segunda-feira, 12 de outubro de 2015
sábado, 10 de outubro de 2015
Plano de aula - lição 2 (4 trimestre 2015)
Texto áureo
“Pela fé, entendemos que os mundos,
pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi
feito do que é aparente” (Hb 11.3).
Verdade prática
A primeira grande verdade da Bíblia é que Deus criou os
Céus, a Terra e o ser humano.
Leitura bíblica em classe: Salmos 104.1-14.
1 — Bendize, ó
minha alma, ao SENHOR! SENHOR, Deus meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido
de glória e de majestade.
2 — Ele
cobre-se de luz como de uma veste, estende os céus como uma cortina.
3 — Põe nas
águas os vigamentos das suas câmaras, faz das nuvens o seu carro e anda sobre
as asas do vento.
4 — Faz dos ventos
seus mensageiros, dos seus ministros, um fogo abrasador.
5 — Lançou os
fundamentos da terra, para que não vacile em tempo algum.
6 — Tu a
cobriste com o abismo, como com uma veste; as águas estavam sobre os montes;
7 — à tua
repreensão, fugiram; à voz do teu trovão, se apressaram.
8 — Subiram
aos montes, desceram aos vales, até ao lugar que para elas fundaste.
9 — Limite
lhes traçaste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a
terra.
10 — Tu, que
nos vales fazes rebentar nascentes que correm entre os montes.
11 — Dão de
beber a todos os animais do campo; os jumentos monteses matam com elas a sua
sede.
12 — Junto
delas habitam as aves do céu, cantando entre os ramos.
13 — Ele rega
os montes desde as suas câmaras; a terra farta-se do fruto das suas obras.
14 — Ele faz
crescer a erva para os animais e a verdura, para o serviço do homem, para que
tire da terra o alimento.
INTRODUÇÃO
O livro de Gênesis não é uma alegoria, por isso, é
imprescindível que consideremos a narrativa da criação um fato histórico; algo
que aconteceu exatamente como está escrito. Tendo em vista este parâmetro,
estudemos, agora, a Doutrina da Criação. Comecemos por definir o Criacionismo
Bíblico.
I. O CRIACIONISMO BÍBLICO
1. DEFINIÇÃO.
O Criacionismo Bíblico é a doutrina segundo a qual Deus
criou, a partir de sua palavra, tudo quanto existe: os Céus, a Terra, os reinos
vegetal e animal, e finalmente o ser humano (Hb 11.3). Ele criou tudo a partir
do tudo.
O ensinamento bíblico difere totalmente das muitas
teorias que foram criadas ao longo da história, todas com o intuito de ofuscar
a obra de Deus.
2. FUNDAMENTOS.
O Criacionismo fundamenta-se na Bíblia Sagrada, na
manifestação silenciosa da natureza e nas observações e estudos que dela
fazemos (Rm 1.20; Sl 119.1-6). O início do livro de Gênesis afirma o
ensinamento bíblico e se opõe a qualquer visão contrária.
3. OBJETIVOS.
Três são os objetivos do Criacionismo:
a) Mostrar que Deus é o Criador de todas as coisas,
animadas ou inanimadas;
b) Demonstrar que, por criar tudo quanto existe, tudo lhe
pertence e que tudo foi criado para que fosse provido um lugar para o homem
habitar. O firmamento anuncia a grandiosidade da obra de Deus;
c) Levar-nos a adorá-lo como nosso Criador e Senhor, pois
toda a glória deve ser direcionada a Ele e todos os elementos da natureza lhe
rendem louvores, inclusive cabe ao homem esta incumbência.
II. A CRIAÇÃO DO TEMPO, DO ESPAÇO E DA LUZ
1. O TEMPO.
Entre os versículos um e três do primeiro capítulo de
Gênesis há um intervalo indefinido, no qual Deus criou o tempo, o espaço, os
Céus e os anjos e, finalmente, a Terra ainda informe. Embora a Bíblia não o
diga, podemos afirmar que a primeira coisa que Deus criou foi o tempo. Isto
porque a obra divina, embora concebida na eternidade, somente poderia ser
consumada no âmbito temporal. Só o Criador é eterno. A criação acha-se sujeita
ao tempo, requerendo as intervenções e cuidados divinos (Sl 104.5).
