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quarta-feira, 8 de junho de 2022

Grandes verdades em poucas palavras - 0059


“A tentação é algo que nunca devemos estimular, mas que sempre devemos esperar”. J. Blanchard

“Não existe ordem tão sagrada nem lugar tão secreto nos quais não haja tentação”. Thomas à Kempis

“Deus promete uma aterrissagem segura, mas não uma viagem tranquila”. Anônimo

“Jesus foi tentado não porque era mau, mas porque era importante”. G. B. Duncan

“O melhor dos santos pode ser tentado pelo pior dos pecados”. Matthew Henry

“A maior tentação provinda do inferno é a de viver sem tentação”. Samuel Rutherford

“Você não é tentado porque é mau, mas sim porque é humano”. Fulton J. Sheen

“São necessárias duas pessoas para fazer da tentação um sucesso; você é uma delas”. Anônimo

“Se você não quer que o diabo o tente com fruto proibido, é melhor sair do pomar dele”. Doug Barnett

“É melhor recusar a isca do que se debater na armadilha”. John Dryden

“Doutrinas fracas não são páreo para tentações poderosas”. William S. Plumer

“Se você segura o estribo, não é de admirar que Satanás suba à sela”. William Secker

“Tentação não é pecado; é o chamado para a batalha”. Frederick P. Wood

“Satanás, como um pescador, põe isca em seu anzol de acordo com o apetite do peixe”. Thomas Adams

“Tentação é o tentador olhando pelo buraco da fechadura para o quarto em que você vive; pecado é o ato de você destrancar a porta e fazer com que seja possível ele entrar”. J. Wilbur Chapman

Ó Senhor, ajuda-nos a ouvir o guizo da serpente antes de sentir suas presas” Thomas De Witt Talmage

Satanás nunca coloca diante dos homens um prato que eles não apreciem”. Thomas Watson

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Elias, o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 8

d) Eliseu atento aos últimos de Elias na Terra:

Elias levou Eliseu a vários lugares diferentes e em cada um deles colocou o sucessor à prova. Este momento antecedeu o seu arrebatamento e também serviu de preparação para o discípulo (II Rs 2.1-8), que resistiu as provas, pois desejava algo a mais em sua vida.

Eliseu demonstrou estar familiarizado com aquilo que o Senhor estava prestes a fazer (II Rs 2.1) em sua vida. Estava consciente que algo extraordinário, envolvendo o profeta Elias, poderia acontecer a qualquer momento (II Rs 2.3), por isto ficou atento para fazer parte da história.

Também demonstrou perseverança quando se recusou a largar Elias, acompanhando-o até Gilgal, local onde Josué acampou com o povo de Israel (Js. 4.19). Depois continuou com o mestre até Betel, um lugar de oração, onde Abraão edificou um altar ao Senhor (Gn. 12.8). Firme como sempre, partiu com Elias até Jericó, o lugar da primeira batalha antes dos hebreus entrarem na Terra Prometida (Js 6) e por fim esteve junto ao mestre até que chegasse a sua última parada, o rio Jordão (II Rs 2.1-6).

O mesmo local onde Elias havia aparecido, para se apresentar ao rei Acabe (I Rs 17.1), servia agora para ser o palco do encerramento do ministério do profeta do fogo. Se Eliseu tivesse ficado pelo caminho, não teria sido o homem de Deus que foi!

Por fim Eliseu provou ser um homem vigilante e atento às oportunidades. O seu pedido, quando presenciou Elias ser levado aos céus (II Rs 2.12), foi ousado, algo que merece uma reflexão à parte, pois revela a nobreza da sua chamada. Diante de uma oportunidade única, não teve dúvidas, e pediu: “que haja porção dobrada do teu espírito sobre mim” (II Rs 2.9). Excelente obra desejou Eliseu (I Tm 3.1-2).

O discípulo queria fazer parte daquela história, queria também deixar o seu legado, fazer mais do que o mestre, para tanto seria necessário que iniciasse com chave de ouro. 

