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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

O plano de Jose para abençoar seu povo. O plano de Deus para salvação da humanidade. Da minha família cuido eu. Minando as forças do inimigo

INTRODUÇÃO

O plano de José para abençoar seu povo foi pensado, por ele, muito tempo antes de ser colocado em prática. Na primeira vez que reviu seus irmãos em situação precária, quando foram comprar alimentos no Egito, poderia ter se vingado de tudo que havia acontecido em sua vida, já que estava em situação melhor que eles, porém preferiu outro caminho. Ali no trono sentiu as dores e durante os três dias em que manteve seus irmãos sob guarda intensa (Gn 42.17) foi o suficiente para buscar em Deus um plano infalível para ajudar todo o seu povo.

 

A intenção de Jose era cuidar de seu pai e irmãos até que arrumassem ocupação ou até que se virassem sozinhos no Egito, bem como não queria que fossem seduzidos pela riqueza e cultura egípcia. Não seria correto sustentá-los por toda a vida, isto contrariava toda sua trajetória de vida, pois sempre trabalhou e fez por onde alcançar sua posição. Então elaborou um plano para ajudar toda a sua família.

 

Este plano bem poderia ser descoberto pelos egípcios, inteligentes, porém Deus não permitiu e concedeu a Jose o sucesso, pois o Egito estava realmente em suas mãos e dependia de suas ações e decisões.

 

José estabeleceu três condições para que seus irmãos fossem de fato aprovados e para que tivessem direito a usufruir de seu plano:

 

1) AS CONDIÇÕES PARA FAZEREM PARTE E USUFRUÍREM DOS BENEFÍCIOS DO PLANO DE JOSÉ

a) Primeira condição: deviam demonstrar arrependimento

Deveriam demonstrar arrependimento pelo que fizeram no passado pelo irmão. Não conheceram José de inicio, então ali mesmo, diante da precariedade da situação se conscientizaram do erro que haviam cometido contra José.

 

“E disseram uns aos outros: De fato, nós agora estamos sofrendo por causa daquilo que fizemos com o nosso irmão. Nós vimos a sua aflição quando pedia que tivéssemos pena dele, porém não nos importamos. Por isso agora é a nossa vez de ficarmos aflitos”. (Gn 42.21 – NTLH)

 

b) Segunda condição: deviam anunciar as boas novas

Jose, após revelar sua identidade aos irmãos, ordenou que retornassem e anunciassem ao pai que ele ainda estava vivo e que era uma importante autoridade no Egito, porém durante o retorno deveriam evitar as contendas e possíveis brigas, tipo: acusações entre eles, pois já estavam de posse da benção, era só anunciarem e voltarem para usufruírem de todos os benefícios que o plano de José havia previsto para eles. Não tinha motivos para brigas.

 

Os irmãos se despediram, e na hora de partir José aconselhou: Não briguem pelo caminho”. (Gn 45.24 – NTLH)

 

c) Terceira condição: Deveriam desejar ser o que sempre foram e o que eram

José orientou seus irmãos quanto à resposta que deveriam dar a Faraó quando fossem questionados sobre a ocupação deles. Não deveria ser uma resposta qualquer, tinham que declarar o que eram e que desejavam continuar sendo o que sempre foram.

 

“Quando o rei lhes perguntar qual é a profissão de vocês, digam que a vida inteira vocês têm sido criadores de ovelhas, como foram os seus antepassados. Assim, vocês poderão ficar morando na região de Gosém, pois os egípcios detestam os pastores de ovelhas”. (Gn 46.33-34 – NTLH)

 

2) O PLANO DE JOSÉ COLOCADO EM PRÁTICA

Os irmãos de José cumpriram todas as condições impostas e então tiveram a oportunidade de verem o plano sendo colocado em prática. O plano consistia em preparar todo o ambiente e oferecer todas as condições possíveis para que o seu povo pudesse usufruir do melhor no Egito, além de blindá-los da possível sedução e fascínio por aquela nova forma de vida que teriam pela frente.