A expressão “no princípio”
foi usada para demonstrar a situação da Terra antes do início do plano de
criação e também porque o homem jamais teria condições de determinar a época, o
tempo ou em que condições se deu tal evento, devido à inexistência de um
calendário ou registros apropriados.
O limitado conhecimento
humano também impede o estabelecimento de uma relação cronológica entre o que
já existia e o que veio a ser criado depois, portanto, não existe outra
expressão capaz de revelar com exatidão as condições do planeta antes do início
da criação.
2. O ESPAÇO.
O que é o espaço? Podemos defini-lo como o tecido cósmico
que Deus criou para colocar os corpos celestes. Portanto, o espaço também é
criação divina e foi criado “a fim de conter a sua obra”, mas não se limitando ao tempo ou muito menos
ao espaço, como está o homem.
3. OS CÉUS E OS ANJOS.
Os Céus, a morada de Deus, também foram criados num
contexto espaço-temporal, por uma razão bastante simples: embora não pertençam
à nossa dimensão, são um lugar bem real. É para lá que as almas dos justos são
encaminhadas. Após a criação dos Céus, Deus chamou à existência os seus anjos
através do sopro de sua boca (Sl 33.6). E assim, o Senhor neles infundiu,
também, a sua imagem e semelhança. Portanto eles não surgiram a partir de
outros anjos, mas foram criados em algum momento, antes da criação do mundo
físico, em um estado de santidade.
4. A TERRA AINDA INFORME.
Deus formou a Terra antes dos seis dias da criação. A
princípio, informe e vazia, seria modelada pelo Espírito de Deus até que viesse
a adquirir a forma atual (Gn 1.2).
No
entanto, por sermos conhecedores da eterna perfeição de Deus jamais
aceitaríamos a sua obra de criação se resumindo à apenas aquele ato, ou seja,
uma Terra disforme, sem vida, sem beleza, sem aparência, entregue a uma
completa escuridão e desprovida de recursos humanos ou Divino. Jamais Ele nos
colocaria em condições tão precárias, pois havia planejado muito mais do que
poderíamos imaginar.
III. A ORDENAÇÃO DA TERRA
1. O ESPÍRITO SANTO NA CRIAÇÃO.
O Espírito Santo pairou sobre as águas (Gn 1.2), estava
se movendo sobre a superfície, como se estivesse cuidando. Ele esteve presente
e desempenhou um papel ativo na obra da criação. O que vemos pelo relato
bíblico é que a cada dia, Deus fez uma tarefa diferente, mas ordenada, para que
a vida fosse possível em nosso planeta.
2. TAREFAS ORDENADAS.
Em sua obra a cada dia, Deus agiu de forma bem
específica, organizando o cenário em que seria colocada a vida em nosso
planeta. Primeiro Ele preparou o mundo para receber os seres vivos, depois os
criou. Ele primeiro criou o ambiente em que viveríamos, para depois nos criar.
IV. A CRIAÇÃO DA LUZ
1. E HOUVE LUZ.
A criação da luz, no primeiro dia do Universo, é
carregada de significados (Gn 1.3). Embora o Criador dela não precisasse, a
criação a reclamava (Sl 139.12). Sem luz, a vida seria impossível.
Esta luz
representa a revelação da verdade ao homem.
2. A LUZ INICIAL.
A luz de Gênesis 1.3 não era proveniente do Sol, pois
este só viria a ser criado no quarto dia. Ela provinha do próprio Deus. Luz
semelhante, porém mais gloriosa, haverá na Jerusalém Celeste (Ap 22.5).
Esta luz, cósmica, natural
e diferente, possui uma fonte de energia que não está ao alcance do
entendimento humano, tampouco depende da presença do sol para mantê-la, haja
vista que mesmo na completa escuridão ainda é possível enxergarmos. Somente não
era na Terra original, totalmente tomada pelas trevas.
A luminosidade e o calor
produzidos pelos astros responsáveis não podem ser comparados com esta
claridade vista inclusive nos dias nublados, portanto o homem e tampouco o sol
ou a lua são capazes de irradiar a luz vista no primeiro dia da criação.
V. A SEPARAÇÃO DAS ÁGUAS
1. SEPARANDO AS ÁGUAS.
Deus não criou a Terra
para ser um caos, mas para servir-nos de habitação (Is 45.18). Por isso, no terceiro dia da Criação,
separou as águas que se achavam abaixo e acima do firmamento (Gn 1.6-10).