Sua intenção era requerer o direito à primogenitura sobre os demais profetas da escola de Elias. Quem deveria ser o substituto com a vacância do cargo? Quem deveria dar continuidade? Quem deveria assumir o controle sobre os demais e futuros profetas? Não poderia ser qualquer pessoa.

Eliseu fez o pedido baseado na Lei Mosaica (cf. Dt 21.17), que garantia ao filho primogênito o direito a porção[1] dobrada da herança, porém isto implicava em maior responsabilidade.

Deus agradou-se do pedido de Eliseu como se agradara do pedido de Salomão (I Rs 3.10). Muitas vezes as pessoas preferem aquilo que e medíocre em vez do que é nobre. Preferem escolher o que satisfaz o ego em vez de escolher o que agrada e alegra a Deus

 

e) Elias e Eliseu – diferenças e semelhanças:

Elias apareceu do nada no cenário mundial, um verdadeiro “estranho” (I Rs 17.1) e ficou conhecido como o "arrebatado”, pois sumiu diante dos olhos de Eliseu (II Rs 2.11), mas foi visto por Tiago, Pedro e João (Mc 9.4) no monte da Transfiguração. Por todo este tempo, o profeta do fogo, esteve "ausente da terra, mas presente no céu".

Já Eliseu, que teve pai e mãe (I Rs 1.29), esteve até o último momento de sua vida preocupado e trabalhou em prol de Israel (II Rs 13.14.19). Morreu e foi sepultado como qualquer outro ser humano (II Rs 13.20).

Acabe não conseguiu encontrar o esconderijo de Elias em nenhum lugar dentro do território de Israel, já o profeta Eliseu foi facilmente encontrado pelo rei Jeoáz (II Rs 13.14).

Elias, corajoso, se apresentou ao rei Acabe (I Rs 17.1), sem temer as represálias. Eliseu se apresentou a Jorão e a Josafá (II Rs 3.14) e não temeu repreendê-los diante do rei de Judá. Se apresentou também a Hazael, futuro rei da Síria, que faria muito mal a Israel e o ungiu como rei (II Rs 8.11-12).

Mas, um dia Elias temeu Jezabel (I Rs 19.2-3) e fugiu, bem diferente de Eliseu, que não teve medo de afrontar o filho dela, o rei Jorão (II Rs 3.14), tampouco o capitão de Samaria (II Rs 7.2).

Elias foi visto pela penúltima vez no Monte da Transfiguração (Mc 9.4), pois retornará para ser uma das duas testemunhas do Apocalipse (Ap 11.3-6). Já Eliseu não retornará mais, pois já conheceu a morte (Hb 9.27).

Elias procurou e encontrou seu sucessor trabalhando (I Rs 19.16-19) e formou com Eliseu, a dupla dinâmica, amigos inseparáveis até ao momento do arrebatamento.

 

f) Elias e Eliseu – Jesus e igreja:

Elias e Eliseu não desenvolveram seus ministérios concomitantemente (II Rs 2.14). Um somente entrou em cena depois que o outro foi tirado deste mundo (II Rs 2.11), da mesma forma a igreja somente iniciou o exercício de sua função depois que Jesus subiu aos céus e logo após ser cheia do Espírito Santo (At 1.9; 2.1).

Elias foi tirado de Eliseu, foi separado pelos carros, fogo e levado pelo redemoinho. Estavam andando e falando um com o outro, quando isto aconteceu. Os discípulos também estavam conversando com Jesus quando o viram se tornar assunto aos céus (At 1.3-8).

Jesus havia avisado seus discípulos que iria (Jo 16.18; At 1.10), o mesmo foi feito por Elias que também avisou Eliseu (II Rs 2.9,12).

Elias preparou Eliseu para sucedê-lo, um ensinava e o outro aprendia (I Rs 19.21), assim como os discípulos aprenderam[2] com Jesus.

Eliseu foi cheio (II Rs 2.12-14), na descida da capa de Elias sobre ele, enquanto que os discípulos foram cheios (At 2.1-4) na descida do Espírito Santo.

