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sábado, 11 de janeiro de 2025

Ferramentas (armas), quais e porque usá-las?


 
Introdução: II Rs 3.16 – Is 54.16

Ferramentas são instrumentos que facilitam o trabalho do homem, reduzindo o tempo e o esforço físico necessário. Nenhum profissional consegue realizar suas tarefas sem o uso de ferramentas.

 

Algumas ferramentas bíblicas que também foram usadas como armas:

1) Vara

  • Utilizada para ajuntamento e guia do rebanho, como instrumento para operações de Deus (Ex 4.17; 7.12; Jz 6.21; I Sm 17.40) e para manter os predadores e cobras afastados dos rebanhos. Jamais era usada para espancar rebanho. Usada por pastores, uma profissão considerada insignificante e desprezível.

 

a) Vara de Moisés:

  • Moisés durante seu chamado, ao questionar Deus sobre sua capacidade, contemplou o que poderia ser feito através dela (Ex 4.1-4);
  • Ele sempre utilizou a mesma? Nunca foi trocada?
  • Media de 1,5 a 3 metros, boa para se escorar.

 

2) Funda:

  • Arma de arremesso, de corda dobrada ou correia, utilizada para lançar objetos. Uma das mais antigas armas, que era capaz de quebrar ossos e atravessar armaduras;
  • Uma correia ou corda dobrada e ao centro era colocada uma pedra para ser lançada;
  • Usada para derrubar inimigos em guerra sem a necessidade de contato físico;
  • Era girada sobre a cabeça do atirador que a lançava a pedra;
  • Eram utilizadas pedras brutas, nunca pedras preciosas (ninguém jogava pérolas em porcos);
  • Os atiradores precisavam ter boa pontaria e destreza;
  • O importante não era a pedra, mas sim a funda, pois a pedra lançada com a mão não surtia o mesmo efeito;
  • A pedra lançada com a mão somente enfurecia ainda mais o inimigo;
  • Poderia ser usada a média ou longa distância;
  • As crianças eram exaustivamente treinadas a usarem a funda;
  • Eram indispensáveis nas montanhas e em lugares com pedregais;
  • Utilizadas para defender palácios e cidades.

 

a) Funda (Pv 26.8; I Sm 17.49):

  • Quando acertava derramava pouco sangue, mas era certeira e mutilava o corpo e vencia armaduras. Davi derrubou facilmente o gigante Golias;

 

3) Ferramentas para vida espiritual (Ef 6.13-17):

  • Armadura de Deus (para resistirmos ao dia mau e ficarmos firme);
  • Lombos cingidos com a verdade para sabermos vigiarmos e agirmos no momento certo;
  • Couraça da justiça vestida para proteção do nosso coração;
  • Pés calcados na preparação do evangelho da paz, para estarmos sempre prontos ao trabalho e batalhas;
  • Escudo da fé (para apagar todos os dardos inflamados do Maligno);
  • Capacete da salvação, para nossa segurança, certeza da salvação e renovação de nossas mentes; 
  • Espada do Espírito (Palavra de Deus), a nossa arma de ataque ao Inimigo.

 

Os cavaleiros da idade média usavam pesadas armaduras (Lei), por isso tinham dificuldades para montarem em seus cavalos sozinhos, até que apareceram armaduras com maior flexibilidade e mobilidade (Graça), porém parte do corpo permanecia desprotegido, sendo necessário uso de outras armas (ferramentas) para maior proteção.

 

e) Conclusão:

  • Temos usado a vara para ajuntar, pastorear o rebanho e afugentar o Inimigo?
  • Temos usados a funda para vencer o Inimigo de longe, sem contato próximo?
  • Temos usada a pá para trazer à existência os tesouros escondidos?
  • Temos usados a armadura de Deus para resistirmos aos dias maus e para permanecermos firmes?
  • Nossos lombos estão cingidos com a verdade?
  • Nossos corações estão protegidos com a couraça da justiça?
  • Estamos prontos ao trabalho de pregação do Evangelho?
  • Estamos usando o escudo da fé contra todos os dados inflamados do Inimigo?
  • Estamos de posse do capacete da salvação?
  • Estamos usando espada do Espírito para atacarmos o Inimigo?
  • Ou não?