No segundo dia Deus olhou
para a Terra e viu muitas águas e acima delas o firmamento, foi neste momento
que Ele ordenou a separação entre elas e ao mesmo tempo inovou, surpreendeu,
abençoou. Deus criou o firmamento, separando-o da terra e o colocou na região
nobre, no alto. Dotou-o de umidade própria para formar as chuvas que regariam o
planeta.
2. A CRIAÇÃO DA ATMOSFERA.
Foi ainda no terceiro dia que Deus criou o firmamento; e,
com este, a atmosfera terrestre, para que a vida se tornasse possível.
Deus
criaria o sol somente no quarto dia, mas logo no segundo sabia que o homem não
suportaria toda a sua energia, por isso instalou uma proteção capaz de absorver
os raios solares nocivos a nossa saúde, sendo esta camada de vital importância
para a nossa sobrevivência.
Outra finalidade desta
camada, além de filtrar os raios solares, seria a de purificar o ambiente para
retirar as impurezas do ar, apesar de que até aquele momento Deus havia criado
apenas a luz, não vimos nenhuma menção de sua parte, em relação ao oxigênio,
item importantíssimo para as reações químicas que se resultariam após todo o
processo de criação, uma vez que o homem, os animais e a natureza, todos
dependeriam e contribuiriam para a renovação do ar. Talvez por isto Deus tenha
se preocupado tanto com a natureza, criando as grandes árvores frutíferas e
dando a elas a função de purificarem o ambiente antes de dar vida a sua maior criação.
VI. A CRIAÇÃO DO REINO VEGETAL
1. O REINO VEGETAL.
Para que os animais, que só seriam criados no quinto e no
sexto dias, pudessem se alimentar, o Senhor, já no terceiro dia da criação, fez
brotar as relvas, as ervas e as árvores (Gn 1.11-13). Em sua obra, Deus
mostrou-se em tudo perfeito e metódico. Seu cronograma foi rigorosamente
cumprido (Sl 86.8).
Deus ordenou o
aparecimento do mundo botânico na porção seca, ervas, sementes e árvores
frutíferas, dando vida à natureza, sua oficina, seu local de trabalho.
2. AS POSSIBILIDADES DO REINO VEGETAL.
Deus ordenou que o reino vegetal produzisse ervas,
plantas e árvores frutíferas, para que pudessem se multiplicar segundo a sua
espécie (Gn 1.11,12).
Desta forma Deus criou-se
um ciclo e um vínculo, pois a natureza produziria alimentos para o homem, após
a sua criação e este por sua vez a tentaria preservar, em outras palavras, um
dependeria do outro para existir. Agora
sim a Terra começava a dar condições de vida.
As duas forças que dominariam
a Terra ficaram frente a frente, de um lado o homem, com a sua impiedade, sem
medir as conseqüências de seus atos e do outro a natureza, frágil e ao mesmo
tempo forte, lutando contra o descaso destruidor humano.
Estava formada então a
natureza, símbolo da Beleza e Santidade de Deus, a única que permanece fiel às
ordens de Deus, produzindo alimentos e vida. A sua lentidão, precisa e perfeita
provoca no homem o ímpeto para destruir, em pouco tempo, o que levou anos para
ser formado.
VII. A CRIAÇÃO DO SISTEMA SOLAR
1. A CRIAÇÃO DO SOL, DA LUA E DAS ESTRELAS.
No quarto dia, Deus criou o Sol, a Lua e as estrelas (Gn
1.14-19) e regulou seus movimentos a fim de determinarem as estações e anos.
Dessa forma, o tempo será dividido não apenas em dia e noite, como acontecia
até ao terceiro dia, mas também em semanas, meses, estações e anos (Gn 1.14).
Foi algo grandioso,
magnífico, que auxiliaria a humanidade em seu planejamento, controle pessoal e
de todos os acontecimentos do passado ajudando com isto a História no que tange
ordenar e comprovar cronologicamente os fatos históricos.
Deus já havia ordenado o
surgimento da luz, porque então criar o sol? A Terra já possuía uma fonte de
claridade, mas ainda os anos e estações não estavam sendo determinados e não havia
produção de calor em grande escala, tão necessário para o homem quanto para a
natureza.