Eliseu desejou a porção dobrada, conforme a herança reservada para o filho primogênito (Dt 21.15-17). Desejou a continuação do ministério profético. A igreja sucederia Jesus no ministério de socorro aos gentios e daria continuidade ao que foi iniciado (Mt 8.5-13; Mt 15.21-28).

Faltou somente ter aparecido dois varões de branco, tal como aconteceu com os apóstolos (At 1.11), para animarem o coração de Eliseu após o arrebatamento de Elias. Certamente diriam: “Assim como você o viu subir, um dia voltará, para ser uma das duas testemunhas do Apocalipse (Ap 11.2), mas antes voltará para conversar um pouco com Jesus e Moisés no monte da Transfiguração (Lc 9.31).



[1] A porção dobrada, a principio, significava mais poder acompanhado de mais responsabilidades.

[2] Os discípulos foram ensinados (Mt 11.29; Jo 9.2) e colocaram em prática logo na primeira oportunidade (At 3.4).

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Grandes verdades em poucas palavras - 0058



“Se o diabo não puder usar os fracassos para derrubar você, ele usará o sucesso”. J. Blanchard

“É difícil estar no alto e não ser orgulhoso. William Jenkyn

“Nenhum homem pode fazer o inquilino sair da moradia enquanto Deus, o proprietário, não o exigir”. Thomas Adams

“Nenhuma criatura se mata voluntariamente, a não ser o homem”. Thomas Watson

“Tememos muito ao homem porque tememos pouco a Deus”. William Gurnall

“Somente o temor a Deus pode livrar-nos do temor aos homens”. John Witherspoon

“O mundo começou com o tempo, e o tempo com o mundo”. Thomas Adams

“O tempo não é nada mais do que a borda da eternidade”. Anônimo

“O que costuramos no tempo vestiremos na eternidade”. Anônimo

“O grande peso da eternidade está dependurado pelo pequeno fio do tempo”. Thomas Brooks

“O tempo é o casulo da eternidade”. Jean Paul Richter

“Você não pode matar o tempo sem ferir a eternidade”. Henry David Thoreau

“Mate o tempo, e você estará assassinando a oportunidade”. Anônimo

“O tempo perdido nunca é encontrado”. Anônimo

“Desperdiçar tempo é esbanjar um dom de Deus”. J. Blanchard

“Tempo e dinheiro são os fardos mais pesados da vida; os mais infelizes dos mortais são os que possuem qualquer um deles em quantidade maior do que a capacidade que têm de usá-los”. Samuel Johnson

“Hoje é o amanhã com o qual você se preocupou ontem”. Anônimo

“O amanhã é um cheque pré-datado. O hoje é dinheiro vivo”. Anônimo

“O tempo é o depósito que cada pessoa tem no banco de Deus, mas ninguém sabe qual é seu saldo”. Ralph W. Sockman

“Não tenho tempo para me apressar”. John Wesley

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 31 de maio de 2022

Fé e obediência. Abraão, um exemplo para todos os povos. Capítulo 11



Isaque, o sacrifício imperfeito e não consumado


Abraão, conhecido como “pai de multidões” foi incluído na galeria dos heróis da fé e tinha tudo para prosseguir confiante, porém sua fé e obediência foram colocadas à prova no momento em que Deus pediu algo fora dos padrões éticos, morais e religiosos da época.

Não seria estranho se Abraão se rebelasse de imediato ou se apresentasse argumentos para não atender ao pedido de Deus.

Mas fiel, obediente, Abraão se submeteu e foi até ao fim, certo de que algo maravilhoso da parte de Deus, um grande milagre, pudesse acontecer (Hb 11.18), ali mesmo diante de seus olhos.

 

1) Sacrifico humano

Jamais Deus aceitaria um sacrifício humano, pois se tratava de uma prática pagã, ainda mais partindo de Abraão.

O pedido incomum, na verdade, tratava-se de um desafio, pelo qual o patriarca provaria sua fé e obediência.

Havia em Abraão qualidades superiores às suas fraquezas, então este momento seria ideal e perfeito para revelá-las.