 

“José comprou tudo dos egípcios,

 para dar o melhor para o seu povo

enquanto permanecessem naquela nação“.

 

a) Jose ajuntou todo o dinheiro (Gn 47.14)

Jose ajuntou todo o dinheiro com a venda do cereal aos egípcios, que diante da necessidade o procuravam para comprarem alimentos. Era um referencial de benção, pois tinha o que o mundo na época mais precisava, comida. José tirou dos egípcios a autoridade.

 

b) Jose ajuntou todos os animais (Gn 47.16)

Os Israelitas eram pastores e ofereciam animais em sacrifícios, José já pensando isto pediu para que todos os egípcios trocassem seus gados por comida para que seus irmãos tivessem trabalho e animais para sacrificarem, se os egípcios ficassem com seus rebanhos logo acabariam com tudo. José tirou dos egípcios as posses.

 

c) Jose ajuntou todas as pessoas (Gn 47.18)

José trocou o cereal pelos serviços do povo, que se tornaram escravos de Faraó, porém se alegraram por isso. Jesus nos comprou e nos remiu para sermos o seu povo. O seu julgo é suave e o seu fardo é leve. José tirou dos egípcios a dignidade.

 

d) José comprou todas as terras (Gn 47.20)

José tomou posse das terras do povo e prometeu devolver parte delas para que se sustentassem (Gn 47.24). Deus está no controle de tudo e distribui a nós o que precisamos de modo a satisfazer-nos. José tirou dos egípcios a autonomia.

 

e) Jose ajuntou toda a semente (Gn 47.23)

A benção de produzir está com aquele que conhece o poder da semente, o segredo é semeá-la e não se alimentar dela. Havia muito trigo no Egito, mas também havia muita fome (Gn 47.13). Os hebreus sabiam o que uma semente poderia proporcionar, os egípcios não. Jose tirou deles toda a possibilidade de crescerem e se recuperarem financeiramente.

 

Jose ajeitou a vida de sua família tirando dos egípcios toda a riqueza, honra, autoridade, posse, dignidade e possibilidade de seduzirem o seu povo quando chegassem ao Egito. O seu plano minou as forças do inimigo para que a sua família não sofresse no período de adaptação.

 

3) O PLANO DA SALVAÇÃO PENSADO POR DEUS E AS CONDIÇÕES IMPOSTAS

O plano da salvação foi pensado por Deus, muito antes da fundação do mundo e para que sejamos inseridos nesse contexto existem algumas condições que devemos observar.

a) Primeira condição: arrependimento

Ninguém que não demonstre arrependimento consegue chegar à presença de Deus. Esta é a primeira condição imposta para que o homem possa conhecer o plano de Deus para sua vida.

 

Quando ouviram isso, todos ficaram muito aflitos e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: Irmãos, o que devemos fazer? Pedro respondeu: Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para que os seus pecados sejam perdoados, e vocês receberão de Deus o Espírito Santo”. (At 2.37-38 – NTLH)

 

b) Segunda condição: devemos anunciar as boas novas

Aquele que conhece o Evangelho e começa a seguir Jesus não pode largar o arado e olhar para trás. Sua missão então passa a ser a anunciação do Evangelho a todos e principalmente temos que seguir à risca os conselhos de Jesus: “vão, anunciem e não briguem pelo caminho”, tal como foi ordenado por José a seus irmãos.

 

Eu não tenho o direito de ficar orgulhoso por anunciar o evangelho. Afinal de contas, fazer isso é minha obrigação. Ai de mim se não anunciar o evangelho! (I Co 9.16 - NTLH)

 

c) Terceira condição: Devemos desejar ser o que já somos

José orientou seus irmãos quanto a resposta que deveriam dar a Faraó quando fossem questionados sobre a ocupação deles e eles responderam conforme as orientações recebidas, ou seja, foram avisados antes, foram ensinados e aprenderam. Da mesma forma devemos nos portar, pois constantemente temos nossa fé colocada à prova. “quem é você, qual é a tua?”

 

Somos avisados por Deus antes, somos ensinados e quando precisar devemos mostrar que aprendemos a lição. Crente bem ensinado responde certo quando é questionado.