Deus era sabedor que o
homem teria necessidade de trabalhar durante um período e descansar no outro,
prova física e clara de nossa limitação corporal.
No ponto de vista
histórico como estaria à humanidade se não existisse o sol para determinar dias
e anos? A nossa história seria vaga, não existiriam registros ou provas, cada
um defenderia suas idéias, deixando-nos envolvidos em uma verdadeira guerra de conhecimentos próprios,
ideologias ultrapassadas, cercados de uma eterna escassez de memória histórica,
totalmente perdidos, mas graças a esta criação foi possibilitado ao homem ter o
controle cronológico dos fatos, universalizando assim as suas teses. Deus viu
que isto foi de grande valia para a humanidade.
2. A PERFEIÇÃO DO SISTEMA SOLAR.
Deus criou o sistema solar para funcionar perfeitamente,
conforme declarou o profeta Jeremias: “Assim diz o Senhor, que dá o sol para a
luz do dia e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o
mar e faz bramir as suas ondas; Senhor dos Exércitos é o seu nome. Se falharem
estas leis fixas diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de
Israel de ser uma nação diante de mim para sempre” (Jr 31.35,36 — ARA). Não há máquina tão perfeita quanto o sistema solar (Is
40.26). Em nenhum momento o universo foi “convocado” para um “recall”.
VIII. A CRIAÇÃO DO REINO ANIMAL
1. QUINTO DIA.
Somente depois de o ambiente natural estar devidamente
aparelhado é que Deus criou, no quinto e sexto dias, os animais aquáticos,
alados e terrestres. O Criador agiu de forma sábia em seus intentos. No quinto
dia, Deus criou os grandes animais marinhos e os peixes; em seguida, as aves
(Gn 1.20,21). Ato contínuo, ordenou-lhes: “Frutificai, e multiplicai-vos, e
enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra” (Gn 1.22).
Durante o passar dos anos
o homem desbravou a Terra e os mares descobrindo espécies de peixes, animais
marinhos, aves e também inúmeras formas de vida, muitas delas minúsculas, quase
invisíveis. Foi exatamente isto o que aconteceu no quinto dia, quando Deus,
pensando em facilitar a vida humana, ordenou que as águas e os céus produzissem
répteis, peixes de todas as espécies e aves, respectivamente, ordenando que
enchessem as águas dos mares e povoassem os céus.
A criação das aves do céu
representava a liberdade do homem para alçar vôos em direção ao celeste, ao
espiritual. Do alto é possível contemplar as maravilhas de Deus, obras de suas
mãos, bem como visualizar a diferença entre aqueles que estão e os que não
estão na presença do Criador.
Voar, como os pássaros,
estar por cima, por cabeça e não por cauda, com visão aguçada para enxergar o
necessário, contemplando as grandezas de Deus, para depois mergulhar nas águas
do Espírito.
A criação dos animais nos
mares é prova de que a visão aguçada, o poder e as grandezas de Deus não são
vistas somente de cima, mas também podem ser contemplados quando o homem está
por baixo, no escuro, nos escombros, nos monturos, nas decisões, nos
comportamentos, nas atitudes, nas mínimas e humildes coisas, nos fracos, nas
minúsculas criaturas, que às vezes não valorizamos. Até mesmo nas profundezas dos
mares existe luz, refletida através dos minerais ou dos próprios peixes.
2. SEXTO DIA.
No sexto dia, Deus criou os animais selvagens e os
domésticos (Gn 1.24,25). No que tange aos animais, há uma espantosa variedade
de espécies entre eles e, ao mesmo tempo, uma cadeia maravilhosa que os
identifica (Sl 104.24). Observemos, por exemplo, a família dos felinos. Vai
desde o gatinho até ao leão, rei dos animais. No sexto dia, Deus criou também o
homem, e assim deu início à humanidade.
No sexto dia Deus ordenou
a criação de toda sorte de animais terrestres, répteis, inclusive gados e
grandes rebanhos para que enchessem toda a Terra. A visão era perfeita, riqueza
na arborização, os céus povoados pelas aves, os mares com os seus limites e
animais marinhos, a natureza formada com todo o seu resplendor, mas faltava
algo para completar a sua obra, justamente um que tivesse domínio sobre tudo e
todos, é claro, que toda a sua obra não se resumiria a benefícios ao planeta e
animais. Deus pensava mais alto, havia deixado o principal para o final.