 

Esse estudo não é sobre ferramentas!

 

Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Mulheres levitas


  • O que faziam na infância, juventude e após o casamento?
  • Cuidavam das casas, filhos e eram ajudadoras do ministério dos maridos?
  • Se preparavam para a função dos maridos?
  • Eram sabias e edificavam suas casas?
  • Tinham funções no templo?
  • Tinham direitos e deveres em relação as mulheres de outras tribos?
  • Se sentiam honradas com a dedicação dos maridos?
  • Ajudavam seus maridos levitas e sacerdotes no templo?
  • Podiam se casar com homens de outras tribos?
  • Reclamavam da dedicação dos maridos ao ministério levítico?
  • Eram curiosas em relação ao que aconteciam no tabernáculo/Templo?
  • Quando ficavam viúvas poderiam se casar novamente?
  • Recebiam algum sustento ou socorro na viuvez?
  • Em quais partes do tabernáculo/Templo tinham acesso?
  • Se sentiam superiores em relação as mulheres de outras tribos?
  • Havia casos de adultérios entre os levitas?

Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Os dois não de Moisés a Deus


a) O primeiro “não”:

O primeiro “não” foi quando Deus quis aniquilar os hebreus após terem confeccionado o bezerro de ouro e tê-lo elegido como o responsável por tirá-los do Egito com mão forte.

Moisés disse não e pediu para Deus se lembrar da aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó, na verdade era como se ele tivesse dito: “O Senhor prometeu a eles e não a mim”.

 

Agora, pois, deixa-me, para que o meu furor se acenda contra ele, e o consuma; E EU FAREI DE TI UMA GRANDE NAÇÃO. Moisés, porém, suplicou ao Senhor seu Deus e disse: Ó Senhor, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande força e com forte mão? Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo. LEMBRA-TE DE ABRAÃO, DE ISAQUE, E DE ISRAEL, os teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado, e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas dos céus, e darei à vossa descendência toda esta terra, de que tenho falado, para que a possuam por herança eternamente. Então o Senhor arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo (Êx 32.10-14).

Deus desejou consumir a todos e iniciar, a partir de Moisés, uma nova nação, um novo povo (Êx 32.10). Moisés sabia que a promessa havia sido feita a Abraão (Gn 12.1-2) e sabia também que se aceitasse estaria anulando a história e importância de Isaque (Gn 21.12b), Jacó (Gn 49.28) e José (Gn 50.25), no entanto, por outro lado, poderia assumir uma nova posição no plano de restauração da humanidade e teria seu nome grande, eternizado e respeitado. Enquanto pensava na resposta, o Maligno deve ter atacado sua mente para influenciá-lo.

Deus estava testando Moisés para ver até onde iria o seu amor pela obra, pelas ovelhas e ver se tinha outros objetivos além de somente conduzir o povo até Canaã, por isso deveria responder com sabedoria, pois não haveria tempo para consertar erros caso dissesse sim e depois se arrependesse. A grande questão, na mente do patriarca, era visualizar garantias de que a nova geração, a partir dele, pudesse ser diferente das anteriores.

A geração antediluviana foi marcada pela maldade que havia no coração do homem (Gn 6.5) a ponto de Deus se arrepender de tê-lo criado.

A geração pós dilúvio também errou, pois deixou nascer no coração a idolatria (Gn 10.8), através das ações de Ninrode, o grande responsável, que foi exaltado e idolatrado pela sua habilidade de caçador. Seu reino e ensinamentos, em Babel, se espalharam pela Assíria e mundo.