Ele já havia experimentado alguns momentos de frustrações e incertezas, então agora estava prestes a conhecer e ter mais intimidade com Deus.

 

2) A devolução do unigênito

Um pedido difícil, ilógico, impossível de ser atendido. Qualquer ser humano apresentaria motivos para dizer não a Deus.

A impressão era que Deus estava requerendo algo de volta, muito valioso, que havia dado ao seu amigo (II Cr 20.7; Is 41.8).

Mas o velho patriarca, em nenhum momento ousou pensar em dizer não para Deus, preferiu seguir confiante no livramento.



3) Obediência – o caminho mais difícil

O mais doloroso para Abraão não foram os momentos que antecederam sua resposta ao pedido de Deus, mas sim foi a caminhada longa, cansativa e silenciosa em direção ao monte do sacrifício.

Abraão conheceu a fidelidade de Deus na chamada e mesmo não entendendo aquele pedido manteve a confiança (Hb 11.17-19). O pai caminhou ao lado do filho, por vezes sentindo a dor, às vezes respirando a certeza do livramento. No intimo aguardava o agir de Deus em seu favor.


4) O “Cordeiro” já estava lá

Após a longa jornada, enfim chegaram ao monte do sacrifício. Os servos que os acompanhavam ficaram ao pé do monte. Pai e filho acertaram os últimos detalhes e se dirigiram ao local com a lenha o cutelo, mas ainda faltava o terceiro elemento daquele sacrifício, o cordeiro.

Se aquele sacrifício fosse concretizado, certamente todas as honras seriam dadas ao pai e ninguém se lembraria da bravura do filho.

 

5) Sacrifício imperfeito

Quem em sã consciência aceitaria morrer para que outro recebesse todas as glórias e honras?

Isaque aceitou ser oferecido como sacrifício para que seu pai provasse sua fidelidade a Deus. Uma atitude corajosa de um filho obediente.

Mas o sacrifício de Isaque não poderia ser aceito por Deus, pois em pecado havia sido concebido, portanto não reunia condições para remir a humanidade.

 

6) O cordeiro substituto

Após o grito do anjo que impediu a finalização do sacrifício, Abraão viu ao lado um cordeiro. Seu único esforço foi recolher aquele que seria o substituto.

Deus honrou as palavras ditas por Abraão: “Deus para si proverá um cordeiro”. O Deus que proveu este cordeiro no Monte Moriá, para realização daquele sacrifício, é o mesmo que proveu o Cordeiro perfeito no Calvário para salvação da humanidade.

O cordeiro de Moriá tomou somente as dores e os sofrimentos de Abraão e Isaque, enquanto que o Cordeiro do Calvário tomou sobre si a carga de todos. Deus provou a fé de Abraão através do pedido que abalou o coração do patriarca.

Foi uma caminhada difícil em direção ao monte. Tristeza, esperança, silêncio e desespero, mas pela fé do pai, os dois voltariam após a adoração (Gn 22.5). No monte não foi preciso concretizar o sacrifício, pois Deus proveu para si o Cordeiro, símbolo de Jesus, o Cordeiro Perfeito.


Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 24 de maio de 2022

Elias, o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 8

O SUCESSOR: MINISTÉRIO IDÊNTICO? 

Elias não descendeu de figuras importantes tal como os profetas Sofonias, Zacarias (Sf 1.1; Zc 1.1; Ne 5.1) e não foi tão importante como Isaías, filho de Amós (Is 1.1), sobrinho do rei Uzias.

Apareceu do nada no cenário bíblico (I Rs 17.1). Saiu do anonimato do dia para a noite, mas não fez uso da fama em nenhum momento. Quando se tornou conhecido pelo rei Acabe, obedecendo às ordens de Deus, se escondeu no ribeiro de Querite, para depois ser enviado a Sarepta.

Elias sabia muito bem de onde havia vindo, de Tisbe, mas não imaginava para onde iria (II Rs 2.11; cf  Jo 14.4; Gn 16.8). Não tinha onde reclinar a cabeça, tal como Jesus (I Rs 17.1, 4, 9; 19.4, 8, 9, cf Mt 8.20), já as duas raposas, Acabe e Jezabel, tinham seus palácios para descansarem.