CONCLUSÃO
Deus não se limitou a criar os Céus, a Terra, os animais
e o ser humano. Fazendo-se presente em sua obra, mas sem confundir-se com esta,
Ele se mostra presente e soberano em todas as coisas. Não estamos sozinhos
neste mundo. O Pai Celeste zela por nós.
A ordem inversa da obra da criação - obra humana
Jamais o homem teria condições de refazer toda a obra da criação? Criar algo
novo do nada? Melhorar o que julgasse com falhas ou inacabado? Mesmo que Deus
permitisse, jamais teria sucesso.
A constante busca de
glória e o egocentrismo fariam com que esquecesse a obrigação de proporcionar o
bem aos outros e procurasse o seu próprio favorecimento, abrindo brechas para
que acontecesse algo parecido com o que ocorreu no céu com os anjos rebeldes,
pois tentaria usurpar o trono do Altíssimo e pela ignorância aliada a ganância
destruiria tudo chegando ao cúmulo de inversamente usar a mesma seqüência da
criação, ou seja, enquanto Deus criou tudo do nada, entregando uma Terra
perfeita em seis dias, o homem a destruiria a partir deste ponto, deixando-a
sem forma, vazia e em trevas.
1º DIA
TERRA
PERFEITA – HOMEM GLORIFICADO
No primeiro dia estaria
a Terra perfeita, bonita, cheia de vida habitada. Isso tudo representaria a
supremacia da glória de Deus, pois todo o seu plano de criação estava
concretizado, restando somente à volta de seu Filho Unigênito para buscar o seu
seleto e santo povo, porém com o passar dos anos o homem tornar-se-ia muito
inteligente a ponto de se achar auto-suficiente, um deus, detentor de todo o
conhecimento, tecnologia, máquinas, computadores, botões, satélites, sistemas
de vigilância total, ninguém seria surpreendido. Desta forma poderia prever e
decidir a sorte de todos os seres humanos, tornando-se senhor de todos e de
tudo.
Muitos morreriam para
que este visível poder de decisão e julgamento fossem mantidos, pois a idéia
seria invadir, tomar, destituir impérios, redemocratizar paises e reinos e
medirem forças. Este seria o passo inicial para a destruição da Terra e da raça
humana.
2º DIA
O ALTO PREÇO
DO CUSTO-BENEFÍCIO
No segundo dia o homem
poluiria toda a Terra matando os animais e aves, já que a sua ganância faria
com que não pensasse nas conseqüências de seus atos, somente se preocuparia com
construções e produções, sem jamais pensar na preservação da natureza.
Cidades inteiras
ficariam sem condições de serem habitadas, pois seriam submersas em todos os
tipos de poluição que impediriam a permanência de qualquer ser vivo e muitos
morreriam. Isso sem mencionarmos a camada de ozônio que seria destruída
deixando toda forma de vida exposta aos raios solares, nocivos à saúde. Nestas
condições o homem não teria alternativas, ou morreria sufocado pelos gases
poluidores ou por doenças provocadas pela radiação solar.
3º DIA
ELEMENTOS
DA NATUREZA FORA DE CONTROLE
No terceiro dia, com a
ajuda da tecnologia, o homem tentaria mudar o clima conforme suas necessidades,
porém erraria e a natureza reagiria, pois a situação fugiria ao controle quando
produzissem calor, chuva ou frio, mais do que o necessário e suportável.
A partir deste momento o
clima mudaria, a temperatura subiria onde antes era baixa ou vice-versa, chuvas
em lugares áridos, longas estiagem nas regiões chuvosas, derretimentos de geleiras,
caos nos pólos terrestres, nos desertos e regiões tropicais, maremotos,
tsunames, os mares desrespeitariam os limites estabelecidos por Deus no momento
da criação, revolta total da natureza e êxodo final dos humanos e animais para
fugirem da calamidade.
Muitos morreriam por não
suportarem esta inversão climática ou pela escassez de alimentos, pois toda a
produção agrícola seria atingida, comprometendo o abastecimento de toda a
população.
4º DIA
GENOCÍDIO
ARTIFICIAL
No quarto dia, devido à
calamidade provocada pelo descontrole do clima, os homens se deslocariam de um
lugar para o outro disseminando as suas doenças, bactérias, vírus, epidemia,
pandemia geral. As barreiras sanitárias e o controle epidemiológico não teriam
resultados satisfatórios, pois o desespero não respeitaria fronteiras e
divisas. As doenças facilmente se espalhariam pela Terra.
