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sexta-feira, 28 de junho de 2024

Ismael (velha natureza) x Isaque (nova natureza)

 “toma agora o teu filho, o teu ÚNICO filho,

 Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; 

e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi”

 

Introdução (Gn 22.2):

Dois filhos ou somente um? Para todos os conhecidos de Abraão e para o mundo ele tinha dois filhos, mas para Deus era somente um. Com o tempo o velho patriarca assimilou a visão que o mundo tinha a seu respeito, pois considerava Ismael e Isaque como filhos.

 

Para introduzir Agar na história foi necessário um plano de Sara, então da mesma forma ela interferiu para que mãe e filho (Hagar e Ismael) saíssem da presença de Abraão. Esta foi a forma encontrada para que a velha natureza de Abraão (o passado) saísse de perto de seu futuro (Isaque).

 

1) Como entender o agir de Deus?

Ismael: fruto da tentativa humana de antecipar as bênçãos de Deus, por isto não poderia ser aceito como herdeiro legitimo do patriarca.  Deus jamais permitiria que da estranha relação mantida entre Abraão e Agar viesse a ser produzida a tão aguardada semente que salvaria a humanidade. Ismael, o filho da desobediência e descrença, que não nasceu na família errada, simplesmente foi resultado de um plano humano que trouxe sérias consequências.

 

Isaque: O nascimento de Isaque suprimiu todas as dores e aflições. O tempo de espera foi necessário para que o difícil, que poderia ser resolvido pelo homem, se tornasse impossível, o que só pode ser resolvido por Deus.

 

2) Isaque: o único filho. A anulação da primogenitura de Ismael

Ismael e Agar zombaram de Isaque quando viram Abraão dispensando maior atenção ao seu unigênito. A inversão da posição dos filhos começou neste momento, pois Ismael foi despedido junto com a mãe e Isaque foi promovido à condição de filho UNIGÊNITO, anulando os privilégios da primogenitura do filho da serva.

 

3) Pedido de Deus: “me dá o seu único filho, o que você AMA HOJE”. Uma possível resposta de Abraão (se fosse nos dias atuais): “Senhor, posso incluir o outro, o que eu DESPEDI ONTEM?”

Diante do pedido de Deus, não seria estranho se Abraão se rebelasse de imediato ou se apresentasse argumentos para não atender ao pedido de Deus. Um pedido difícil e impossível de ser atendido. Qualquer ser humano apresentaria motivos para dizer não a Deus.

 

A impressão era que Deus estava requerendo algo de volta, muito valioso, que havia dado ao seu amigo (II Cr 20.7; Is 41.8). Mas o velho patriarca, em nenhum momento ousou pensar em dizer não para Deus, preferiu seguir confiante no livramento. Foi até ao fim, certo de que algo maravilhoso da parte de Deus, um grande milagre, pudesse acontecer (Hb 11.18), ali mesmo diante de seus olhos.

 

4) “Senhor, posso incluir o OUTRO no presente, tal como Sara inclui a OUTRA no passado?”

E pensou Abraão: “Senhor, posso dar o meu primeiro filho? Posso fazer o mesmo que Sara, tentar ajuda-lo nesta questão? Posso criar uma brecha no seu decreto? Se o Senhor quiser eu vou ao deserto em busca de Ismael para lhe entregar em lugar de Isaque. Não posso oferecer o outro? Largo tudo e saio correndo para buscá-lo. Se quiser, me antecipo e faço tudo ao contrario à Sua vontade.

 

Anos mais tarde, os hebreus estavam praticamente às portas de Canaã quando ouviram que os maiores de vinte anos não entrariam na Terra Prometida (Nm 14,29-30). Todos ouviram com atenção, alguns duvidando, outros acreditaram e um pequeno grupo, assustado com a suposta “falta de sorte”.

 

Em meio aquela multidão era possível que houvesse alguns que estivessem comemorando o seu aniversário justamente naquele fatídico dia. Estes poderiam dizer: "Mas logo no dia do nosso aniversário? É isto que ganhamos de presente? Estamos perdendo o direito de entrarmos na Terra Prometida. Os erros não foram nossos?” Mas não havia escapatória, pois se tratava de um decreto de Deus. Quem poderia mudar esta decisão?

 

Não adiantava mentir ou esconder a idade, pois Deus sabia, naquela ocasião, a hora e o minuto em que cada um completava ou os que tinham seus vinte anos de vida. Deus jamais erra. Sabia o que estava fazendo.