 

CONCLUSÃO

Jose foi o primeiro a ir para o Egito, a fim de preparar lugar para seu povo quando mudassem para aquela nação. Foi traído, vendido, sofreu como um cordeiro mudo até ser ascendido ao trono. Pensou e executou um plano perfeito para abençoar seu povo, da mesma forma Jesus veio a esse mundo, foi traído, vendido, sofreu como um cordeiro e subiu aos céus para a glória e executou um plano de Deus para salvar a humanidade. 

Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Grandes verdades em poucas palavras - 0062

“O cristão deve viver de tal forma que não tenha medo de vender o papagaio da família para os fofoqueiros da cidade”. Anônimo

Coloque uma proteção forte ao redor de seus sentidos. Eles são os campos de pouso de Satanás, especialmente os olhos e os ouvidos”. William Gurnall

O coração que vagueia necessita de um olho que vigia”. Thomas Watson

‘A vingança, por menor que seja, envenena a alma”. Anônimo

“As únicas pessoas às quais você deve tentar "dar o troco" são aquelas que o ajudaram”. John E. Southard

“Tome cuidado para que as vitórias não tragam as sementes das futuras derrotas”. Anônimo

Seremos controlados ou por Satanás, ou pelo eu, ou por Deus. O controle de Satanás é escravidão; o controle do eu é futilidade; o controle de Deus é vitória”. Anônimo 

“É mais fácil esfriar um fanático do que esquentar um defunto”. Irmão André

Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Não ficará corpos sobre corpos

Após o arrebatamento da igreja os corpos dos fiéis desaparecerão e não serão velados, pois sem corpo desfalecido não haverá constatação da morte. 

Elias foi levado para o céu e não foi considerado morto, o mesmo acontecerá com a Igreja arrebatada. 

Na verdade não ficará corpos sobre corpos após a volta triunfal de Jesus nos ares.

Se não houvesse a promessa de transformação dos corpos dos que serão arrebatados, fatalmente o mundo poderia contemplar o maior velório coletivo de sua história. Felizmente, Deus já prevendo retaliações ou algo pior, transformará os corpos e não deixará vestígios carnais de nossa existência.

Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Deus é o mesmo, nós não!


Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente, mas nós não.

Não somos mais o que éramos há alguns anos atrás.

Não pregamos mais o que pregávamos anos atrás.

Não vestimos mais o que vestíamos anos atrás.

Não bebemos mais o que bebíamos anos atrás. Tudo em nós muda


Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Quando se vai a glória de Deus - lição 4 (plano de aula)

 

INTRODUÇÃO

Deus mandou Moisés construir o Tabernáculo e deixou bem claro a finalidade daquela construção: ”E me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Ex 25.8).

 

A presença de Deus no Tabernáculo não era incondicional, pois os hebreus deveriam manter o compromisso com a Aliança feita no Sinai, porém não se manterem fiéis e assim a glória de Deus, que representava a presença pura, indescritível e sem limites de Javé deixou o Templo e do meio do povo. Essa era a situação espiritual de Israel, sem a glória de Deus e sem sustentação.

 

I – SOBRE A GLÓRIA DE DEUS

1) O significado de ”glória” 

A glória de Deus se manifestou no dia da dedicação do Tabernáculo (Ex 40.34-35) quando cobriu todo aquele ambiente e depois repetiu sua ação no dia da inauguração do Templo de Jerusalém (I Rs 8.11), quando os sacerdotes trouxeram a Arca do Concerto para abriga-la em seu devido lugar. Tiraram a arca, que representava a vida, a sustentação de Israel, de um velho prédio e a colocaram no prédio novo. Tudo se fez novo.

 

A palavra hebraica kavod (peso) aparece duas vezes no Antigo Testamento (I Sm 4.18; II Sm 14.26). Na Septuaginta é empregado os termos doxa (glória, resplendor, poder, honra, reputação) e time (valor, honra), mas Ezequiel, em suas visões nos deu o sentido de resplendor pela presença do Senhor (Ez 1.26-28; 8.2). Entre os crentes modernos é usado o vocábulo hebraico shekinah (glória), que não aparece na Bíblia, porém muito usado no judaísmo.