Os cientistas, à procura
da cura de outras doenças que surgiram, criariam vacinas em larga escala, mas
não venceriam a demanda reprimida, então a solução seria a rendição, em vez de
curas, criariam vírus laboratoriais mortais para controlarem a situação.
Chegariam à conclusão que seria melhor dizimarem, para manterem a ordem, do que
oferecerem cura e permanecerem no caos.
A poluição, inversão
climática, revolta da natureza, escassez de alimentos, doenças, epidemias,
pandemias, vírus e doenças laboratoriais estariam dizimando boa parte da
humanidade.
5º DIA
O SALVADOR
BOTÃO NUCLEAR
No quinto dia, diante da
calamidade mundial e pressionados, os poucos e últimos lideres mundiais,
desprovidos de poder e autoridade, teriam somente uma alternativa, a mais cruel
de todas, pois todos pagariam pelo erro, inclusive a natureza, seria atingida
novamente.
Neste momento trágico da
humanidade onde estarão:
- A inteligência, a ciência multiplicada?
- O conhecimento e auto-suficiência?
- A tecnologia, os potentes computadores?
- As máquinas, os satélites e os infalíveis sistemas humanos de vigilâncias e previsões?
Na verdade, o sensato
seria terminarem com tudo do que contemplarem aquela catástrofe, os
sofrimentos, angústias, mortes, destruições, falta de segurança, invasões sem
precedentes e multidões famintas clamando aos pseudos poderosos.
Um simples botão com um
poder de destruição tremendo, nunca visto antes. O fogo nuclear envolveria a
Terra e atingira todos os povos, ricos, pobres, grandes e pequenos. Este seria
o trágico fim da humanidade.
6º DIA
TERRA SEM
FORMA, VAZIA E EM TREVAS
No sexto dia
apagar-se-ia a luz, pois a poeira e as cinzas do grande incêndio nuclear
encobririam o sol, a lua e as estrelas e a Terra ficaria em trevas, sem forma e
vazia. A poeira baixa e a fumaça dissipada revelariam:
- Trevas;
- A morte dos animais e aves;
- O fim da natureza;
- A inutilidade dos grandes luminares, sol, lua e estrelas;
- As águas espalhadas por toda a Terra;
- A porção seca condensada, reduzida e recoberta de cinzas.
E o homem? Qual seria a
situação do homem neste caos? Destruído, dizimado, a coroa da glória de toda a
criação de Deus não existiria mais.
Este seria o trágico fim
da Terra caso, Deus permitisse ao homem tentar fazer algo parecido com que Ele
fez durante os dias da criação, mesmo que mudasse a sua natureza má, jamais
conseguiria repetir a perfeição vista pelas mãos do Criador.
Portanto não teria como
Deus olhar para a obra de suas mãos e classificá-la como imperfeita, inacabada,
ruim, pois foi tão somente pensando em dar condições dignas de vida ao homem,
as mesmas que Ele nos ofertou quando enviou seu Filho Unigênito a este mundo,
para expiação de nossos pecados, ou seja, facilitou ao máximo a nossa vida na
Terra e também abriu as portas para a nossa entrada no reino celestial, esta é
a segunda parte do plano com a humanidade, a salvação.
A Terra recebeu todas as
benfeitorias para propiciar condições dignas de vida ao homem e se mantém fiel,
cumprindo o que lhe fora determinado. Por outro lado, a raça humana, em toda a
sua história, não foi capaz de cumprir a única ordenança[1] recebida e para piorar a
sua situação, a cada dia, se afasta de Deus, fruto de sua inclinação para o
mal.
Por: Ailton da Silva - 6 anos (Ide por todo mundo)
A lógica sequencial da criação
A preocupação de Deus com a humanidade foi tão grande que o levou
a planejar criteriosamente cada ato durante os dias da criação. O homem foi
criado após todas as outras criaturas, uma honra? Ou favor? O certo é que o
homem não conseguiria viver nas condições primárias da Terra.
