buscam os primeiros lugares, são amantes de si mesmo, oprimem as viúvas e os órfãos, fazem o bem com uma das mãos e revelam com a outra, acreditam em fábulas, anedotas, amam somente os amigos, odeiam os inimigos, oprimem, blasfemam, perseguem, rejeitam, endurecem o coração para a voz do Espírito Santo, não reconhecem o sacrifício do Calvário, não buscam a Deus e fazem oposição.

Como se não bastasse os delitos acima, existe outro pior, o desejo de se igualarem a Deus[3]. Mas o que pode fazer os homens a se imaginarem em condições de resolverem seus problemas e os da criação? Será que julgam inacabada ou imperfeita?

O homem estava destituído da glória e expulso do paraíso, porém sempre esteve nos planos de Deus.



[1] Não tinha condições de sobrevivência, muito menos de ajudar em algo.

[2] Porém havia a promessa de redenção.

[3] O homem tenta se igualar, pois é impossível se tornar maior.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 9


1)  A OBRA NÃO FOI PARALISADA:

A única forma dos inimigos terem êxito em suas tentativas de paralisarem a obra seria uma patética união entre eles (4.7-8). Na teoria poderia dar certo, mas na prática o resultado seria bem diferente. Irados, se aliaram, planejaram uma infiltração para distraírem, confundirem e desestabilizarem os judeus. Os inimigos utilizaram artilharia pesada e vários artifícios para impedirem a execução da obra:

  • Desagrado (2.10);
  • Zombaria (2.19);
  • Ira, indignação e escárnio (4.1)
  • Humilhação (4.2);
  • Incitação a violência (4.8)
  • Boatos (4.12);
  • Conspiração contra Neemias (6.2);
  • Levantaram falsas acusações (6.6-7);
  • Subornaram (6.12);
  • Espionaram (6.17-19).

Neemias recebeu um convite para descer ao Vale de Ono, mas não queria perder tempo ou desviar seu foco, pois aquilo poderia representar um retrocesso em sua vida espiritual.

Suas respostas à estes convites foram firmes e sábias. Nunca pensou em interromper a obra para se encontrar com os opositores e inimigos. O seu trabalho era mais importante no momento. Tinha certeza da grandeza de sua missão, por isto não quis desviar o seu foco. Ele entendeu a urgência da obra, por isto corria contra o tempo.

A intenção do inimigo era justamente distrair, negociar e paralisar a obra. Aquela não seria uma simples conversa ou encontro para festejarem, era algo mais. Os acontecimentos que se seguiram revelaram os objetivos daqueles convites:

  • Distração – queriam retirar o foco da obra (6.2);
  • Dialogo e negociação – barganha, sutileza e engano, pois enquanto estivesse negociando imaginaram que a obra pudesse ser paralisada ou esperavam obter alguma vantagem (6.2);
  • Maldade – o plano era afastar Neemias das proximidades da cidade para tentarem contra a sua vida (6.2).
  • Cansaço – queriam vencer Neemias pelo cansaço e pelo muito falar (6.4);
  • Boataria – o objetivo era denegrir a imagem do líder (6.5-7);
  • Medo – espalhariam boatos de possíveis ataques (6.9).

Os inimigos não dariam tréguas (4.9), por isto Neemias animou e mobilizou o povo não somente para a oração, mas também para a vigilância. Trabalho e vigilância ao mesmo tempo, para não serem pegos de surpresa.

Em nenhum momento se deixou intimidar pelas ações dos seus inimigos, antes pelo contrário, se fortalecia a cada ataque, pois a sua liderança se destacava em cada uma de suas decisões. Como um autêntico líder sabia que não teria condições de fugir destas investidas.

Mas será que por alguns momentos Neemias não pensou em desistir e voltar para a sua antiga função?

continua...

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Grandes verdades em poucas palavras - 0022



“O Filho deixou o Pai para ajudar-nos a deixar o mundo; Ele desceu a nós para capacitar-nos a subir para Ele”. Antônio de Pádua

“Cristo tornou-se o que somos para fazer de nós o que Ele é”. Atanásio

“O Filho de Deus tornou-se o Filho do Homem a fim de que os filhos dos homens pudessem tornar-se filhos de Deus”.