 

Da mesma forma, para Abraão, não adiantava mentir ou apresentar OUTRO filho além daquele que Deus havia pedido.

 

5) As duas naturezas: velha e a nova:

Ismael era filho do erro, da covardia, do desespero, por isso que o mundo considerava e aplaudia. O mundo gosta e aplaude os nossos erros. Deus anulou a condição de primogenitura de Ismael e elevou Isaque a condição de filho único. A natureza velha foi anulada e para entrar em cena a nova natureza. Para a lógica humana eram dois filhos, mas diante da Revelação da Palavra enxergamos apenas um, tal como Deus.

 

Com o passar dos tempos, pode ser que Abraão tenha concordado com a visão que o mundo ao seu redor tinha sobre seus dois filhos. O mundo deve mudado sua concepção sobre o plano de Deus. Então foi preciso que novamente Sara entrasse em ação. Ela havia introduzido Hagar (o erro) na história e agora seria a responsável por tirar Ismael (a velha natureza) do caminho. Um solavanco, uma chacoalhada em Abraão, um “acorda homem”. Despede esse menino daqui, despede sua velha natureza agora.

 

6) A visão que o mundo tem de nós, não é a mesma de Deus. Para o mundo todo Abraão tinha dois filhos, mas para Deus era somente um:

Quantas vezes, com o tempo,. começamos a concordar com o mundo, com a visão que as pessoas tem de nós (sem futuro, sem Deus, sem perspectiva, no vicio, na prostituição, fracassado, falido, nada mudará sua vida e etc), até que um dia a velha natureza é despedida para entrar em cena a nova natureza.

 

Não importa como as pessoas te enxergam e te consideram, mas sim o que importa é como Deus te vê. Não importa como as pessoas te consideram aqui em baixo, mas sim como Deus te vê lá de cima.

 

Não importa o que o mundo esta falando, não importa o conceito e não importa como é te enxerga. O mundo só consegue enxergar e valorizar a nossa velha natureza (Ismael), mas Deus nos permite fazer uso da nova natureza (Isaque) e isso é o que importa.

 

7) O Maligno diz: “quando eu quiser a sua velha natureza sobressairá sobre a nova”

Deus não trabalha com dupla personalidade, ou é ou não é. A valentia do passado, a disposição, a coragem, que somente serviam para matar e fugir, nada disso Deus usa, pois Ele faz tudo novo, tal como fez com Moisés em seu chamado, quando recebeu nova disposição, ousadia e coragem para se apresentar diante dos grandes como um verdadeiro homem de Deus.

 

O Maligno até pode pensar em fazer fluir em nossas vidas a nossa velha natureza, mas temos o remédio, a receita para vencê-lo. Aqueles que fazem uso da nova natureza, sempre terão ao seu dispor o socorro, o livramento, a proteção do Único e Verdadeiro Cordeiro que foi sacrificado para tal.

 

Abraão, quando foi aprovado por Deus recebeu um grande presente para seguir em frente vencendo o Maligno. Sequer teve que correr atrás do Cordeiro, o Único que poderia ser entregue em sacrifício naquele monte. Somente estendeu a mão para retirá-lo do mato. Deus reservou para Si um Cordeiro.

 

Conclusão

Muitas vezes temos que vencer nossa velha natureza e deixar fluir a nova. Quando não conseguimos enxergar essa realidade, Deus prepara alguém ao nosso lado para nos ajudar, seja alertando, chacoalhando ou despertando. Mas ao nosso derredor temos o Maligno, bramando como leão, sem contudo nos atingir, graças ao Cordeiro que está ao nosso lado.

 

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 21 de junho de 2024

O que Jesus vai fazer hoje – João 11.41


Quantas vezes estivemos diante da morte e diante de problema sem perspectivas nenhuma? Na terra e no céu, tem Um que é maior que a morte. Não estamos órfãos, pois Deus esta contemplando nossas necessidades e dores. Quando a morte chega perto de Deus bate continência, abaixa a cabeça e diz: “Com Este eu não posso”.

 

Os olhos de Deus sempre estiveram sobre os hebreus, mesmo antes de clamarem, tal como estava sobre nós, mesmo antes de conhecer o seu plano sobre a nossa vida, por isso, muitos de nós fomos preservados e livrados da morte, por Deus, antes mesmo de estarmos diante de Sua presença.