Deus criou o homem
somente depois de propiciar todas as condições de vida e mordomias[1], porém mesmo diante de
tamanha revelação ainda nos perguntamos se não teria sido melhor criá-lo no
primeiro, antes do surgimento da luz, do sol, do ajuntamento das águas, do
aparecimento da porção seca, do mundo botânico, dos animais, peixes e aves?
Quem sabe assim a coroa da glória da criação seria capaz de visualizar todo o
amor e preocupação dispensados a ele, ou então valorizaria mais todo o esforço
Divino.
MELHOR DIA PARA CRIAR O HOMEM!
O plano de Deus já
previa a criação do homem somente no sexto dia, pois sabia que ele não
sobreviveria às condições originais apresentadas pela Terra.
Dentro dos seis
primeiros dias seria necessário o estabelecimento das condições mínimas de
sobrevivência para que então a coroa da glória da criação não encontrasse
dificuldades.
O planejamento foi
necessário, pois não haveria uma segunda chance ou opção para reforma. A grande
certeza é que Deus não queria deixar brechas para contestação ou o direito para
que algum homem pudesse tomar para si a glória por todo o trabalho realizado.
Não havia obstáculo para que a singela[2] e bonita criação não se
adaptasse à sua nova morada.
O homem não poderia ter
sido criado no primeiro dia, pois a Terra estava sem forma, vazia e em trevas. Certamente
ele ficaria em uma completa escuridão, perdido, sem rumo, isto contraria um dos
princípios básicos da salvação[3].
É inadmissível
imaginarmos Deus dando vida a sua criação e a colocando nas trevas para ficar
esperando pelos seus tropeços e erros, pois o seu maior desejo é que o homem
ande na luz assim como Ele está.
Que decepção seria para
o homem quando abrisse os seus olhos e se deparasse com as trevas? Era aquilo
que Deus havia preparado para ele? O que dizer então do tempo que ficaria
esperando para que a terra atingisse o estágio final, após todo o processo de
criação? Certamente reclamaria do período de espera[4] entre a primeira
declaração Divina para que houvesse luz e a última, lá no sexto dia. Se lhe
fosse permitido diria a Deus: “Se possível, afasta[5] de mim este cálice”!
Se tivesse criado o
homem no segundo dia, este encontraria dificuldades para sua adaptação, pois
não existiria nenhum tipo de proteção contra os elementos ardentes dos céus,
ainda que Deus não tivesse criado o sol, mas a falta da proteção seria sentida
a partir do momento em que fosse atacado pelo inimigo, que não se cansaria até
vê-lo caído.
Certamente ele
reclamaria para si uma proteção, um campo de força para protegê-lo. Quem sabe
não diria: “Pai, eu sou teu servo, não mereço isto”.
No terceiro dia o homem
estaria na claridade, já protegido[6], mas estaria em um local
tomado pelas águas sem terra firme, sujeito às correntezas, ondas, tempestades,
etc., sem contar que a falta de solo firme inibiria a presença das árvores
frutíferas, de onde proveria o seu sustento.
Faltaria ao homem asas
para sobrevoar sobre aquele inóspito ambiente ou ele não atentaria para este
detalhe? Muitos não suportariam esta situação e cobrariam mudanças.
Israel, diante do cerco
egípcio, não recebeu asas para sobrevoar o mar Vermelho, mas ao contrário do
que ocorreu na criação, as águas[7] foram separadas para que
os israelitas atravessassem a seco, pisando em solo firme.
Se fosse criado no
quarto dia ele ficaria perdido no tempo, não teria o sol para determinar dias e
anos e tampouco a lua e as estrelas para clarear a sua noite.
No quinto dia o homem
não encontraria os peixes e animais marinhos e aves do céu, potenciais
alimentos.
Já no sexto dia era
preciso que Deus criasse primeiro os animais em espécie e tão logo visse a
Terra oferecendo condições dignas de vida poderia então dar vida ao homem, ou
seja, jamais o colocaria em um lugar onde não pudesse, ao menos, buscar o seu próprio
sustento.
O final da criação
culminou com este casamento perfeito, mas bem antes, durante os primeiros
contatos com a Terra, Deus já demonstrou o seu amor e preocupação com o bem
estar do homem, pois ao contemplar um terreno caído, deformado, escuro, o
Grande Arquiteto e Construtor enxergou a necessidade de uma urgente
intervenção, por isto planejou, estruturou, remodelou e decorou.