 

A glória de Deus é tão preciosa e grandiosa que nenhum ser humano pode contemplá-la e continuar vivo (Ex.33.18-23), alguns homens viram apenas algo semelhante a glória de Deus (Is 6.1-3) e sua transcendência.

 

2) A glória de Deus

a) A glória de Deus manifestada no Tabernáculo:

A glória de Deus se manifestou no dia em que o Tabernáculo foi dedicado a Javé (Ex 40.34-35), como resultado da aliança estabelecida no monte Sinai (Ex 19.2), porém durante a tomada da arca da Aliança pelos filisteus nos tempos do sacerdote Eli (I Sm 4.1-21), a glória de Deus deixou o Tabernáculo devido a situação espiritual de Israel.

 

b) A glória de Deus manifesta no primeiro Templo:

A glória de Deus somente voltou durante a inauguração e na ocasião em que a arca do concerto foi transferida para o recém-construído Templo em Jerusalém (II Cr 5.13-14; 7.1), mas se foi quando os babilônicos tomaram e destruíram a cidade e o Templo (Jr 52.1-34).

 

c) A glória de Deus manifestada (Jesus) no segundo Templo:

Zorobabel, que voltou de Babilônia por volta de 538 a.C, iniciou a reconstrução do que ficou conhecido como segundo Templo, bem mais simples e modesto que o primeiro e nessa ocasião a glória de Deus não se manifestou como nas ocasiões anteriores. Por que?

 

Todos choraram e se lamentaram, mas não se entristeceram, pois confiaram na promessa feita por Deus, através do profeta Ageu, que em pouco tempo, a glória daquela segunda casa seria maior que a primeira (Ag 2.9), como de fato foi quando Jesus adentrou o Templo durante o seu ministério terreno (Mt 21.10-15).

 

d) A glória de Deus NÃO manifestada no Templo de Herodes:

Como o segundo Templo não tinha a suntuosidade e grandeza material do primeiro, o então mandante da Judeia, Herodes Magno, ordenou a ampliação e melhorias no Templo reconstruído por Zorobabel. Sua intenção era somente ver o seu nome gravado na placa da inauguração e deixar seu nome associado ao Templo, nada mais que isso.

 

O Templo em Jerusalém perdeu sua funcionalidade e toda a expectativa espiritual que girava em torno do cumprimento da profecia de Ageu (Ag 2.9), tanto que depois disso foi definitivamente e destruído.

 

II – SOBRE A RETIRADA DA GLÓRIA DE DEUS

1) O querubim e a nuvem (9.3; 10.4)

A retirada da glória de Deus do Templo, segundo o profeta Ezequiel, simbolizou a situação espiritual catastrófica do reino do Sul, que estava prestes a sucumbir diante de seu inimigo.

 

A glória de Deus se levantou, do querubim[1] sobre a Arca da Aliança ou se levantou sobre os querubins que estavam sobre o propiciatório[2] da arca (II Cr 5.8), passou pela entrada do Templo certamente sem olhar para trás e por fim se afastou completamente em direção ao Monte das Oliveiras, o mesmo local onde Jesus também deixaria a Terra para receber novamente toda a sua glória celeste.

 

2) A retirada da presença de Deus (10.18)

A glória de Javé pairou sobre os querubins, deixou o lugar Santo dos Santos, se dirigiu para a entrada do Templo e iniciou sua retirada por completo de Judá. Esse processo foi todo acompanhado de perto pelo profeta, que entendeu que Deus estava retirando sua presença e assim o inimigo teria autorização para agir. Fato esse ocorrido em 587 a.C., por intermédio da ação dos caldeus sobre Jerusalém (II Rs 25.3-10; Jr 39.2; 52.6). Quando eles chegaram a glória de Deus já estava bem longe.

 

Sem a glória de Deus, Jerusalém ficou sem alma, sem espírito e como um corpo desfalecido, estava pronto para ser abatido. Um amontoado de ruinas e lamentações (Lm 1.1).