 

a) O prazer do inimigo – para tirar a vida, é necessário AUTORIZAÇÃO (Jó 1.12 – não estenda sua mão sobre meu servo Jó):

O inimigo não tem poder para nos matar, o seu prazer é nos envergonhar (Jó 1.12), mesmo porque se tivesse poder quem estaria vivo hoje? No Éden, o imortal Adão não poderia ser morto fisicamente, apenas envergonhado moralmente.

 

O prazer do Inimigo não está em nossa morte, pois isso representaria um salvo a mais no céu e um perdido a menos na terra e inferno. Ele fica ao derredor, bramando como leão, mas não passa dali, respeita o limite estabelecido.

 

b) Lázaro, vem para fora – para a morte devolver alguém à vida é necessário ORDEM (Jo 11.43 – vem para fora e ninguém te impeça):

“Vem para fora”, não é sair para ficar sozinho, mas sim para ficar Comigo (Jesus).

 

c) Mortos, saem para fora (todos):

Todos os mortos se levantariam caso ouvissem essa ordem, mas Jesus fez questão de chamar só um, pelo nome, pois não esquece o nosso nome, nem mesmo depois de nossa morte.

 

d) O desespero da morte:

A morte estava ao derredor da multidão, esperando o momento para ceifar mais um, no entanto, as suas atenções foram voltadas para Jesus, quando Ele apareceu. Em seu desespero pensou: “o que Ele vai fazer hoje? Vai chamar todos? Vai fazer algo inédito? Dias atrás ressuscitou o filho de uma viúva (Lc 7.11-17) e não fez tanto alarde e nem me humilhou, mas o que Ele vai fazer hoje?”

 

e) As ordens para a morte:

E disse Jesus: “escute, Eu só quero um, me devolva ele. Se Eu quiser chamo todos, para mostrar quem manda aqui e no céu, por isso te ordeno: me devolva somente ele. Se quiser eu informo o RG, CPF, tipo sanguíneo e saldo da conta corrente, mas para o milagre acontecer forte, eu direi apenas o nome dele – Lázaro”.

 

f) Fim do suposto reinado da morte:

Nos arredores espirituais houve um alvoroço entre as criaturas demoníacas que não entendiam tamanha humilhação diante dos homens na terra. Somente Um poderia faze isto. O pensamento deles era: “porque não veio quatro dias antes e curou a enfermidade, pois a repercussão seria menor e não estaríamos neste desespero. Porque ressuscitar ou curar de doença terminal se poderia ter curado a gripinha antes?”.

 

g) Porque chamar pelo nome?

Que Deus é esse que não esquece o nosso nome, nem mesmo depois de morto e nem quando viramos as costas para Ele para voltarmos ao nosso MUNDINHO DE ANTES.

 

Promessa para Israel, aplicável em nossa vida: “Mas agora, povo de Israel, o Senhor Deus, que o criou, diz: "Não tenha medo, pois eu o salvarei; eu o CHAMEI PELO SEU NOME, E VOCÊ É MEU” (Is 43.1)

 

Tomba um homem, mas fica o legado, fica sua história espiritual, que jamais será esquecida por Deus.

 

h) Única alternativa para a morte:

A morte pensou: “Se Ele está querendo somente um e está chamando pelo nome, e se tratando de quem é, eu tenho que devolver”.

 

i) A intenção de Jesus:

Jesus queria deixar bem claro que a glória da segunda casa seria maior que a da primeira, pois nunca havia ocorrido uma demonstração de poder tão exuberante quanto aquela, ficaria na história.

 

A doença foi a causa mortis de Lázaro, porém quando saiu do túmulo estava em perfeitas condições, sem enfermidades, com ousadia, corado, curado, além de ressuscitado, por isso, Lázaro não encontrou dificuldades para atender ao “vem para fora”, exclamado por Jesus.

 

Quando Deus faz a obra, a faz por completo. Não teria lógica se voltasse à vida com a enfermidade. Quando Jesus chama alguém, para trás no túmulo fica o passado, pecado, vícios, medo, vida torta, pois uma nova criatura vai ao encontro dEle.

 

j) Jesus foi até onde homem nenhum pode ir:

Jesus entrou no ambiente que é restrito a nós. Ele foi ao encontro de Lázaro no mundo espiritual enquanto a multidão ficou ali, às portas do túmulo, atrás da faixa amarela, pois não poderiam ultrapassar aquele limite.