“Quando Jesus veio à terra, não foi sua divindade que Ele colocou de lado, mas sua glória”. J. Blanchard

“Deus tornou-se homem para transformar criaturas em filhos; não simplesmente para produzir homens melhores da antiga espécie, mas para produzir uma nova espécie de homens”. C. S. Lewis

“O mistério da humanidade de Cristo, o fato de ele ter descido ao ponto de revestir-se de carne humana, está além de toda compreensão humana”. Martinho Lutero

“O Filho divino tornou-se um judeu; O Todo-Poderoso apareceu na terra como um bebê indefeso, incapaz de fazer nada mais do que ficar deitado, olhar, mexer o corpo e produzir sons, necessitando ser alimentado, trocado e ensinado a falar como qualquer outra criança... Quanto mais você pensa nisso, mais admirável isso se torna.J. I. Packer

“Antes que Cristo pudesse casar-se conosco, precisou nascer em nossa natureza, pois o marido e a esposa precisam ter a mesma natureza”. Richard Sibbes

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 15 de junho de 2021

Os primogênitos: Deixa o meu ir, senão levo o seu - capítulo 1

O TRIO DE FERRO:

JACÓ, JOSÉ E MOISÉS 

A história de Israel remonta os áureos tempos da chamada de Abraão, ainda no Crescente Fértil[1], no meio de sua parentela. De antemão, o patriarca foi inteirado, através de uma mensagem vinda diretamente de Deus, sobre o período de quatrocentos e trinta anos de escravidão total, que seus descendentes enfrentariam em um futuro (Gn 15.13-16). Todo o processo entre a visão de Abraão e a posse da Terra Prometida não poderia ser evitado.

  

a) Missão de Jacó: apresentar o Egito

A primeira parte da promessa se cumpriu no momento em que Jacó aceitou o convite para morar no Egito, recebendo a melhor parte do território (Gn 47.6).

Toda a família fugiu da seca, fome e desolação. Canaã dependia muito das águas das chuvas e sofria com a falta. O Rio Nilo não deixava o Egito sentir os efeitos deste problema.

Motivos para a mudança rápida tiveram, pois o convite amigável do filho feito ao pai, as carroças para o transporte, a promissora carreira política de José e a permissão para levarem seus gados e pertences soaram naqueles corações como uma grande bênção vinda da parte de Deus para coroar toda a trajetória iniciada por Abraão. E de fato foi.

No inicio, os simples pastores viveram em um paraíso, tudo foi festa, mordomia, respeito, liberdade e privilégios. Talvez esta situação possa ser explicada pelo fato do Egito, na época, estar sob domínio dos hicsos[2], povo que soube demonstrar sua gratidão pelo trabalho e socorro de José, mas com o passar dos tempos, o ambiente se tornou desfavorável. Este povo tão grato perdeu espaço e os egípcios retomaram o poder. Tanta indiferença e ingratidão somente poderia vir de quem realmente abominava os hebreus desde o início.

Todos os que se mudaram com Jacó usufruíram das riquezas do Egito, pois conheceram a fartura naquelas terras, antes do período de fome e opressão conforme revelação entregue pelo então ainda prisioneiro José.

Jacó, ao levar sua família, apresentou o Egito aos hebreus. A intenção era atender ao pedido de seu filho José e também fugir do período de fome que ainda assolaria boa parte da Terra. Deus tinha um plano para unir aquela família, portanto não teria como o pai dizer não ao filho.

Cerca de setenta pessoas desceram ao Egito, com Jacó e se multiplicaram, a ponto daquela terra se encher deles (Ex 1.7). No momento da libertação com Moisés, este número subiria para mais de seiscentos mil varões sem contar mulheres e meninos.

Na época de José, os hebreus não se misturaram aos egípcios, pelo menos uma grande parte e por algum tempo. A astúcia do governador hebreu surtiu o resultado esperado, pois os havia orientado a dizerem que eram pastores, o que era abominação para os egípcios. Conscientemente implantou um abismo para impedir o contato e a mistura dos hebreus com a cultura egípcia. Isolados em Gósen puderam manter a identidade e seus costumes (Gn 46.31-34).

continua...



[1] Região conhecida como Mesopotâmia (entre rios), atual parte do território do Iraque.

[2] Hicsos, povo semita que invadiu o Egito, pelo Istmo de Suez, por volta de 1730 a.C., dominando por quase dois séculos. Eles possuíam cavalos e carros de combate, desconhecidos no Egito.  

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Geografia Bíblica - aula 3

III – GEOGRAFIA DE ISRAEL

1) LOCALIZAÇÃO E NOMES

Israel, um dos menores países do mundo, limitava-se com a Síria, Fenícia, Arábia e com o mar Mediterrâneo. Atualmente se limita com o Líbano ao norte, com a Síria e Jordânia a leste, com o Egito ao Sul e com o mar Mediterrâneo a oeste.