 

A glória de Deus se revelou a Abraão, que então saiu de Ur dos Caldeus, da Mesopotâmia, berço da Babilônia e caminhou cerca de 1.400 km para chegar a Canaã. Quando a glória de Deus se retirou de Jerusalém, os judeus caminharam cerca de 1.400 km para trás e retornaram para a mesma região de onde havia saído o grande patriarca Abraão.

 

A glória de Deus se retirou do primeiro e segundo Templo, antes da completa destruição. O mesmo aconteceu como Enoque, que foi retirado da Terra para não presenciar o dilúvio e Elias, que foi levado antes de contemplar o cativeiro babilônico e o mesmo acontecerá com a Igreja que será tirada antes da manifestação do Anticristo.

 

3) Por fim a glória de Deus se pôs sobre o Monte das Oliveiras (11.23)

Ezequiel viu a glória de Deus saindo do Templo e indo em direção ao Monte das Oliveiras e da mesma forma como Jesus faria quando ascendesse ao céu (At 1.9-11).

 

Com a retirada total da presença de Deus, o Templo e Jerusalém ficaram vulneráveis. O que antes era um privilégio para Israel se tornava então o inicio dos martírios da cidade e do povo (Lm 1.1). O Templo seria destruído e os judeus seriam levados para longe de sua Terra Prometida.

 

A glória de Deus se manifestou no Tabernáculo no deserto, no Templo em Jerusalém e voltará a se manifestar no céu, na plenitude dos tempos da humanidade, mas antes disso está presente em cada um daqueles que aceita o sacrifício vicário de Jesus, pois Deus não confunde o destino de um povo com o destino de indivíduos. De Israel foi tirada a glória de Deus, mas no crente em Jesus ela ainda se faz presente.

 

III – SOBRE O SEGUNDO TEMPLO

1) O segundo templo

O primeiro Templo havia sido construído por Salomão, em dias de paz com os vizinhos, de prosperidade, cooperação de todos, envolvimento e sabedoria, mas os caldeus destruíram essa grande obra e levaram cativo os judeus para a Babilônia.

 

A primeira leva de judeus, que retornou do exílio com Zorobabel, se dedicou a reconstrução do que ficou conhecido como o segundo Templo ou Templo de Zorobabel, sem contudo atingirem a mesma opulência, beleza arquitetônica ou dimensões do primeiro (Ed 6.15), pois não tiveram os mesmos recursos, mão de obra especializada e condições favoráveis, mas que estavam aguardando o cumprimento da maior de todas as promessas (Ag 2.9).

 

Ciro, rei da Pérsia, pôs fim ao cativeiro de Judá em 539 a.C., e ordenou a reconstrução do Templo em Jerusalém (II Cr 36.20-23; Ed 1.1-2). Na verdade era como se Ciro tivesse decretado: “eu liberto vocês, mas quero produção, quero que demonstrem gratidão ao seu Deus, pois fui usado como instrumento por Ele”, conforme descrito por Flávio Josefo:

 

“Esse soberano falava assim porque lera nas profecias de Isaías, escritas du­zentos e dez anos antes que ele tivesse nascido e cento e quarenta anos antes da destruição do Templo, que Deus lhe tinha feito saber que constituiria a Ciro rei sobre várias nações e inspirar-lhe-ia a resolução de fazer o povo voltar a Jerusalém para reconstruir o Templo. Essa profecia causou-lhe tal admiração que, desejando realizá-la, mandou reunir na Babilônia os principais dos judeus e anunciou que lhes permitia voltar ao seu país e reconstruir a cidade de Jerusa­lém e o Templo, que eles não deveriam duvidar de que Deus os auxiliaria nesse desígnio e que escreveria aos príncipes e governadores de suas províncias vizinhas da Judéia para que lhes fornecessem o ouro e a prata de que iriam precisar e as vítimas para os sacrifícios”. JOSEFO (Livro décimo primeiro, capítulo 1).