Assim Deus viu a Terra
sem forma e vazia, arquitetou e executou um plano perfeito, decorou a seu
gosto, para proporcionar meios de sobrevivência para então criar o homem
consolidando assim esta união, que poderia ser eterna se não fosse à
intervenção do inimigo.
Esta harmonia foi
afetada quando o homem caiu no pecado, tendo o inimigo ao seu derredor. Esta
influência foi tão grande que o fez acreditar na auto-suficiência, no seu
limitado conhecimento do bem e do mal e nas suas próprias forças para resolver os
seus problemas, anulando desta forma as providências e as misericórdias de
Deus.
A intenção deste inimigo
foi tão somente destruir, afastar e interromper a comunhão perfeita que existia
entre o homem e o seu Criador, se pudesse ele teria feito isto durante os dias
da criação, porém não pode interferir no momento em que a Terra estava sendo
preparada. Depois de tudo pronto viu o homem perfeito, isto o enfureceu ainda
mais, motivo pelo qual executou o plano da queda humana e até hoje continua
nesta sua batalha pessoal.
Apesar de toda a
interferência maligna é necessário ressaltar que o homem teve a sua parcela de
culpa nesta que foi uma das maiores demonstrações de desobediência, já visto na
história da humanidade.
Diante do pecado consumado
restava somente ao homem admitir, reconhecer e se preparar para as
conseqüências do seu erro, não teria como voltar, ignorar, esquecer, suplicar,
clamar por perdão, misericórdia, tampouco se auto incluir no plano da salvação,
pois o sangue do Cordeiro ainda não havia sido derramado. Prevenir antes, houve
possibilidade, remediar diante desta situação calamitosa já não seria mais
possível. Tudo estava consumado, não restava alternativa a não ser cumprir na
integra a sentença.
Adão teve toda a sua
vida, cerca de novecentos e trinta anos para refletir sobre o seu erro e para
contemplar a misericórdia Divina, que mesmo diante desta situação se fez
presente em sua vida. O passado ainda estava fresco na mente, era pó e
continuava na mesma condição. Não teria como esquecer isto ou mudar esta
situação. Em relação ao presente estava totalmente carente da Glória de Deus,
estava colhendo o que havia plantado no jardim do Éden. Agora teria pela frente
o sofrimento, suor, a dura constatação da perdição acompanhada da certeza do
resgate. Este era o futuro do homem.
As consequências deste
erro perduram até a atualidade, pois o homem se imaginando conhecedor do bem e
do mal, julga, condena inocente, absolve culpado, planeja, arquiteta, executa,
desfaz, mata, rouba, mente, não respeita direitos, não cumpre deveres, busca os
primeiros lugares, são amantes de si mesmo, oprime as viúvas e os órfãos, faz o
bem com uma das mãos e revela com a outra, acredita em fábulas, anedotas, ama
somente os amigos, odeia os inimigos, oprime, blasfema, persegue, rejeita,
endurece o coração para a voz do Espírito Santo, não reconhece o sacrifício do
Calvário, não busca a Deus e faz oposição.
Apesar de todos estes
delitos acima existe um outro pior, o desejo de se igualar a Deus[8]. Desta forma o homem se
imagina em condições de resolver todos os seus problemas e os da criação, que
julga estar imperfeita, inacabada e que necessita de uma urgente reforma.
Mesmo destituído da
glória e expulso do paraíso, o homem ainda estava nos planos de Deus.
[1] Regalias
para se manter integro diante de Deus.
[2] A
perfeita criação se tornaria um monstro após a consumação do pecado.
[3] Andar na
luz, como na luz Ele está (I Jo 1.7)
[4] Seis
dias de 24 horas? Anos? Eras?
[5] Teria
condições de comparar o estado atual com o anterior? Sequer existia.
[6] Dos
elementos ardentes do céu.
[7] Na
criação as águas foram ajuntadas e no mar Vermelho foram divididas e em ambos
os casos apareceram a porção seca para benefício do homem.
[8] O homem
tenta se igualar, pois é impossível se tornar maior.
Dinâmica - lição 2 (4 trimestre 2015)
Sugestão de dinâmica para a lição 2 - 4 trimestre 2015
http://ailtonsilva2000.blogspot.com.br/2010/07/dinamica-evolucionismo-e-criacionismo.html
Por: Ailton da Silva - 6 anos (Ide por todo mundo)
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
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