Israel sempre recebeu nomes que a diferenciava e destacava sua importância no plano de Deus em relação a humanidade:

  • Canaã: relativo a Canaã, filho de Cam (Gn 12.5; 13.2; At 13.19);
  • Terra dos amorreus: um dos mais antigos nomes recebidos;
  • Terra dos hebreus: relativo a Éber, descendente de Noé (Gn 40.15);
  • Terra de Israel: após a conquista sob o comando de Josué essa região recebeu essa denominação (Ez 11.16-20; Mt 2.20-21);
  • Terra de Judá: em referencia às duas tribos que se recusaram seguir Jeroboão, após a morte do rei Salomão;
  • Terra Prometida: designava a promessa de Deus feita a Abraão;
  • Terra Santa: por ter servido de berço a Jesus (Zc 2.10-12; At 7.33);
  • Palestina: referente a faixa de terra habitada pelos antigos filisteus. 

Esses nomes e designações nunca agradam os vizinhos, principalmente após a criação do estado de Estado de Israel em 1948.

 

2) PLANÍCES

  • Acre: estende-se do extremo Noroeste até o Monte Carmelo;
  • Sarom: entre o sul do monte Carmelo a Jope (Is 35.2);
  • Filistia: nessa região encontramos Gaza, Ascalom, Asdode, Gate e Ecrom, as principais cidades filisteias;
  • Sefelá: situada entre a Filístia e as montanhas da Judéia;
  • Armagedom: também conhecido por Jezreel, entre a Galiléia e Samaria. Local de futuro embate escatológico (Ap 16.16).

 

3) VALES

  • Vale do Jordão: vai do monte Hermon (norte) até ao mar Morto (sul);
  • Vale de Jezreel: vai do ribeiro de Jalud até ao vale do Jordão;
  • Vale de Açor: está localizado entre as terras de Judá e Benja­mim;
  • Vale de Aijalom: onde Josué deteve o Sol e venceu os amorreus;
  • Vale de Hebrom: serviu também de sepulcro à famí­lia patriarcal;
  • Vale de Sidim: local onde se encontravam Sodoma e Gomorra;
  • Vale de Siquém: local onde Jesus pregou para a mulher samaritana e onde se encontram os montes Gerizim e Ebal e o poco de Jacó;
  • Vale de Moabe: região dos incestuosos filhos de Ló.

 

4) PLANALTOS

  • Planalto de Naftali: localiza-se no Norte da Galiléia;
  • Planalto de Efraim: compreende a área de Samaria;
  • Planalto de Judá: é ladeado por Betel e Hebrom;
  • Planalto de Basam: fica entre o monte Hermom e o Rio Yarmuque;
  • Planalto de Gileade: é cor­tado pelo Rio Jaboque, região fértil;
  • Planalto de Moabe: localizada ao leste do rio Jordão e Mar Morto.

 

5) MONTES

  • Monte Sião: a leste de Jerusalém, local da sepultura do rei Davi;
  • Monte Moriá: local da prova de Abraão, quando subiu com Isaque (Gn 22) e onde foi construído o Templo por Salomão;
  • Monte Ebal e Gerizim: local onde foram pronunciadas as maldições e as bênçãos sobre os filhos de Israel (Dt 27). Os samaritanos construíram um templo sobre o Gerizim para ofuscar o Templo reconstruído em Jerusalém;
  • Monte Carmelo: e local onde Elias desafiou os profetas de Baal;
  • Monte Tabor: local onde Débora, Baraque e Gideao travaram;
  • Monte Gilboa: local onde morreram Saul e seu filho Jônatas;
  • Monte Hatim: acredita-se que seja o lugar do Sermão da Montanha;
  • Monte Gileade: local onde Jacó lutou com o Anjo do Senhor;
  • Monte de Basam: era habitado pelos refains (homens altos);
  • Monte Fisga: onde Moisés contemplou a Terra Prometida (Dt 34.1,6);
  • Monte Peor: local onde Balaão tentou amaldiçoar os filhos de Israel;
  • Monte Sinai ou Horebe: local onde apareceu a Moisés e o comissionou a libertar Israel do Egito. Refugio de Elias, quando fugiu de Jezabel.

 

6) DESERTOS

  • Deserto do Sinai: Israel peregrinou por esse deserto após saírem do Egito. Também chamado de Sur, Cades, Zim e Berseba;
  • Deserto da Judéia: Davi fugiu para essa região para fugir do rei Saul. O rei Josafá obteve vitorias sobre os moabitas e amonitas;
  • Deserto de Jericó: fica no território benjamita e serviu de cenário para a parábola do Bom Samaritano.