 

Da mesma forma como foram levados cativos para a Babilônia, em três etapas, os judeus retornaram em três[3] frentes que se dedicaram a reconstrução espiritual e material da cidade.

 

2) O Templo de Herodes

Davi, que andava segundo o coração de Deus (I Sm 13.14), não pode construir o Templo em Jerusalém, devido as muitas guerras (I Cr 17.1-15). Então, como é que historicamente teríamos que aceitar Herodes Magno (um assassino, profano, blasfemador) reformando o Templo em Jerusalém e colocando a placa com seu nome ou somente para agradar o imperador? Uma verdadeira profanação.

 

O Templo de Zorobabel, bem mais modesto que o de Salomão, foi reformado e ampliado por Herodes, Magno, que conseguiu enganar alguns na época com a ideia de que o Templo não estava à altura do primeiro. A reforma se iniciou por volta do ano 15 a.C., continuou durante o ministério terreno de Jesus (Jo 2.20) e foi concluída em 66 d.C., para ser completamente destruído no ano 70 d.C., pois não havia mais necessidade de sua existência. Toda a expectativa cristológica e profecias foram cumpridas quando Jesus entrou no Templo.

 

3) A presença do Filho de Deus

Se a glória de Deus não encheu o Templo, na ocasião em que foi reconstruído por Zorobabel juntamente com os judeus que retornaram do cativeiro babilônico, muito menos encheria durante ou na finalização da reforma feita por Herodes.

 

No entanto, Jesus trouxe a glória de Deus quando ministrou no Templo de Herodes (Ag 2.7; Jo 1.14), fazendo a glória da segunda casa ser maior do que a da primeira (Ag 2.9; Mt 21.12,14,15; Lc 2.46).

 

O Templo desempenhava várias funções em Israel como lugar de perdão, do encontro com Deus, da presença divina, era o centro espiritual da nação. Então após a entrada de Jesus, perdeu toda a sua funcionalidade.

 


IV – SOBRE O SENHOR JESUS E O TEMPLO

1) Explicação teológica.

A glória do Senhor deixou o Templo antes de sua destruição pelos caldeus, da mesma forma aconteceu com o segundo Templo, pois Jesus entrou e saiu, para deixar claro que Ele, a partir de então, substituiria e assumiria todas as funções que antes eram exercidas no Templo pelos sacerdotes e levitas.

 

Os babilônicos destruíram o Templo construído por Salomão no 9º dia do 4º mês entre os anos de 587 e 586 a.C. Os romanos  destruíram em definitivo o Templo reconstruído por Zorobabel e reformado por Herodes no 9º dia do 4º mês do ano 70 d.C. Lembrando que o 4º mês é o Tamuz, o mesmo referido na lição anterior no tópico III, ítem 1.

 

Segundo Flávio Josefo, o Templo foi completamente destruído 1.130 anos, 7 meses e 15 dias após a conclusão por Salomão e 639 anos, 45 dias após a reconstrução efetuada por Zorobabel.

 

Jesus, maior do que Salomão (Lc 11.31), maior do que o Templo (Mt 12.6), maior que o sacerdócio levítico, pois ouviu, atendeu, curou, perdoou pecados, ressuscitou mortos, se fez carne, tabernaculou entre os homens, se ofereceu e se tornou o sacrifício único, trouxe paz e reconciliação e acima de tudo se fez propício.

 

2) O fim do Templo

O que o Senhor Jesus insinuou e ensinou, na última semana do seu ministério terreno, se cumpriu, pois não ficou pedra sobre pedra, tudo foi derrubado (Mt 24.2; Mc 13.2; Lc 21.6), mas como nos casos anteriores, a glória de Deus se retirou antes (Mt 23.38,39) da destruição.

 

3) A presença de Deus hoje

O grande Templo, seja o resquício do primeiro, do segundo ou do que foi reformado por Herodes, não existe mais e nem teria motivos para tal, uma vez que sua missão na Terra já estava concluída.