Devido a profecia entregue, como cartão de visita (I Rs 17.1), não teve transito livre nos palácios acabianos, como tiveram Isaias, Sofonias, Jeremias, em suas respectivas épocas, na verdade, não poderia sequer passar pelas ruas ao entorno, marcar audiências, muito menos sentar-se à mesa para ser seduzido pelas ofertas jezabélicas, que não eram poucas (Ap 2.20).

Surgiu como fogo, com uma palavra que queimava como tocha e durante seu ministério protagonizou um dos fatos mais impactantes em Israel (I Rs 18.39).

Durante sua estadia em Querite, suportou receber e comer alimentos trazidos por corvos, ave imunda, pois estava forte e se fosse preciso os enxotaria, mas quando estava fraco (I Rs 19.3-4) Deus enviou um anjo, já que, naquela situação, o profeta certamente não se alimentaria.

Elias fugiu e se escondeu justamente na terra da mulher que estava lhe perseguindo, Sarepta de Sidom. Esta foi uma das fugas mais espetaculares da história humana, pois se escondeu na cidade onde jamais seus inimigos pensariam em procurá-lo (I Rs 17.9).

Acabe designou para a tarefa de encontrar Elias um dos sete mil fiéis, Obadias, justamente o que havia escondido e sustentado com pão e água os cem profetas que foram poupados da morte (I Rs 18.1-3; 13).

Foi um profeta presente na história de Israel, que um dia se ausentou (I Rs 17.3, 9; II Rs 2.11). Desapareceu diante dos olhos arregalados de Eliseu (II Rs 2.11).

 

a) O pré e pós Monte Carmelo:

Após o glorioso desfecho do sacrifício do Carmelo, Elias não se aproveitou da fama (I Rs 18.38-39), pois se existisse alguém que não o conhecesse em Israel certamente passou a conhecê-lo. Naquele dia quase se transfigurou, antes da hora, pois estava cuspindo fogo.

Anos mais tarde apareceu juntamente com Moisés, como representante dos profetas, para atestar a messianidade de Jesus e para contemplar a restauração total de Israel. A restauração que tanto desejou ver em Israel, contemplou ali no monte na pessoa de Jesus.

Elias apareceu na Terra, aos assustados Pedro, Tiago e João, talvez pela penúltima vez (Mc 9.4), pois é um forte candidato a ser uma[1] das duas testemunhas do Apocalipse (Ap 11.1-6)

 

b) Ministérios coincidentes?

Elias e Eliseu, amigos inseparáveis, até que o arrebatamento os separou (II Rs 2.11). Os dois ressuscitaram filhos de mulheres desesperadas. A viúva de Sarepta disse: “porque vieste aqui”, enquanto que a sunamita disse: “eu não te pedi filho”. Multiplicaram também azeite para a viúva em Sarepta e para a viúva dos filhos dos profetas.

Os dois abriram o rio Jordão. Foram ameaçados de morte. Jezabel deu apenas vinte e quatro horas de vida a Elias, dizendo “assim me façam os deuses e outro tanto” (I Rs 19.2) e Eliseu teve sua cabeça posta a prêmio, quando o rei de Samaria disse: “assim me faça Deus e outro tanto” (II Rs 6.31).

Eliseu não enfrentou Jezabel porque ela não escapou da espada de Jeú, conforme revelado a Elias ainda em Horebe, o monte de Deus (I Rs 19.17), mas se tivesse escapado certamente encontraria o profeta pela frente.

Eliseu não encontrou Jezabel, mas encontrou o filho, o rei Jorão, um mau governante e todo atrapalhado, pois culpou Deus pelos seus erros, quando decidiu pela guerra contra os moabitas (II Rs 3.13).

Que assombro para a casa de Acabe, pois pensaram: “não tem fim estes homens, um sumiu e dizem que foi levado para o céu e o sucessor perturba Israel tanto quanto o anterior” (cf I Rs 18.17; II Rs 13.21).