 

7) MARES

  • Mar Mediterrâneo: também conhecido como Mar Grande, Mar Ocidental, Mar dos Filisteus, Mar de Jata ou simplesmente Mar como é descrito biblicamente. Caminho utilizado por Paulo para universalizar o Evangelho;
  • Mar Morto: também chamado de mar Salgado (Js 3.16);
  • Mar da Galiléia: um lago de agua doce formado pelo rio Jordão. Também é conhecido por mar de Quinerete, mar de Tiberíades e Lago de Genezaré;
  • Mar Vermelho: mesmo não se encontrando na Terra Santa, esse mar está estreitamente ligado à história dos israelitas.

 

8) RIOS

  • Rio Jordão: começa no monte Hermom e desce à mais profunda depressão do planeta, o mar Morto;
  • Rio Querite: para alguns estudiosos trata-se apenas de um filete de água onde Elias se refugiou (1 Rs 17.3-5);
  • Rio Cedrom: separa o Monte das Oliveira do Monte Moriá, acompanha os muros de Jerusalém e desagua no mar Morto;
  • Rio Jaboque: Jacó lutou com o anjo nas imediações desse rio.

 

9) CLIMA

  • Nas montanhas: clima fresco e bastante ventilado, oscilando entre 14 e 29 graus no deserto e 6 graus com neves no inverno;
  • No litoral: no inverno a temperatura baixa de 14 graus em Gaza e Jafa. No verão chega atingir 34 graus;
  • No deserto: entre 43, 47 e 50 graus no verão;
  • Inverno: começa em outubro e estende-se até março;
  • Verão: vai de abril a setembro;
  • Chuvas: são abundantes, começam em outubro.

 

10) ESTRADAS

  • Via Máris: atravessa todo o território de Israel, indo de Damasco a Tolemaida, passando por Cafarnaum e Genezaré. Al­guns trechos eram cobrados impostos pelos romanos, pois eram pavimentadas;
  • Estrada da Costa: também conhecida como Caminho dos Filisteus, li­gava o Egito a Israel, com mais de 120 quilômetros de extensão;
  • Estrada do leste: ligava Jerusa­lém e Betânia, caminho obrigatório dos judeus da Galileia que se dirigiam ao Templo;
  • Estrada do Centro: ligava Jerusalém ao Sul do país. Em Hebrom propiciava duas opções, uma para Gaza e outra para Berserba.

 

11) CIDADES

  • Jericó (lugar de perfumes ou fragrâncias): pertencia a tribo de Benjamim, distante 28 quilômetros de Jerusa­lém. Foi a primeira conquista de Israel ao entrar na Terra Prometida;
  • Belém (casa de pão): há 10 quilômetros a leste de Jerusalém, uma fortaleza natural, a cidade de Davi. Dois grandes personagens nasceram nessa cidade: Davi e Jesus, apesar disso era considerada uma aldeia insignificante;
  • Hebrom (confederação): há 32 quilômetros ao sul de Jerusalém. Abraão morou em suas redondezas. Davi foi ungido rei sobre Israel primeiramente em Hebrom;
  • Jope (bela): cidade atacada várias vezes pelos filisteus. Fazia parte da tribo de Dã;
  • Nazaré (florescer): distante cerca de 170 quilometros de Jerusalém. Fica recoberta por flores no tempo das chuvas;
  • Cafarnaum (aldeia de Naum): escolhida por Jesus para ser o centro de seu ministério. A cidade nunca mais foi reconstruída (Lc 10.15);
  • Samaria (pessoa caridosa): construída por Onri, pai de Acabe, estava a 60 quilômetros de Jerusalém. Foi a capital do Reino de Israel. A Assiria enviou povos estranhos para se misturarem aos habitantes, criando uma rivalidade com os judeus devido a esta mistura;
  • Decápolis (dez cidades): construídas pelos gregos para helenização da região;
  • Jerusalém (habitação de paz): chamada de Salém (Gn 14.18), Jebus (Jz 19.10), Sião (SI 87.2), Ariel (Is 29.1), Lareira de Deus (Is 1.26), Cidade de Justiça (Is 1.26), Santa Cidade (Is 28.2; Mt 4.5), Cidade do Grande Rei (Mt 5.35) e Cidade de Davi (2 Sm 5.7). Venerada pelo judaís­mo, cristianismo e islamismo. Em 1967, após a guerra dos Seis Dias, a cidade volta ao controle dos judeus.

Fonte: Apostila Curso Básico de Teologia do SETEM – Seminário Teológico Manancial. Elaboração: Pb. Ailton da Silva

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)