 

Tal como a mãe de Moisés fez quando chegou à borda do rio e deixou o bebê para ser cuidado por Deus rio adentro. Da mesma forma se portaram os discípulos que se mantiveram ao pé da cruz, enquanto Jesus dava andamento ao seu plano de salvação da humanidade, naquela grandiosa luta espiritual. Ninguém pode passar da faixa amarela, pois dali para frente é somente Deus, é luta de gente grande.

 k) Conclusão:

  • Disse Jesus para a morte: “Quem manda aqui sou Eu”
  • Se Eu quiser – homem deita ou homem levanta
  • Se Eu quiser – homem faz ou homem para
  • Se Eu quiser – homem segue em frente ou homem volta
  • Se Eu quiser – homem fica doente ou homem fica são
  • Se Eu quiser – homem sai andando ou homem fica prostrado
  • Se Eu quiser – homem fica em paz ou homem fica atordoado
  • Se Eu quiser – homem sai transformado ou homem fica do mesmo jeito
  • Se Eu quiser – minha Palavra encontra guarida no homem
  • Se Eu quiser – homem inicia guerra ou encerra conflitos
  • Se Eu quiser – homem anda por vales e desertos, mas nunca sozinho
  • Se Eu quiser – homem se coça com cacos de telhas, mas esperançosos em promessas
  • Se Eu quiser – homem profetiza em meio aos grandes ou profetiza em vale de ossos secos, sem ninguém por perto, mas com finalidade
  • Se Eu quiser – envio homens para longe até ao inimigo para levar minha Palavra
  • Se Eu quiser – homens ficam afundando e descendo diante da desobediência e pecado
  • Se Eu quiser – pego pela mão, digo o nome e trago para perto de Mim
  • Se Eu quiser – visito, decreto, mudo sentenças, transformo, separo, consagro, levanto, tiro de túmulos, curo, batizo, capacito, envio, coloco na minha presença e faço novas criaturas

 

Se Eu quisesse, Lázaro ficaria no túmulo, mas para que a Glória de Deus se manifestasse na terra Eu o chamei pelo nome. E tem mais, quando Eu chamo, chamo pelo nome, e sempre ofereço algo a mais: “Ei vocês da multidão, ajudem Lázaro, desenrolem as faixas e deixem que ele vá” (Jo 11.44 – NTLH).

 

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Quando tudo começa no fim...


Todas as vezes que o Inimigo disse a alguém: "É o fim", ali, na verdade, era o começo dos melhores dias, das maiores vitórias, dos melhores casamentos.


O Inimigo disse a José do Egito, na cisterna do deserto: "É o fim!" e Deus disse: "É o começo, José, o governo do Egito te espera".


O Inimigo disse para Moisés no deserto de Sim: "É o fim!" e Deus disse: "É o começo, transformar-te-ei no libertador do meu povo".



O Inimigo disse a Ester no tempo da escravidão: "É o fim!" e Deus disse: "É o começo, transformar-te-ei na rainha dos Medos e Persas".



O Inimigo disse a Hananias, Misael e Azarias (prefiro usar os nomes dados pelos pais) na fornalha: "É o fim!" e Deus disse: "É o começo, vocês serão grandes governadores da Babilônia!”



O Inimigo disse a Daniel na cova dos leões: "É o fim!" e Deus disse: "É o começo, sua história mudará o mundo".



O Inimigo disse a Jonas, na barriga de um peixe: "É o fim!" e Deus disse: "É o começo, Nínive será salva através da tua pregação”.



O Inimigo disse a João, exilado na ilha de Patmos: "É o fim!" e Deus disse:” É o começo, você escreverá a maior revelação de todos os tempos · o Apocalipse”.



O Inimigo disse a Jesus, morto na cruz: "É o fim!" e Deus disse: "É o começo, todo o poder no céu e na terra Eu entrego em Tuas mãos”.



Por isso se o Inimigo disser a você que: "É o fim!", comece a dar glória a Deus e Aleluia, porque Deus está dizendo: "É apenas o começo”.


lembre-se: O Inimigo não tem poder para decretar o fim de nenhum filho de Deus. "O sofrimento não é o fim, mas o começo para todos os que crêem”.


Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

Apenas reproduzindo:


 Ésquilo, vendo que todos ofereciam presentes a Sócrates,

 disse ao grande filósofo: 


"Visto que nada tenho para dar-te, 

vou dar-me a mim mesmo a ti".


 E disse Sócrates:

"Faze isso e eu te devolverei a ti 

mesmo melhor do que te tenha recebido."


Dando-nos a Jesus, estamos certos de que Ele nos devolverá muito melhor.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)