 

Em Jesus agora temos a redenção, o perdão de nossos pecados, a paz e o livre acesso a Deus (Jo 14.23; I Co 6.19). Jesus nos comprou na cruz com o alto preço de seu sacrifício e o Espírito Santo habita e nos faz seu santuário para que a glória de Deus esteja sempre manifesta em nossas vidas.

 

CONCLUSÃO

Ezequiel alertou os judeus sobre o pecado e as consequências que recairiam. O que julgavam indestrutível caiu ante ao inimigo. Os babilônicos queimaram e deixaram em ruínas o primeiro Templo. Os romanos destruíram o segundo, mas em Jesus, o substituto, até puseram as mãos, tentaram matá-lo, porém não foram páreos para o seu grande poder e glória.

 

REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, Abraão. O TABERNÁCULO E A IGREJA


Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003


Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008


Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000


Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003


JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. De Abraão a queda de Jerusalém. 8ª Ed. Traduzido por Vicente Pedroso. Rio de Janeiro. CPAD, 2004


LOURENÇO, Luciano de Paula. Quando se vai a glória de Deus. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2022/10/aula-04-quando-se-vai-gloria-de-deus.html. Acesso em 20 de outubro de 2022


SILVA, Ailton da. Querubins, bezerro, serpente. Disponível em: http://ailtonsilva2000.blogspot.com/2011/11/querubins-bezerro-serpente.html. Acesso em 19/10/2022



[1] Seja os dois querubins que repousavam sobre o propiciatório ou outros enviados por Deus, o certo é que esses seres angelicais não podiam ser objetos de adoração e idolatria, haja vista estarem ali para representarem o trono e a presença de Deus. Por serem partes da arca da Aliança não podiam ser vistos constantemente, tocados e ninguém poderia se aproximar deles, exceto o sumo sacerdote em seu oficio.


[2] Propiciatório, peça feita de ouro maciço e puro, a tampa da arca da Aliança onde repousavam a figura de dois querubins, representando o trono de Deus (Is 6.1) e materilizando todo o desejo de Deus em se tornar favoravel ao homem.


[3] Os judeus foram levados para a Babilônia em três etapas, em 605, 597 e 586 a.C. O retorno também se deu em três etapas, cada qual com uma liderança destacada e com missões especificas, em 538 a.C. com Zorobabel para reconstruírem o Tempo, em 458 a.C. com Esdras para resgatar a lei e o oficio sacerdotal e em 445 com Neemias para reconstruírem os muros e as portas de Jerusalém.

Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

Quando se vai a glória de Deus





Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Quando se vai a Glória de Deus. Dinâmica (adaptação)


A viagem - expectativa x realidade

Preparativos para quando a Glória de Deus se for de nossas vidas)

 

Material:

  • Papel e caneta.

 

Desenvolvimento:

Escolha um aluno, que escreva rápido e entregue o papel e caneta, para ser a mala. Diga que ele ganhou uma viagem maravilhosa e que terá um minuto para preparar a sua mala.

 

Expectativa:

Recite a profecia de Ezequiel (texto áureo da lição) e diga que ao seu sinal (COMEÇA) deverá ser escrito tudo o que seja necessário levar para a viagem. Dê um minuto para que o aluno escreva, mas não deixe passar nenhum segundo do tempo, seja rigoroso e peça para não esquecer nada. Ao final de um minuto diga (PARE).

 

Realidade:

Depois utilize o verso do papel e diga que será feita novamente a mesma viagem, porém ele não terá o mesmo tempo para arrumar a mala. Deverá obedecer os seus comandos (COMEÇE E PARE):

  • Diga JÁ para que inicie e diga PARE (tipo: JÁ-PARE). Seja rápido, menos que um piscar de olho.

 

Aplicação e reflexão:

No dia em que sentirmos ou quando a Glória de Deus se for de nossas vidas, não teremos tempo para preparativos, arrependimentos, por isso temos que viver em constante vigilância. Então o que tiver que ser feito deve ser feito agora. Quando o aluno tinha um minuto dava tempo para escrever (EXPECTATIVA) e se preparar, mas quando teve menos que um piscar de olho (REALIDADE), ele não conseguiu escrever nada. 


Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)