A geração pós Sodoma e Gomorra também errou, pois as filhas de Ló deram origem, através do incesto, aos moabitas e amonitas (Gn 19.37-38). As irmãs imaginaram que não existiam mais varões entre os seus familiares, no entanto, não perceberam que os possíveis pretendentes poderiam estar além do rio Jordão, no clã do tio Abraão.

Este foi o filme que passou pela mente de Moisés, por isto sua resposta não foi imediata. Em vez de sonhar com a fama, resolveu suplicar, clamar e zelar pelo povo que Deus havia confiado em suas mãos.

 

b) O segundo “não”

O segundo não foi depois dos espias retornarem de Canaã com a notícia que os cananeus eram fortes e numerosos (Nm 14.12-30).

Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei; e te farei a ti povo maior e mais forte do que este. E disse Moisés ao Senhor: Assim os egípcios o ouvirão; porquanto com a tua força fizeste subir este povo do meio deles. E dirão aos moradores desta terra, os quais ouviram que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo, que face a face, ó Senhor, lhes apareces, que tua nuvem está sobre ele e que vais adiante dele numa coluna de nuvem de dia, e numa coluna de fogo de noite. E se matares este povo como a um só homem, então as nações, que antes ouviram a tua fama, falarão, dizendo: Porquanto o Senhor não podia pôr este povo na terra que lhe tinha jurado; por isso os matou no deserto. Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça; como tens falado, dizendo: O Senhor é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração. Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia; e como também perdoaste a este povo desde a terra do Egito até aqui. E disse o Senhor: Conforme à tua palavra lhe perdoei. (Nm 14.12-20)

A revolta foi geral e tentaram apedrejar Josué e Calebe, os únicos que conseguiram enxergar que os cananeus poderiam ser derrotados. Isto irou a Deus a ponto de dizer a Moisés que consumiria a todos ali mesmo e que faria dele uma nova nação.

Moisés clamou em favor daquele povo obstinado e de dura cerviz (Nm 14.19) e como argumento usou o perigo das outras nações dizerem que Deus eliminou os hebreus no deserto, pois não havia sido capaz de colocá-los na Terra Prometida. A resposta dos céus foi imediata: “Conforme a tua palavra, lhe perdoei” (Nm 14.20).

Receberam livramento, porém se entristeceram ao ouvirem de Moisés que não entrariam na Terra Prometida, já que os contados de vinte anos para cima, morreriam todos no deserto, exceto Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num (Nm 14.29-30). Foram surpreendidos com aquela notícia tão desagradável.

Se a história da libertação e posterior perda de acesso à Terra Prometida tivesses sido apresentadas somente nos treze primeiros capítulos do livro de Êxodo e nos vinte e dois capítulos finais do livro de Números, fatalmente enxergaríamos uma grande injustiça da parte de Deus com aquele povo.

Poderiam até classificar a decisão como injusta, mas os vinte e sete últimos capítulos do livro de Êxodo, todo o livro de Levíticos e os treze primeiros de Número trazem à tona toda a verdade e nos mostram o verdadeiro caráter dos hebreus e os motivos, as murmurações (Nm 14,22) que fizeram Deus tirar do seu povo o direito à entrada em Canaã.

Somente Josué e Calebe reuniam condições para receberem a bênção, inclusive Moisés também estava na lista dos que não entrariam, por mais que tenha tentado mudar esta situação sem sucesso (Dt 3.23-26).

Não perceberam que o passado deveria servir de experiência, o presente deveria ser vivido e o futuro deveria ser aguardado. A lembrança do passado e a murmuração do presente interferiram na bênção do futuro.

Foram trinta e oito anos para que aquela geração de murmuradores fosse consumida (Dt 2.14) e não tinha como alguém esconder ou mentir a idade, pois Deus sabia muito bem que eram os de vinte anos para cima que perderiam a benção.


Por: Ailton da Silva - 15 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024