 

c) A chamada do sucessor:

A chamada de Eliseu foi o aviso prévio para Elias. Deus ia “dar baixa” em sua carteira de Trabalho. O convite para o sucessor (I Rs 19.19-21) foi rico em detalhes:

     Eliseu fazia parte da estatística dos sete mil fiéis. Aliás o sucessor de Elias só poderia sair deste grupo;

     Eliseu estava trabalhando com doze juntas de bois! A obra de Deus não é profissão ou emprego. É vocação!

     Eliseu percebeu que o ministério tem custo! Sacrificou os bois e os deu como comida ao povo e seguiu Elias. Quem coloca as mãos no arado não pode olhar para trás;

     Eliseu entendeu que o ministério profético é um servir, por isto passou a servir a Elias.

A luta contra a apostasia parecia perdida, mas Deus ainda estava no controle da situação, assim como esteve nos casos das chamadas de Moisés, para libertar os hebreus do Egito (Ex 3.8-10), de Gideão para coibir a presença dos midianitas (Jz 6.14), Isaías e Jeremias para resgatar a fé de Judá (Is 7.9; Jr 1.10). Agora Eliseu não poderia desprezar o dom que havia nele (cfe II Tm 1.6; I Tm 4.14), precisava manter firme o pulso contra a apostasia.

Elias lanço sobre Eliseu o seu manto (I Rs 19.19), como símbolo da continuidade profética (II Rs 1.8, cf Zc 13.4). O lançamento da capa[2] demonstrava transferência de poder e autoridade e com este gesto, o sucessor estava sendo credenciado para o ofício profético.

Porém a sucessão não se confirmou de imediato, pois houve um tempo entre o “lançar” (I Rs 19:19) e “o cair[3] do manto” (II Rs 2:14). Deus não teve pressa para finalizar o processo sucessório. Este período de transição serviu para provar que o sucessor era realmente vocacionado e chamado.

Eliseu não foi escolhido às pressas, pelos seus préstimos, qualidades ou títulos, pois de nada adiantaria o ofício se a unção não acompanhasse o sucessor! Portanto na era o fazer que determinaria a unção, mas sim a unção que validaria as obras de Eliseu.

continua...



[1] Uma das duas testemunhas terá o poder para fazer descer fogo do céu (I Rs 19.38; II Rs 1.9-14) e para fechar os céus para que não haja chuva (I Rs 17.1), tal como fizera Elias (Tg 5.17).

[2] A capa, peça importante do vestuário de uma pessoa, transferiu autoridade, poder e responsabilidade profética a Eliseu.

[3] O "lançar" da capa de Elias significou a chamada (I Rs 19.19), enquanto que o "cair" (II Rs 2.13)significou o início do ministério.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Grandes verdades em poucas palavras - 0057


Falar é bom... somente quando é melhor do que silenciar”. Richard Sibbes

“Mantenha silêncio ou fale aquilo que é melhor do que o silêncio”. John Trapp

Pode-se cometer uma injustiça contra outra pessoa tanto por meio do silêncio quanto da calúnia”. Thomas Watson

“Empatia é sua dor no meu coração”. Halford E. Luccock

“Algumas vezes Deus precisa derrubar-nos de costas para que olhemos para cima”. Anônimo

“Dor e sofrimento não são necessariamente sinais da ira de Deus; podem ser exatamente o contrário”. J. Blanchard

Os tempos de sofrimento são tempos de aprendizado”. William Bridge

“A alma não teria arco-íris se os olhos não tivessem lágrimas”. John Vance Cheney

“Algumas vezes Deus lava os olhos de seus filhos com lágrimas, para que eles possam ler corretamente sua providência e seus mandamentos”. T. L. Cuyler

“A Bíblia tem muitas coisas a dizer sobre o sofrimento, e grande parte delas é animadora”. A. W. Tozer

“Quando Cristo salva um homem, não o salva apenas de seus pecados, mas também de sua solidão”. Frank Colquhoun

“Não se ganha nada brigando com Deus”. William Gurnall

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Fé e obediência. Abraão, um exemplo para todos os povos. Capítulo 10

A inversão de posições 

Para continuidade do plano de Deus era necessário o nascimento de um filho, que seria o primogênito de Abraão e Sara.

Então não havia espaços para o “filho da serva”, por isto foi necessário a intervenção de Deus para que o erro do casal fosse corrigido.

Deus inverteu a posição dos filhos de Abraão e também de Isaque, Jacó, e de outros personagens bíblicos, para administrar situações e para amenizar as consequências produzidas pelos erros, além de evitar males maiores.

 

1) Primogenitura: conceito e importância

Pela tradição da época o primogênito gozava de alguns privilégios em relação aos outros filhos.

O primogênito era dotado de autoridade, estimado e recebia porção dobrada da herança da família, além de ser consagrado ao Senhor (Êx 22.29). Uma tradição que nunca foi bem compreendida pelos homens.

No caso dos filhos de Abraão, foi uma posição invejável, pois atestava o inicio do cumprimento do plano de Deus na vida deles.

 

2) Inversão de valores

Deus inverteu a posição dos filhos de alguns personagens justamente para corrigir problemas criados por privilégios, disputas, rivalidades, desvios de caráter e condutas e para mostrar que está no controle de tudo.

As inversões não foram simples troca de posições entre os irmãos envolvidos, mas sim, foram decisões que culminariam com o surgimento de Israel, o primogênito de Deus (Êx 4.22).

 

3) Supervalorização da posição

Uma valorização desnecessária de uma posição, a primogenitura, que não levava a nada, somente criava um sentimento de inferioridade nos outros filhos.

Deus sempre primou pela igualdade entre os homens, tanto que sua intenção foi mostrar que o direito da primogenitura seria algo bem mais sério que uma simples ordem de nascimento.

Deus procura verdadeiros adoradores e não importa a posição em que estejam.

 

4) A Inversão para Deus

Ismael, filho de Abraão com a serva egípcia Agar, não estava no plano original de Deus para criação de Israel, enquanto que Isaque, o filho único (Gn 22.2) de Abraão e Sara fazia parte e deveria dar continuidade.

Aos nossos olhos, os dois poderiam participar deste plano, porém só um teria este direito.

Ismael e todos os filhos que Abraão teve após a morte de Sara (Gn 25.1-2) não tiveram participação no plano e se tornaram ferrenhos inimigos de Israel.

 

5) Isaque: único filho

Ismael e Agar zombaram de Isaque quando viram Abraão dispensando maior atenção ao seu unigênito. A inversão de posições começou neste momento.

Então, Ismael foi despedido junto com Agar e Isaque foi promovido à condição de filho unigênito, anulando os privilégios da primogenitura do filho da serva.

 

6) Outros casos de inversão

Caim foi o primogênito de Adão, mas foi Abel, o segundo filho, que se tornou o primeiro a realmente agradar a Deus através de seu sacrifício (Gn 4.1-4).

Jacó foi escolhido para dar continuidade aos planos de Deus, em lugar de Esaú, que desprezou sua primogenitura (Gn 25.31-34).

José, o décimo primeiro filho de Jacó, deu continuidade ao plano de Deus em lugar de seu irmão Ruben, o primogênito. Ele foi o preferido e amado pelo pai, pois foi o primeiro filho com Raquel, sua esposa amada (Gn 30.22-24).

Manassés, o primogênito de José, viu o avô, Jacó, abençoar seu irmão Efraim com a bênção que deveria ser sua (Gn 48.17-20). Davi, o sétimo filho de Jessé, foi ungido rei de Israel em lugar do primogênito Eliabe (1Cr 2.13-15). Isaque, o segundo filho de Abraão e único com Sara, foi alçado a condição de filho unigênito, mesmo sendo seu irmão Ismael o primogênito.

A primogenitura sempre foi vista como pretexto para os homens se sentirem superiores. Não muito diferente de hoje, pois muitos se consideram superiores, por isto Deus usa o pequeno, o fraco para mostrar que as nossas posições e posses não representam nada.

 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)